
Cruz de Guerra, colectiva, de 1.ª
classe
Cruz de Guerra de 2.ª classe
Brevíssima resenha castrense
Emílio Varela Saraiva, Furriel Mil.º
‘Comando’, n.º 60116771, nasceu no
dia 13 de Dezembro de 1950 em
Trancoso.

Com três anos de idade viajou com a
família para Luanda, onde ficou a
residir e viria a completar no
'Colégio
Luanda' o curso dos liceus.
Mobilizado pela Região Militar de
Angola para servir Portugal naquela
Província Ultramarina;
Em Janeiro de 1971 incorporado na
Escola de Aplicação Militar de
Angola (EAMA - Nova
Lisboa)
«PARA SERVIR-VOS BRAÇO ÀS ARMAS
FEITO»,
onde completou o CSM (Curso de
Sargentos Milicianos).
Em 3 de Julho de 1971 apresentou-se
no Centro de Instrução de Comandos
(CIC - Luanda);
Em 29 de Outubro de 1971 conclui a
especialidade 959 – Comandos e é
integrado no 4.º Grupo de Combate da
33.ª Companhia de Comandos
(33ªCCmds);
Em
27 de Novembro de 1971 a sua
subunidade inicia na área do Quitexe
a sua actividade operacional;
Em 16 de Outubro de 1973 cessa a sua
comissão de serviço;
No final de 1973 o autor ingressou
no funcionalismo público, sendo
colocado em Benguela;
Em meados de 1975 foi forçado a
exilar-se na África do Sul, de onde
em 1993 regressou a Portugal;
Com base em proposta do
Comandante-Chefe das Forças Armadas
de Angola é louvado e agraciado com
a Medalha da Cruz de Guerra de 2.ª
classe, por feitos em combate, pela
Portaria de 14 de Dezembro de 1976,
publicado na Ordem do Exército n.º 4
– 3.ª série, de 1977;
Agraciado com a
Medalha da
Cruz de Guerra, colectiva, de 1.ª
classe,
conforme Aviso (extracto) n.º
9094/2012 publicado no Diário da
República, n.º 128/2012, Série II,
de 4 de Julho de 2012.
Cruz de Guerra de 2.ª classe
Furriel Miliciano, Comando
EMÍLIO VARELA SARAIVA
33ªCCmds / CICmds - CIOE
ANGOLA
2.ª CLASSE
Transcrição da Portaria
publicado na Ordem do Exército n.º 4
– 3.ª série, de 1977.
Por Portaria de 14 de Dezembro de
1976:
Manda o Chefe do
Estado-Maior-General das Forças
Armadas, com base em proposta do
Comandante-Chefe das Forças Armadas
de Angola, condecorar o Furriel
Miliciano, Comando, Emílio Varela
Saraiva, da 33.ª Companhia de
Comandos - Centro de Instrução de
Operações Especiais, com a Medalha
da Cruz de Guerra de 2.ª classe, ao
abrigo dos artigos 14.º, 15.º e
16.º, do Regulamento da Medalha
Militar, de 20 de Dezembro de 1971,
e do artigo 1.º do Decreto-Lei n.º
715/74, de 12 de Dezembro.
Transcrição do louvor que
originou a condecoração.
(Do Processo individual existente no
Arquivo Geral do Exército):
Manda o Chefe do
Estado-Maior-General das Forças
Armadas, com base em proposta do
Comandante-Chefe das Forças Armadas
de Angola, louvar o Furriel
Miliciano, Comando, Emílio Varela
Saraiva, da 33.ª Companhia de
Comandos / Centro de Instrução de
Comandos – Centro de Instrução de
Operações Especiais, porque, tendo
tomado parte em quase todas as
acções do seu grupo, revelou
qualidades de decisão, capacidade de
comando, iniciativa, coragem,
bravura, serena energia debaixo de
fogo e sangue-frio, cotando-se como
exemplo de combatente valoroso e
audaz.
Distinguiu-se, em especial, na
operação "Átila", pelo modo
agressivo e corajoso como, após
quebrada a surpresa, se lançou sobre
um acampamento adversário a peito
descoberto e, indiferente ao fogo
das armas automáticas e
lança-granadas, denunciando grande
calma, desembaraço e serenidade, o
perseguiu, desarticulando-o e
contribuindo para a captura de
armamento. A forma decidida com que
se empenhou neste assalto constitui
exemplo de verdadeiro "Comando" e
esteve na base dos excelentes
resultados obtidos.
Também na operação "Rojão", durante
o assalto a outro acampamento, e com
posterior perseguição aos elementos
em retirada, revelou qualidades de
combatente destemido, permanente
indiferença pelo perigo, espírito
aguerrido e tenacidade, contagiando
com o seu exemplo os homens que
comandava.
A par das qualidades citadas, soube
sempre incutir na sua equipa forte
determinação e elevado espírito de
missão durante todo o tempo em que
serviu na 33.ª Companhia de
Comandos.
Militar correcto, possuindo clara
noção do dever, que procurou cumprir
abnegadamente e sem olhar a
dificuldades e sacrifícios, o
Furriel Saraiva contribuiu para
prestigiar Os Comandos, o Exército e
a Pátria.

