Elementos cedidos por um
colaborador do portal UTW
Rosa Glória Barroso da Costa Serra
Alferes Graduada Enfermeira Pára-Quedista

Rosa Glória Barroso da Costa
Serra, Alferes Graduada Enfermeira Pára-Quedista.
Nascida
no dia 30 de Março de 1946 em Ribeirão, freguesia do
concelho de Vila Nova de Famalicão.
No 1.º trimestre de 1968 concluiu em Tancos no Regimento
de Caçadores Pára-Quedistas (RCP) «QUE NUNCA POR
VENCIDOS SE CONHEÇAM» o curso de Furriel Enfermeira
Pára-Quedista e foi-lhe concedido o brevet n.º 5915.

Em
1969 mobilizada para servir Portugal na Província
Ultramarina da Guiné e integrada no Batalhão de
Caçadores Pára-Quedistas 12 (BCP12) «UNIDADE E LUTA».

Em 1970 transferida para a Província Ultramarina de
Angola e integrada no Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE
QUANTAS», onde serviu até final 1971.
Em
1972 promovida no Regimento de Caçadores Pára-Quedistas
(RCP) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM» a Alferes
Graduada Enfermeira Pára-Quedista.
Em Janeiro de 1973 mobilizada para servir Portugal na
Província Ultramarina de Moçambique, integrada no
Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 32 (BCP32) «FAMOSA
GENTE A GUERRA USADA» e colocada em Mueda, onde serviu
até Dezembro de 1973.

- «A maioria das minhas
colegas diz que a Guiné foi o pior sítio por onde
passaram. Eu acho que Mueda foi local mais difícil para
se estar a partir de 1972.
É que a guerra não é só
tiros e evacuações. É também o isolamento. Nós éramos
três enfermeiras.
Aquilo era um quartel mínimo
rodeado de arame farpado, que era atacado durante a
noite.
A população do Exército era
relativamente reduzida e a pista tão pequena que, ao
aterrar, os aviões Fiat tinham de largar um pára-quedas
para conseguir travar a tempo.
Era tão tenso que os pilotos
estavam lá 15 dias e depois iam para Nacala.
Chegávamos ao fim da tarde e
não havia um café, um cinema ou um local para conversar.
Também não havia famílias.
Em Bissau, não. À noite
podíamos sair para ir comer um gelado ou uns percebes e
viviam lá várias famílias de militares.»;
(in "Dias de coragem e de
amizade -
Angola, Guiné e Moçambique: 50
histórias da guerra colonial").
Em 20 de Junho de 2006 homenageada pelo General Manuel
José Taveira Martins, Chefe do Estado Maior da Força
Aérea.