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Condecorações

Estevão Maria Sá Coutinho de Lencastre, Furriel Mil.º de Cavalaria, da CCav1465/BCav1868

 

  "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

Fontes:

Apoio de um colaborador do portal UTW

 

 

Estev-o-Maria-S-Coutinho-de-Lencastre-350Estevão Maria Sá Coutinho de Lencastre

 

Furriel Mil.º de Cavalaria

 

Companhia de Cavalaria 1465

 

Batalhão de Cavalaria 1868

 

«NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE»

 

Angola: 29Nov1965 a 14Jan1968

 

Cruz de Guerra de 4.ª classe

 

Estevão Maria Sá Coutinho de Lencastre, Furriel Mil.º de Cavalaria.


RC3Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 3 (RC3 – Estremoz) «DRAGÕES DE OLIVENÇA» - «…NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE» para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola;


No dia 20 de Novembro de 1965, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarca no NTT ‘Vera Cruz’, integrado na Companhia de Cavalaria 1465 do Batalhão de Cavalaria 1868 «… NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE», rumo ao porto de Luanda, onde desembarcou no dia 29 de Novembro de 1965;


Louvor colectivo, por despacho do Comandante do Sector ‘A’, de 19 de Janeiro de 1967, publicado na Revista da Cavalaria, edição de 1967, página 207;


Em 14 de Janeiro de 1968, embarca no NTT ‘Vera Cruz’ de regresso à Metrópole, onde desembarcou no dia 23 de Janeiro de 1968;


Louvado e agraciado, por feitos em combate, com a Medalha da Cruz de Guerra de 4.ª classe, pela Portaria de 30 de Dezembro de 1968 e publicado na Ordem do Exército n.º 17 – 3.ª série, de 1968.
 

 

Cruz de Guerra de 4.ª classe

 

 

Furriel Miliciano de Cavalaria
ESTÊVÃO MARIA SÁ COUTINHO DE LANCASTRE
 

CCav1465/BCav1868 - RC3
ANGOLA


4.ª CLASSE


Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 17 – 3.ª série, de 1968.


Por Portaria de 30 de Dezembro de 1968:


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, condecorar com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província de Angola, o Furriel Miliciano de Cavalaria, Estêvão Maria Sá Coutinho de Lancastre, da Companhia de Cavalaria n.º 1465 do Batalhão de Cavalaria n.º 1868 - Regimento de Cavalaria n.º 3.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Por Portaria da mesma data, publicada naquela Ordem do Exército):


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, louvar o Furriel Miliciano de Cavalaria, Estêvão Maria Sá Coutinho de Lancastre, da Companhia de Cavalaria n.º 1465 do Batalhão de Cavalaria n.º 1868 - Regimento de Cavalaria n.º 3, porque servindo durante dois anos na Zona de Intervenção Norte, na Companhia de Cavalaria n.º 1465, como Comandante de Secção, demonstrou ser possuidor de elevado sentimento de dignidade e forte vontade de bem cumprir, e, pelo seu exemplo de serena energia e coragem em ocupar sempre em frente do inimigo os lugares de maior risco, impôs-se à consideração de superiores e subordinados.


O Furriel Lancastre, que em todas as acções de internamento no mato marchou sempre na vanguarda da sua Secção, esteve várias vezes sob o fogo inimigo, sempre revelando exemplar serenidade e coragem.


É de destacar a sua acção durante uma operação em que o seu Pelotão, que fazia escolta a uma coluna de viaturas, foi emboscado, tendo então o Furriel Lancastre, que se encontrava a meio da coluna, corrido imediatamente, sempre debaixo de fogo, em auxílio do pessoal da primeira viatura, que eram apenas três homens e se encontravam a ser fortemente atacados.


É de distinguir também a sua acção durante uma operação, quando voluntariamente se ofereceu para, debaixo de fogo, ir socorrer dois elementos de outra Companhia, que se encontravam feridos e a ser batidos pelo fogo inimigo. Alcançou com êxito o objectivo a que se propôs, juntamente com outros elementos também voluntários, trazendo para local abrigado os dois feridos.


Este Furriel deixou assim bem demonstrado o seu espírito combativo, coragem e abnegação, pelo que é de toda a justiça conferir-lhe o presente louvor, e considerar importantes os serviços que prestou à Pátria e ao Exército.

 

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Louvor colectivo

 

BATALHÃO DE CAVALARIA N." 1868


BCav1868Louvo o Batalhão de Cavalaria n.º 1868 por durante a sua permanência de 13 meses no Sector A da Zona Intervenção Norte, ter demonstrado um elevado espírito de bem servir no cumprimento das várias missões que lhe foram atribuídas, conseguindo adaptar-se plenamente às características operacionais da Zona de Acção à sua responsabilidade, graças à acção impulsionadora e dinâmica do Comandante, Oficiais do Comando e Comandantes das Companhias Operacionais, que além disso tiveram a preocupação constante de melhorar as várias instalações do Batalhão, numa ânsia louvável de elevar o nível de condições de vida e educação de todo o pessoal sob as suas ordens.


É ainda de realçar a proveitosa e sempre oportuna actuação de todo o pessoal do Batalhão junto das populações autóctones, cuja estima e admiração soube conquistar, graças à excelente mentalização dos quadros e das tropas.


O Batalhão de Cavalaria n.º 1868 tornou-se, assim, merecedor do muito apreço do Comando que ao deixar de o ter sob as suas ordens, julga seu dever destacar a meritória actuação deste Batalhão, que muito contribuiu para prestigiar o Exército, honrando simultâneamente a Arma de Cavalaria a que pertence.


(Despacho do Comandante do Sector «A», de 19 de Janeiro de 1967)

 

in Revista da Cavalaria, edição de 1967, página 207

 

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Batalhão de Cavalaria N.º 1868


Identificação:
BCav1868


Unidade Mobilizadora:

Regimento de Cavalaria 3 (RC 3 - Estremoz)


Comandante:
Tenente-Coronel de Cavalaria João Pedro de Almada Saldanha Quadros e Gouveia


2.° Comandante:
Major de Cavalaria Dionísio de Almeida Santos


Oficial de Informações e Operações / Adjunto:
Capitão de Cavalaria Arnaldo Eduardo Souto Pires
Capitão de Cavalaria António José Pereira Calixto
 

Comandantes de Companhia:
 

Companhia de Comando e Serviços (CCS):
Capitão do Serviço Geral do Exército António dos Santos
 

Companhia de Cavalaria 1464 (CCav1464):
Capitão de Cavalaria Carlos Alberto Pereira Gomes da Silva
Capitão de Cavalaria Rui Manuel de Almeida Trigueiros de Sampaio
 

Companhia de Cavalaria 1465 (CCav1465):
Capitão de Cavalaria Rui Mamede Monteiro Pereira
 

Companhia de Cavalaria 1466 (CCav1466):
Capitão de Cavalaria Viriato Manuel Assa Castel-Branco


Divisa:
"Na Guerra Conduta Mais Brilhante"


Partida:

Embarque no dia 20 de Novembro de 1965, no NTT «VERA CRUZ»; desembarque em Luanda no dia 29 de Novembro de 1965


Regresso:
Embarque no dia 14 de Janeiro de 1968, no NTT «VERA CRUZ»; desembarque em Lisboa no dia 23 de Janeiro de 1968 - Dia 24 de Janeiro de 1968: Recepção em Estremoz


Síntese da Actividade Operacional
CCS-BCav1868
O Batalhão de Cavalaria 1868 (BCav1868) foi destinado ao subsector de Tomboco, no Sector A, da ZIN (Zona de Intervenção Norte), onde rendeu o Batalhão de Caçadores 514 (BCac514) e assumiu a responsabilidade da ZA (zona de acção) em 19 de Dezembro de 1965.

O dispositivo foi o seguinte:


Comando, Companhia de Comando e Serviços (CCS) e Companhia de Cavalaria 1464 (CCav1464) em Tomboco, esta posteriormente em Zau-Évua; a
Companhia de Cavalaria 1465 (CCav1465), - sucessivamente, em Quinzau e Tomboco; a
Companhia de Cavalaria 1466 (CCav1466) em Casa da Telha, Zau-Évua e Quinzau por esta ordem e a
7.ª Companhia de Caçadores do Regimento de Infantaria de Luanda, da Guarnição Normal (7ªCCaç/RIL - GN) no Lufíco.
 

Havia destacamentos em Quiaia e Casa da Telha.
 

Em Dezembro de 1966, a Companhia de Cavalaria 1466 (CCav1466) foi cedida ao Comando do Sector A (ComSecA), e ao Batalhão de Cavalaria 1868 (BCav1868) foi atribuída como reforço a Companhia de Caçadores 771 do Batalhão de Caçadores 774 (CCac771/BCac774), no Lufico;


Também em Janeiro de 1967 a Companhia de Caçadores 1435 (CCac1435), reforçou o Batalhão de Cavalaria 1868 (BCav1868), no Quiende; o


Batalhão de Cavalaria 1868 (BCav1868) destacou para actuação fora do Sector, na operação "Quissonde", por diversos períodos, duas das suas Companhias.


Na ZA (zona de acção) embora o inimigo não se fixasse, fazia actuar poderosos grupos móveis que desencadearam emboscadas nos itinerários, causando fortes baixas às Nossas Tropas, como em 22 de Janeiro de 1966, 16 de Junho de 1966 e 9 de Julho de 1966 (nota).


Das operações das Nossas Tropas destacam-se pelas baixas, material capturado e destruição de instalações:


"Vale do Rio Luso",
"Tira Dúvidas" e
"Perseguição e Batida", saldando-se esta por uma extraordinária quantidade e qualidade de material apreendido - armas, munições e material logístico.


Em 28 de Fevereiro de 1967, após uma remodelação do dispositivo, o subsector foi integrado no Sector E passando à dependência do Comando de Agrupamento 26 (CmdAgr26).


Em 12 de Março de 1967, o Batalhão de Cavalaria 1868 (BCav1868) foi rendido pelo Batalhão de Caçadores 1903 (BCac1903) e rodou para o Sector B2, com sede em Catete, onde rendeu o Batalhão de Artilharia 753 (BArt753); assumiu a responsabilidade da ZA (zona de acção) em 16 de Março de 1967.


O dispositivo foi o seguinte:
Comando e Companhia de Comando e Serviços (CCS) em Catete, a
Companhia de Cavalaria 1465 (CCav1465) em Calomboloca e depois em Cassoneca, a
Companhia de Cavalaria 1464 (CCav1464), em Zenza do Itombe e a
Companhia de Cavalaria 1466 (CCav1466) em Barraca;


Recebeu como reforço, sucessivamente, as Companhias de Caçadores 101, 102 e 103 do Regimento de Infantaria de Luanda (CCac101, 102, 103/RIL) em Cabo Ledo.


Na ZA (zona de acção), o controlo das populações assumia carácter prioritário com uma actividade operacional de resto sempre intensa, obtendo-se resultados compensadores, quer por subunidades cedidas a outros sectores da ZIN (Zona de Intervenção Norte), quer na própria ZA (zona de acção) do Batalhão de Cavalaria 1868 (BCav1868), como nas operações


"Muralha", "
Apoio" e
"Estreia".


Em 9 de Janeiro de 1968, o Batalhão de Cavalaria 1868 (BCav1868) foi rendido pelo Batalhão de Caçadores 1901 (BCac1901).

 

(nota)

 

No dia 9 de Julho de 1966, entre a ponte do Rio Lué Grande e a antiga Sanzala Baio, no itinerário após a saída do Lufico, a 7.ª Companhia de Caçadores do Regimento de Infantaria de Luanda (7ªCCac/RIL), adstrita ao Batalhão de Cavalaria 1868 (BCav1868), sofreu 5 baixas mortais e 16 feridos graves (um dos quais veio a falecer no dia seguinte):

 

Afonso José Clemente Lopes

 

Afonso José Clemente Lopes, 1.º Cabo Mil.º Atirador, n.º 930/65, natural da freguesia e concelho do Luso, em Angola, filho de Afonso Fernandes Lopes e de Gracinda da Conceição Clemente Lopes, solteiro.

 

Mobilizado pela Escola de Aplicação Militar de Angola (EAMA) da Região Militar de Angola para servir Portugal naquela Província Ultramarina.

 

Faleceu no dia 9 de Julho de 1966, vítima de ferimentos em combate.

 

Está inumado no cemitério do Luso, em jazigo de família, em Angola.

 

 

Carlos Alberto da Costa

 

Carlos Alberto da Costa, 1.º Cabo Mecânico de Auto Rodas, n.º 881/64, natural da freguesia e concelho de Tábua, filho de Arnaldo da Costa e de Luiza dos Prazeres da Costa, solteiro.

 

Mobilizado pela Região Militar de Angola para servir Portugal naquela Província Ultramarina.

 

Faleceu no dia 9 de Julho de 1966, vítima de ferimentos em combate.

 

Está inumado na campa n.º 15, fileira n.º 2, talhão n.º 10, no Talhão dos Combatentes, do cemitério de Nova Lisboa, em Angola.

 

Carlos Alberto dos Santos

 

Carlos Alberto dos Santos, Soldado Auxiliar de Enfermeiro, n.º 737/65, natural da freguesia de Santo António, concelho do Libolo (Angola), filho de José dos Santos e de Cristina de Aguiar, solteiro.

 

Mobilizado pela Região Militar de Angola para servir Portugal naquela Província Ultramarina.

 

Faleceu no dia 9 de Julho de 1966, vítima de ferimentos em combate.

 

Está inumado no cemitério de Calulo, em Angola.

 

Dionísio de Almeida Feliciano

 

Dionísio de Almeida Feliciano, 1.º Cabo Atirador, n.º 824/65, natural da freguesia do Carmo, concelho de Luanda (Angola), filho de Joaquim Feliciano dos Santos Sobrinho e de Ana Laurinda de Almeida, também conhecida por Ana de Almeida Feliciano, solteiro.

 

Mobilizado pela Região Militar de Angola para servir Portugal naquela Província Ultramarina.

 

Faleceu no dia 9 de Julho de 1966, vítima de ferimentos em combate.

 

Está inumado no cemitério de Luanda, em jazigo de família, em Angola.

 

Florentino Vitula

 

Florentino Vitula, Soldado Atirador, n.º 34/65, natural do lugar de Canjanja, da freguesia de Chipindo, concelho de Ganguelas (Angola), filho de André Caveia e de Changuendela Chilombo Uandi, solteiro.

 

Mobilizado pela Região Militar de Angola para servir Portugal naquela Província Ultramarina.

 

Faleceu no dia 10 de Julho de 1966, vítima de ferimentos em combate, ocorrido no dia 9 de Julho de 1966.

 

Está inumado na campa n.º 246, do Talhão Militar do cemitério Novo de Luanda, em Angola.

 

As suas Almas repousam em Paz

 

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Notícia: Diário de Lisboa, ed. 15421, pág. 13, de 20 de Novembro de 1965

 

Embarque do Batalhão de Cavalaria 1868 com destino à Província Ultramarina de Angola

 

 

 

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Notícia: Diário de Lisboa, ed. 16199, pág. 8, de 24 de Janeiro de 1968

 

Regresso do Batalhão de Cavalaria 1868 - RECEPÇÃO EM ESTREMOZ

 

 

 

 

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 Estev-o-Maria-S-Coutinho-de-Lencastre-920

 

 

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