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Fausto Domingos Fidalgo,
Soldado Condutor Auto-Metralhadora Fox,
n.º 71070067
"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
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HONRA E GLÓRIA |
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Fausto
Domingos Fidalgo
Soldado Condutor
Auto-Metralhadora, n.º 71070067
1.º
Pelotão FOX
«OS
IMORTAIS»
Esquadrão de Cavalaria
2
«FORÇA ARDIL E
CORAÇÃO»
Região
Militar de Moçambique
«CONSTANS ET PERPETUA VOLUNTAS»
Cruz
de Guerra de 4.ª classe
Prémio
Governador-Geral de Moçambique
Cruz de Guerra de 4.ª
classe
Soldado de Cavalaria,
n.º 71070067
FAUSTO DOMINGOS FIDALGO
ECav2 - RMM
MOÇAMBIQUE
4.ª CLASSE
Transcrição
do Despacho publicado na Ordem do
Exército n.º 15 – 3.ª série, de 30 de
Maio de 1969.
Agraciado com a Cruz de Guerra de 4.ª
classe, nos termos do artigo 12.º do
Regulamento da Medalha Militar,
promulgado pelo Decreto n.º 35 667, de
28 de Maio de 1946, por despacho do
Comandante-Chefe das Forças Armadas de
Moçambique, de 07 de Abril de 1969:
O Soldado n.º 71070067, Fausto Domingos
Fidalgo, do Esquadrão de Cavalaria n.º
2, da Região Militar de Moçambique.
Transcrição
do louvor que originou a condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º 19,
de 08 de Março de 1969, do Quartel
General da Região Militar de
Moçambique):
Que, por seu despacho de 20 de Fevereiro
de 1969, louvou o Soldado condutor de
auto-metralhadora, n.º 71070067, Fausto
Domingos Fidalgo, do Esquadrão de
Cavalaria n.º 2, porque, durante uma
violentíssima emboscada sofrida pelo seu
Pelotão, em 30 de Novembro de 1968, na
E.N. n.º 243, no trajecto entre as
pontes dos Rios Muera e Nungo, apesar de
ter ficado bastante ferido no rosto e na
orelha direita, sangrando
abundantemente, logo nos primeiros
instantes, em consequência do
intensíssimo fogo inimigo de morteiro de
82 mm, metralhadora pesada e armas
automáticas, ter conservado uma coragem
física e moral espantosas, não se
queixando, apesar das fortes dores que
sentia, e correspondendo a todas as
manobras que lhe foram ordenadas.
Só depois de ter terminado a emboscada é
que por casualidade foi descoberto o seu
ferimento, pois nada dissera, a fim de
não preocupar o seu Comandante com o seu
estado.
Pensado provisoriamente, continuou firme
no seu posto, conduzindo a sua
auto-metralhadora por mais de 40
quilómetros, até que lhe foi imposto que
abandonasse o seu lugar de condutor,
dado o estado de esgotamento físico que
apresentava.
Revelando, na forma exposta, em elevado
grau, a noção do dever, muita coragem,
serenidade, decisão e sangue-frio
debaixo de fogo, é o Soldado Fidalgo
amplamente credor da muita estima dos
seus superiores hierárquicos e digno das
brilhantes e valorosas tradições da sua
Arma, que tão devotada e apaixonadamente
serve.

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