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Fernando Abel Jorge de
Carvalho,
Furriel Mil.º de Cavalaria, da CCav1538 - Cruz de Guerra,
2.ª
classe
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HONRA E GLÓRIA |
Fontes:
5.º Volume, Tomo V, págs. 47 e
48, da RHMCA / CECA / EME
7.º Volume, Tomo I, págs. 493 a
494, da RHMCA / CECA
/ EME
Jornal do Exército, ed. 99,
pág. 6, de Mar1968
Diário de Lisboa, ed. 15563,
de 15Abr1966 |
Fernando
Abel Jorge de Carvalho
Furriel Mil.º de Cavalaria
Companhia de
Cavalaria 1538
Batalhão de Cavalaria 1884
Cruz de
Guerra, de 2.ª classe
Prémio
Governador-Geral de Angola
Fernando Abel Jorge de
Carvalho, Furriel Mil.º de Cavalaria.
Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 7 (RC7 – Ajuda)
«QUO TOTA VOGANT» - «REGIMENTO DO CAIS» para
servir
Portugal na Província Ultramarina de Angola;
No dia 15 de Abril de 1966, na Gare Marítima da Rocha do
Conde de Óbidos, em Lisboa, embarca no NTT ‘Niassa”,
integrado na Companhia de Cavalaria 1538, rumo ao porto
de Luanda, onde desembarcou no dia 26 de
Abril de 1966;
Após o desembarque na Região Militar de Angola, a sua
subunidade de cavalaria foi atribuída ao Batalhão de
Cavalaria 1884 (nota1);
No dia 9 de Junho de 1968, embarca no NTT ‘Quanza’ de
regresso à Metrópole;
Louvado, por feitos em combate, publicado na Ordem de
Serviço n.º 76, de 22 de Setembro de 1967;
Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 2.ª classe,
pela Portaria de 21 de Novembro de 1967, publicado na
Ordem do Exército n.º 1 – 3.ª série, de 1968;
Agraciado com o Prémio Governador-Geral de Angola,
publicado no Jornal do Exército, n.º 99, de Março de
1969,
página 6.
Cruz de
Guerra, de 2.ª classe
Furriel
Miliciano de Cavalaria
FERNANDO ABEL JORGE DE CARVALHO
CCav1538/BCav1884 - RC 7
ANGOLA
Transcrição da Portaria
publicada na OE n.º 1 - 3.ª série, de 1968.
Por Portaria de 21 de Dezembro de 1967:
Manda o Governo da República
Portuguesa, pelo ministro do Exército,
condecorar com a Cruz de Guerra de 2.ª classe,
ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento
da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por
serviços prestados em acções de combate na
Província de Angola, o Furriel Miliciano de
Cavalaria, Fernando Abel Jorge de Carvalho, da
Companhia de Cavalaria n.º 1538/Batalhão de
Cavalaria n.º 1884 - Regimento de Cavalaria n.º
7.
Transcrição do louvor que originou a
condecoração.
(Por Portaria da mesma data, publicada naquela
OE):
Manda o Governo da República Portuguesa, pelo
Ministro do Exército, adoptar para todos os
efeitos legais, o louvor conferido em Ordem de
Serviço n.º 76, de 22 de Setembro de 1967, da
Região Militar de Angola, ao Furriel Miliciano
de Cavalaria, Fernando Abel Jorge de Carvalho,
da Companhia de Cavalaria n.º 1538/Batalhão de
Cavalaria n.º 1884 - Regimento de Cavalaria n.º
7, com a seguinte redacção:
"Pelas extraordinárias qualidades de coragem,
sangue-frio e invulgar espírito de sacrifício
revelados durante uma emboscada que o inimigo
montou às nossas tropas no dia 11 de Julho de
1967.
Beneficiando de grande potencial de fogo,
tirando partido inicial da surpresa e actuando
com elevado número de elementos, causou-nos o
inimigo instantaneamente três mortos
(nota2)
e quatro feridos, o que, numa força com o
efectivo de dezasseis militares, poderia
constituir um preponderante factor de
desmoralização. Tal não sucedeu, antes pelo
contrário, e para tanto muito contribuiu o
exemplo dado pelo Furriel Carvalho que, apesar
de gravemente ferido numa perna e com a sua arma
inutilizada pelo fogo inimigo, encontrou coragem
para pedir que lhe dessem outra arma, erguer-se
coxeando e, incitando e orientando os seus
subordinados, dirigir-se resolutamente sobre as
posições ocupadas pelo inimigo, que debandou
perante tão heroica, determinada e eficaz
reacção.
Este graduado demonstrou possuir no mais alto
grau a noção dos deveres e sacrifícios que as
funções de Comando devem implicar, demonstrando
um estoicismo e um sereno raciocínio debaixo de
fogo que só são possíveis num óptimo combatente.
O desprezo pela vida, o espírito de abnegação e
sacrifício, a coragem e determinação tão
vincadamente demonstradas constituem
justificados motivos de orgulho para a Arma a
que pertence e enquadra-se na linha tradicional
das gloriosas tradições do Exército Português!"
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Jornal do
Exército, ed. 99, pág. 6, de Março de 1968
Prémio
Governador-Geral de Angola
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Batalhão de Cavalaria N.º
1884
Regimento de Cavalaria 7 (RC
7 - Lisboa)
Tenente-Coronel de Cavalaria
Fernando Maria de Fontes Pereira de Melo
Major de Cavalaria Luís
Francisco Rodrigues Pena
Major de Cavalaria António Varela Romeiras
Júnior
Oficial de Informações e Operações /
Adjunto:
Capitão de Cavalaria José
Adriano da Silva Monteiro
Comandantes
de Companhia:
Companhia
de Comando e Serviços (CCS):
Capitão do Serviço Geral do
Exército António Ernesto Ferreira
Companhia de Cavalaria 1538 (CCav1538):
Capitão Mil.º de Cavalaria
José Eduardo Pires Fernandes
Companhia
de Cavalaria 1539 (CCav1539):
Capitão Mil.º de Cavalaria
Baltazar Espada Gamito Ferreira

Embarque no NTT «Niassa» no
dia 15 de Abril de 1966
(nota3); desembarque no dia
26 de Abril de 1966
Embarque no NTT «Quanza» no
dia 9 de Junho de 1968
Síntese da
Actividade Operacional
O BCav [BCav1884] foi
organizado com Comando e Companhia de
Comando e Serviços (CCS), tendo-lhe sido
atribuídas, após o desembarque na RMA
(Região Militar de Angola), as duas
Companhias de Cavalaria (CCav1538 e
CCav1539) e ainda uma Companhia de
Artilharia independente - a CArt1561 - que
lhe deram a sua constituição definitiva
durante toda a comissão.
O BCav [BCav1884] foi destinado ao subsector
de Zemba, no Sector D, da ZIN (Zona de
Intervenção Norte), onde se instalaram o
Comando, Companhia de Comando e Serviços
(CCS) e Companhia de Cavalaria 1538
(CCav1538); a Companhia de Artilharia 1561
(CArt1561) estacionou em Cambamba e no
Mucondo ficou a Companhia de Cavalaria 1539
(Cav 1539); como órgãos de apoio de fogos, o
BCav [BCav1884] foi reforçado com o Pelotão
de Morteiros 102 (PelMort102) em Zemba e um
pelotão da 4.ª Bateria do Grupo de
Artilharia de Campanha de Luanda (4ªBtr/GACL
- Guarnição Normal) no Mucondo; rendeu na ZA
(Zona de Acção) o Batalhão de Caçadores 770
(BCac770) em 17 de Maio de 1966.
Em
14 de Novembro de 1966, a ZA (Zona de Acção)
de Vista Alegre foi incorporada na ZA (Zona
de Acção) do BCav [BCav1884], sendo
controlada pela Companhia de Caçadores 1436
(CCac1436).
Na ZA (Zona de Acção), o inimigo, acantonado
em locais de muito difícil acesso, reagia
vigorosamente às penetrações das NT (Nossas
Tropas); atacou fazendas em laboração -
existiam nove na ZA (Zona de Acção) - e por
vezes flagelou o quartel das NT (Nossas
Tropas) em Mucondo.
A cedência de efectivos, por vezes duas
Companhias, limitou a acção do BCav
[BCav1884] que, não obstante, registou
êxitos significativos, como nas operações:
"Primeira/Achega", "Primeira Vista", "Passo
Suspenso", "Direita Circular" e "Nunca se
sabe".
Em 9 de Maio de 1967, o BCav [BCav1884] foi
rendido na ZA (Zona de Acção) pelo Batalhão
de Caçadores 1909 (BCac1909), rodando o
Batalhão de Cavalaria 1884
(BCav1884) para o
subsector de Ambriz, no Sector Q da ZIN
(Zona de Intervenção Norte), onde rendeu o
Batalhão de Caçadores 770 (BCac770), tendo
assumido em 17 de Maio de 1967 a
responsabilidade do respectivo subsector. No
Ambriz ficaram o Comando, Companhia de
Comando e Serviços (CCS) e Companhia de
Artilharia 1561 (CArt1561),
esta com um pelotão na Fazenda Loge e uma
secção na Ponte Freitas Morna, a Companhia
de Cavalaria 1538 (CCav1538) no Tabi, com um
pelotão no Capulo, um pelotão na Horta
Marques e uma secção na Pambala e a
Companhia de Cavalaria 1539 (CCav1539) no
Caxito, com um pelotão na Barra do Dande, um
pelotão nos Libongos e secções em Sassa e
Lifune.
Em 26 de Agosto de 1967, após remodelação
dos sectores, a ZA (Zona de Acção) do Caxito
saiu da dependência do Batalhão [BCav1884],
tendo-se ali mantido a Companhia de
Cavalaria 1539 (CCav1539) até Janeiro de
1968, altura que foi substituída por outra
subunidade e recolheu ao Ambriz.
Em 5 de Setembro de 1967, o subsector do
Ambriz passou à dependência do Sector A. O
Pelotão Daimler 1174 (PelDaimler 1174)
apoiou o BCav [BCav1884] a partir de Outubro
de 1967.
Na ZA (Zona de Acção), o inimigo, embora não
dispusesse de instalações permanentes,
actuava sobre as colunas das NT (Nossas
Tropas), com grupos móveis, com grande poder
de fogo, causando, e sofrendo, na reacção,
pesadas baixas, como em 29 de Junho de 1967,
11 de Julho de 1967 e 7 de Março de 1968.
Em 26 de maio de 1968, o BCav [BCav1884] foi
rendido na ZA (Zona de Acção) pelo Batalhão
de Caçadores 1910 (BCac1910).
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Os 3
HEROICOS militares que tombaram em combate
 António Faildes, Soldado de
Armas Pesadas, n.º 07103365, natural da
freguesia de Pousafoles do Bispo, concelho
de Sabugal, filho de António
Agostinho e de Isabel Maria Faildes,
solteiro.
Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 7 (RC7 – Ajuda)
«QUO TOTA VOGANT» - «REGIMENTO DO CAIS» para servir
Portugal na Província Ultramarina de Angola;
 No dia 15 de Abril de 1966, na Gare Marítima da Rocha do
Conde de Óbidos, em Lisboa, embarca no NTT ‘Niassa”,
integrado na Companhia de Cavalaria 1538, rumo ao porto
de Luanda, onde desembarcou no dia 26 de Abril de 1966;
Após o desembarque na Região Militar de Angola, a sua
subunidade de cavalaria foi atribuída ao Batalhão de
Cavalaria 1884;
Faleceu no dia 11 de Julho de
1967, no itinerário Tabi - Capulo, vítima de
ferimentos em combate.
Está inumado no cemitério da
freguesia de
Lousa, concelho de Castelo Branco.
 José Duarte Simões Pires, 1.º
Cabo Desempanador, n.º 03839665, natural do
lugar do Casal do Além, da
freguesia de Carapinheira, concelho
de Montemor-o-Velho, filho de
Joaquim Simões Pires e de Maria Gomes Duarte,
solteiro.
Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 7 (RC7 – Ajuda)
«QUO TOTA
VOGANT» - «REGIMENTO DO CAIS» para servir
Portugal na Província Ultramarina de Angola;
No dia 15 de Abril de 1966, na Gare Marítima da Rocha do
Conde de Óbidos, em Lisboa, embarca no NTT ‘Niassa”,
integrado na Companhia de Cavalaria 1538, rumo ao porto
de Luanda, onde desembarcou no dia 26 de Abril de 1966;
Após o desembarque na Região Militar de Angola, a sua
subunidade de cavalaria foi atribuída ao Batalhão de
Cavalaria 1884
Faleceu no dia 11 de Julho de
1967, no itinerário Tabi - Capulo, vítima de
ferimentos em combate.
Está inumado no cemitério da
freguesia da Carapinheira, concelho de
Montemor-o-Velho.
José Gomes Murilhas, Soldado
Condutor Auto Rodas, n.º 06581365, natural
do lugar da Gambia, da
freguesia de São Sebastião, concelho
de Setúbal, filho de Manuel Costa
Murilhas e de Delmina Gomes Antunes, casado
com Piedade Antónia Catarina Gomes.
Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 7 (RC7 – Ajuda)
«QUO TOTA VOGANT» - «REGIMENTO DO CAIS» para servir
Portugal na Província Ultramarina de Angola;
No dia 15 de Abril de 1966, na Gare Marítima da Rocha do
Conde de Óbidos, em Lisboa, embarca no NTT ‘Niassa”,
integrado na Companhia de Cavalaria 1538, rumo ao porto
de Luanda, onde desembarcou no dia 26 de Abril de 1966;
Após o desembarque na Região Militar de Angola, a sua
subunidade de cavalaria foi atribuída ao Batalhão de
Cavalaria 1884;
Faleceu no dia 11 de Julho de
1967, no itinerário Tabi - Capulo, vítima de
ferimentos em combate.
Está inumado no cemitério de
Nossa Senhora da Piedade, concelho de
Setúbal.
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Notícia da
partida para Angola do NTT "Niassa"
Diário de Lisboa, ed. 15563, de 15Abr1966
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