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Condecorações

Fernando Eduardo Gabiza dos Santos Pato, Alferes Mil.º de Cavalaria, da CCav1616/BCav1897

 

  "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

 

 

 

Fernando-Eduardo-Gaziba-dos-Santos-Pato-350

 

Fernando Eduardo Gabiza dos Santos Pato

 

Alferes Mil.º de Cavalaria

 

Comandante de pelotão da

 

Companhia de Cavalaria 1616

 

Batalhão de Cavalaria 1897

 

Guiné:

18Nov1966 a 02Ago1968

 

Cruz de Guerra de 4.ª classe

 

Fernando Eduardo Gaziba dos Santos Pato, Alferes Mil.º da Cavalaria.


Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 3 (EC3 – Estremoz) «…NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE» para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné, como comandante de pelotão da Companhia de Cavalaria 1616 (CCav1616) do Batalhão de Cavalaria 1897;


No dia 12 de Novembro de 1966, na Gare Marítima da
Rocha da Conde de Óbidos, de Lisboa, embarcou no NTT «Niassa» rumo ao estuário do Geba (Bissau), onde desembarcou no dia 18 de Novembro de 1966;


No dia 2 de Agosto de 1968, embarcou no NTT «Uíge» de regresso à Metrópole, onde desembarcou no dia 8 de Agosto de 1968.


Louvado e agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 4.ª classe, pela Portaria de 14 de Julho de 1970, publicado na Ordem do Exercito n.º 14 - 2.ª série, de 1970 e na Revista da Cavalaria, edição do ano de 1970, pág. 118.

 

Cruz de Guerra de 4.ª classe

 

 

Alferes Miliciano de Cavalaria
FERNANDO EDUARDO GAZIBA DOS SANTOS PATO
 

CCav1616/BCav1897 - RC3
GUINÉ


4.ª CLASSE


Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 14 — 2.ª série, de 1970.


Por Portaria de 14 de Julho de 1970:


Condecorado com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província da Guiné, o Alferes Miliciano de Cavalaria, Fernando Eduardo Gaziba dos Santos Pato, da Companhia de Cavalaria n.º 1616 do Batalhão de Cavalaria n.º 1897 — Regimento de Cavalaria n.º 3.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Por Portaria da mesma data, publicada naquela Ordem do Exército)


Louvado o Alferes Miliciano de Cavalaria, Fernando Eduardo Gaziba dos Santos Pato, da Companhia de Cavalaria n.º 1616, do Batalhão de Cavalaria n.º 1897 — Regimento de Cavalaria n.º 3, pelas extraordinárias qualidades de desembaraço, decisão e energia demonstradas em todas as acções de combate em que foi chamado a intervir.


Esplêndido camarada, irradiando entusiasmo e constante alegria, soube impor-se ao pessoal sob o seu comando como constante exemplo de valentia, dinamismo e espírito de sacrifício, imprimindo à sua actuação um cunho de simplicidade que lhe garantiu sempre total dedicação e não menos orgulho dos que com ele serviam.


Desde sempre se distinguiu pelo seu arrojo e valentia, pois logo a poucos dias do seu baptismo de fogo, na operação "Finca Pé", quando a sua Subunidade, instalada numa base de patrulhas, se encontrava envolvida por violento fogo inimigo, que atacava em força, não hesitou em lançar um impetuoso contra-ataque, avançando a peito descoberto com o seu pessoal sobre a área onde o fogo inimigo era mais violento. De tal modo surpreendeu o adversário, que este se pôs em fuga, não tendo sido menor a admiração e entusiasmo de toda a Companhia ao ver avançar o seu Grupo de Combate, "Os Pégasos", ignorando o cerrado tiroteio.

 

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Batalhão de Cavalaria n.º 1897
 

Identificação:
BCav1897
 

Unidade Mobilizadora:
Regimento de Cavalaria 3 (RC3 - Estremoz)
 

Comandante:
Tenente-Coronel de Cavalaria Miguel Fernandes Moreno
Tenente-Coronel de Cavalaria António Maria Rebelo
 

2.º Comandante:
Major de Cavalaria Carlos Correia de Sampaio de Vasconcelos Porto
 

Oficial de Informações e Operações / Adjunto:
Capitão de Cavalaria Júlio José Ribeiro de Almeida Vergas Rocha
Capitão de Cavalaria José César Restolho Mateus
Major de Cavalaria António Valadares Correia de Campos
 

Comandantes de Companhia:
 

Companhia de Comando e Serviços (CCS):
Capitão Mil.º de Artilharia Manuel da Silva Ventura
Capitão Graduado de Cavalaria José César Restolho Mateus
 

Companhia de Cavalaria 1615 (CCav1615):
Capitão de Cavalaria Luís Miguel da Silva Ataíde
 

Companhia de Cavalaria 1616 (CCav1616):
Capitão Graduado de Cavalaria Eduardo Manuel de Oliveira Trigo Perestrelo de Alarcão e Silva
Capitão de Cavalaria Carlos Manuel de Azeredo Pinto Melo e Leme
 

Companhia de Cavalaria 1617 (CCav1617):
Capitão de Cavalaria Augusto Torres Mendes
 

Partida:
Embarque no dia 29 de Outubro de 1966 da Companhia de Comando e Serviços (CCS) e da Companhia de Cavalaria 1617 (CCav1617); desembarque no dia 4 de Novembro de 1966;


Embarque no dia 12 de Novembro de 1966, no NTT «Niassa», da Companhia de Cavalaria 1615 (CCav1615) e da Companhia de Cavalaria 1616 (CCav1616); desembarque no dia 18 de Novembro de 1966;
 

Regresso:
Embarque no dia 2 de Agosto de 1968, no NTT «Uíge».


Síntese da Actividade Operacional
Em 16 de Novembro de 1966, seguiu para o Sector de Mansoa, a fim de preparar o seu desdobramento, efectuar uma instrução de adaptação operacional das suas subunidades e a sobreposição com o Batalhão de Caçadores 1857 (BCac1857).


Em 17 de Dezembro de 1966, assumiu a responsabilidade do Sector O3-A, então criado pelo referido desdobramento, com a sede em Mansoa e abrangendo as subunidades instaladas em Mansoa e Cutia e seus destacamentos.


Após um curto período de preparação e refrescamento das subunidades em Bolama, a partir de 5 de Abril de 1967, foi empenhado com as suas subunidades e outras que lhe foram atribuídas de reforço, na operação "Fabíola", realizada na região de Catió-Cobumba, de 17 a 23 de Abril de 1967, na qual foram obtidos excelentes resultados e causado elevado número de baixas ao inimigo.


Em 26 de Abril de 1967, seguiu para o Sector O3, com a sede em Mansabá e que abrangia os subsectores de Mansabá e Olossato, onde rendeu o Batalhão de Caçadores 1857 (BCac1857).


Entretanto em 19 de Abril de 1967, o 2.º Comandante e a Companhia de Comando e Serviços (CCS), que se haviam mantido no Sector O3-A, foram rendidos pelo Batalhão de Caçadores 1912 (BCac1912), tendo seguido para Mansabá.


Em 29 de Junho de 1967, após reajustamento de limites, a área de Cutia foi transferida para o Sector O3-A.


Em ambos os sectores, desenvolveu aturada actividade operacional de patrulhamento, reconhecimento, batidas e emboscadas, tendo realizado grande número de operações sobre as bases e grupos inimigos infiltrados na zona de acção.


Destacam-se, pelos resultados obtidos em baixas causadas ao inimigo, apreensão de armamento e material e recuperação de população, as operações "Finca Pé", "Esponja 111", "Alma Forte" e "EfigéniC, entre outras.


Dentre o armamento capturado mais significativo, salienta-se: 6 metralhadoras ligeiras, 13 pistolas-metralhadoras, 26 espingardas e 1 lança-granadas foguete.


Em 30 de Julho de 1968, foi rendido no Sector O3-A pelo Batalhão de Caçadores 2851 (BCac2851) e recolheu a Bissau para embarque.
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A Companhia de Cavalaria 1615 (CCav1615) seguiu em 2 de Dezembro sw 1966 para a região de Mansoa, a fim de efectuar o treino operacional sob dependência do Batalhão de Caçadores 1857 (BCac1857) e ficar depois integrada no seu batalhão (Batalhão de Cavalaria 1897), realizando diversas operações na região do Óio e Sara-Sarauol e de protecção aos trabalhos de abertura do itinerário Porto Gole-Bissá-Bindoro.


Em 3 de Abril de 1967, seguiu para Bolama, a fim de, seguidamente, se integrar na operação "Fabíola", já atrás referida, após o que recolheu a Mansoa em 26 de Abril de 1967, ficando na dependência do Batalhão de Caçadores 1912 (BCac1912).


Em 3 de Maio de 1967, rendeu a Companhia de Caçadores 1420 (CCac1420) e assumiu a responsabilidade do subsector de Mansoa, com um pelotão destacado em Jugudul e secções em Braia e Uaque, tendo ainda destacado outro pelotão para Bindoro, de 10 de Maio a 23 de Junho de 1967.


Em 27 de Julho de 1967, rendida pela Companhia de Artilharia 1660 (CArt1660), seguiu para Olossato, a fim de reforçar a guarnição local e actuar como força de intervenção e reserva do seu batalhão (Batalhão de Cavalaria 1897), tendo-se, entretanto, deslocado para Mansabá para realização de várias operações nesta zona, de 1 de Novembro a 3 de Dezembro de 1967.


A partir de 7 de Maio de 1968, iniciou o deslocamento por fracções para Bissau, a fim de substituir a Companhia de Caçadores 1587 (CCac1587) na missão de segurança e protecção das instalações e das populações da área.


Em 15 de Maio de 1968, foi rendida em Olossato pela Companhia de Caçadores 2367 (CCac2367) e seguiu para Bissau, integrando-se na totalidade no dispositivo e manobra do Batalhão de Caçadores 2834 (BCac2834) e depois do Batalhão de Caçadores 1911 (BCac1911); entretanto, no período de 2 a 11 de Junho de 1968, deslocou dois pelotões para Mampatá, a fim de reforçarem a guarnição local.


A partir de 20 de Julho de 1968, foi substituída no sector de Bissau pela Companhia de Cavalaria 1650 (CCav1650), a fim de efectuar o embarque de regresso.
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A Companhia de Cavalaria 1616 (CCav1616) seguiu, em 28 de Novembro de 1966, para a região de Mansoa, a fim de efectuar a adaptação operacional sob orientação do Batalhão de Caçadores 1857 (BCac1857) e seguidamente ficar integrada no dispositivo e manobra do seu Batalhão (Batalhão de Cavalaria 1897), instalando a sede em Mansoa.


Actuou em operações nas regiões de Cubonge, Locher, Sarauol e Tambato, entre outras e na protecção a trabalhos de descapinagem da estrada Mansoa-Cutia, até 3 de Abril de 1967.


Após ter tomado parte na operação "Fabíola" já atrás referida, foi colocada, temporariamente, em Cutia, onde substituiu a Companhia de Caçadores 1421 (CCac1421), de 26 de Abril a 7 de Maio de 1967, com vista a assegurar a segurança e protecção dos trabalhos da estrada Mansoa-Mansabá, então realizados na dependência do Batalhão de Caçadores 1912 (BCac1912).


Deixando ainda um pelotão em Cutia até 29 de Junho de 1967, foi transferida em 7 de Maio de 1967 para Mansabá, a fim de assumir a missão de intervenção e reserva do seu batalhão (Batalhão de Cavalaria 1897).


Em 2 de Junho de 1967, rendendo a Companhia de Artilharia 1486 (CArt1486), assumiu a responsabilidade do subsector de Olossato, com um pelotão em Ponte Maqué, no sector do seu batalhão (Batalhão de Cavalaria 1897).


Em 29 de Julho de 1968, foi rendida no subsector de Olossato pela Companhia de Caçadores 2367 (CCac2367), ali colocada do antecedente em reforço da guarnição, até à chegada e final do treino operacional da Companhia de Caçadores 2406 (CCac2406), seguindo depois para Bissau, a fim de efectuar o embarque de regresso.
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A Companhia de Cavalaria 1616 (CCav1617) seguiu em 16 de Novembro de 1966 para o sector de Mansoa, a fim de efectuar a adaptação operacional, sob a orientação do Batalhão de Caçadores 1857 (BCac1857) e substituiu, a partir de 26 de Novembro de 1966, a Companhia de Caçadores 1588 (CCac1588) na segurança e protecção dos trabalhos da estrada Mansoa-Mansabá, com o seu estacionamento em Cutia.


Passou depois à dependência do seu batalhão (Batalhão de Cavalaria 1897).


Em 4 de Abril de 1967, foi substituída em Cutia pela Companhia de Caçadores 1421 (CCac1421) e seguiu para a zona Sul a fim de tomar parte na operação "Fabiola", já referida.


Em 26 de Abril de 1967, assumiu a responsabilidade do subsector de Mansabá, onde rendeu a Companhia de Caçadores 1419 (CCac1419), ficando integrada no dispositivo e manobra do seu batalhão (Batalhão de Cavalaria 1897).


Em 8 de Maio de 1968 foi rendida no subsector de Mansabá pela Companhia de Cavalaria 1749 (CCav1749) e seguiu, por fracções, para Bissau a fim de substituir a Companhia de Caçadores 1589 (CCac1589), a partir de 16 de Maio de 1968, no dispositivo de segurança e protecção das instalações e das populações da área sob responsabilidade do Batalhão de Caçadores 2834 (BCac2834) e depois do Batalhão de Caçadores 1911 (BCac1911) e onde se manteve até ao seu embarque de regresso, vindo a ser substituída pela Companhia de Artilharia 1660 (CArt1660).
 

 

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