Alferes
Miliciano de Cavalaria
FERNANDO EDUARDO GAZIBA DOS SANTOS
PATO
CCav1616/BCav1897 - RC3
GUINÉ
4.ª CLASSE
Transcrição da Portaria
publicada na Ordem do Exército n.º
14 — 2.ª série, de 1970.
Por Portaria de 14 de Julho de 1970:
Condecorado com a Cruz de Guerra de
4.ª classe, ao abrigo dos artigos
9.º e 10.º do Regulamento da Medalha
Militar, de 28 de Maio de 1946, por
serviços prestados em acções de
combate na Província da Guiné, o
Alferes Miliciano de Cavalaria,
Fernando Eduardo Gaziba dos Santos
Pato, da Companhia de Cavalaria n.º
1616 do Batalhão de Cavalaria n.º
1897 — Regimento de Cavalaria n.º 3.
Transcrição do louvor que
originou a condecoração.
(Por Portaria da mesma data,
publicada naquela Ordem do Exército)
Louvado o Alferes Miliciano de
Cavalaria, Fernando Eduardo Gaziba
dos Santos Pato, da Companhia de
Cavalaria n.º 1616, do Batalhão de
Cavalaria n.º 1897 — Regimento de
Cavalaria n.º 3, pelas
extraordinárias qualidades de
desembaraço, decisão e energia
demonstradas em todas as acções de
combate em que foi chamado a
intervir.
Esplêndido camarada, irradiando
entusiasmo e constante alegria,
soube impor-se ao pessoal sob o seu
comando como constante exemplo de
valentia, dinamismo e espírito de
sacrifício, imprimindo à sua
actuação um cunho de simplicidade
que lhe garantiu sempre total
dedicação e não menos orgulho dos
que com ele serviam.
Desde sempre se distinguiu pelo seu
arrojo e valentia, pois logo a
poucos dias do seu baptismo de fogo,
na operação "Finca Pé", quando a sua
Subunidade, instalada numa base de
patrulhas, se encontrava envolvida
por violento fogo inimigo, que
atacava em força, não hesitou em
lançar um impetuoso contra-ataque,
avançando a peito descoberto com o
seu pessoal sobre a área onde o fogo
inimigo era mais violento. De tal
modo surpreendeu o adversário, que
este se pôs em fuga, não tendo sido
menor a admiração e entusiasmo de
toda a Companhia ao ver avançar o
seu Grupo de Combate, "Os Pégasos",
ignorando o cerrado tiroteio.
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Batalhão
de Cavalaria n.º 1897
Identificação:
BCav1897
Unidade Mobilizadora:
Regimento
de Cavalaria 3 (RC3 - Estremoz)
Comandante:
Tenente-Coronel de Cavalaria Miguel
Fernandes Moreno
Tenente-Coronel de Cavalaria António
Maria Rebelo
2.º
Comandante:
Major de
Cavalaria Carlos Correia de Sampaio
de Vasconcelos Porto
Oficial de Informações e Operações /
Adjunto:
Capitão de Cavalaria Júlio José
Ribeiro de Almeida Vergas Rocha
Capitão de Cavalaria José César
Restolho Mateus
Major de Cavalaria António Valadares
Correia de Campos
Comandantes
de Companhia:
Companhia de Comando
e Serviços (CCS):
Capitão Mil.º de Artilharia Manuel
da Silva Ventura
Capitão Graduado de Cavalaria José
César Restolho Mateus
Companhia de Cavalaria 1615
(CCav1615):
Capitão de
Cavalaria Luís Miguel da Silva
Ataíde
Companhia de Cavalaria 1616
(CCav1616):
Capitão
Graduado de Cavalaria Eduardo Manuel
de Oliveira Trigo Perestrelo de
Alarcão e Silva
Capitão de Cavalaria Carlos Manuel
de Azeredo Pinto Melo e Leme
Companhia de Cavalaria 1617
(CCav1617):
Capitão de
Cavalaria Augusto Torres Mendes
Partida:
Embarque
no dia 29 de Outubro de 1966 da
Companhia de Comando e Serviços
(CCS) e da Companhia de Cavalaria
1617 (CCav1617); desembarque no dia
4 de Novembro de 1966;
Embarque no dia 12 de Novembro de
1966, no NTT «Niassa», da Companhia
de Cavalaria 1615 (CCav1615) e da
Companhia de Cavalaria 1616
(CCav1616); desembarque no dia 18 de
Novembro de 1966;
Regresso:
Embarque
no dia 2 de Agosto de 1968, no NTT
«Uíge».
Síntese
da Actividade Operacional
Em 16 de Novembro de
1966, seguiu para o Sector de
Mansoa, a fim de preparar o seu
desdobramento, efectuar uma
instrução de adaptação operacional
das suas subunidades e a
sobreposição com o Batalhão de
Caçadores 1857 (BCac1857).
Em 17 de Dezembro de 1966, assumiu a
responsabilidade do Sector O3-A,
então criado pelo referido
desdobramento, com a sede em Mansoa
e abrangendo as subunidades
instaladas em Mansoa e Cutia e seus
destacamentos.
Após um curto período de preparação
e refrescamento das subunidades em
Bolama, a partir de 5 de Abril de
1967, foi empenhado com as suas
subunidades e outras que lhe foram
atribuídas de reforço, na operação
"Fabíola", realizada na região de
Catió-Cobumba, de 17 a 23 de Abril
de 1967, na qual foram obtidos
excelentes resultados e causado
elevado número de baixas ao inimigo.
Em 26 de Abril de 1967, seguiu para
o Sector O3, com a sede em Mansabá e
que abrangia os subsectores de
Mansabá e Olossato, onde rendeu o
Batalhão de Caçadores 1857
(BCac1857).
Entretanto em 19 de Abril de 1967, o
2.º Comandante e a Companhia de
Comando e Serviços (CCS), que se
haviam mantido no Sector O3-A, foram
rendidos pelo Batalhão de Caçadores
1912 (BCac1912), tendo seguido para
Mansabá.
Em 29 de Junho de 1967, após
reajustamento de limites, a área de
Cutia foi transferida para o Sector
O3-A.
Em ambos os sectores, desenvolveu
aturada actividade operacional de
patrulhamento, reconhecimento,
batidas e emboscadas, tendo
realizado grande número de operações
sobre as bases e grupos inimigos
infiltrados na zona de acção.
Destacam-se, pelos resultados
obtidos em baixas causadas ao
inimigo, apreensão de armamento e
material e recuperação de população,
as operações "Finca Pé", "Esponja
111", "Alma Forte" e "EfigéniC,
entre outras.
Dentre o armamento capturado mais
significativo, salienta-se: 6
metralhadoras ligeiras, 13
pistolas-metralhadoras, 26
espingardas e 1 lança-granadas
foguete.
Em 30 de Julho de 1968, foi rendido
no Sector O3-A pelo Batalhão de
Caçadores 2851 (BCac2851) e recolheu
a Bissau para embarque.
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A
Companhia
de Cavalaria 1615 (CCav1615)
seguiu em 2 de Dezembro sw 1966 para
a região de Mansoa, a fim de
efectuar o treino operacional sob
dependência do Batalhão de Caçadores
1857 (BCac1857) e ficar depois
integrada no seu batalhão (Batalhão
de Cavalaria 1897), realizando
diversas operações na região do Óio
e Sara-Sarauol e de protecção aos
trabalhos de abertura do itinerário
Porto Gole-Bissá-Bindoro.
Em 3 de Abril de 1967, seguiu para
Bolama, a fim de, seguidamente, se
integrar na operação "Fabíola", já
atrás referida, após o que recolheu
a Mansoa em 26 de Abril de 1967,
ficando na dependência do Batalhão
de Caçadores 1912 (BCac1912).
Em 3 de Maio de 1967, rendeu a
Companhia de Caçadores 1420
(CCac1420) e assumiu a
responsabilidade do subsector de
Mansoa, com um pelotão destacado em
Jugudul e secções em Braia e Uaque,
tendo ainda destacado outro pelotão
para Bindoro, de 10 de Maio a 23 de
Junho de 1967.
Em 27 de Julho de 1967, rendida pela
Companhia de Artilharia 1660
(CArt1660), seguiu para Olossato, a
fim de reforçar a guarnição local e
actuar como força de intervenção e
reserva do seu batalhão (Batalhão de
Cavalaria 1897), tendo-se,
entretanto, deslocado para Mansabá
para realização de várias operações
nesta zona, de 1 de Novembro a 3 de
Dezembro de 1967.
A partir de 7 de Maio de 1968,
iniciou o deslocamento por fracções
para Bissau, a fim de substituir a
Companhia de Caçadores 1587
(CCac1587) na missão de segurança e
protecção das instalações e das
populações da área.
Em 15 de Maio de 1968, foi rendida
em Olossato pela Companhia de
Caçadores 2367 (CCac2367) e seguiu
para Bissau, integrando-se na
totalidade no dispositivo e manobra
do Batalhão de Caçadores 2834
(BCac2834) e depois do Batalhão de
Caçadores 1911 (BCac1911);
entretanto, no período de 2 a 11 de
Junho de 1968, deslocou dois
pelotões para Mampatá, a fim de
reforçarem a guarnição local.
A partir de 20 de Julho de 1968, foi
substituída no sector de Bissau pela
Companhia de Cavalaria 1650
(CCav1650), a fim de efectuar o
embarque de regresso.
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A
Companhia
de Cavalaria 1616 (CCav1616)
seguiu, em 28 de Novembro de 1966,
para a região de Mansoa, a fim de
efectuar a adaptação operacional sob
orientação do Batalhão de Caçadores
1857 (BCac1857) e seguidamente ficar
integrada no dispositivo e manobra
do seu Batalhão (Batalhão de
Cavalaria 1897), instalando a sede
em Mansoa.
Actuou em operações nas regiões de
Cubonge, Locher, Sarauol e Tambato,
entre outras e na protecção a
trabalhos de descapinagem da estrada
Mansoa-Cutia, até 3 de Abril de
1967.
Após ter tomado parte na operação
"Fabíola" já atrás referida, foi
colocada, temporariamente, em Cutia,
onde substituiu a Companhia de
Caçadores 1421 (CCac1421), de 26 de
Abril a 7 de Maio de 1967, com vista
a assegurar a segurança e protecção
dos trabalhos da estrada Mansoa-Mansabá,
então realizados na dependência do
Batalhão de Caçadores 1912
(BCac1912).
Deixando ainda um pelotão em Cutia
até 29 de Junho de 1967, foi
transferida em 7 de Maio de 1967
para Mansabá, a fim de assumir a
missão de intervenção e reserva do
seu batalhão (Batalhão de Cavalaria
1897).
Em 2 de Junho de 1967, rendendo a
Companhia de Artilharia 1486
(CArt1486), assumiu a
responsabilidade do subsector de
Olossato, com um pelotão em Ponte
Maqué, no sector do seu batalhão
(Batalhão de Cavalaria 1897).
Em 29 de Julho de 1968, foi rendida
no subsector de Olossato pela
Companhia de Caçadores 2367
(CCac2367), ali colocada do
antecedente em reforço da guarnição,
até à chegada e final do treino
operacional da Companhia de
Caçadores 2406 (CCac2406), seguindo
depois para Bissau, a fim de
efectuar o embarque de regresso.
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A
Companhia
de Cavalaria 1616 (CCav1617)
seguiu em 16 de Novembro de 1966
para o sector de Mansoa, a fim de
efectuar a adaptação operacional,
sob a orientação do Batalhão de
Caçadores 1857 (BCac1857) e
substituiu, a partir de 26 de
Novembro de 1966, a Companhia de
Caçadores 1588 (CCac1588) na
segurança e protecção dos trabalhos
da estrada Mansoa-Mansabá, com o seu
estacionamento em Cutia.
Passou depois à dependência do seu
batalhão (Batalhão de Cavalaria
1897).
Em 4 de Abril de 1967, foi
substituída em Cutia pela Companhia
de Caçadores 1421 (CCac1421) e
seguiu para a zona Sul a fim de
tomar parte na operação "Fabiola",
já referida.
Em 26 de Abril de 1967, assumiu a
responsabilidade do subsector de
Mansabá, onde rendeu a Companhia de
Caçadores 1419 (CCac1419), ficando
integrada no dispositivo e manobra
do seu batalhão (Batalhão de
Cavalaria 1897).
Em 8 de Maio de 1968 foi rendida no
subsector de Mansabá pela Companhia
de Cavalaria 1749 (CCav1749) e
seguiu, por fracções, para Bissau a
fim de substituir a Companhia de
Caçadores 1589 (CCac1589), a partir
de 16 de Maio de 1968, no
dispositivo de segurança e protecção
das instalações e das populações da
área sob responsabilidade do
Batalhão de Caçadores 2834
(BCac2834) e depois do Batalhão de
Caçadores 1911 (BCac1911) e onde se
manteve até ao seu embarque de
regresso, vindo a ser substituída
pela Companhia de Artilharia 1660
(CArt1660).
