
Fernando
Manuel Jasmins de Freitas,
Major-General ‘Comando’, nascido no
ano de 1922.
Em 17 de Setembro de 1958, capitão
de infantaria da Escola Prática de
Infantaria (EPI – Mafra), agraciado
com o Oficialato da Ordem Militar de
Avis;
De 14 a 19 de Março de 1960
frequenta o 12º curso de métodos de
instrução;
Em 15 de Junho de 1961, tendo sido
mobilizado pelo Regimento de
Infantaria 1 (RI1 – Amadora) para
servir Portugal na Província
Ultramarina
de Angola, embarca em Lisboa no NTT
'Uíge'
rumo ao porto de Luanda, como
comandante da
Companhia de Caçadores
133 do Batalhão de Caçadores 132
(CCac133/BCac132;
Em 14 de Junho de 1962 nomeado para
comandar o Centro de Instrução 21 da
Região Militar de Angola (CI21/RMA -
Zemba);
Em
23 de Outubro de 1962 agraciado com
a Medalha de Prata de Valor Militar
com palma,
por relevantes feitos em
combate;
Capitão de
Infantaria
FERNANDO MANUEL JASMINS DE FREITAS
CCac133
- RI1
ANGOLA
Grau:
Prata, com palma
Transcrição do louvor publicado na
Ordem do Exército n.º 12 – 2.ª
série, de 1962:
Por
Portaria de 21 de Outubro de 1962:
Louvado o
Capitão de Infantaria, Fernando
Manuel Jasmins de Freitas, pela
forma extraordinariamente dinâmica e
eficiente como tem comandando a sua
Companhia no Norte de Angola,
nomeadamente nas acções de combate a
norte do rio Dange, em Agosto e
Setembro de 1961, nas regiões de
Vista Alegre, Cambamba e Cólua, que
havia meses estavam na posse do
inimigo, e nas quais o seu
comportamento foi altamente
meritório.
Já mais recentemente, na região de
Piri-Quesso, comandou pessoalmente
as acções contra os quartéis
inimigos, fortemente defendidos, de
Cambamba e Quesso-Muquiama,
respectivamente, em Janeiro e Março
do corrente ano, tendo demonstrado
mais uma vez as suas excepcionais
qualidades de valentia, coragem,
sangue-frio, audácia e determinação
sob fogo inimigo.
Os seus brilhantes feitos em acção,
qualificam-no como um oficial de
excepcional categoria que honra a
Arma e o Exército, que serve com
tanta abnegação.
Transcrição da Portaria que
concede a condecoração, publicada na
mesma Ordem do Exército:
Por
Portaria de 23 de Outubro de 1962:
Condecorado com a Medalha de Prata
de Valor Militar, com palma, nos
termos do artigo 7.º, com referência
ao § 1.º do artigo 51.º, do
Regulamento da Medalha Militar, 28
de Maio de 1946, o Capitão de
Infantaria, Fernando Manuel Jasmins
de Freitas, pela forma corajosa,
audaz e determinada, como se
comportou em inúmeras acções de
combate no Norte de Angola,
nomeadamente a norte do rio Dange,
nas regiões de Vista Alegre,
Cambamba e Cólua e na região de
Piri-Quesso.

Em 5 de Dezembro de 1962 cessa
funções no Centro de Instrução 21 da
Região Militar de Angola (CI21/RMA -
Zemba);
Em 13 de Dezembro de 1962 promovido
a major;

Em 04 de Julho de 1963 regressa à
Metrópole e à Escola Prática de
Infantaria (EPI – Mafra);
No
ano lectivo de 1963/64 frequenta no
Instituto dos Altos Estudos
Militares (IAEM – Pedrouços) o curso
de promoção a oficial superior;
Em 1965, pela Ordem do Exército nº
20 (2ªsérie), é-lhe «averbada a
aptidão especial de "comandos"»,
como instrutor;

Em
18 de Agosto de 1965, tendo sido
mobilizado pelo Regimento de
Infantaria 15 (RI15 – Tomar) para
servir Portugal na Província
Ultramarina da Guiné, embarca em
Lisboa com destino a Bissau, a fim
de assumir funções como 2º
comandante do Batalhão de Caçadores
1860 (BCac1860);
Em 15 de Abril de 1967 regressa à
Metrópole e à Escola Prática de
Infantaria (EPI – Mafra);
Em
25 de Abril de 1967 agraciado com a
Medalha de Prata de Serviços
Distintos com palma;
Major de Infantaria
FERNANDO MANUEL JASMINS DE FREITAS
Louvado
o major de infantaria Fernando
Manuel Jasmins de Freitas, porque,
exercendo as importantes funções de
2.º comandante do batalhão de
caçadores 1860 há mais de ano e
meio, sempre revelou excepcional
dedicação, zelo, competência e
lealdade, equacionando e resolvendo
os problemas administrativos da
maneira mais sensata, mantendo
contrôle permanente dos serviços
a seu cargo e imprimindo aos mesmos
um cunho de regularidade e de
perfeição, não obstante as
dificuldades resultantes das
frequentes alterações havidas nas
subunidades dependentes
administrativamente do batalhão.
Possuindo extraordinária capacidade
de trabalho, notável inteligência e
grande competência profissional,
dedicou o melhor do seu interesse ao
estudo e planeamento da instrução
operacional das companhias confiadas
ao Sector S1, que dirigiu com
proficiência e dinamismo, por forma
a obterem-se resultados considerados
muito bons e que mereceram
frequentes referências elogiosas.
Nas operações em que tomou parte,
dirigindo sempre os postos de
comando visual, revelou notáveis
qualidades de comando, orientando
sempre com o maior critério, muita
decisão, serenidade, espírito de
sacrifício, desprezo pelo perigo e
coragem moral todas as tropas
encarregadas da execução dos
planeamentos executados pelo
batalhão, e à sua actuação se ficam
devendo muito dos êxitos que a
unidade tem conseguido.
Nos planeamentos das operações de
que foi encarregado evidenciou
profundos conhecimentos da guerra
subversiva que travamos na Guiné, de
que tem sido um estudioso devotado e
inteligente.
Pelas qualidades militares
demonstradas, pela forma brilhante
como tem desempenhado todas as
funções que lhe foram confiadas, o
major Jasmins de Freitas é um chefe
a quem o Exército já muito deve e de
quem muito há ainda a esperar,
devendo os serviços por ele
prestados em campanha ser
considerados como extraordinários,
relevantes e distintos.
Em
31 de Janeiro de 1969 promovido a
tenente-coronel;
Em 22 de Dezembro de 1969 agraciado
com a Comenda da Ordem Militar de
Avis;
Em 16 de Outubro de 1970, tendo sido
nomeado para servir Portugal na
Província Ultramarina de Angola,
embarca em Lisboa com destino a
Luanda, a fim de ser integrado no
Centro e Instrução de Comandos da
Região Militar de Angola (CIC/RMA);
Em
13 de Novembro de 1970 assume
funções de comandante do Centro e
Instrução de Comandos da Região
Militar de Angola (CIC/RMA);
Em 10 de Outubro de 1972 cessa
funções no Centro e Instrução de
Comandos da Região Militar de Angola
(CIC/RMA);
Em
7 de Novembro de 1972 regressa
definitivamente à Metrópole e fica
colocado no Regimento de Infantaria
1 (RI1-Amadora);
Em 4 de Maio de 1973 transferido a
seu pedido para Escola Prática de
Infantaria (EPI – Mafra);

Em 1 de Janeiro de 1974 promovido a
coronel;
Após 25 de Abril de 1974 brigadeiro
comandante da Escola Prática de
Infantaria (EPI – Mafra);
Em meados de 1976 cessa funções
Escola Prática de Infantaria (EPI –
Mafra).
Faleceu no dia 24 de Dezembro de
2020 na cidade de São Paulo
(Brasil), major-general 'cmd' na
situação de reforma.