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Fernando Reis de Almeida, Soldado de
Infantaria, da CCS/BCac2886: Cruz de Guerra, de 4.ª
classe
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HONRA E GLÓRIA |
Fontes:
5.º Volume, Tomo VI, pág. 492,
da RHMCA / CECA / EME
7.º Volume, Tomo
I, pág.s 271 e 272 da
RHMCA / CECA / EME
Jornal do Exército, ed. 140,
pág. 28, de Ago1971 |
 Fernando
Reis de Almeida
Soldado de Infantaria 'Sapador', n.º
10131470
Companhia de Comando e
Serviços
Batalhão de Caçadores 2886
«UBI GLORIA OMNE
PERICULUM DULCE»
Angola: 28Out1969 a 03Nov1971
Cruz de Guerra, de 4.ª
classe
Prémio 'Governador'

Fernando Reis de Almeida, Soldado de
Infantaria 'Sapador', n.º 10131470, natural da freguesia
de Vera Cruz, concelho e distrito de Aveiro.
Mobilizado pelo Regimento de Infantaria 1
(RI1 - Amadora) para servir Portugal na Província
Ultramarina de Angola integrado na Companhia de Comando
e Serviços (CCS) do Batalhão de Caçadores 2886
(nota)
«UBI GLORIA OMNE PERICULUM DULCE», no período de 28 de
Outubro de 1969 a 3 de Novembro de 1971.
Cruz de Guerra, de 4.ª
classe
Soldado
de Infantaria, n.º 10131470
FERNANDO REIS DE ALMEIDA
CCS/BCac2886 — RI 1
ANGOLA
4.ª CLASSE
Transcrição do Despacho publicado
na OE n.º 22 — 3.ª série, de 1971.
Agraciado com a Cruz de Guerra de
4.ª classe, nos termos do artigo
12.º do Regulamento da Medalha
Militar, promulgado pelo Decreto n.º
35 667, de 28 de Maio de 1946, por
despacho do Comandante-Chefe das
Forças Armadas de Angola, de 02 de
Junho findo, o Soldado n.º 10131470,
Fernando Reis de Almeida, da
Companhia de Comando e Serviços
(CCS) do Batalhão de Caçadores n.º
2886 — Regimento de Infantaria n.º
1.
Transcrição do louvor que
originou a condecoração.
(Publicado na OS n.º21, de 17 de
Março de 1971, do QG/RMA):
Louvado o Soldado de Infantaria,
sapador, n.º 10131470, Fernando Reis
de Almeida, da Companhia de Comando
e Serviços (CCS) do Batalhão de
Caçadores n.º 2886 — Regimento de
Infantaria n.º 1, pela coragem,
decisão, serena energia e
sangue-frio amplamente evidenciadas
quando, recentemente integrado numa
escolta a uma coluna de viaturas, a
mesma foi emboscada.
Apesar de fisicamente diminuído e
sangrando abundantemente por ter
sido ferido nas costas, logo aos
primeiros tiros do inimigo,
indiferente à dor e patenteando
extraordinária abnegação e valentia,
reagiu imediatamente, lançando-se
com ousadia na perseguição do
inimigo, até cair desfalecido,
devido não só ao grande esforço
despendido, como às dores que sentia
e ao sangue perdido.
A sua generosidade e intrepidez
galvanizou os seus camaradas e em
muito contribuiu para o bom êxito da
reacção, merecendo, por isso, o
justo reconhecimento e apreço por
tão meritória actuação, em que
revelou, frente ao inimigo,
excelentes qualidades e virtudes
militares, que além de muito o
honrarem, constituem magnífico
exemplo para os seus camaradas.
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Jornal do Exército, ed. 140, pág.
28, de Ago1971

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(nota)
Batalhão
de Caçadores 2886
Identificação:
BCac2886
Unidade
Mobilizadora:
Regimento de Infantaria 1
(RI 1 - Amadora)
Comandante:
Tenente-Coronel de
Infantaria Francisco Manuel Brandão
Loureiro
2.º
Comandante:
Major de Infantaria
Armando Whytton Medeiros da Silva
Oficial de
Informações e Operações / Adjunto:
Major de Infantaria João
Maria Andrade de Beires Junqueira
Comandantes
de Companhia:

Companhia
de Comando e Serviços (CCS):
Capitão de Infantaria
Ramiro Morna do Nascimento
Capitão de Infantaria Daniel Andrade
de Carvalho
Capitão do Serviço Geral do Exército
Manuel Mendes Guerra
Companhia
de Caçadores 2596 (CCac2596):
Capitão Mil.º de
Infantaria António Hélder Ribeiro
Valente
Companhia
de Caçadores 2597 (CCac2597):
Capitão Mil.º de
Infantaria Victor Nogueira Barata
Companhia
de Caçadores 2598 (CCac2598):
Capitão de Infantaria
Vasco Lino da Silva
Divisa:
"Ubi Gloria Omne
Periculum Dulce"
Partida:
Embarque, no NTT
«Império», em 18 de Outubro de 1969;
Desembarque em 28 de Outubro de
1969.
Regresso:
Embarque, no NTT «Vera
Cruz», em 3 de Novembro de 1971.
Síntese da
Actividade Operacional
O Batalhão de Caçadores (BCac2886)
foi destinado ao subsector de Gago
Coutinho, no sector do Moxico, na
ZML (Zona Militar Leste), onde
rendeu o Batalhão de Caçadores 2855
(BCac2855), assumindo a
responsabilidade da ZA (Zona de
Acção) em 22 de Novembro de 1969.
As suas subunidades instalaram-se: a
Companhia de Caçadores 2596
(CCac2596) e depois a Companhia de
Caçadores 2597 (CCac2597) em Gago
Coutinho; a Companhia de Caçadores
2597 (CCac2597) e depois a Companhia
de Caçadores 2596 (CCac2596) em
Luvuei; a Companhia de Caçadores
2598 (CCc2598), e depois a Companhia
de Caçadores 2597 (CCac2597) em
Ninda. Como, reforços dispôs da
Companhia de Cavalaria 2524
(CCav2524) e depois da Companhia de
Artilharia 2371 (CArt2371), em
Lucusse, do Destacamento de
Fuzileiros Especiais 10 em
Lungué-Bungo, da 1ª, 2ª e 3ª
Companhias de Pára-Quedistas,
sucessivamente, em Ninda, e dos
Grupos Especiais 319, 320, 321, 322,
338, bem como dos seis Grupos de
Flechas de Gago Coutinho. Como órgão
de apoio de fogo dispôs o Batalhão
do Pelotão de Morteiros 2061
(PelMort2061). Havia destacamentos
em Mussuma, Sessa, Lutembo, Sebe e
Chiume. As Companhias de Caçadores
Pára-Quedistas e a 24.ª Companhia de
Comandos (24ª CCmds) intervieram em
várias operações realizadas no
sector.
O inimigo actuava com muito
frequente implantação de minas ACar
(anti-carro) e APes (anti-pessoal),
ataques a colunas e mesmo a
aquartelamentos, com apreciável
poder de fogo, no caso de Chiume, em
Outubro de 1970 e Ninda em Janeiro
de 1971. As NT (Nossas Tropas),
lançadas por vezes a mais de 100Km
dos objectivos, por terrenos
dificílimos, obtiveram, no entanto,
assinaláveis êxitos, que se
traduziram na captura de cerca de
cem armas, nas quais se contavam
MetrPes (Metralhadores Pessoais),
Mort (Morteiros) e LGF
(Lança-Granadas Foguete), além de
dezenas de acampamentos destruídos e
outro material apreendido: 200
granadas e 14.000 munições, além de
centenas de baixas causadas ao
inimigo. Foi notável o esforço de
detecção e levantamento de minas,
com 53 accionadas e 39 levantadas.
Das 973 operações e acções
realizadas, merecem destaque
"Gravitar", "Betesga 8", "Bdélio",
"Bafureira", "Alfange", "Recolha",
"Begónia", "Zagaia 2H", "Bucha 2",
"Belicoso", "Zagaia H", "Energa H",
"Bolachada", "Buama", "Bigorna 21",
"Gongo H" e "Bigodes".
Em 2 de Fevereiro de 1971, o
Batalhão de Caçadores (BCac2886)
transmitiu a responsabilidade da ZA
(Zona de Acção) ao Batalhão de
Artilharia 3835 (BArt3835), que o
rendeu.
O Batalhão de Caçadores (BCac2886)
foi ocupar nova ZA (Zona de Acção)
no Cuanza Sul, onde por sua vez
rendeu o Batalhão de Caçadores 2860
(BCac2860), assumindo a
responsabilidade do sector em 11 de
Fevereiro de 1971.
Cedendo uma Companhia de Caçadores e
um Grupo de Combate a outras ZA
(Zonas de Acção), o Batalhão, com o
Comando e Companhia de Comando e
Serviços (CCS), instalou-se na
Gabela, a Companhia de Caçadores
2596 (CCac2596) em Novo Redondo e a
Companhia de Caçadores 2597
(CCac2597) na Quibala; vários
destacamentos foram instalados em
Vila Nova de Seles, Porto Amboim,
Santa Comba, Calulo e Mussende.
Nesta ZA (Zona de Acção), o Batalhão
de Caçadores (BCac2886) teve em
especial atenção o controlo e
vivência das populações, agindo num
tecido social sensível, acautelando,
com exaustiva pesquisa e presença,
uma possível deterioração da
situação.
Em 28 de Outubro de 1971, o Batalhão
de Caçadores (BCac2886) foi rendido
pelo Batalhão de Artilharia 2916
(BArt2916).

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