Soldado
de Cavalaria, n.º 07998766
FERNANDO DE OLIVEIRA SABINO
CCav1777/BCav1928 - RC7
ANGOLA
4.ª CLASSE
Transcrição do Despacho publicado
na OE n.º 15 – 3.ª série, de 1969.
Agraciado com a Cruz de Guerra de
4.ª classe, nos termos do artigo
12.º do Regulamento da Medalha
Militar, promulgado pelo Decreto n.º
35 667, de 28 de Maio de 1946, por
despacho do Comandante-Chefe das
Forças Armadas de Angola, de 1 de
Abril de 1969, o Soldado n.º
07998766, Fernando de Oliveira
Sabino, da Companhia de Cavalaria
n.º 1777 do Batalhão de Cavalaria
n.º 1928 - Regimento de Cavalaria
n.º 7.
Transcrição do louvor que
originou a condecoração.
Publicado na OS n.º 09, de 29 de
Janeiro de 1969, do Quartel General
da Região Militar de Angola
(QG/RMA):
Louvado o Soldado de Cavalaria, n.º
07998766, Fernando de Oliveira
Sabino, da Companhia de Cavalaria
n.º 1777 do Batalhão de Cavalaria
n.º 1928 (CCav1777/BCav1928), porque
fazendo parte de uma força que foi
emboscada com particular
intensidade, e tendo caído dentro da
zona de morte, reagiu prontamente ao
fogo inimigo, não se abrigando,
sequer, e com total desprezo pelo
perigo avançou sobre a posição
tentando desalojar o inimigo. Com a
ajuda dos seus camaradas lançou-se
depois na perseguição do grupo com
tal ímpeto que foi possível capturar
um elemento inimigo e a sua arma.
Pela sua coragem e decisão já
anteriormente demonstradas é o
Soldado Sabino um valoroso elemento
da sua Unidade, digno das nobres
tradições da sua Arma.
«Foi condecorado com a Cruz de
Guerra de 4.ª Classe porque, fazendo
parte de uma força que foi emboscada
com particular intensidade e tendo
caído na «zona de morte», reagiu com
a maior agressividade ao fogo
inimigo, nem sequer se abrigando,
revelando assim o mais completo
desprezo pelo perigo e grande
serenidade debaixo de fogo,
lançou-se sobre o inimigo bem
instalado, conseguindo pelo seu
exemplo e com a ajuda dos camaradas
galvanizados pela sua atitude
inverter a situação crítica em que
se encontravam as Nossas Tropas e
capturar um elemento inimigo com o
respectivo armamento.»
Identificação :
BCav1928
Unidade
Mobilizadora:
Regimento de Cavalaria 7 (RC7 -
Lisboa)
Comandante:
Tenente-Coronel Viriato Mamede de
Brito
2.º
Comandante:
Major de Cavalaria José Francisco
Milho Ferro
Major de Cavalaria Mário Avelino
Sardoeira Delgado
Oficial de
Informações e Operações / Adjunto:
Major de Cavalaria Mário Avelino
Sardoeira Delgado
Major de Cavalaria José Manuel
Almeida Dias Pires Monteiro
Major de Cavalaria Fernando Reis de
Carvalho
Comandantes
de Companhias:
Companhia
de Comando e Serviços (CCS):
Capitão
de Cavalaria Fernando Reis de
Carvalho
Tenente do Serviço Geral do Exército
Celestino Amaro da Silva
Companhia
de Cavalaria 1775 (CCav1775):
Capitão Mil.º de Infantaria Rui
Fernando Leal Marques
Capitão Mil.º de Artilharia Narciso
Júlio Loureiro de Sousa
Companhia
de Cavalaria 1776 (CCav1776):
Capitão de Cavalaria José Cordeiro
de Araújo
Companhia
de Cavalaria 1777 (CCav1777):
Capitão de Cavalaria José Eduardo
Carvalho de Paiva Morão
Capitão Mil.º de Infantaria Olavo
Augusto Cruz Rocha
Divisa:
«QUO TOTA VOCANT»
Partida:
Embarque no dia 2 de Dezembro de
1967, em Lisboa, no NTT «Vera Cruz»;
desembarque em Luanda, no dia 11 de
Dezembro de 1967
Regresso:
Embarque no dia 20 de Janeiro de
1970, em Luanda, no NTT «Vera Cruz»;
desembarque no dia 29 de Janeiro de
1970, em Lisboa.

Síntese da
Actividade Operacional:
O Batalhão de Cavalaria (BCav1928)
foi destinado ao subsector de
Cangamba, na ZIL (Zona de
Intervenção Leste), onde substituiu
o Batalhão de Cavalaria 1901
(BCav1901), assumindo a
responsabilidade da zona de acção em
28 de Dezembro de 1967.
O dispositivo foi o seguinte:
Comando, Companhia de Comando e
Serviços (CCS), Companhia de
Cavalaria 1775 (CCav1775) e Grupos
Especiais 308 e 323 (GE308 e GE323),
em Cangamba; a
Companhia de
Cavalaria 1776 (CCav1776) no Alto Cuito; a
Companhia de Cavalaria 1777
(CCav1777) em Cassamba e ainda a
Companhia de Caçadores 1638
(CCac1638) no Munhango, esta
substituída pela Companhia de
Caçadores 2334 (CCac2334) em
Fevereiro 1968; havia destacamentos
de pelotão em Cangombe, Nhonga e
Cangongo.
O Batalhão de Cavalaria (BCav1928)
era apoiado por dois pelotões das
Companhias de Construções 1708
(CConst1708), em Cangamba e 755
(CConst755), em Cassamba e teve como
reforços dois pelotões do Esquadrão
de Cavalaria 403 do Grupo de
Cavalaria 1 (EsqCav 403/GCav1, da
Guarnição Normal) e um pelotão da
Companhia de Caçadores 1582
(CCac1582).
Em Julho de 1968, Munhango saiu da
responsabilidade do Batalhão de
Cavalaria (BCav1928).

Em Agosto de 1968, a Companhia de
Caçadores 1628 (CCac1628) ocupava Cassamba e a Companhia de Caçadores
1630 (CCac1630) partilhava da
ocupação do Alto Cuito com a
Companhia de Cavalaria 1776
(CCav1776);
Em 30 de Novembro de 1968 a
Companhia de Cavalaria 1777
(CCav1777) ocupou Muié.
Na ZA (Zona de Acção) existiam quatro
núcleos principais de populações sob
custódia das NT (Nossas Tropas), em
Munhango, Cangamba, Alto Cuito e
Cassamba, com cerca de 11.000
pessoas; a população restante estava
sob controlo do In (inimigo) e,
assim, uma das primeiras prioridades
do Batalhão de Cavalaria (BCav1928)
foi a recolha de populações. A este
propósito se opunha o In (inimigo),
quer por reacções às penetrações,
quer emboscando as colunas e ainda
flagelando aquartelamentos, como em
9 de Julho de 1967 e 27 de Maio de
1967, com grandes baixas para o In
(inimigo), em 12 de Janeiro de 1968
a Cangamba, em 30 de Janeiro de 1968
a Cangombe e em 30 de Março de 1968,
na picada de Cangombe; são de
referir as reacções às penetrações
em 30 de Abril de 1968, 6 de Junho
de 1968, 28 de Julho de 1968 e 15 de
Setembro de 1968.
Das operações levadas a cabo com
êxito, embora desiguais,
destacam-se: "Ano Novo", "Em
Forrageadores 1", "Eficácia 1",
"Embalsa 1", "Espada Cavaleira",
"Embridar", "Espigão 1", "Três ZI",
"Esquadrão", "Exarco", "Espera por
Eles" e "Êxodo".

Em 5 de Fevereiro de 1969, o
Batalhão de Cavalaria (BCav1928) foi
rendido pelo Batalhão de Caçadores
2858 (CCac2858), e por sua vez
rendeu o Batalhão de Caçadores 1898
(BCac1898) no subsector de Benguela,
na ZMC (Zona Militar Centro),
assumindo a responsabilidade desta
ZA (Zona de Acção) em 13 de
Fevereiro de 1969.
Na nova ZA (Zona de Acção),
completamente calma, o Comando e
Companhia de Comando e Serviços
(CCS) ficaram no Lobito e a
Companhia de Cavalaria 1776
(CCav1776) em Benguela, com
destacamentos no Cubai e Norton de
Matos.
As Companhias de Cavalaria
1775 e 1777 foram cedidas,
respectivamente, ao Sector do Bié e ZMC (Zona Militar Centro), em Léua e
Chitembo, zonas onde qualquer delas
obteve êxitos operacionais.
Em princípios de Janeiro de 1970, o
Batalhão de Cavalaria (BCav1928) foi
rendido na sua ZA pelo Batalhão de
Caçadores 2858 (BCac2858).
