Francisco Rocha da Silva
Dias,
1.º Cabo 'Comando': Cruz de Guerra de
4.ª classe
"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
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HONRA E GLÓRIA |
Fontes:
5.º Volume, Tomo V, pág. 309, da RHMCA / CECA / EME
Jornal do Exército, ed. 115, pág.
22, de Julho de 1969
Imagem do distintivo cedida pelo
veterano Carlos Coutinho
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Francisco Rocha da
Silva Dias
1.º Cabo 'Comando',
n.º 08490667
Centro de Instrução de
Comandos
Região Militar de Angola
«CONSTANTE E FIEL»
«AO
DURO SACRIFÍCIO SE OFERECE»
12.ª Companhia de
Comandos
«A SORTE PROTEGE OS
AUDAZES»
Angola: 11Dez1967 a
06Abr1970
Cruz de Guerra de 4.ª
classe
Louvor Individual
Prémio 'Governador-Geral
de Angola'
Francisco Rocha da Silva
Dias, 1.º Cabo 'Comando', n.º 08490667;
Mobilizado
pelo Regimento de Artilharia Ligeira 1 (RAL1 - Sacavém)
«EM PERIGOS E GUERRAS ESFORÇADOS» - «NÃO FALTA CERTO NOS
PERIGOS» para servir Portugal na Província Ultramarina
de Angola;
No dia 2 de Dezembro
de 1967, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos,
em Lisboa, embarcou no NTT ‘Vera Cruz’ rumo ao porto de
Luanda,
a fim de fazer um
curso da especialidade 959 - comando;
No
dia 12 de Dezembro de 1967, no Centro de Instrução de
Comandos da Região Militar de Angola (RMA) «CONSTANTE E
FIEL» - «AO DURO SACRIFÍCIO SE OFERECE», iniciou o 10.º
Curso de Comandos, a qual veio a terminar no dia 20 de
Março de 1968, foi qualificado na especialidade
959
- Comandos e colocado na
12.ª Companhia de
Comandos (12ªCCmds)

«A
SORTE ROTEGE OS AUDAZES»;
Louvado por feitos em
combate no teatro de operações de Angola, publicado na
Ordem de Serviço n.º 79, de 02 de Outubro de 1968, do
Quartel General da Região Militar de Angola;
Agraciado com a
Medalha da Cruz de Guerra de 4.ª classe, por despacho do
Comandante-Chefe das
Forças Armadas de Angola, de 28 de
Outubro de 1968, publicado na
Ordem do Exército n.º 36 - 3.ª série, de 1968;
Distinguido com o Prémio
Governador-Geral de Angola por se
ter evidenciado em acções contra o
inimigo, publicado no Jornal do
Exército n.º 115, página 22, de
Julho de 1969;
No dia
6 de Abril de 1970,
embarcou no NTT ´Pátria' de regresso à Metrópole.
Cruz de Guerra de 4.ª
classe
1
° Cabo 'Comando', n.º 08490667
FRANCISCO ROCHA DA SILVA DIAS
12ªCCmds/CIC - RMA
ANGOLA
4.ª CLASSE
Transcrição do
Despacho publicado na Ordem do Exército n.º 36 - 3.ª série, de 1968.
Agraciado com a Cruz de
Guerra de 4.ª Classe, nos termos do art.º 12.º do
Regulamento da Medalha Militar, promulgado pelo Decreto
n.º 35 667, de 28 de Maio de 1946, por despacho do
Comandante-Chefe das Forças Armadas de Angola, de 28 de
Outubro de 1968:
O 1.º Cabo, n.º 08490667, Francisco Rocha da Silva Dias,
do Centro de Instrução de Comandos, da Região Militar de
Angola.
Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Publicada na Ordem de Serviço n.º 79, de 02 de Outubro de 1968, do
Quartel General da Região Militar de Angola:
Louvado o 1.º Cabo Comando, n.º 08490667, Francisco
Rocha da Silva Dias, da 12.ª Companhia de Comandos,
porque na operação "Pacaça Raivosa", apesar de ferido
nas costas por um tiro logo aos primeiros disparos do
inimigo, emboscado, reagiu prontamente sobre o mesmo e,
depois da acção, nunca perdendo a calma, manteve uma
preocupação constante com outro seu camarada de equipa
que sabia ferido, também, pedindo sempre que o mesmo
fosse socorrido primeiro, uma vez que se encontrava em
perigo de vida, nunca se preocupando com o seu próprio
estado.
Quando a sua evacuação se efectuou, deslocou-se, a seu
pedido, pelo seu pé, amparado pelos camaradas até ao
local onde pousou o helicóptero.
Demonstrou o 1.º Cabo Comando, Silva Dias, ser de
têmpera, abnegado, corajoso e ter verdadeiro espírito de
sacrifício, sangue frio, calma serenidade e desprezo
pela vida.
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Jornal do Exército, ed. 115, pág.
22, de Julho de 1969:
1.º Cabo
'Comando' Francisco Rocha da Silva Dias, da
12.ª CCmds
(Angola):
Porque tendo sido ferido
nos primeiros disparos duma emboscada, reagiu
prontamente pelo fogo com grande calma, não se
preocupando com o seu estado e protegendo outro seu
camarada também ferido para quem pediu os primeiros
socorros e porque, ao ser evacuado para o local onde
aterrou o helicóptero, deslocou-se a pé, a seu pedido
insistente, amparado a dois companheiros, negando-se a
seguir em maca improvisada para os poupar a maiores
esforços, revelando assim desprezo pela vida e grande
espírito de sacrifício.
Condecorado com a Cruz de Guerra de 4.ª classe.

