
Bernardo
Raposo Botelho de Sá Nogueira
Major de Cavalaria
2.º comandante do
Grupo de Cavalaria 345
«NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE»
Angola:
04Dez1961 a 01Ago63
Medalha de Prata de Serviços
Distintos com Palma
Louvor Individual
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Bernardo Raposo
Botelho de Sá Nogueira, Major de
Cavalaria;
Nomeado
pelo Regimento de Cavalaria 3 (RC3 –
Estremoz) «DRAGÕES DE OLIVENÇA» -
«…NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE»
para servir Portugal na Província
Ultramarina de Angola;
No
dia 24 de Novembro de 1961,
na Gare Marítima da Rocha do Conde
de Óbidos, em Lisboa, embarcou no
NTT ‘Angola’, como
segundo-comandante do
Grupo de Cavalaria 345
(GCav345) «…NA GUERRA CONDUTA MAIS
BRILHANTE»,
rumo
ao porto marítimo de Luanda,
onde
desembarcou no dia 04 de Dezembro de
1961;
A sua unidade cavalaria, comandada
pelo
Tenente-Coronel
de Cavalaria António Sebastião
Ribeiro de Spínola, foi colocada
em
Bessa Monteiro; em Junho de 1962,
rodou para São Salvador; em Maio de
1963, foi transferida par Sá da
Bandeira;
Em 01 de Agosto de 1963, regressou à
Metrópole;
Louvado e agraciado com a Medalha de
Prata de Serviços Distintos com
Palma, pela Portaria de 11 de
Outubro de 1963, publicada na Ordem
do Exército n.º 11, páginas 1719,
1731 e 1732, de 01 de Novembro de
1963, e na Revista da Cavalaria do
ano de 1963, nas páginas 132 e 133:
Major
de Cavalaria
Bernardo Raposo Botelho de Sá
Nogueira
GCav345 – RC3
Angola
Medalha de Prata de Serviços
Distintos com Palma
Transcrição da Portaria publicada na
Ordem do Exército n.º 11, páginas
1719, 1731 e 1732, de 01 de Novembro
de 1963.
Por Portaria de 11 de Outubro de
1963:
CONDECORADO com a medalha de prata
de serviços distintos, com palma,
por ter sido considerado ao abrigo
da alínea a) do artigo 17.º, com
referência ao § 2.º do artigo 51.º,
do Regulamento da Medalha Militar,
de 28 de Maio de 1946, o Major de
Cavalaria Bernardo Raposo Botelho de
Sá Nogueira.
Transcrição do louvor que originou a
condecoração
(Por Portaria da mesma data,
publicada naquela Ordem do
Exército):
LOUVADO o Major de Cavalaria
Bernardo Raposo Coelho de Sá
Nogueira, do Grupo de Cavalaria n.º
345, por, no desempenho das funções
de 2.º comandante e presidente do
conselho administrativo do Grupo de
Cavalaria n.º 345, nomeadamente de 4
de Dezembro de 1961 a 19 de Julho de
1963, ter demonstrado invulgares
qualidades dc trabalho, que, aliadas
ao alto espírito de bem servir,
entusiasmo pela sua arma, acentuado
aprumo, carácter e muito zelo, o
creditam como oficial distinto da
arma de cavalaria e um óptimo
colaborador do seu comandante.
Profissional dotado de esclarecida
inteligência, culto, competente e
organizador, estruturou e accionou
com reconhecida eficiência os
serviços logísticos do Grupo, que em
todas as ocasiões, e não obstante as
inúmeras dificuldades a vencer,
corresponderam plenamente às
exigências de ordem operacional,
permitindo, assim, libertar
completamente o seu comandante de
preocupações de natureza logística.
Neste campo destaca-se a sua acção
na instalação do bivaque no campo
militar do Grafanil, quando da
chegada do Grupo de Cavalaria a
Luanda, nos deslocamentos do Grupo
de Cavalaria de Bessa Monteiro para
a região de S. Salvador e,
ultimamente, desta região para a
zona de intervenção sul, onde
dirigiu, com assinalada
proficiência, as secções de quartéis
das companhias e planeou o
desembarque do Grupo de Cavalaria em
Moçâmedes e o seu ulterior
deslocamento para os locais de
estacionamento.
Para além das suas funções de
estado-maior, e não obstante o seu
precário estado de saúde, que
conseguiu superar pelo alto conceito
do dever, o Major Sá Nogueira nunca
se poupou a situações de perigo,
antes, pelo contrário, sempre as
procurou, insistindo, quase que
permanentemente, junto do seu
comandante no sentido de
comparticipar em operações ou em
serviços de maior risco. Tomou
parte, a seu pedido, em algumas
operações, entre as quais se destaca
a notável proficiência com que
orientou, do posto de comando
avançado, o deslocamento das forças
terrestres que comparticiparam na
2.ª fase da operação «Três
Mosqueteiros», realizada de 18 de
Outubro a 1 de Novembro de 1962.
Este distinto oficial, através da
meritória acção que desenvolveu no
quadro das suas funções, concorreu
acentuadamente para a manutenção da
eficiência operacional do Grupo de
Cavalaria n.º 345 e para o êxito da
sua actuação na zona de intervenção
norte, pelo que é de inteira justiça
conferir-lhe o presente louvor pelos
serviços relevantes e distintos que
prestou ao Exército e à Pátria.
Em 10 de Junho de 1964, perante as
Forças Armadas reunidas em parada no
Terreiro do Paço, em Lisboa, foi-lhe
imposta a Medalha de Prata de
Serviços Distintos com Palma:


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Notícia:
Partida do Grupo de
Cavalaria 345, no dia 24 de Novembro de 1961

