
José Cebola Albino
Soldado de
Cavalaria, n.º
32/61
1.º Esquadrão de Cavalaria
Grupo de
Reconhecimento de Angola
«DRAGÕES DE
ANGOLA»
«OS NOSSOS FEITOS
RESPONDERÃO POR NÓS»
Região Militar de Angola
«CONSTANTE E FIEL»
«AO DURO SACRIFÍCIO SE OFERECE»
Cruz
de Guerra de 3.ª classe
Louvor Individual
Prémio Governador-Geral de Angola
José Cebola Albino, Soldado de
Cavalaria, n.º 32/61;
Mobilizado para servir Portugal na
Província
Ultramarina de Angola,
integrado no 1.º Esquadrão do Grupo
de Reconhecimento de Angola
«DRAGÕES» - «OS NOSSOS FEITOS
RESPONDERÃO POR NÓS».
[nota:
a partir de
Abr1967, o 1.º Esquadrão
do Grupo de Reconhecimento de
Angola
passou a desinar-se por Esquadrão de
Cavalaria 401 do Grupo de Cavalaria
1]
Louvado por feitos em combate no
teatro de operações de Angola,
publicado na Ordens de Serviço,
respectivamente, n.º 15, de 19 de
Fevereiro de 1964, do

Comandante da
Região Militar de Angola, e n.º 47,
de 25 de Fevereiro de 1964, do Grupo
de Reconhecimento de Angola;
Agraciado com a Medalha da Cruz de
Guerra de 3.ª classe, pela Portaria
de 7 de Abril de 1964, publicado na
Ordem do Exército n.º 14 – 3.ª
série, de 1964;
Distinguido com o Prémio
Governador-Geral de Angola,
publicado no Jornal do Exército n.º
56, página 25, de Agosto de 1964
----------------------------
Cruz de Guerra de 3.ª classe
Soldado de
Cavalaria, n.º 32/61
JOSÉ CEBOLA ALBINO
1ºEsq/GRA
(Dragões)
ANGOLA
3.ª CLASSE
Transcrição da Portaria publicada na
Ordem do Exército n.º 14 – 3.ª série
de 1964.
Por Portaria de 07 de Abril de 1964:
Manda o Governo da República
Portuguesa, pelo Ministro do
Exército, condecorar com a Cruz de
Guerra de 3.ª classe, ao abrigo dos
artigos 9.º e 10.º do Regulamento da
Medalha Militar, de 28 de Maio de
1946, por serviços prestados em
acções de combate na Província de
Angola, o Soldado n.º 32/61, José
Cebola Albino, do 1.º Esquadrão do
Grupo de Reconhecimento de Angola
(Dragões).
Transcrição do louvor que originou a
condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º
15, de 19 de Fevereiro de 1964, do
Quartel General da Região Militar de
Angola):
Louvado, o Soldado n.º 32/61, José
Cebola Albino, do 1.º Esquadrão do
Grupo de Reconhecimento de Angola
(Dragões), por no dia 18 de Dezembro
de 1963, quando integrado numa força
de escolta que se deslocava no
itinerário Nambuangongo - Zala, ter
demonstrado possuir em alto grau,
virtudes militares e humanas, em
circunstâncias particularmente
difíceis e graves. Tendo a coluna
sofrido um ataque do inimigo, logo
após o rebentamento de um engenho
explosivo cujos estilhaços o feriram
no rosto e que destruiu e incendiou
a viatura em que seguia, não perdeu
a calma nem o espírito combativo,
comportando-se com valentia e sangue
frio, digno do maior elogio.
Envolvido pelas chamas da viatura
incendiada, um seu camarada
gravemente ferido, foi alvo do
ataque de quatro elementos do
inimigo, que muito próximo da picada
se preparavam para o assalto. O
Soldado n.º 32/61, Albino, abriu
fogo sobre eles, derrubando dois. A
sua arma encravou, mas esse facto
não fez esmorecer o seu ânimo, nem
diminuiu a sua audácia e fazendo uso
de granadas de mão sobre os dois
assaltantes que continuavam a
aproximar-se, e quando aquelas se
acabaram, rastejou até junto do
ferido, para servir-se das que ele
possuía.
Ainda debaixo de fogo e auxiliado
por outro camarada, retirou o
companheiro ferido para local mais
abrigado, arriscando a sua vida
neste acto humanitário e de
admirável camaradagem, só depois
acedendo a receber o curativo de que
estava necessitado.
Estes actos, reveladores de muita
coragem, espírito de sacrifício,
serenidade e energia debaixo de
fogo, honram e dignificam este
militar, que conquistou a admiração
e gratidão dos seus camaradas e
superiores.
----------------------------
Prémio Governador-Geral de Angola
(Publicado no
Jornal do Exército n.º 56, página
25, de Agosto de 1964)

