Altino Amadeu Pinto de Magalhães,
General de 4 estrelas.
Nasceu no dia 8 de Maio de 1922 em
Ribalonga (Carrazeda de Ansiães).
Em 12 de Agosto de 1940 ingressa
como cadete na Escola do Exército;
Em 1 de Novembro de 1943 promovido a
alferes de infantaria,
sucessivamente colocado como
comandante de pelotão nos RI9-Lamego
(Regimento de Infantaria 9),
RI8-Braga (Regimento de Infantaria
8) e RI4-Faro, (Regimento de
Infantaria 4) e como oficial de
transmissões e informações no
BII18-Ponta Delgada (Batalhão
Independente de Infantaria 18);
Em 1 de Dezembro de 1946 promovido a
tenente e nomeado para servir
Portugal na Província Ultramarina de
Angola, colocado no
recém-constituído Batalhão de Nova
Lisboa;
Em Dezembro de 1948 promovido a
capitão, regressa à Metrópole e fica
colocado no RI8-Braga (Regimento de
Infantaria 8);
No início de 1950 nomeado para
servir Portugal na Província
Ultramarina de Macau, como
comandante de companhia;
Em 1952 volta a Angola;
Em 1953 regressado à Metrópole,
colocado no RI2-Abrantes (Regimento
de Infantaria 2) como oficial de
operações;
Em 7 de Fevereiro de 1955 agraciado
com o oficialato da
Ordem Militar de
Avis;
Em Dezembro de 1957 promovido a
major, colocado na 3ª Repartição da
Direcção-Geral do Ministério do
Exército;
Em 14 de Maio de 1960 conclui o
curso complementar de estado-maior;
Em 7 de Maio de 1961 promovido a
tenente-coronel;
Em 5 de Junho de 1961 colocado no
Funchal, como comandante do BII19
(Batalhão Independente de Infantaria
19);
Em 30 de Junho de 1961 louvado pelo
Chefe do Estado-Maior do Exército,
porque...
- «Tendo desempenhado as funções de
chefe de instrução de sargentos e
praças durante o período de cerca de
três anos, que abrangeu o da
reorganização da instrução e de
preparação de forças, sempre
evidenciou grande dedicação pelo
serviço, inteligência, espírito
prático, lealdade e entusiasmo,
qualidades estas que lhe permitiram
não só vencer as dificuldades que se
lhe depararam, mas ainda o tornaram
digno da consideração e amizade de
todos que com ele trabalharam, em
tudo se revelando um oficial de
grande categoria, tendo prestado
serviços no Estado-Maior do Exército
dignos do maior louvor.»
Em 7 de Novembro de 1962 agraciado
com o grau de Comendador da Ordem
Militar de Avis;
Em 10 de Maio de 1963 regressa à
Metrópole e ao EME (Estado-Maior do
Exército);
Em 18 de Junho de 1963 agraciado com
a Medalha de Mérito Militar de 2ª
classe;
Em 20 de Outubro de 1964 nomeado
professor eventual do curso de
promoção a oficial superior, para o
ano lectivo de 1964/65 do IAEM-Pedrouços
(Instituto dos Altos Estudos do
Exército);
Em 9 de Junho de 1965 ingressa no
Corpo de Estado-Maior do Exército;
Em 1966 segue para o Rio de Janeiro
como adido militar, naval e
aeronáutico junto da Embaixada de
Portugal;
Em Maio de 1968 promovido a coronel;
Em 1969 regressa a Lisboa, sendo
nomeado para servir Portugal na
Província Ultramarina de Angola,
como chefe do estado-maior do QG/RMA
(Quartel General da Região Militar
de Angola);
Em 19 de Julho de 1969 agraciado com
a Medalha de Mérito Santos Dumont,
do Brasil, por ter sido louvado...
- «Pela forma altamente meritória
como desempenhou as funções de adido
militar junto da Embaixada de
Portugal no Rio de Janeiro, mais uma
vez confirmando as suas altas
qualidades profissionais e de
carácter, granjeando não apenas o
respeito e amizade de todos os
elementos da Embaixada, como também
a consideração e simpatia das
autoridades civis e militares
brasileiras, muito contribuindo para
o melhor conhecimento e
estreitamento das relações entre as
Forças Armadas de Portugal e do
Brasil, e merecendo do embaixador de
Portugal, em comunicação oficial às
autoridades portuguesas, a
expressão
do alto apreço pela pela acção que
desenvolveu, em tudo prestigiando o
estado-maior e prestando serviços
relevantes e distintos.»
Em 10 de Outubro de 1969, agraciado
com o oficialato da Ordem do Mérito
Militar, com o grau de Comendador da
Ordem do Mérito Naval, com a Medalha
do Pacificador e com o oficialato da
Ordem do Mérito Aeronáutico, todas
do Brasil;

Em 31 de Agosto de 1970 agraciado
com o grau de Grande-Oficial da
Ordem Militar de Avis;
Em 6 de Abril de 1971 termina a sua
missão no QG/RMA (Quartel General da
Região Militar de Angola) e regressa
à Metrópole, sendo nomeado para
frequentar no IAEM (Instituto dos
Altos Estudos do Exército) o curso
de altos comandos;
Em 20 de Julho de 1971 agraciado com
a Medalha de Prata de Serviços
Distintos com palma, porque...
- «Durante a sua importante comissão
na Região Militar de Angola, em que
desempenhou as funções de chefe do
estado-maior do respectivo
Quartel-General, confirmou, mais uma
vez, as excelentes e invulgares
qualidades que o impõem como um
muito distinto oficial do corpo do
estado-maior.
Dotado de brilhantes
qualidades de inteligência e de
carácter, muito competente e leal,
foi um precioso colaborador e
auxiliar do Comando, mormente no que
se refere à impulsão dada à
actividade operacional.
O seu fino
trato, elevada ponderação e a sua
indiscutível camaradagem
revelaram-se, em particular, na
forma como soube sempre lidar com os
comandantes das unidades da Região
Militar de Angola, compreendendo as
suas dificuldades e ajudando a
resolver os seus problemas, por
forma a granjear o respeito e
admiração de todos os que com ele
tiveram oportunidade de privar.
Orientou com são critério, muita
elevação e firmeza os trabalhos de
estado-maior, fortalecendo o
espírito de equipa e tirando útil,
oportuno e elevado rendimento da
actividade das repartições do
Quartel-General.
Trabalhador
infatigável, de uma dedicação sem
limites, devotou-se inteiramente às
suas funções e missão que realizou,
sem ostentações inúteis, obra
deveras notável no que diz respeito
não só aos estudos que foi
necessário levar a cabo com vista às
remodelações e adaptações, do
dispositivo operacional da Região
Militar de Angola, à evolução da
situação, mas também às propostas
sempre elaboradas com oportunidade e
meticuloso cuidado, pelo que os seus
esclarecidos pareceres foram
contributo valioso para as decisões
tomadas e solução de importantes
problemas postos ao Comando.
Nunca
se escusou a quaisquer sacrifícios,
deslocando-se até junto das tropas
em operações sempre que isso foi
necessário ou conveniente.
Com a sua
actuação serena e esclarecida junto
destas, concorreu para a boa
execução das ordens e directivas do
Comando, ao mesmo tempo que a todos
comunicou o seu entusiasmo e fé na
vitória final das nossas armas.
Por
tudo se considera que o coronel
Altino de Magalhães prestou ao
Exército serviços que muito aumentam
o prestígio deste e que, pela sua
natureza, merecem ser considerados
extraordinários, relevantes e
distintos.»
Em 31 de Maio de 1972 conclui o
curso de altos comandos;
Em 25 de Setembro de 1972, coronel
tirocinado, encontrando-se em
serviço na Província Ultramarina de
Angola como comandante do sector
militar do Uíge, passa a acumular
funções de governador distrital do
Uíge;
Em 25 de Abril de 1973 agraciado com
a Medalha de Ouro de Comportamento
Exemplar;
Em 17 de Agosto de 1973 promovido a
brigadeiro;
Na manhã de 25 de Abril de 1974
recebe no AB3-Negage (Aeródromo Base
n.º 3), «notícias de uma rádio
sul-africana relativas ao golpe de
Estado em Lisboa»;
Em 7 de Maio de 1974 passa a
acumular as anteriores funções, com
as de comandante-interino da ZMN/RMA
(Zona Militar Norte da Região
Militar de Angola);
Em 25 de Julho de 1974 cessa em
Luanda todas as anteriores funções,
sendo «graduado em general contra
sua vontade», empossado comandante
da RMA (Região Militar de Angola) e
adjunto do CCFAA (Comando-Chefe das
Forças Armadas de Angola), e
supostamente "membro da Junta
Governativa de Angola" (na qual
nunca exerceu quaisquer funções
efectivas);
Em 24 de Setembro de 1974 chamado a
Lisboa pelo CEMGFA (Chefe do
Estado-Maior General das Forças
Armadas) general Costa Gomes;
De 27 a 28 de Outubro de 1974
participa em Cangumbe, como
comandante da RMA (Região Militar de
Angola) integrado numa delegação do
MFA-Angola (Movimento das Forças
Armadas - Angola), em conversações
com a UNITA (União Nacional para a
Independência Total de Angola);
Em 8 de Dezembro de 1974 regressa à
Metrópole e ao EME (Estado-Maior do
Exército);
Em 6 de Janeiro de 1975 nomeado
governador militar dos Açores;
Em 27 de Agosto de 1975 passa a
acumular o cargo militar, com
funções civis de presidente da Junta
Regional dos Açores;
Em 9 de Setembro de 1976 regressa de
Ponta Delgada a Lisboa, sendo
nomeado Director de Instrução do EME
(Estado-Maior do Exército);
Em 1978 nomeado Vice-Chefe do Estado
Maior do Exército;
Em 23 de Junho de 1979 promovido a
general de 4 estrelas;
Em 9 de Julho de 1979 nomeado
Vice-Chefe do Estado-Maior-General
das Forças Armadas;
Em 5 de Março de 1981 nomeado
Director do Instituto de Defesa
Nacional;
Em 7 de Maio de 1984 cessa funções
no IDN (Instituto de Defesa
Nacional) e passa à situação de
reserva;
Em 3 de Agosto de 1984 agraciado com
a Grã-Cruz da Ordem Militar de
Cristo;
Em Março de 1986 eleito presidente
da Direcção-Geral
da Liga dos
Combatentes;
Em 30 de Maio de 1986 nomeado para
integrar o Conselho Supremo da
Sociedade Histórica da Independência
de Portugal;
Em 1989, na qualidade de
representante máximo da Liga dos
Combatentes, preside à Comissão
Executiva do Monumento Nacional aos
Combatentes do Ultramar;

Em 7 de Novembro de 1991 passa à
situação de reforma;
Em 15 de Janeiro de 1994, nas
imediações do Forte do Bom Sucesso
(Belém - Lisboa), integra as
entidades oficiais à inauguração do
Monumento Nacional aos Combatentes
do Ultramar;
No início do 2º trimestre de 1996
cessa a presidência da
Direcção-Geral da Liga dos
Combatentes, passando a presidir ao
respectivo Conselho Supremo;
Em 15 de Setembro de 2003, agraciado
com a Medalha da Defesa Nacional de
1ª classe:
- «Louvo o general Altino Amadeu
Pinto de Magalhães, oficial de
elevadíssimo prestígio, granjeado ao
longo da sua longa e brilhante
carreira ao serviço do Exército e
das Forças Armadas, bem como pelas
actividades que, após ter deixado o
activo, continuou a desenvolver em
prol dos valores pátrios.
O general Altino de Magalhães, nos
últimos anos, tem dedicado o seu
esforço, saber e prestígio ao
serviço da Liga dos Combatentes,
onde, depois de ter desempenhado o
cargo de presidente da Liga de forma
altamente relevante, como então foi
reconhecido pelo Ministro da Defesa
Nacional, é presentemente o
presidente do conselho supremo.
No desempenho das actuais funções de
presidente do conselho supremo,
órgão consultivo ao mais alto nível
da Liga, o general Altino de
Magalhães tem, pela sua
personalidade ímpar, grandeza de
alma, inquebrantável patriotismo e
amor à causa pública, contribuído de
forma determinante para que a Liga
dos Combatentes continue a perseguir
os elevados objectivos que a
norteiam, designadamente na promoção
de acções de exaltação do amor à
Pátria e da defesa dos valores
morais e históricos de Portugal, que
nos solidarizam no cumprimento do
dever cívico fundamental da defesa
da Pátria.
Face ao acima referido, é
particularmente grato ao Ministro de
Estado e da Defesa Nacional, por
ocasião do octogésimo aniversário da
Liga dos Combatentes, dar público
realce aos serviços prestados como
presidente do conselho supremo da
Liga dos Combatentes pelo general
reformado Altino Amadeu Pinto de
Magalhães, que dão honra e lustre à
Liga dos Combatentes, às Forças
Armadas, à Defesa Nacional e ao
País.»
Em Dezembro de 2007 publica o livro
"Monumento aos Combatentes do
Ultramar"
O livro:
«Monumento
aos Combatentes do Ultramar (1961 -
1974)»

título: "Monumento aos Combatentes
do Ultramar (1961-1974)"
autor: General Altino de Magalhães
editor: Europress
1ªed. Lisboa, Dez2007
126 págs (ilustrado)
23x16 cm
pvp: 15€
dep.leg: PT-268817/07
ISBN: 972-559-296-0
A sua Alma repousa em Paz.
Missa de corpo presente na Igreja de
São João de Deus (Lisboa), pelas
12:00 de 26 de Janeiro de 2019, prosseguindo o
préstito até ao Cemitério do Alto de
São João, onde pelas 14:00 têm lugar
honras fúnebres.
À sua Família enlutada, aos amigos e
camaradas-d'armas, a equipa
editorial do Portal UTW manifesta,
por este meio, muito sentidas
condolências.