Manuel Maria Delgado e Silva, General,
faleceu no dia 27 de Setembro de 1986
HONRA E GLÓRIA
e
nota de óbito
Elementos cedidos
por um
colaborador do portal UTW
Faleceu, no dia
27 de
Setembro de 1986, o veterano
Manuel Maria Delgado e Silva
General, na situação de reforma
Estado da Índia Portuguesa:
Comandante dos
Agrupamento 'Vasco da Gama'
(distrito de Goa)
Agrupamento 'António da Silveira'
(distrito de Diu)
Governador e Comandante Militar
Distrital de Diu
Região Militar de Angola
Comandante do Comando de Agrupamento
2961
Comandante da Zona Militar Leste
Região Militar de Moçambique
Comandante-Adjunto (nas áreas da
administração de pessoal e
logística)
"Pouco se fala hoje em dia nestas
coisas mas é bom que para preservação
do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
2 Medalha
de Ouro de Serviços Distintos
2 Medalhas
de Prata de Serviços Distintos com
palma
Medalha de
Mérito Militar de 1.ª classe
Ordem
Militar de Avis, grau Grande-Oficial
Ordem
Militar de Avis, grau Comendador
Ordem
Militar de Avis, grau Cavaleiro
Medalha de
Ouro de Comportamento Exemplar
Manuel Maria Delgado
e Silva, General na situação de
reforma.
Nasceu
a 21 de Janeiro de 1911 em Santa
Marinha, sede de freguesia do
concelho de Vila Nova de Gaia; filho
de Josefa Josefina Delgado e Silva e
de José Pedro da Silva.
-
em 1929 inicia os preparatórios
militares na Faculdade de Ciências
da Universidade de Coimbra;
- em 21 de Maio de 1932 na Escola do
Exército, promovido a
aspirante-a-oficial do curso de
artilharia;
- em 1936 conclui o tirocínio na
Escola Prática de Artilharia (EPA -
Vendas Novas), onde fica colocado
como alferes;
- em 1938 promovido a tenente;
- em 1940 transferido para o
Regimento de Artilharia Ligeira 2
(RAL2 - Coimbra);
-
em 1942 segue para o Funchal,
integrado na 8ª Bateria
Expedicionária do Grupo de
Artilharia Contra Aeronaves 1 (GACA1
-
Cascais);
-
em 1944 regressado à Metrópole, fica
colocado no Regimento de Artilharia
1 (RAL1 - Sacavém);
- em 1945 promovido a capitão,
transferido para o Regimento de
Artilharia Pesada 1 (RAP1 -
Sacavém);
- em 15 de Agosto de 1945 agraciado
com o grau de Cavaleiro da Ordem
Militar de Avis;
-
De 1951 a 1956 comandante do corpo
de bombeiros municipais de Coimbra;
-
em 1956 promovido a major, nomeado
para servir no Estado da Índia
Portuguesa, onde sucessivamente
exerce funções de comandante dos
agrupamentos ‘Vasco da Gama’
(distrito de Goa) e ‘António da
Silveira’ (distrito de Diu);
- em 24 de Maio de 1958 agraciado
com o grau de Comendador da Ordem
Militar de Avis;
-
em Setembro de 1958 passa a exercer
os cargos cumulativos de governador
e comandante militar distrital de
Diu;
- em 9 de Setembro de 1960 regressa
à Metrópole;
-
em 22 de Outubro de 1960 colocado
novamente no Regimento de Artilharia
Ligeira 2 (RAL2 - Coimbra);
- em 22 de Novembro de 1961
promovido a tenente-coronel e
colocado no Regimento de Artilharia
Pesada 3 (RAP3 - Figueira da Foz)
como 2º comandante, acumulando o
cargo de comandante do Centro de
Instrução de Condutores Auto 4
(CICA4 - Coimbra);
- em 21 de Janeiro de 1962 regressa
ao Regimento de Artilharia Ligeira 2
(RAL2 - Coimbra), onde assume
funções de 2º comandante;
- em 19 de Fevereiro de 1963 passa a
comandar interinamente o Regimento
de Artilharia Ligeira 2 (RAL2 -
Coimbra), mantendo funções de
comandante do Centro de Instrução de
Condutores Auto 4 (CICA4 - Coimbra);
- em 24 de Julho de 1963 cessa
funções como comandante do Centro de
Instrução de Condutores Auto 4
(CICA4 - Coimbra);
-
em 3 de Dezembro de 1963 agraciado
com a Medalha de Prata de Serviços
Distintos com palma, porque...
- «No
exercício do comando do centro de
instrução de condução auto nº 4
desde a sua criação, confirmou mais
uma vez as suas excepcionais
qualidades de organizador,
impulsionador e competência, ao
ponto de rapidamente elevar as
condições de funcionamento da sua
unidade ao nível das outras
idênticas, já existentes há bastante
tempo, não obstante das
características de provisória com
que já foi criada.
Dotado de apreciável cultura e
inteligência, foi sempre um
colaborador leal do general director
do Serviço de Transportes no
cumprimento da pesada exigência de
instrução a satisfazer, a maior
parte das vezes dispondo de escassos
meios em pessoal, material e
instalações, consequência ainda da
natureza provisória da sua unidade.
O bom nome de que este oficial
dispõe na sua arma e entre os seus
camaradas em geral, e os serviços
que prestou no comando que acaba de
deixar, muito contribuíram para a
boa eficiência da instrução de
condução auto e, consequentemente,
para o prestígio do Exército, além
dos serviços anteriormente
prestados, quer na metrópole quer
fora, os quais devem ser
considerados relevantes e muito
distintos.»
- em 10 de Agosto de 1965,
entretanto promovido a coronel,
assume o comando da Escola Prática
de Artilharia (EPA - Vendas Novas);
-
em 15 de Maio de 1967 cessa o
comando da Escola Prática de
Artilharia (EPA - Vendas Novas) e
fica colocado na Direcção da Arma de
Artilharia, sendo nomeado para
frequentar, no ano lectivo
de
1967/68, o curso de altos comandos
no Instituto de Altos Estudos
Militares (IAEM - Pedrouços);
- em 10 de Agosto de 1968 promovido
a brigadeiro;
- em 14 de Agosto de 1968 nomeado
inspector da Arma de Artilharia;
-
em 11 de Janeiro de 1969 nomeado por
designação, para servir Portugal na
Província Ultramarina de Angola;
- em 6 de Março de 1969 agraciado
com a Medalha de Ouro de
comportamento exemplar;
-
em 12 de Junho de 1969 embarca no
Aeródromo Base n.º
1 (AB1 - Portela)
rumo à Base Aérea n.º 9 (BA9 -
Luanda), a fim de assumir em Santa
Eulália as funções de comandante do
Comando de Agrupamento 2961
(CmdAgr2961) - Sector Meridional da
Área Militar n.º 1 (AM1-Dembos);
- em 29 de Junho de 1970 agraciado
com o grau de Grande-Oficial da
Ordem Militar de Avis;
- no final de 1970 colocado na
cidade do Luso, como comandante
militar da recém-criada Zona Militar
Leste da Região Militar de Angola;
-
em Março de 1971 regressa à
Metrópole;
- em 22 de Abril de 1971 nomeado 2º
comandante da Região Militar de
Lisboa;
-
em 13 de Julho de 1971 agraciado com
a Medalha de Prata de Serviços
Distintos com palma, ...
-
«Pelas
invulgares qualidades profissionais
e morais reveladas, reafirmando,
quer na área militar 1 [ZMN/RMA],
quer na zona militar leste [ZML/RMA]
e em todas as circunstâncias, a sua
excepcional competência e o seu
elevado espírito de missão, à qual
se entrega sem restrições, no
sentido de obter os melhores
resultados da sua acção de comando,
exercendo uma eficiente e intensiva
actividade, num raro ambiente de
grande simpatia pessoal, mercê da
qual aglutina e incentiva o empenho
e interesse dos seus subordinados,
aos quais se impôs naturalmente,
pelo exemplo e pela acção, como
chefe de excepção.
Consciente das características da
luta em que estamos empenhados, na
qual o terreno tem primordial
importância, foi infatigável no
reconhecimento das áreas à sua
responsabilidade, as quais percorreu
em todas as direcções, sem se poupar
a esforços e sacrifícios, pondo à
prova o seu dinamismo e excepcional
desembaraço físico.
Estudando todos os problemas que lhe
são afectos, com elevado critério e
ponderação, planeou, incentivou e
impulsionou a actividade operacional
das unidades subordinadas, as quais
muitas vezes acompanhava, de forma a
obterem-se os melhores resultados.
Com excelentes dotes de
inteligência, absoluta integridade
de carácter, expondo as suas
opiniões com firmeza, clareza,
sinceridade e lealdade, o brigadeiro
Delgado e Silva confirmou em
absoluto as suas excelentes
qualidades de chefe, competente,
sensato, enérgico e decidido,
prestando muitos importantes
serviços na Região Militar de
Angola, que devem ser considerados
altos, relevantes, extraordinários e
distintos.»
-
em 4 de Julho de 1972 agraciado com
a Medalha de Ouro de Serviços
Distintos, porque...
- «No
exercício das funções de 2º
comandante da Região Militar de
Lisboa durante cerca de ano de meio,
ter continuado a afirmar as
invulgares qualidades militares e
excepcionais virtudes morais já
devidamente assinaladas nos inúmeros
louvores que, ao longo da sua
brilhante carreira militar, lhe têm
sido conferidos, quer em tempo de
paz quer em campanha.
O interesse, dinamismo, viva
inteligência, indefectível lealdade
e elevado espírito de missão com que
vem cumprindo o cargo que lhe foi
confiado, mostram tratar-se de um
oficial dotado de larga experiência
no campo da instrução dos quadros e
das tropas, consequência da sua
longa carreira militar vivida em
contacto permanente com as tropas,
no desempenho das funções de
instrutor e comandante da Escola
Prática da sua arma, comandante de
artilharia no Estado da Índia,
governador e comandante militar do
distrito de Diu e, recentemente, no
exercício do comando de dois
sectores difíceis na Região Militar
de Angola.
Deslocando-se quase diariamente às
várias unidades e estabelecimentos
militares da Região [Militar de
Lisboa] e contactando com os
oficiais, sargentos e praças,
desenvolveu uma acção de muito valor
na preparação e instrução de todas
as unidades, com vista à sua
eficiência e prontidão para
cumprimento das medidas
superiormente estabelecidas no
âmbito da segurança interna e, muito
especialmente, na inspecção das
unidades a destacar para o ultramar,
mercê da sua habilidade natural para
lidar com as tropas, da sua elevada
competência e do grande prestígio
que goza no meio militar.
Oficial muito inteligente e dotado
de elevada cultura, muito
criterioso, calmo, sensato,
desembaraçado, disciplinado e
disciplinador, metódico,
organizador, profundamente dedicado
à sua profissão e possuidor de
grande capacidade de trabalho, com
prejuízo, por vezes, das suas horas
normais de descanso e até da própria
saúde, revelou excepcionais
qualidades profissionais, muita
dignidade e elevada formação
militar, granjeando pela forma de
proceder, inexcedível correcção,
esmeradíssima educação e firmeza de
cumprimento das suas funções, a
consideração e estima dos seus
subordinados.
Em consequência das suas
excepcionais qualidades militares,
aliadas a uma óptima formação moral
e vincada personalidade, em que há a
salientar uma grande firmeza de
carácter, desassombro de atitudes e
elevado espírito de camaradagem,
prestigiou, pela sua conduta e
ponderada acção, o cargo que
desempenha e a própria Região
[Militar de Lisboa].
O seu passado militar e o conjunto
de invulgares qualidades
demonstradas no exercício das
funções de 2º comandante, em que se
afirmou um valiosíssimo colaborador
do Comando, confirmam a sua
reputação de um muito distinto
oficial general, cuja acção na
Região Militar de Lisboa é credora
do maior apreço e de que os serviços
prestados sejam considerados
extraordinários, relevantes e muito
distintos.»
-
em 12 de Agosto de 1972 agraciado
com a Medalha de Mérito Militar de
1ª classe;
- em 15 de Dezembro de 1972
promovido a general;
- em 6 de Janeiro de 1973
apresentado na repartição do
gabinete do ministro do Exército,
aguardando colocação;
- em 25 de Fevereiro de 1973
colocado em Nampula como
comandante-adjunto da RMM, nas áreas
da administração de pessoal e
logística;
- em 1 de Fevereiro de 1974 regressa
definitivamente à Metrópole;
-
em 7 de Maio de 1974 assume funções
de comandante da Academia Militar;
- em 27 de Julho de 1974 louvado...
- «Pelo
muito zelo, dedicação e eficiência
com que desempenhou durante onze
meses as complexas e difíceis
funções de comandante-adjunto para o
Exército em Moçambique.
Oficial general de elevada
competência profissional, amplamente
reflectida nas superiores decisões
tomadas e que evidenciaram
inequivocamente o esforço e cuidado
na defesa dos interesses do
Exército, dirigiu e coordenou com
notável ponderação, equilíbrio e de
forma desassombrada, todas as
importantes actividades inerentes às
suas funções, nomeadamente as
relacionadas com a administração do
pessoal e a logística da Região
Militar de Moçambique.
Inteiramente devotado ao exercício
da sua difícil tarefa, manteve entre
os seus subordinados o grande e
justo prestígio que conquistou ao
longo da sua carreira militar.
A importante actividade desenvolvida
pelo general Delgado e Silva, em
funções de tão elevado relevo,
confirmam uma vez mais o alto
conceito em que era tido, devendo os
seus serviços, que muito honram o
Exército, ser considerados de muito
e elevado mérito.»
Vídeo:
Discurso do General Manuel Maria
Delgado e Silva por ocasião do 138.º
Aniversário da Academia Militar:
- em 17 de Abril de
1975 cessa funções da Academia
Militar, passando à situação de
reserva.
- em 2 de Maio de 1975 agraciado com
a Medalha de Ouro de Serviços
Distintos.
- em 21 de Janeiro de 1981 passa à
situação de reforma.