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Tropas Comando

Gilberto Manuel Santos e Castro, Tenente-Coronel Mil.º de Artilharia 'Comando'

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

 

HONRA E GLÓRIA

e

nota de óbito

Elementos cedidos pelo veterano
J.C. Abreu dos Santos

 

 

"Havia nesse tempo uma cultura dos bravos"

 

Gilberto-Manuel-Santos-e-Castro-350

 

Valor-Militar-Servicos-Distintos-350Faleceu no dia 20 de Abril de 1996 o veterano

 

Gilberto Manuel Santos e Castro

 

Tenente-Coronel Mil.º de Artilharia 'Comando'

 

Fundador das Tropas 'Comando'

 

 

 

Medalha de Prata de Valor Militar com palma

 

 

Valor-Militar-750Tenente-Coronel de Artilharia 'Comando'

GILBERTO MANUEL SANTOS E CASTRO
 

CICmds
ANGOLA
 

Grau: Prata, com palma


Transcrição do louvor publicado na Ordem do Exército n.º 10 – 2.ª série, de 1974:


Por Portaria de 09 de Maio de 1974:


Manda a Junta de Salvação Nacional, pelo Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, louvar, por proposta do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Angola, o Tenente-Coronel de Artilharia, Gilberto Manuel Santos e Castro, porque, no período de dois anos em que comandou o Centro de Instrução de Comandos, tendo estado presente em todas as áreas do Teatro de Operações onde as tropas de "comandos" actuaram, demonstrou exuberantemente, em todas as circunstâncias, sangue-frio, coragem, audácia, desprezo pelo perigo e desejo permanente de bem servir, elevada capacidade de decisão e rara abnegação em situações de grande risco de vida.


Oficial competentíssimo, devotado inteiramente à profissão, acompanhou as tropas de "comandos" empenhadas em operações, sendo de salientar, em especial, a sua actuação nos Agrupamentos "Sirôco", que comandou e em que, mais uma vez, deu provas de firme e notável acção na conduta operacional, praticando actos de valentia extraordinária, tendo ensaiado novas modalidades de actuação, vibrando golpes que aniquilaram ou neutralizaram importantes efectivos inimigos e reduziram a sua capacidade de actuação, limitando-se a sua expansão para o interior do teatro de operações.


No comando do Centro de Instrução de Comandos, deu provas de extraordinária competência profissional, dinamismo, espirito de iniciativa e de sacrifício, de forma a elevar o alto nível de instrução atingido naquele Cenro e a obter os melhores resultados nas operações em que os comandos foram empenhados.


O excepcional merecimento da sua actuação em combate, o carácter ín-tegro, a camaradagem e lealdade sempre presentes e a total entrega ao servi-ço da Pátria, constituem um conjunto de qualidades e aptidões que firmam o Tenente-Coronel Santos e Castro como oficial de eleição, de indefectível formação moral e militar e de alto valor militar.
 

(Diário do Governo, II série, n.º 115, de 17 de Maio de 1974).

 

Transcrição da Portaria que concede a condecoração, publicada na mesma Ordem do Exército:
 

Por Portaria de 9 de Maio de 1974:


Manda a Junta de Salvação Nacional, pelo Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, condecorar, por proposta do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Angola, o Tenente-Coronel de Artilharia Gilberto Manuel Santos e Castro, com a Medalha de Prata de Valor Militar, com palma, pela forma como comandou o Agrupamento "Sirôco", em prolongadas operações na Zona Militar Leste, nos anos de 1969 e 1970, dando provas exuberantes de firme e notável acção na conduta operacional e vibrando golpes que aniquilaram ou neutralizaram importantes efectivos inimigos e reduziram a sua capacidade de actuação em áreas de particular esforço de subversão.


Teve especial relevância o seu comportamento nas operações "Eleita", "Vigor", "Zebro" e, muito especialmente, na operação "Energa", em que, actuando frequentemente junto dos escalões mais avançados em novas modalidades de actuação, que ensaiou, debaixo de fogo e em circunstâncias de evidente risco de vida, a todos contagiou pelo seu exemplo e indómita coragem e desprezo pelo perigo, demonstrando assim extraordinária valentia, grande coragem moral, rara abnegação e excepcional capacidade de decisão.


(Diário do Governo, II série, n.º 117, de 20 de Maio de 1974.)

 

 

Gilberto-Manuel-Santos-e-Castro-920
 

 

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