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Condecorações

José Zeferino Gonçalves Robalo, Alferes Mil.º de Infantaria 'Comando'

 

  "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

Elementos extráidos do 14.º Volume 'COMANDOS',

Tomo I - Grupos Iniciais, da RHMCA, da CECA, do EME

 

Outros elementos cedidos por um

colaborador do portal UTW

 

 

José Zeferino Gonçalves Robalo

 

Alferes Mil.º de Infantaria 'Comando'

 

Comandante do 3.º pelotão da

 

Companhia de Caçadores 405

 

Comandante do

 

Grupo de Comandos 'APACHES'

 

Batalhão de Caçadores 442 «FURÕES DA SELVA»

 

Angola: 21Mar1963 a 07Jun1965

 

Cruz de Guerra de 3.ª classe

 

Louvor Individual e Colectivo

 

José Zeferino Gonçalves Robalo, Alferes Mil.º de Infantaria 'Comando', nascido no dia 21 de Janeiro de 1939;

 

Em Julho de 1961, estudante da Faculdade de Medicina de Lisboa;

 

Em 01 de Novembro de 1962, Aspirante-a-Oficial Miliciano Atirador de Infantaria do Regimento de Infantaria 5 (RI5 - Caldas da Rainha) «ONDE ESTIVER SOU PENHOR DE DIGNIDADE E VALOR», promovido a Alferes Miliciano;

 

Mobilizado pelo Batalhão de Caçadores 5 (BC5 – Campolide) «MAIS ALTO E MAIS ALÉM» para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola;

 

No dia 12 de Março de 1963, na Gare Marítima da Rocha do Conde Óbidos, em Lisboa, embarca no NTT “Vera Cruz”, como comandante de pelotão da  Companhia de Caçadores 405 (CCac405) do Batalhão de Caçadores 442 (BCac442) «FURÕES DA SELVA», rumo ao porto marítimo da cidade de Luanda, onde desembarcou no dia 21 de Março de 1963;

 

A sua subunidade de infantaria, comandada pelo Capitão de Infantaria Luís Ataíde da Silva Banazol, foi colocada na Fazenda Maria Fernanda;

 

Em 15 de Junho de 1963, voluntariou-se para frequentar no Centro de Instrução 16 (CI16 – Quibala Norte) «VIVER PERIGOSAMENTE» um Curso de Comandos, o qual veio a terminar no dia 15 de Setembro de 1963, após 651 horas de instrução;

 

Nomeado comandante do Grupo de Comandos ‘APACHES’ «AUDACES FORTUNA JUVAT» do Batalhão de Caçadores 442 «FURÕES DA SELVA»;

 

Em 25 de Setembro de 1963, cerimónia da imposição das insígnias aos instruendos do Centro de Instrução 16 (CI16 – Quibala Norte) «VIVER PERIGOSAMENTE»:

 

Formatura dos Grupos no CI16 - Imposição de insígnias

(Foto cedida pelo Furriel Pais)

 

Naquela cerimónia, a alocução proferida pelo comandante do CI16, Major de Infantaria António Adelino Antunes de Sá:

 

"...Brilha no teu peito a insígnia de "COMANDO" e ressoa na tua alma o significado da divisa que te inspira.

 

Pesa nos teus ombros e avoluma-se na tua consciência, a responsabilidade da Honra e da Glória de merece-las.

 

Tu que agora te distinguiram, haverás que distinguir-te na guerra que travamos com a generosidade da tua juventude e a audácia que a fé nos destinos do País, nos oriente.

 

Ser COMANDO é ser além!

 

E ser além é sê-lo além de ti próprio, é saber seguir um ideal porque se luta é vencer a cada passo o comodismo de uma rotina ou o marasmo de um abandono.

 

Se lutares por imperativo da tua própria consciência!

 

Se venceres, com a força e a convicção da tua fé!

 

Tu serás então coerente contigo mesmo e com o título que conquistaste!

 

E em lutando e em vencendo - por riscos sem par e sacrifícios sem conta - saberás ser digno dos muitos que tombaram, para que pudesses ter uma Pátria e seres Herdeiro de uma História!

 

MERECE-OS."

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GRUPO DE COMANDOS "APACHES' / BCac442

 

 

   

 

 

Constituição do Grupo
 

Comandante:
Alferes Mil.º de Infantaria ‘Comando’, José Zeferino Gonçalves Robalo


Sargentos:
Furriel Mil.º de Infantaria ‘Comando’, António Jaques Afonso
Furriel Mil.º de Infantaria ‘Comando’, Manuel António Marques Igreja
Furriel Mil.º de Infantaria ‘Comando’, João Elvio Freitas Faria


Praças:
1.º Cabo ‘Comando’ 2150/62, José Cardoso Manuel
1.º Cabo ‘Comando’ 3047/62, Albino António Guimarães Pereira
1.º Cabo ‘Comando’ 3068/62, Fernando Carvalho Tavares
1.º Cabo ‘Comando’ 723/RD, Virgílio Luís Albuquerque
1.º Cabo ‘Comando’ 2948/62, Dionísio dos Santos Frazão
1.º Cabo ‘Comando’ 2439/62, José Manuel Caçarão
1.º Cabo ‘Comando’ 2371/62, António Pereira Martins Louro
1.º Cabo ‘Comando’ 2413/62, João Luís das Neves Teixeira
1.º Cabo ‘Comando’ 2216/62, José Maria Pedro
1.º Cabo ‘Comando’ 2236/62, Daniel Costa
1.º Cabo ‘Comando’ 2222/62, Ricardo Filipe Baeta Rodrigues
1.º Cabo ‘Comando’ 2281/62, Bernardino Silva Rocha
1.º Cabo ‘Comando’ 2297/62, Manuel Inácio Laranjinha Nunes
1.º Cabo ‘Comando’ 2028/62, José Honorato da Mata
Soldado ‘Comando’ 3118/62, Alfredo de Jesus dos Santos
Soldado ‘Comando’ 3084/62, Francisco Fernando Novais
Soldado ‘Comando’ 2513/62, José Orlindo da Silva Martins
Soldado ‘Comando’ 2193/62, Júlio Pires Marques
Soldado ‘Comando’ 2103/62, José Gonçalves
Soldado ‘Comando’ 2097/62, José Ferreira Gomes
Soldado ‘Comando’ 2098/62, João Ribeiro Barata Gonçalves
Soldado ‘Comando’ 2140/62, Manuel José Marfins da Graça
Soldado ‘Comando’ 2338/62, Salvador Rodrigo Rosário da Graça
Soldado ‘Comando’ 2399/62, Alfredo José Leão Roneberg
Soldado ‘Comando’ 2439/62, Hilário da Silva Mota
Soldado ‘Comando’ 2404/62, José Ferreira Rodrigues Morgado
Soldado ‘Comando’ 2394/62, António de Almeida Soeiro
Soldado ‘Comando’ 2171/62, José Joaquim Morais
Soldado ‘Comando’ 2412/62, José Azinheira Geraldes

 

 

Actuação do Grupo de Comandos "APACHES"


Foi em princípios de Setembro de 1963 que o grupo, constituído por elementos escolhidos em todas as Companhias do Batalhão, terminou a sua preparação especial, iniciada em meados de Junho do mesmo ano, nessa escola superior chamada Quibala-Norte, depois de uma instrução intensíssima, quer sob o ponto de vista de preparação física, tiro ou táctica, quer ainda no que diz respeito a uma inteligente e eficaz Acção Psicológica, no sentido duma completa mentalização dos instruendos, nos sacrifícios e responsabilidades que se lhes iriam exigir.


Uma vez elevado à condição de "COMANDOS", pela cabal satisfação das missões finais e reais que o curso lhe impôs, deslocou-se o grupo para a ZIN (Zona de Intervenção Norte), onde foi reforçar o Comando e a Companhia de Caçadores aí existentes. Titubeante, inicialmente, nas primeiras missões de que foi incumbido, foi-se o Grupo tornando cada vez mais consciente do seu valor, aperfeiçoando-se cada vez mais, adquirindo um espírito de corpo que o iria unir até ao fim e levar de vencida muitas dificuldades e contrariedades que o futuro lhe havia reservado.


Após o Batalhão ter passado à situação de reserva da Região Militar de Angola, passou o Grupo de Comandos a trabalhar frequentemente sozinho, o que acabou por o emancipar completamente, no que diz respeito á estruturação e cimentação de qualidades que lhe iriam mais tarde merecer especial distinção.


Tendo percorrido quase todo o Norte de Angola, nas mais diversas missões, com algumas das quais muito se tem a honrar e orgulhar, do Úcua a Carmona, de Zala à Canda, de Cambambe à Beira-Baixa, e tantas outras, procurou o grupo sempre cumprir, quaisquer que fossem as condições em que se encontrava, com o reduzido número a que o esforço o havia limitado, esforço esse, que nem sempre pode ser justamente atestado por resultados mais compatíveis com o querer e saber, postos em jogo.


Com a mudança do Batalhão, em Junho de 1964, tendo terminado a intervenção do Grupo de Comandos como Grupo autónomo ao serviço do Quartel General da Região Militar de Angola, continuou todavia este, até ao fim da comissão de serviço (Junho de 1965) como Grupo independente, com caserna própria no Campo Militar do Grafanil e dentro da área pertencente ao Batalhão, do qual passou directamente a depender, tendo participado na manutenção do serviço de guarda ao perímetro da cidade de Luanda, em escoltas de reabastecimento a unidades no Norte de Angola e também em patrulhamentos e emboscadas na defesa do referido perímetro (nomeadamente nas zonas de Viana e Rio Bengo).


Durante todo o tempo de serviço militar, o Grupo sempre se mostrou cumpridor, justificando os ensinamentos e a experiência adquiridos, pois que assim o exigia a responsabilidade da missão, a confiança dos seus Chefes e o amor à sua Pátria.


Testemunho do Professor José Robalo de Pina Navarro (Alferes Mil.º de Infantaria José Gonçalves Robalo)
 

 

Síntese da Actividade Operacional do GrCmds "APACHES"

 

  DESIGNAÇÃO PERÍODO ZONA DE ACÇÃO OBSERVAÇÕES
  Operação «BOINA VERMELHA I» 08Set193 ZONA DO RIO LUEGE (Batida) Operação executada durante o período de instrução no CI16. Actuou com os GrCmds «OS SEM PAVOR», «DESTEMIDOS», «OS GATOS», «ESCORPIÕES» E «TIGRES» 
  Operação «BOINA VERMELHA II» 13Set1963 ZONA DO RIO LOGE (REGIÃO DE QUIOUON) E REGIÃO DE MUXIXE (Batida) Operação executada durante o período de instrução no CI16. Actuou com os GrCmds «OS SEM PAVOR», «DESTEMIDOS», «OS GATOS», «ESCORPIÕES» E «TIGRES»
  Operação «BOINA VERMELHA III» 16Set1963 ZONA DO RIO LOGE E REGIÃO ENTRE OS RIOS LUEGE E LUAIA (Batida) Operação executada durante o período de instrução no CI16. Actuou com os GrCmds «OS SEM PAVOR», «DESTEMIDOS», «OS GATOS», «ESCORPIÕES» E «TIGRES»
  Operação «BOINA VERMELHA IV» 24Set1963 ZONA DO RIO LUAIA (Batida) Operação executada durante o período de instrução no CI16. Actuou com os GrCmds «OS SEM PAVOR», «DESTEMIDOS», «OS GATOS», «ESCORPIÕES» E «TIGRES»
  Operação «VALE SUEGE» 17Out1963 ZONA DE ZEMBA (Patrulhamento)  -----------------------
  Operação «QUUILUNGO» 19Out1963 ZONA DE ZEMBA (Patrulhamento)  -----------------------
  Operação «MAIORES ALTURAS» 22Out1963 ZONA DE ZEMBA (Patrulhamento)  -----------------------
  Operação «FIM DE FESTA» 25 a 28Out1963 ZONA DE QUIMBAGE (Batida)  -----------------------
  ACÇÃO 01 a 02Nov1963 ITINERÁRIO ENTRE ZEMBA E CAMBAMBA (Escolta)  -----------------------
  Operação «CAÇA O RÉPTIL» 15 a 17Dez1963 ZONA DA SERRA DE UÍGE, REGIÃO ENTRE OS RIOS LUFICO E MANZENA (Batida)  -----------------------
  Operação «TÁ BENJAMIM» 18 a 20Dez1963  ZONA DA SERRA DE CAZUNDO (Batida)  -----------------------
  Operação «BATE E REBATE 23 a 24Dez1963  ZONA DA SERRA DE UÍGE, REGIÃO ENTRE A FAZENDA CRAVO MARTINS - FORTIM DA OPVDCA E QUIMALALO (Batida)  -----------------------
  Operação «SENTINELA REDOBRADA» 30Dez1963 a 01Jan1964 ZONA DA SERRA DE UÍGE (Emboscada)  -----------------------
  Operação «TIRA TEIMAS» 19 a 29Jan1964 ZONA DA SERRA DE UÍGE (Emboscada)  -----------------------
  Operação «PIC» 31Jan a 02Fev1964 ZONA DA SERRA DE CANDA (Golpe de mão)  -----------------------
  ACÇÃO 01Mar1964 ZONA DE QUILUBO (Escolta)  -----------------------
  ACÇÃO 23Mar a 02Abr1964 ITINERÁRIO LUANDA - NAMBUANGONGO - ZALA (escolta) (Escolta) Actuou com o GrCmds «OS SEM PAVOR»
  ACÇÃO 02Abr1964 REGIÃO DO ONZO E "28 DE MAIO" (Golpe de mão) Esta acção foi executada no âmbito da Operação «TERCEIRO ANO», que decorreu nos Sectores A, B1, D, I E Q
  Operação «GUERRA ALEGRE» 17 a 19Abr1964 ZONA DE CAMBAMBA (Golpe de mão) Actuou com o GrCmds «OS SEM PAVOR»
  Operação «OPMZ» 08 a 13Mai1964 ZONAS DE MUCONDO - ZEMBA - CÓLUA - LIBERATO (Batida) Esta operação decorreu nos Sectores D, I E Q
  Operação «AIUÉ 1» 06 a 08Jun1964 ZONA DA BEIRA-BAIXA, REGIÃO DOS RIOS QUIFUSSE E ONZO (Batida) Actuou com o GrCmds «OS SEM PAVOR»
  Operação «DILUNDO GRANDE» 21 a 23Jun1964 ZONA DE ÚCUA - REGIÃO DO VALE DO RIO DANGE (Batida) Actuou com o GrCmds «OS SEM PAVOR»

 

 

 

 Grupo de Comandos "APACHES", na picada a caminho de Nambuangongo

(Foto cedida pelo Alferes Robalo)

 

Grupo de Comandos "APACHES", num deslocamento entre a Beira-Baixa e Nambuangongo

(Foto cedida pelo Alferes Robalo)

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Louvor colectivo concedido pelo General Comandante da Região Militar de Angola:

 

Sua Excelência o General Comandante da Região Militar de Angola, em Ordem de Serviço de 1 de Abril de 1964, louvou o Grupo de Comandos do Batalhão de Caçadores n.º 442 "OS APACHES", pela forma briosa e entusiástica com que tem encarado o desempenhado todas as missões de que tem sido incumbido.


Tendo-lhe sido atribuídos objectivos dos mais difíceis e arriscados, em função da instrução especial que lhe foi ministrada e natural robustez física dos seus elementos, desenvolvida e aperfeiçoada pela prática de exercícios progressivamente mais duros e relacionados com o combate, pode no final das acções, à custa de extraordinário valor, entusiasmo, espírito de sacrifício e arreigada noção do DEVER, proferir sempre: MISSÃO CUMPRIDA.


Integrado de elementos possuidores de uma mística de grupo já muito acentuada em que as acções individuais são julgadas em função de beneficio colectivo, sóbrios, duros, abnegados, capazes de arriscar sem hesitação a vida por um companheiro, atingiu já um tal grau de eficácia e experiência que o cotam como uma esplêndida unidade de contra-guerrilha. Vindo a tomar parte em operações difíceis e exaustivas em várias regiões, tendo os êxitos destas, motivado os melhores louvores dos respectivos comandos, muito há a esperar ainda da actividade operacional deste GRUPO, cujas qualidades de intrepidez, bravura, audácia e desprezo pelo perigo dos seus componentes, fazem jus à divisa de todos os COMANDOS:


AUDACES FORTUNA JUVAT

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Cruz de Guerra de 3.ª classe

 

 

Alferes Miliciano de Infantaria
JOSÉ ZEFERINO GONÇALVES ROBALO
 

CCac405/BCac442 - BC5
ANGOLA


3.ª CLASSE


Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 23 – 2.ª série, página 2442, de 01 de Dezembro de 1964.

 
Por Portaria de 27 de Outubro de 1964:


Condecorado com a Cruz de Guerra de 3.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província de Angola, o Alferes Miliciano de Infantaria, José Zeferino Gonçalves Robalo, da Companhia de Caçadores 405 do Batalhão de Caçadores 442 – Batalhão de Caçadores 5.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado na Ordem de Servoiço n.º 57, de 15 de 15 de Julho de 1964, do Quartel-General da Região Militar de Angola):


Por seu despacho de 10 de Julho de 1964, louva, o Alferes Miliciano de Infantaria, José Zeferino Gonçalves Robalo, da Companhia de Caçadores 405 do Batalhão de Caçadores 442 – Batalhão de Caçadores 5 e do Grupo de Comandos do Batalhão de Caçadores 442, pela forma altamente meritória como vem comandando, em cerca de 14 meses de actividade operacional quase ininterrupta, primeiro o 3.º Grupo de Combate da Companhia de Caçadores 405 e, mais recentemente, o Grupo de Comandos do Batalhão de Caçadores 442.

 
Oficial dotado de reais qualidades de comando, grandes faculdades de iniciativa, singularmente firme no cumprimento da sua missão, rústico, arrojado, abnegado, disciplinado e disciplinador, muito correcto em todas as suas relações, de grande lealdade para com os seus chefes, cujas directivas sempre sabe acatar e interpretar da forma mais honesta e fiel, o Alferes Robalo tem sido sempre a alma dos seus grupos de combate, que nele depositam confiança ilimitada e que o seguem sempre sem hesitações, encarando com optimismo e naturalidade todas as missões que superiormente lhe têm sido atribuídas, muito embora as mesmas nunca sejam isentas de canseiras, dificuldades ou perigos.


Em combate, demonstrou sempre o Alferes Robalo a maior coragem, decisão, sangue-frio e serena energia debaixo de fogo, manifestando especial aptidão para a contra-guerrilha, quer em operações de quadrícula, quer em operações especiais de "Comandos". Entre as primeiras avulta a reacção à emboscada sofrida pelas Nossas Tropas em 18 de Julho de 1963, no Sector D, da zona de intervenção norte (Norte de Angola), com pesadas baixas para o inimigo, sem que as Nossas Tropas tenham sofrido qualquer dano.


Entre as últimas, realizadas em vários Sectores da zona de intervenção norte, além das Operações "Tira Teimas", "Guerra Alegre", "Terceiro Ano" e outras difíceis missões de serviço, merecem especial relevo as Operações "Pic" e "Opus".

 
Em todas estas acções foram obtidos bons resultados, tanto mais de realçar quanto é certo que, ultimamente, tem actuado com o seu grupo muito desfalcado, sem que no entanto tal óbice se tenha feito sentir nos resultados obtidos.


Em todas as suas atitudes manifesta o Alferes Robalo, a maior modéstia, simplicidade e lhaneza de trato, a par de um grande sentido de camaradagem e solidariedade, espírito de corpo, acrisolado patriotismo, arreigada fidelidade aos sagrados princípios que actualmente se encontram em jogo e a cuja defesa se tem entregado, total e devotamente, de alma e coração, com exemplar generosidade.


Por tudo, muito se orgulha a sua Unidade de contar com este valioso oficial, que muito prestigia o Exército e a sua acção em Angola, e cujos serviços devem justamente considerar-se como distintos, relevantes e muito importantes.

Em 7 de Junho de 1965, embarcou no NTT “Vera Cruz” de regresso à Metrópole, onde desembarcou no dia 16 de Junho de 1965.

 

Em 01 de Dezembro de 1965, promovido a Tenente Miliciano do Distrito de Recrutamento e Mobilização 11 (DRM11 - Setúbal) «PARA E POR VÓS», na situação de disponibilidade;

 

Em 13 de Janeiro de 1984, professor de Educação Física do quadro da Casa Pia de Lisboa, passa a usar o nome de José Zeferino Gonçalves Robalo de Pina Navarro.

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Partida do BCac442 no NTT ‘Vera Cruz’, para a Província Ultramarina de Angola, publicada no Diário de Lisboa n.º 14454, página 7, de 12 de Março de 1963:

 

 

Chegada do BCac442 à Metrópole no NTT ’Vera Cruz’, após a comissão de serviço na Província Ultramarina de Angola publicada no Diário de Lisboa n.º 15265, página 13, de 16 de Junho de 1965:

 



 

 

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