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Condecorações

Amadeu Ribeiro Gomes, Soldado de Infantaria ‘CMD’, n.º 1564/61, do GrCmdFALCÕES/CCac326/BCac325

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA  

 

Amadeu Ribeiro Gomes

 

Soldado de Infantaria 'Comando', n.º 1564/61

 

Companhia de Caçadores 326

 

Grupo de Comandos "FALCÕES"

«AUDACES FORTUNA JUVAT»

 

Batalhão de Caçadores 325

«FIRMES E CONSTANTES»

«NON NOBIS»

 

Angola: 01Nov1961 a 22Fev1964

 

Cruz de Guerra de 4.ª classe

 

Louvor Individual

 

Para visualização dos conteúdos clique nos sublinhados existentes no texto que se segue:

 

Amadeu Ribeiro Gomes, Soldado de Infantaria ‘Comando’, n.º 1564/61;


Mobilizado pelo Regimento de Infantaria 15 (RI15 – Tomar) «NON NOBIS» - «FIRMES E CONSTANTES» para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola;


No dia 21 de Outubro de 1961, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Vera Cruz’, integrado na Companhia de Caçadores 326 (CCac326) do Batalhão de Caçadores 325 (BCac325) «FIRMES E CONSTANTES» - «NON NOBIS», rumo ao porto de Luanda, onde desembarcou no dia 01 de Novembro de 1961;


A sua subunidade de infantaria, comandada pelo Capitão de Infantaria Ângelo Almeida Simões, no início de Dezembro de 1961, saiu de Luanda, marchou para o Norte, e instalou-se na Beira Baixa; em 09 de Janeiro de 1962, ocupou posição de quadrícula no Cuanza Sul, em Novo Redondo;


Em 06 de Agosto de 1962, deixou as terras do Cuanza Sul em direcção a Zemba para o Centro de Instrução 21 (CI21), onde recebeu instrução e ficou integrado no Grupo de Comandos ‘FALCÕES’, comandado pelo Alferes Mil.º ‘Comando’ Agostinho Alves Gonçalves;


O seu Grupo de Comandos participou na operação “RODA-VIVA”, efectuada pelo Batalhão de Caçadores 325, que decorreu no período de 17 a 25 de Dezembro de 1962;


Em 25 de Setembro de 1963, ferido traiçoeiramente numa emboscada que lhe provocou grave fractura da perna esquerda, foi obrigado a largar a sua arma quando atingido. Imediatamente e rastejando, foi recuperá-la, o que lhe custou ser de novo atingido na
outra perna, por tiro de arma automática, foi evacuado de helicóptero;


Louvado por feitos em combate na Província Ultramarina de Angola, publicado nas Ordens de Serviço n.º 101, de 06 de Dezembro de 1963, do Quartel-General da Região Militar de Angola, e n.º 273, de 23 de Novembro do mesmo ano, do Batalhão de Caçadores 325;


Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 4.ª classe, por despacho de 16 de Fevereiro de 1964, do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Angola, publicado na Ordem do Exército n.º 5 – 3.ª série, de 1964 e no Jornal do Exército n.º 74, páginas 12 e 13, de Fevereiro de 1966.

 

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Cruz de Guerra de 4.ª classe

 

Soldado de Infantaria ‘Comando’, n.º 1564/61
AMADEU RIBEIRO GOMES
 

CCac326/BCac325 -RI15
ANGOLA
 

4.ª CLASSE
 

Transcrição do Despacho publicado na Ordem do Exército n.º 5 – 3.ª série, de 1964.
 

Agraciado com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, nos termos do artigo 12.º do Regulamento da Medalha Militar, aprovado pelo Decreto n.º 35 667, de 28 de Maio de 1946, por despacho de 16 de Fevereiro de 1964, do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Angola, o Soldado n.º 1564/61, Amadeu Ribeiro Gomes, da Companhia de Caçadores n.º 326 do Batalhão de Caçadores n.º 325 - Regimento de Infantaria n.º 15.
 

Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado nas Ordens de Serviço n.º 101, de 06 de Dezembro de 1963, do Quartel-General da Região Militar de Angola, e n.º 273, de 23 de Novembro do mesmo ano, do Batalhão de Caçadores n.º 325):


Louva o Soldado n.º 1564/61, Amadeu Ribeiro Gomes, da Companhia de Caçadores n.º 326 do Batalhão de Caçadores n.º 325, porque fazendo parte do Grupo de Comandos "Os Falcões", se revelou sempre um soldado excepcionalmente, aprumado, respeitador e disciplinado, sendo verdadeiramente estimado por todos os seus camaradas de Grupo, dadas as suas qualidades.


Dotado da melhor consciência do cumprimento dos seus deveres, tomou parte em quase todas as acções do Grupo "Os Falcões", algumas vezes com prejuízo da própria saúde. Ferido traiçoeiramente numa emboscada, em 25 de Setembro de 1963, no cruzamento das picadas de Sassa e de Duia, por uma arma caçadeira, que lhe provocou grave fractura da perna esquerda, foi obrigado a largar a sua arma quando atingido. Imediatamente e rastejando, foi recuperá-la, o que lhe custou ser de novo atingido na outra perna, por tiro de arma automática. Socorrido e sofrendo grandes dores, o que mais o preocupava era a ameaça de não mais poder voltar ao seu Grupo de Comandos, o que bem revela o espírito de camaradagem e união do referido Grupo.


Com o seu procedimento, o Soldado n.º 1564/61, Gomes, revelou as melhores qualidades militares, que aliadas ao seu grande espírito de sacrifício, camaradagem e uma clara noção do dever a cumprir, não hesitando em se arriscar de novo, depois de gravemente ferido, afim de evitar que a sua espingarda pudesse cair em poder do inimigo, tornam-no digno exemplo de militar brioso, que deve ser apontado a todos e que muito honra e prestigia o Batalhão a que pertence.


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Jornal do Exército n.º 74, páginas 12 e 13, de Fevereiro de 1966:

 

 

 

 

 

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