Major General Heitor
Hamilton Almendra, Oficial de Cavalaria, Pára-Quedista,
Patriota
"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
 |
HONRA E
GLÓRIA
e
nota de
óbito |
Elementos cedidos pelo veterano J C Abreu
dos Santos
e
pelo PQ Pedro
Castanheira |
Faleceu no dia 28 de
Maio de 2026 o veterano

Major General
Heitor
Hamilton Almendra
Oficial de Cavalaria,
Pára-Quedista, Patriota
Clique no sublinhado que
se segue para visualização do conteúdo:
Resenha biográfica
Condecoração:
1976::
Medalha de Prata de Valor Militar com
palma
Ordem da Aeronáutica n.º 16 - 2.ª série,
de 18 de Abril de 1977
Coronel
Pára-quedista
Heitor Hamilton Almendra
Medalha de Prata de Valor Militar com palma
Despacho do Chefe do Estado-Maior General das Forças
Armadas, de 23 de Dezembro de 1976:
Condecorado com a Medalha de Prata de Valor Militar
pelo Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas,
com base em proposta do Comandante Chefe das Forças
Armadas de Angola, porque, comandando um Batalhão de
Caçadores Para-quedistas por forma altamente digna e
eficiente, afirmou-se excepcional condutor de homens,
chefe decidido, corajoso e possuidor de forte e vincada
personalidade.
Como constante da sua actuação referem-se a muito rara
abnegação, valentia e coragem em todas as operações em
que tomou parte, algumas das quais com grande risco de
vida, revelando extraordinária valentia, sangue-frio
audácia e desprezo pelo perigo e arrojo na presença do
adversário.
Louvor:
“Manda o Chefe do Estado-Maior-General das Forças
Armadas de Angola, louvar o Tenente-Coronel
Para-quedista HEITOR HAMILTON ALMENDRA, pela forma
notável como comandou o Batalhão de Caçadores
Para-quedistas n.º 21 (BCP21) durante a sua comissão de
serviço em Angola.
Dotado de uma lealdade sem limites, de rectidão de
carácter inabalável e do mais completo espírito de
missão, a todos se impôs pela sua forte personalidade e
invulgar capacidade de comando. Participando em
numerosas operações, revelou-se um planeador inteligente
e meticuloso e um executante cuja audácia, sangue-frio
perante o adversário, arrojo e valentia debaixo de fogo,
o tornaram um estímulo permanente para os seus
subordinados.
De salientar a maneira muito firme e valorosa como
conduziu a acção nas operações “RETORNO E/H”, “REGRESSO
E/H” e “REMIR I/H” de que resultou um golpe severo para
o adversário numa zona crítica para a contenção da
subversão.
De mais realce ainda foi a sua actuação na operação
“MONÇÃO 300/AIH” em que, conduziu as forças sob o seu
comando com rara decisão e serenidade, obteve resultados
extraordinários, mercê dos seus processos de actuação em
que, demonstrando elevada bravura e desprezo pelo
perigo, se deslocou do seu posto de comando aéreo até
junto das tropas no chão, nos momentos mais críticos e
debaixo de fogo adversário, para no próximo local
definir missões precisas e concisas.
Por esta acção, irmanando-se com os seus homens nos
riscos e perigos eminentes, exortou-os ao adversário uma
das maiores derrotas no Norte de Angola.
Por tudo isto, o Tenente-Coronel ALMENDRA afirmou-se
como um exemplo de chefe dotado de indiscutível coragem
física e moral, excepcional capacidade de decisão e alta
noção de grandeza do dever militar e da disciplina, que
muito honra as melhores tradições das armas portuguesas,
às quais acrescentou grande lustre e glória.
