Batalhão
de Cavalaria N.º 1883
Identificação:
BCav1883
Unidade
Mobilizadora:
Regimento de Cavalaria 3
(RC 3 – Estremoz)
Comandante:
Tenente-Coronel de
Cavalaria António Pais Andorinho
Romão
2.º
Comandante:
Major de Cavalaria Manuel
da Fonseca Pinto Bessa
Major de Cavalaria António Luís
Monteiro da Graça

Oficial de
Informações e Operações / Adjunto:
Capitão de Cavalaria
Alexandre Manuel Gonçalves Dias Lima
Comandantes de Companhia
Companhia
de Comando e Serviços (CCS):
Capitão do Serviço Geral
do Exército António Belmiro Bastos
Mota
Companhia
de Cavalaria 1535 (CCav1535):
Capitão de Cavalaria
António Diogo de Brito e Faro
Companhia
de Cavalaria 1536 (CCav1536):
Capitão de Cavalaria Luís
Francisco Pinto de Sousa Moreira

Companhia
de Cavalaria 1537 (CCav1537):
Capitão Mil.º de
Cavalaria João Manuel da Fonseca
Nunes e Sena
Divisa:
"Prontos para tudo"
Partida:
Embarque no dia 15 de Abril de 1966,
no NTT «Niassa»; desembarque em
Luanda no dia 26 de Abril de 1966;
Regresso:
Embarque
no dia 1 de Maio de 1968, no NTT
«Uíge»; desembarque em Lisboa no dia
13 de Maio de 1968.
Síntese
da Actividade Operacional
O Batalhão de Cavalaria
1883 (BCav1883) foi destinado ao
subsector de Quicabo, no Sector D,
onde rendeu o Batalhão de Artilharia
753 (BArt753), assumindo a
responsabilidade da zona de acção,
em 16 de Maio de 1966.
O dispositivo foi:
Comando, Companhia de Comando e
Serviços (CCS), Companhia de
Cavalaria 1535 (CCav1535) e
Companhia de Cavalaria 1537
(CCav1537) em Quicabo e a
Companhia de Cavalaria 1536
(CCav1536) em Balacende;
Como reforços, tinha a
Companhia de Caçadores 1436
(CCac1436) na Fazenda Maria
Fernanda, com um pelotão na Fazenda
Margarido, até Novembro de 1966,
sendo substituída pela Companhia de
Cavalaria 1535 (CCav1535), o
Pelotão de Morteiros 1022
(PelMort1022) e depois o Pelotão de
Morteiros 1122 (PelMort1122) em
Quícabo, com uma secção na Fazenda
Maria Fernanda;

A partir de Fevereiro de 1967, o 3.º
Pelotão da Bateria 14 do Grupo de
Artilharia de Campanha de Luanda (3°Pel/Btr14/GACL),
da guarnição normal, apoio o
Batalhão de Cavalaria 1883
(BCav1833), na Fazenda Maria
Fernanda.
Na zona de acção, extremamente
difícil, o inimigo estava fortemente
implantado e reagia com violência às
penetrações, como na operação "Alta
Escola" e emboscava com grande poder
de fogo, como em 6 de Junho de 1966
e 14 de Janeiro de 1967, entre
outras ocasiões.
O Batalhão de Cavalaria 1883
(BCav1883) cedeu frequentemente
Companhias para operações do Comando
do Sector D (ComSecD), e empenhou
muitos efectivos em escoltas e
protecções a fazendas.
Interveio em várias fases da
operação "Quissonde" e causou
desarticulação ao inimigo nas
operações "Alta Escola" e "Osiris";
Refira-se o êxito obtido no ataque
ao "quartel" de Banza Bungo.
Achou ainda tempo para execução de
importantes melhoramentos em todos
os estacionamentos.

Em 10 de Junho de 1967, foi rendido
pelo Batalhão de Caçadores 1910
(BCac1910) e rodou para a Zona de
Intervenção Leste (ZIL).
O Batalhão de Cavalaria 1883
(BCav1883) foi transferido para o
subsector do Luso, da Zona de
Intervenção Leste (ZIL), tendo
assumido a responsabilidade da zona
de acção em 19 de Junho de 1967,
rendendo o Batalhão de Cavalaria 782
(BCav782).
O dispositivo foi o seguinte:
Comando e Companhia de Comando e
Serviços (CCS) no Luso, a
Companhia de cavalaria 1535
(CCav1535) no Lumege, a
Companhia de Cavalaria 1536
(CCav1536) em Teixeira de Sousa e a
Companhia de Cavalaria 1537
(CCav1537) em Mucussuege.
O Pelotão de Morteiros 1122
(PelMort1122) dava apoio de fogos ao
Batalhão de Cavalaria 1883
(BCav1883) e como reforços tinha a
Companhia de Caçadores 206 do
Regimento de Infantaria de Nova
Lisboa (CCac206/RINL), da guarnição
normal, em Nova Chaves;
As companhias tinham destacamentos
de pelotão em Luatxe, Marco/25, Luau,
Luacano, Cassai, Casage, Chafinda e
Luma Cassai.

Em Teixeira de Sousa, estava ainda,
um Pelotão de Bateria 522 (Pel/Btr522)
e uma Secção de Auto Metralhadoras
do Esquadrão de Cavalaria 403 (SecAMetr/EsqCav403).
Em Fevereiro de 1968, a Companhia de
Artilharia 1741 (CArt1741) reforçou
o Batalhão de Cavalaria 1883
(BCav1883) com finalidade específica
de escoltar os comboios do Caminho
de Ferro de Benguela (CFB).
A luta pela conquista das populações
foi a tónica da actividade inimiga,
o qual exercia as maiores
violências, com execuções, daqueles
que lhe não eram favoráveis, de
preferência com funções de chefia.
Também como reacção às acções das
Nossas Tropas, montou várias
emboscadas, em 5 e 30 d Setembro de
1967, 11 de Dezembro de 1967, 9 de
Fevereiro de 1968 e sobretudo 27 e
28 e Março de 1968, que causaram
graves baixas às Nossas Tropas.
Da actividade das Nossas Tropas, com
resultados notáveis, seja nas muitas
centenas de pessoas recuperadas,
seja em baixas causadas e armamento
capturado, ao inimigo destacam-se as
operações:
"Exodus",
"Preliminar",
"Búfalo",
"Elefante",
"Palanca",
"Caça Grossa 2",
"Butir",
"Bacante" e
"Bisarma".
Em 25 de Abril de 1968, o Batalhão
de Cavalaria 1883 (BCav1883) foi
rendido pelo Batalhão de Caçadores
2843 (BCac2843).
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Diário de Lisboa, ed. 15563, pág.
11, de 15 de Abril de 1966

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