
Henrique Francisco Martins Coutinho
Gouveia
Alferes Miliciano
de Cavalaria
Comandante de pelotão da
Companhia de Cavalaria 702
Batalhão de
Cavalaria 705
«CAVALEIROS MARINHOS»
«SUAVITOR IN
MODO FORTIFER IN RÉ»
Guiné: 24Jul1964 a
14Mai1966
Cruz de Guerra de 2.ª classe
Louvor Individual
2
Louvores Colectivos
Henrique Francisco
Martins Coutinho Gouveia, Alferes Mil.º
de Cavalaria;
Mobilizado pelo Regimento de
Cavalaria 7 (RC7 – Ajuda) «QUO TOTA
VOGANT» - «REGIMENTO DO CAIS» para
servir Portugal na Província
Ultramarina da Guiné;
No dia 18 de Julho de 1964, na Gare
Marítima da Rocha do Conde de
Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT
‘Índia’, como comandante de pelotão
da Companhia de
Cavalaria 702 (CCav702) do
Batalhão
de Cavalaria 705 (BCav705)
«CAVALEIROS MARINHOS» - «SUAVITOR IN
MODO FORTIFER IN RÉ», rumo ao
estuário do Geba
(Bissau), onde
desembarcou no dia 24 de Julho de
1964;
A sua subunidade de cavalaria,
comandada pelo Capitão de Cavalaria
Fernando Luís Franco da Silva
Ataíde, esteve na
função de intervenção como reserva
do Comando-Chefe e com a sua base em
Bissau e após cumprir um curto
período
de treino operacional no
sector de Bula, sob orientação do
Batalhão de Caçadores 507 (BCac507),
foi utilizada em diversas operações
de maior vulto, nomeadamente na
operação "Tornado", realizada na
região do Cantanhez, na dependência
do Comando da Defesa Marítima da
Guiné (CDMG), de 19 a 21 de Setembro
de 1964, na operação "Base",
realizada na região do Óio, na
dependência do Batalhão de
Artilharia 645 (BArt645) «ÁGUIAS
NEGRAS» - «BRAVOS SEMPRE FIÉIS», de
4 a 7 de Outubro de 1964 e nas
operações "Rescaldo", "Flores"
e
"Notável", realizadas na região do
Morés-Óio sob comando directo do seu
batalhão, de 4 a 23 de Novembro de
1964;
Para além das operações referidas,
foi ainda atribuída em reforço do
Batalhão de Caçadores 507 (BCac507),
para intervenção na região de Bula,
na operação "Fisga", de 3 a 7 de
Dezembro de 1964 e em reforço do
Batalhão de Caçadores 513 (BCac513)
«CEDER NUNCA», na operação "Espora",
de 15 a 17 de Dezembro de 1964, na
região de lnjassane e operações
"Estribo" e "Selim", de 21 a 24 de
Dezembro de 1964 e 27 e 28 de
Dezembro de 1964, na região de Unal,
após o que recolheu a Bolama;
De 16 de Janeiro a 19 de Fevereiro
de 1965, foi novamente atribuída em
reforço do Batalhão de Caçadores 513
(BCac513) «CEDER
NUNCA», para
operações na região de Buba e
recolheu a Bolama;
Em 8 de Maio de 1965, assumiu a
responsabilidade do subsector de
Contuboel, então criado, com um
pelotão
em Sonaco, ficando integrada
no dispositivo e manobra do Batalhão
de Caçadores 506 (BCac506) e depois
do Batalhão de Cavalaria 757
(BCav757) «ALEGREM-SE! A VITÓRIA
SERÁ NOSSA» - «JUNTOS VENCEREMOS»;
Substituída pela Companhia de
Caçadores 800 (CCac800), foi
deslocada por fracções, de 22 a 30
de Maio de 1965, para Madina do Boé,
com um pelotão em Béli a partir de
25 de Maio de 1965 e onde substituiu
pelotões da 3.ª Companhia de
Caçadores (3ªCCac); em 23 de Maio de
1965, assumiu a responsabilidade do
subsector de Madina do Boé, então
criado na zona de acção do Batalhão
de Caçadores 512 (BCac512) «HONRA E
GLÓRIA» e depois do seu batalhão;
Em 4 de Maio de 1966, foi rendida no
seu subsector, pela Companhia de
Caçadores 1416 (CCac1416) «BRAVOS
ATÉ AO FIM» do Batalhão de
Caçadores
1856 (BCac1856) e seguiu para Fá
Mandinga, onde substituiu, transitoriamente, a Companhia de
Caçadores 1417 (CCac1417) do
Batalhão de Caçadores
1856
(BCac1856) «UBI GLORIA, OMNE
PERICULUM DULCE» até à chegada da
Companhia de
Caçadores 1547
(CCac1547) «OS SANTOS» - «NUNCA AD
EPHESIOS» do Batalhão de Caçadores
1887
(BCac1887) «AUDÁCIA FIRMEZA
LEALDADE», após o que recolheu a
Bissau a fim de efectuar o embarque
de regresso.
Louvado por feitos em combate
no teatro de operações da Guiné,
publicado na Ordem de Serviço n.º
25, de 27 de Março de 1965, do
Quartel General do Comando
Territorial Independente da Guiné e
na Revista Cavalaria do ano de 1966,
página 78;
Agraciado com a Medalha da Cruz de
Guerra de 2.ª classe, pela Portaria
de 5 de Abril de 1966, publicado na
Ordem do Exército n.º 9 – 2.ª
série, de 1 de Maio de 1966;
Louvor Colectivo – Companhia de
Cavalaria 702 (CCav702) – publicado
na Ordem de Serviço n.º 107, de 6 de
Maio de 1966 do Comandante Militar
da Guiné e na Revista da Cavalaria
do ano de 1966, pág. 178;
Louvor Colectivo – Batalhão de
Cavalaria 705 (BCav705) – publicado
na Ordem de Serviço n.º 57, de 11 de
Maio de 1966, do Comando de
Agrupamento 24 (ComAgr24) e na
Revista da Cavalaria do ano de 1966,
pág.s 173 e 174;
No dia 14 de Maio de 1966, embarcou
no NTT 'Uíge' de regresso à Metrópole,
onde desembarcou no dia 20 de Maio
de 1966.
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Cruz de Guerra de 2.ª classe
Alferes Miliciano de Cavalaria
HENRIQUE FRANCISCO MARTINS COUTINHO
GOUVEIA
CCav702/BCav705 - RC7
GUINÉ
2.ª CLASSE
Transcrição da Portaria publicada na
Ordem do Exército n.º 9 – 2.ª série,
de 1 de Maio de 1966.
Por Portaria de 05 de Abril de 1966:
Condecorado com a Cruz de Guerra de
2.ª classe, ao abrigo dos artigos
9.º e 10.º do Regulamento da Medalha
Militar, de 28 de Maio de 1946, por
serviços prestados em acções de
combate na Província da Guiné
Portuguesa, o Alferes Miliciano de
Cavalaria, Henrique Francisco
Martins Coutinho Gouveia, da
Companhia de Cavalaria n.º 704 do
Batalhão de Cavalaria n.º 705 -
Regimento de Cavalaria n.º 7.
Transcrição do louvor que originou a
condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º
25, de 27 Março 1965, do Quartel
General do Comando Territorial
Independente da Guiné):
Por despacho de 11 de Fevereiro de
1965, louvo o Alferes Miliciano,
Henrique Francisco Martins Coutinho
Gouveia, da Companhia de Cavalaria
n.º 704 do Batalhão de Cavalaria n.º
705, por, no dia 12 de Novembro de
1964, durante a operação "Notável",
quando o seu Grupo de Combate
efectuava uma patrulha auto com
missão de reabastecimento, ao ter
sido emboscado, ter reagido
rapidamente e de tal maneira que
resolveu a situação por forma a
poder continuar a missão de que fora
encarregado.
Ainda no decorrer da mesma operação,
no dia 14, quando fazia parte de uma
patrulha de reconhecimento auto,
para a qual se oferecera, e esta
caiu numa forte emboscada que se
iniciou com o rebentamento de um
engenho expolsivo à frente da
viatura, logo seguido do
rebentamento de várias granadas de
mão defensivas, do que resultou
terem ficado feridos, com certa
gravidade, alguns homens, incluindo
ele próprio, deu provas de uma
excepcional calma, sangue-frio,
espirito de sacrifício e consciência
de Chefe, ao comandar serenamente os
poucos homens que lhe restavam,
dando as ordens precisas para
resolver a situação e providenciar
para o tratamento e evacuação dos
feridos e a vinda de reforços.
Já no estacionamento, embora muito
ferido, o Alferes Coutinho Gouveia,
com o seu exemplo calmo e
imperturbável, contribuiu
extraordinariamente para
restabelecer o moral nos feridos e
no restante pessoal.
Do antecedente, o Comandante do
Batalhão tinha-o na conta dum
Comandante de Grupo de Combate
dotado de invulgares qualidades de
sangue-frio, bom senso, coragem e
calma que lhe permitiram conduzir
facilmente os seus homens nas
ocasiões de maior perigo,
nomeadamente nas Operações "Base" e
"Rescaldo".
Por estes motivos considero o
Alferes Coutinho Gouveia, merecedor
de ser apontado como um bom exemplo
a seguir.
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Louvor Colectivo:
COMPANHIA DE CAVALARIA N.º 702

(Ordem de Serviço n.º 107, de 6
de Maio de 1966, do Comandante Militar da Guiné)
Louvo
a Companhia de Cavalaria n.º 702, porque quer durante o
período em que actuou como força de intervenção em
reserva do Comando-Chefe, quer durante o período em que
actuou como força em Sector, mostrou ser uma Companhia
de uma grande regularidade operacional.
Graças a preparação que lhe foi imposta pelo seu
Comandante com a colaboração dos seus subalternos foi
possível conseguir contar por êxitos as acções em que
tomou parte. Tendo ocupado uma área vasta, ainda com um
destacamento bastante afastado, em que durante a época
das chuvas se tornou difícil o reabastecimento nunca a
Companhia de Cavalaria 702 apesar disso deixou de
explorar imediatamente qualquer informação que chegasse
ao seu conhecimento, conseguindo assim que o inimigo não
se fixasse no seu Sector e conquistar a confiança da
população.
É pois digna de realce a actuação da Companhia de
Cavalaria 702.
Durante a sua actuação na Província da Guiné pode ser
apontada como uma boa Companhia com a qual o Comando
sempre pôde contar.
(in Revista da Cavalaria, do
ano de 1966, pág. 178)
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Louvor Colectivo
BATALHÃO DE CAVALARIA N.º 705

(Ordem de Serviço n.º 57, de 11
de Maio de 1966, do Comando de Agrupamento 24)
Louvo o Comando do Batalhão de Cavalaria n.º 705 pela
forma proficiente e a todos os títulos exemplar como
organizou e accionou os diversos serviços que se
processaram ou correram através dele.
Comando em que todos os seus órgãos revelaram o melhor
interesse no exercício das suas funções específicas, a
que cabalmente satisfizeram, constituiu um todo
homogéneo à altura da missão recebida não obstante a
complexidade inerente ao grande número de subunidades a
orientar, accionar e a controlar, o que lhe mereceu
encómios e o testemunho da sua eficiência por parte das
diferentes Chefias e Comandos das Armas do Comando
Territorial Independente da Guiné, e foi motivo para
receber, no campo social, a solidariedade das
autoridades administrativas, e o agradecimento e
consagração por parte das populações e autoridades
nativas, pela assistência moral, religiosa, sanitária,
educativa e económica prestadas, em reconhecimento da
protecção que sempre lhes foi garantida.
Comando que concebeu e impulsionou uma actividade
operacional a todos os títulos notável, perseguindo o
inimigo e impedindo-lhe sua fixação no sector, em tudo
fez aflorar a qualidade dos seus oficiais, sargentos e
praças havendo-se de dar relevo muito justamente à
pessoa do seu Comandante, Tenente-Coronel de Cavalaria,
Manuel Maria Pereira Coutinho Correia de Freitas,
oficial com dotes excepcionais de Comando, que conseguiu
galvanizar à sua volta compenetradas vontades e o melhor
espírito de cooperação dos seus subordinados no que
constituíram um todo digno de apreço e de muita
simpatia, marcando uma presença exemplar na Guiné que me
apraz referir e apontar à consideração das Unidades do
Sector Leste.
(in Revista da Cavalaria do ano
de 1966, pág.s 173 e 174)
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