Soldado
de Infantaria, n.º 82033866
IERO EMBALÓ
CCac18 - CTIG
GUINÉ
4.ª CLASSE
Transcrição do Despacho publicado
na OE n.º 27 - 3.ª série, de 1972.
Agraciado com a Cruz de Guerra de
4.ª classe, nos termos do art.º 20.º
do Regulamento da Medalha Militar,
promulgado pelo Decreto n.º 566/71,
de 20 de Dezembro de 1971, por
despacho do Comandante-Chefe das
Forças Armadas da Guiné, de 7 de
Junho de 1972, o Soldado n.º
82033866, Iero Embaló, da Companhia
de Caçadores n.º 18, do Comando
Territorial Independente da Guiné.
Transcrição do louvor que
originou a condecoração.
(Publicado na OS n.º 19, de 7 de
Junho de 1972, do Comando Chefe das
Forças Armadas da Guiné (CCFAG) e
n.º 36, de 24 de Agosto do mesmo
ano, do Quartel General do Comando
Territorial Independente da Guiné
(QG/CT1G):
Que, por seu despacho
de 6 de Junho de 1972, foi louvado o
Soldado n.º 82033866, Iero Embaló,
da Companhia de Caçadores n.º 18,
pelas notáveis qualidades de
coragem, decisão, sangue-frio e
serena energia debaixo de fogo
demonstradas em combate, na
Província da Guiné.
De salientar a sua actuação durante
a acção "Oxígono", levada a efeito
no dia 8 de Fevereiro de 1972 em
que, ao aperceber-se de que um
numeroso e bem armado grupo inimigo
caíra na emboscada montada pelas
nossas tropas, foi dos primeiros
elementos a lançar-se sobre ele,
debaixo de intenso fogo,
contribuindo decisivamente para que
o adversário retirasse com pesadas
baixas e deixasse no terreno
quantidade apreciável de armamento,
tendo, ainda, colaborado na captura
de um chefe inimigo.
Pelo conjunto de qualidades
militares evidenciadas em contactos
com o inimigo e em evidente risco de
vida, de que exuberantemente deu
provas, o Soldado Iero Embaló
dignificou o Exército a que pertence
e a Pátria que tão briosamente
serve.
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Prémio Governador da Guiné
Jornal do Exército, ed. 157, pág.
21, de Janeiro de 1973
Soldado de Infantaria
Iero Embaló
«Encontra-se na Metrópole em gozo
de férias por ter sido distinguido
com o Prémio Governador da Guiné o
Soldado IERO EMBALÓ, natural da
Aldeia Formosa, «pelas notáveis
qualidades de coragem, decisão,
sangue-frio e serena energia debaixo
de fogo demonstradas em combate, na
Província da Guiné.
«De salientar a sua actuação durante
urna acção, levada a efeito no dia 8
de Fevereiro de 1972 em que, ao
aperceber-se de que um numeroso e
bem armado grupo inimigo caíra na
emboscada montada pelas nossas
tropas, foi dos primeiros elementos
a lançar-se sobre ele, debaixo de
intenso fogo, contribuindo
decisivamente para que o adversário
retirasse com pesadas baixas e
deixasse no terreno quantidade
apreciável de armamenta, tendo,
ainda, colaborado na captura de um
chefe inimigo.
Pelo conjunto de qualidades
militares evidenciadas em contactos
com o inimigo e em evidente risco da
vida, de que exuberantemente deu
provas, o Soldado IERO EMBALÓ
dignificou o Exército a que pertence
e a Pátria que tão briosamente
serve.»

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Companhia de Caçadores N.º 18
Identificação:
CCac18
Comandante:
Capitão Mil.º de
Infantaria Rui Fernando Alexandrino
Ferreira
Capitão de Infantaria Artur Agnelo
Coelho do Amaral
Capitão de Artilharia Carlos Afonso
Fonseca Alferes
Capitão de Infantaria António
Herlânder Pereira Chumbinho
Capitão Mil.º Graduado de Infantaria
Narciso José Ferreira de Carvalho
Divisa:
"Diabolikus"
Início:
1 de Dezembro de 1970
Extinção:
18 de Agosto de 1974
Síntese da
Actividade Operacional
Foi organizada em 1 de
Dezembro de 1970, no Centro de
Instrução Militar (CIM), em Bolama,
com quadros e algum pessoal
especialista metropolitano e o
restante pessoal natural da Guiné,
predominantemente da etnia Fula e na
sua grande maioria já integrante de
companhias de milícias, tendo
terminado a Instrução de
Aperfeiçoamento Operacional (IAO) em
10 de Janeiro de 1971.
Em 14 de Janeiro de 1971, seguiu
para Aldeia Formosa, a fim de
efectuar o treino operacional sob
orientação do Batalhão de Caçadores
2892 (BCac2892), de 17 de Janeiro a
19 de Fevereiro de 1971.
Em 24 de Fevereiro de 1971, assumiu
a função de subunidade de
intervenção e reserva do sector,
sendo especialmente orientada para a
realização do esforço de
contrapenetração no corredor de
Missirã.
Por períodos variáveis destacou
pelotões para reforço de outras
guarnições do sector e tomou parte
em acções de segurança e protecção
dos trabalhos de alcatroamento da
estrada Mampatá - Cumbijã, em
escoltas a colunas de
reabastecimento e ainda em
colaboração nos trabalhos do
reordenamento de Afiá.
Em 18 de Agosto de 1974, foi
desactivada e extinta.
