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Condecorações

Duarte Manuel de Amarante Rocha Pamplona, Coronel graduado de Cavalaria

 

  "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

Para visualização dos conteúdos clique em cada um dos sublinhados existentes no texto que se segue:

 

HONRA E GLÓRIA

Nota de óbito

Fontes:

Elementos cedidos por um colaborador do portal UTW

Recorte de jornal cedido pelo veterano Moura Ferreira

informação da data de óbito, cedida ao UTW em 15Abr2010 pelo filho Duarte Mascarenhas Pamplona

 

Faleceu, no dia 2 de Maio de 2009, o veterano

 

 

Duarte Manuel de Amarante Rocha Pamplona

 

Coronel graduado de Cavalaria

 

Comandante da

 

Companhia de Cavalaria 1505

 

Batalhão de Cavalaria 1879

«NA GUERRA, CONDUTA MAIS BRILHANTE»

 

Moçambique: 31Jan1966 a 27Fev1968

 

Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, grau Oficial, com palma

 

No dia 10 de Junho de 1968, perante as Forças Armadas Portuguesas reunidas em parada no Terreiro do Paço, em Lisboa, foi-lhe imposta a condecoração por Sua Excelência o Senhor Presidente da República Almirante Américo Deus Rodrigues Thomaz:

 

 

Capitão de Cavalaria
DUARTE MANUEL DE AMARANTE ROCHA PAMPLONA
 

CCav1505 - RC3
MOÇAMBIQUE
 

Grau: Oficial, com palma


Transcrição do Alvará publicado na OE n.º 13 - 2.ª série, de 1968:
 

Presidência da República
 

Chancelaria das Ordens Portuguesas
 

Alvará de 23 de Maio de 1968:
 

Considerando as qualidades de coragem, desembaraço, firmeza, sangue-frio e abnegação demonstradas pelo Capitão de Cavalaria, Duarte Manuel de Amarante Rocha Pamplona, quando, no dia 7 de Março de 1966, a Companhia que comandava foi emboscada;


Considerando o absoluto desprezo pelo perigo e pela própria vida, de que deu provas, quando, já depois de haver perdido um oficial e duas praças  (
nota) e ele próprio ter sofrido vários ferimentos graves provocados por estilhaços de granadas, se lançou, por três vezes e sob forte e violento fogo, com toda a audácia e valentia, contra as posições inimigas, não só dirigindo o ataque, como fazendo fogo com a própria arma;


Considerando que a notável acção deste oficial, como chefe militar em combate, foi extraordinário exemplo de heroísmo para os seus soldados, que o consideraram inultrapassável em valor;


Considerando que, estando ainda em tratamento dos ferimentos recebidos, voltou voluntariamente ao comando da sua Companhia, na zona de acção, revelando uma vez mais as suas excepcionais qualidades militares;


Considerando que, durante um ano de intensa actividade operacional no Niassa, ao transmitir à força do seu comando elevada eficiência e dando sempre o exemplo, na condução dos seus subordinados, em muitos e variados combates, revelou, mais uma vez, as suas altas qualidades de militar;


Considerando esta atitude heroica e destemida e a elevada noção dos seus deveres, como actos excepcionais de abnegação e sacrifício pela Pátria e pela Humanidade:


Américo Deus Rodrigues Thomaz, Presidente da República e Grão-Mestre das Ordens Honoríficas Portuguesas, faz saber que, nos termos do Decreto-Lei n.º 44 721, de 24 de Novembro de 1962, confere ao Capitão de Cavalaria Duarte Manuel de Amarante Rocha Pamplona, sob proposta do Presidente do Conselho, o grau de Oficial, com palma, da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito.


(Publicado no Diário do Governo n.° 144, II série,

de 19 de Junho de 1968).

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(nota)

 

Os mortos

 

Arnaldo Fernandes João, José Almeida Lopes e José da Silva Gomes.

 

 

Arnaldo Fernandes João

 

Arnaldo Fernandes João, 1.º Cabo Atirador de Cavalaria, n.º 02040965, natural da freguesia e concelho de Coruche, filho de Lourenço João e de Leonor Quitéria Estrela, solteiro.

 

Em 7 de Março de 1966, durante uma emboscada inimiga lançada perto do Litunde (a nordeste do Catur), é atingido mortalmente por projéctil do adversário;

 

Está inumado na campa n.º 82, da fileira n.º 2, do talhão B, do cemitério de Vila Cabral (Lichinga), em Moçambique.

 

Paz à sua Alma

 

José Almeida Lopes

 

José Almeida Lopes, Alferes Mil.º Atirador de Cavalaria, n.º 00250962, natural da freguesia e concelho de Sátão, solteiro, filho de João Lopes Encarnação e de Maria de Jesus.

 

Em 7 de Março de 1966, durante uma emboscada inimiga lançada perto do Litunde (a nordeste do Catur), é atingido mortalmente por projéctil do adversário;

 

Está inumado no cemitério Municipal de Sátão.

 

Paz à sua Alma

 

José da Silva Gomes

 

José da Silva Gomes, 1.º Cabo Radiotelegrafista, n.º 02691465, natural do lugar da Gadanha, da freguesia de Vilar do Monte, concelho de Barcelos, filho de Teresa de Jesus, solteiro.

 

Em 7 de Março de 1966, durante uma emboscada inimiga lançada perto do Litunde (a nordeste do Catur), é atingido mortalmente por projéctil do adversário;

 

Está inumado na campa n.º 81, da fileira n.º 2, do talhão B, do cemitério de Vila Cabral (Lichinga), em Moçambique.

 

Paz à sua Alma

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Jornal do Exército, ed. 109, pág. 56, de Janeiro de 1969

 

 

 

Diário de Noticias, de 12 de Junho de 1968

 

 

A notícia (em imagem) publicada na primeira página do Diário de Noticias, de 12 de Junho de 1968, que reportava as condecorações do 10 de Junho desse ano.

 

O mais alto galardão "A TORRE E ESPADA" foi entregue, no dia 10 de Junho de 1968, ao Capitão Duarte Pamplona.

 

 

«Um novo herói do Niassa - capitão Duarte Pamplona. Nos seus 27 anos há uma coragem e uma noção do dever verdadeiramente extraordinárias.

 

A companhia que comandava, para atacar a povoação de Liciano, chefe terrorista, caiu numa armadilha, junto ao rio Lugenda. Uma granada rebentou-lhe nos pés mas não venceu nem o soldado que prosseguiu o combate, nem o homem que ficou amputado das pernas.

 

O momento da sua condecoração pelo Chefe do Estado foi o mais solene e grave da cerimónia»

 

 

 

 

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