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Condecorações

Domingos Valente Soares, 1.º Cabo de Cavalaria, da CCav1507/BCav1879: Cruz de Guerra, de 4.ª classe

 

  "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA  

 

 

Domingos Valente Soares

 

1.º Cabo de Cavalaria, n.º 1162/65

 

Companhia de Cavalaria 1507

 

Batalhão de Cavalaria 1879

«NA GUERRA, CONDUTA MAIS BRILHANTE»

«DRAGÕES DO NIASSA»

 

Moçambique: 28Jan1966 a 27Fev1968

 

Cruz de Guerra de 4.ª classe

 

Prémio Governador-Geral de Moçambique

 

Louvor Individual

 

3 Louvores Colectivos

 

Para visualização dos conteúdos clique nos sublinhados existentes no texto que se segue:

 

Domingos Valente Soares, 1.º Cabo de Cavalaria, n.º 1162/65;


Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 3 (RC3 – Estremoz) «DRAGÕES DE OLIVENÇA» - «…NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE» para servir Portugal na Província Ultramarina de Moçambique;


No dia 12 de Janeiro de 1966, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Vera Cruz’, integrado na Companhia de Cavalaria 1507 (CCav1507) do Batalhão de Cavalaria 1879 (BCav1879) «NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE» - «DRAGÕES DO NIASSA», rumo ao porto de Nacala, onde desembarcou no dia 28 de Janeiro de 1966;


A sua subunidade de cavalaria, comandada pelo Capitão de Cavalaria António Manuel Pinto Ferreira Gomes, rendeu em Cobué, a Companhia de Caçadores 694 (CCac694) «FIRMES E CONSTANTES». Guarneceu, com um pelotão os destacamentos de N'Goo e Muhai. De Fevereiro de 1966 a Março de 1967, executou, entre outras, as operações: "Golpe de Mão" (região de N'Gofi) e "Miandica" (entre os rios Mepotxe e Tulo). Tomou parte nas operações "Dragão", "Estribo", "Talvez 111" e "Lança em Riste".


Louvado e agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 4.ª classe por feitos em combate no teatro de operações de Moçambique, por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Moçambique, de 31 de Janeiro de 1967, publicado na Ordem do Exército n.º 8 – 3.ª série, de 20 de Março de 1967 e na Revista da Cavalaria do ano de 1967, página 123:


1.º Cabo de Cavalaria, n.º 1162/65
DOMINGOS VALENTE SOARES
 

CCav1507/BCav1879 - RC3
MOÇAMBIQUE
 

4.ª CLASSE
 

Transcrição do Despacho publicado na OE n.º 8 - 3.ª série, de 10 de Março de 1967.
 

Agraciado com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, nos termos do art.º 12.º do Regulamento da Medalha Militar, promulgado pelo Decreto n.º 35 667, de 28 de Maio de 1946, por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Moçambique, de 31 de Janeiro findo, o 1.º Cabo n.º 1162/65, Domingos Valente Soares, da Companhia de Cavalaria n.º 1507 do Batalhão de Cavalaria n.º 1879 — Regimento de Cavalaria n.º 3.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado na Revista de Cavalaria de 1967):


Louvado o 1.º Cabo n.º 1162/65, Domingos Valente Soares, da Companhia de Cavalaria n.º 1507 do Batalhão de Cavalaria n.º 1879 — Regimento de Cavalaria n.º 3, porque no dia 07 de Novembro de 1966, encontrando-se a chefiar a guarnição do N'Goo, constituída unicamente por 2 soldados, 2 guardas da PSP e um grupo de Cipaios, sendo submetido a um poderoso ataque por um inimigo estimado em 30 elementos, utilizando bazookas, morteiros, metralhadoras pesadas, pistolas-metralhadoras e granadas de mão defensivas, dirigiu a defesa duma forma tão eficiente que pôs em debandada o inimigo, que deixou vário armamento e diverso material.


Possuindo apenas cinco espingardas automáticas, dispô-las por forma a enquadrar as armas de repetição dos Cipaios, para dar ao inimigo a ideia de mais força na defesa.


Incitou os Cipaios no combate e deu-lhes o ânimo necessário, dirigindo posteriormente uma batida na qual foi capturado armamento entre o qual três pistolas.


Actuando sob o intenso fogo inimigo, revelou extraordinárias qualidades de desembaraço, coragem, decisão e sangue frio, que levaram a derrota ao inimigo, apesar da sua superioridade em efectivos e com armamento mais poderoso.


O seu exemplo é altamente dignificante e honra as qualidades e virtudes do Soldado Português.


Louvor Colectivo – Batalhão de Cavalaria 1879 – Publicado na Ordem de Serviço n.º 38, de 30 de Setembro de 1966, do Comando do Sector A e na Revista da Cavalaria do ano de 1966, página 175:


BATALHÃO DE CAVALARIA N.º 1879


Louvo o Batalhão de Cavalaria n.º 1879 porque durante sete meses de vida intensa da Campanha da Região do Lago do Distrito do Niassa desenvolveu notável actividade, na destruição de acampamentos inimigos, na abertura de novos itinerários e melhoria de outros, facilitando assim o controle do território e vida das tropas, no agrupamento, defesa e melhoria das condições de vida das populações e em múltiplas tarefas de que foi incumbido.


Não obstante enormes dificuldades encontradas desde início motivadas pelas más condições de tempo, pois a Unidade entrou em Sector no mês de Fevereiro e iniciou a sua actividade no período das chuvas mais frequentes, mesmo com algumas deficiências e falhas nos seus quadros o Batalhão de Cavalaria n.º 1879, cumpriu com muito acerto, entusiasmo e eficiência o seu dever e vai deixar nas terras do Niassa marca indelével e muito honrosa da sua passagem.


É de salientar que muito embora o número de baixas em combate seja acentuado a Unidade continua a manter elevado moral. O numeroso material apreendido ao inimigo, a insegurança criada nos seus bandos e uma vigilância atenta e constante sobre o território e as populações, têm dificultado a actividade inimiga a ponto de desde há tempos os bandos terroristas terem vindo a perder progressivamente o controle sobre as gentes e a limitarem a sua acção à colocação de minas fugindo sistematicamente ao contacto com os valorosos militares desta Unidade.


Louvor Colectivo – Batalhão de Cavalaria 1879 – Publicado na Ordem de Serviço n.º 10, de 10 de Março de 1967, do Comando do Sector A e na Revista da Cavalaria do ano de 1967, página 207:


BATALHÃO DE CAVALARIA N.º 1879


Louvo o Batalhão de Cavalaria n.º 1879 pelo espírito de disciplina de que deu provas durante a sua permanência de 14 meses numa das zonas mais afectadas do Niassa. Foi esse espírito de disciplina aliado a um estoicismo notável dos seus oficiais, sargentos e praças que permitiu manter a posição de Estremoz a Nova (Miandica), apesar de invulgares condições de desconforto e de dificuldades de toda a ordem.


Esta a homenagem que o Comandante do Sector A, presta ao espírito militar da Unidade, que tantas baixas sofreu, no momento em que ela deixa a sua zona de acção ao fim de 14 meses de esforços e de canseiras.


Em Março de 1967 foi transferida, por troca com a Companhia de Caçadores 1559 (CCac1559) do Batalhão de Caçadores 1891 (BCac1891) «LEAIS E VALOROSOS», de Cobué para Molumbo.

 

"Uma actuação de Companhias dos "Dragões do Niassa", publicado na Revista da Cavalaria do ano de 1967, páginas 284 a 286;


Louvor Colectivo – Companhia de Cavalaria 1507 – Publicado na Ordem de Serviço n.º 177, de 04 de Agosto de 1967, do Batalhão de Cavalaria 1879 e na Revista da Cavalaria do ano de 1967, página 212:


COMPANHIA DE CAVALARIA N.º 1507


Louvo a Companhia de Cavalaria n.º 1507, pela compreensão e estoicismo com que, desde sempre, tem suportado as dificuldades resultantes das deficiências das instalações em que tem vivido.


Vinda duma zona de intensa actividade operacional em que actuou por forma altamente eficiente e tendo recebido um Aquartelamento pior que o antecedente contrariamente ao que sucedeu com as restantes Companhias, não se deixou vencer pelo desânimo e tem lutado para que as suas precaríssimas instalações se apresentem com a melhor ordem, limpeza e beneficiações possíveis nomeadamente no aspecto de obtenção de água cuja falta muito se faz sentir na Região.


A 03 de Outubro de 1967, foi rendida no Molumbo pela Companhia de Caçaores 1552 (CCac1552) do Batalhão de Caçadores 1889 (BCac1889) «AD JUSTUM PACEM» e transferida para Alto Molocué, onde rendeu a Companhia de Comando e Serviços (CCS) do batalhão. Reforçou com 2 pelotões a Companhia de Comando e Serviços (CCS) aquartelados em Vila Junqueiro e em Lioma. A actividade operacional consistiu principalmente em patrulhamentos na sua zona de acção. Tomou parte nas operações "Marco" e "Confirmação".


Em Novembro de 1967, distinguido com o Prémio Governador-Geral de Moçambique, publicado no Jornal do Exército n.º 97, página 31, de Janeiro de 1968;


Em Fevereiro de 1968, rendida em Alto Molocué, pela Companhia de Caçadores 1558 (CCac1558) do Batalhão de Caçadores 1891 (BCac1891) «LEAIS E VALOROSOS».


No dia 27 de Fevereiro de 1968, no porto de Nacala, embarcou no NTT ‘Vera Cruz’ de regresso à Metrópole, onde desembarcou no dia 28 de Março de 1968.

 

 

 

 

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