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José Augusto Tavares da Silva, Soldado Condutor Auto, da CCS/BCav1879

 

  "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA  

 

José Augusto Tavares da Silva

 

Soldado Condutor Auto

 

Companhia de Comando e Serviços

 

Batalhão de Cavalaria 1879

«NA GUERRA, CONDUTA MAIS BRILHANTE»

«DRAGÕES DO NIASSA»

 

Moçambique: 28Jan1966 a 27Fev1968

 

Prémio Governador-Geral de Moçambique

 

2 Louvores Colectivos

 

José Augusto Tavares da Silva, Soldado Condutor Auto;


Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 3 (RC3 – Estremoz) «DRAGÕES DE OLIVENÇA» - «…NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE» para servir Portugal na Província Ultramarina de Moçambique;


No dia 12 de Janeiro de 1966, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Vera Cruz’, integrado na Companhia de Comando e Serviços (CCS) do Batalhão de Cavalaria 1879 (BCav1879) «NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE» - «DRAGÕES DO NIASSA», rumo ao porto de Nacala, onde desembarcou no dia 28 de Janeiro de 1966;


A sua subunidade de cavalaria, comandada pelo Capitão do Serviço Geral do Exército Inácio da Conceição, foi colocada em Metangula (distrito do Niassa), onde rendeu a Companhia de Comando e Serviços (CCS) do Batalhão de Caçadores 598 (BCac598) «HONRA E GLÓRIA», no subsector de Metangula (AME);


De Fevereiro de 1966 a Março de 1967, a actividade operacional, caracterizou-se pela execução de abertura de itinerários, escoltas, nomadizações, patrulhamentos e emboscadas, designadamente as operações: "Abertura" (entre Luenga, serra Juzagombe e Midoca), "Corvo" (entre as serras Macuta e Jeci), "Barbela Larga" (zona do rio Mepotxe), "Dragão" (Namatumba), "Estribo" (entre os rios Mepotxe, Trulo e Lucambo), "Lança em Riste' (planalto de Miandica), "'Quorum" (região da "Base Mecuela"), "Cangocha" (margem do lago Niassa), "Cravo" (Bandece), "Talvez III", (região da "Base Nexiué"), "Terra Seca' (Matende), "Armimarte" (entre os rios Lualece e Michesa) e "Pamplonau (região da "'Base Mepotxe'').

 

Em Março de 1967, permutando com Companhia de Comando e Serviços (CCS) do Batalhão de Caçadores 1891 (BCac1891), foi colocada no Alto Molocué (distrito da Zambézia).


Louvor Colectivo – Batalhão de Cavalaria 1879 – Publicado na Ordem de Serviço n.º 38, de 30 de Setembro de 1966, do Comando do Sector A e na Revista da Cavalaria do ano de 1966, página 175:


BATALHÃO DE CAVALARIA N.º 1879


Louvo o Batalhão de Cavalaria n.º 1879 porque durante sete meses de vida intensa da Campanha da Região do Lago do Distrito do Niassa desenvolveu notável actividade, na destruição de acampamentos inimigos, na abertura de novos itinerários e melhoria de outros, facilitando assim o controle do território e vida das tropas, no agrupamento, defesa e melhoria das condições de vida das populações e em múltiplas tarefas de que foi incumbido.


Não obstante enormes dificuldades encontradas desde início motivadas pelas más condições de tempo, pois a Unidade entrou em Sector no mês de Fevereiro e iniciou a sua actividade no período das chuvas mais frequentes, mesmo com algumas deficiências e falhas nos seus quadros o Batalhão de Cavalaria n.º 1879, cumpriu com muito acerto, entusiasmo e eficiência o seu dever e vai deixar nas terras do Niassa marca indelével e muito honrosa da sua passagem.


É de salientar que muito embora o número de baixas em combate seja acentuado a Unidade continua a manter elevado moral. O numeroso material apreendido ao inimigo, a insegurança criada nos seus bandos e uma vigilância atenta e constante sobre o território e as populações, têm dificultado a actividade inimiga a ponto de desde há tempos os bandos terroristas terem vindo a perder progressivamente o controle sobre as gentes e a limitarem a sua acção à colocação de minas fugindo sistematicamente ao contacto com os valorosos militares desta Unidade.


Louvor Colectivo – Batalhão de Cavalaria 1879 – Publicado na Ordem de Serviço n.º 10, de 10 de Março de 1967, do Comando do Sector A e na Revista da Cavalaria do ano de 1967, página 207:


BATALHÃO DE CAVALARIA N.º 1879


Louvo o Batalhão de Cavalaria n.º 1879 pelo espírito de disciplina de que deu provas durante a sua permanência de 14 meses numa das zonas mais afectadas do Niassa. Foi esse espírito de disciplina aliado a um estoicismo notável dos seus oficiais, sargentos e praças que permitiu manter a posição de Estremoz a Nova (Miandica), apesar de invulgares condições de desconforto e de dificuldades de toda a ordem.


Esta a homenagem que o Comandante do Sector A, presta ao espírito militar da Unidade, que tantas baixas sofreu, no momento em que ela deixa a sua zona de acção ao fim de 14 meses de esforços e de canseiras.


A 03 de Outubro de 1967 foi transferida do Alto Molocué para Vila Junqueiro. A actividade do inimigo, era praticamente inexistente, havendo, no entanto, indícios, de infiltração de pequenos grupos, a partir de Agosto de 1967, na região de Mecanhelas, provenientes do Malawi. De Março de 1967, até final da comissão, a actividade operacional, consistia em escoltas, patrulhamentos, colaboração com as autoridades administrativas e acção psicossocial junto da população. Planeou e efectuou operações, nomeadamente: "Marco" (fronteira com o Malawi), "Olhar Bem", (limite Sul do subsector) e "Confirmação" (regiões de Molumbo e Nagombe).


Distinguido com o Prémio Governador-Geral de Moçambique por feitos em combate no teatro de operações de Moçambique, publicado no Jornal do Exército n.º 97, página 31, de Janeiro de 1968:


Soldado condutor
José Augusto Tavares da Silva
 

CCS/BCav1879 - RC3
MOÇAMBIQUE

 

Prémio Governador-Geral de Moçambique
 

«Pela disciplina, elevados conhecimentos mecânicos e destemor com que, como condutor, tem servido o Batalhão durante os treze meses de intensa actividade operacional na zona do Lago.


Sempre pronto para qualquer missão, tomou parte quase na totalidade das colunas auto da sua Unidade, normalmente na testa das mesmas, revelando uma permanente boa disposição e optimismo que a todos contagiava na resolução das avarias mecânicas e remoção de obstáculos para que as sempre voluntário.


Nesta praça há a salientar o desembaraço e valentia demonstrados na emboscada, de que saiu gravemente ferido, que a coluna auto em que seguia sofreu em 03 de Março de 1967, na estrada para Nova Coimbra, na qual ao aperceber-se do apontador da
«Bazzooka», lançou decididamente a viatura para cima do mesmo, evitando com este acto que a pontaria fosse correcta e consequentemente que os efeitos do rebentamento da granada fossem bastante limitados e que poderiam ser gravíssimos.»


Em Fevereiro de 1968 foi rendida em Vila Junqueiro, pela Companhia de Comando e Serviços (CCS) do Batalhão de Caçadores 1891 (BCac1891) «LEAIS E VALOROSOS».


No dia 27 de Fevereiro de 1968, no porto de Nacala, embarcou no NTT ‘Vera Cruz’ de regresso à Metrópole, onde desembarcou no dia 28 de Março de 1968.
 

 

 

 

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