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Pedro Manuel de Oliveira Marinho Falcão, Alferes Mil.º
de Cavalaria: Cruz de Guerra, de 3.ª classe
"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro


Pedro Manuel de Oliveira Marinho Falcão
Alferes Mil.º de
Cavalaria
Comandante de pelotão da
Companhia de Cavalaria 1505
Batalhão de
Cavalaria 1879
«NA GUERRA, CONDUTA MAIS BRILHANTE»
Moçambique:
28Jan1966 a 27Fev1968
Cruz de Guerra de 3.ª
classe
Louvor Individual
2
Louvores Colectivos
Pedro Manuel de Oliveira Marinho Falcão,
Alferes Mil.º de Cavalaria;
Mobilizado pelo
Regimento de Cavalaria 3 (RC3 – Estremoz) «DRAGÕES DE
OLIVENÇA» -
«…NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE» para
servir Portugal na Província Ultramarina de Moçambique;
No dia
12 de
Janeiro de 1966, na Gare Marítima da Rocha do Conde de
Óbidos, embarcou no NTT 'Vera Cruz', como comandante de
pelotão da Companhia de Cavalaria 1505 (CCav1505) do
Batalhão de Cavalaria 1879 (BCav1879) «NA GUERRA CONDUTA
MAIS BRILHANTE», rumo ao porto de Nacala, onde
desembarcou no dia 28 de Janeiro de 1966;
A sua subunidade
de cavalaria foi colocada em Vila Cabral, na situação de
força de intervenção do comando do Sector A, ali
sedeado.
No dia 12 de Junho de 1966, foi transferida de Vila
Cabral para Maniamba, onde rendeu a Companhia de
Caçadores 1478 (CCac1478) «FORTITER INDOMÁVEIS AGIMUS»
regressando ao batalhão.
Louvor Colectivo – Batalhão de Cavalaria 1879 –
publicado na Ordem de Serviço n.º 38 de 30 de
Setembro de 1966 do Comando do Sector A e na Revista da
Cavalaria do ano de 1966, página 175;
Louvor Colectivo – Batalhão de Cavalaria 1879 –
publicado na Ordem de Serviço n.º
10
de 10 de Março de 1967 do Comando do Sector A e na
Revista da Cavalaria do ano de 1967, página 207
De Fevereiro de 1966 a Janeiro de 1967, além da
actividade operacional decorrente da sua actividade de
intervenção, executou as operações: "Gamarra" (entre os
rios Messinge e Lundo) e "Salamandra" (entre os
rios
Namassonga e Estimpole). Tomou parte nas operações,
"Abertura" e "Armimarte".
Em Janeiro de 1967, foi transferida, por troca com a
Companhia de Caçadores 1560 (CCac1560) «LEOPARDOS» do Batalhão de
Caçadores 1891 (BCac1891) «LEAIS E VALOROSOS», de
Maniamba para Gilé. Guarneceu com 1 pelotão o
destacamento de Pebane e reforçou com outro, a Companhia
de Comando e Serviços (CCS) do batalhão.
No dia 31 de Julho de 1967, foi substituída por um
pelotão da Companhia de Caçadores de Quelimane «E
AQUI
PUSEMOS UM PADRÃO», seguindo para a Beira, onde ficou
sob o comando operacional do Batalhão de Caçadores 16
(BCac16) «AD IMO PECTORE».
Regressou a Gilé em 18 de Dezembro de 1967. A actividade
operacional, consistiu principalmente em patrulhamentos
na sua zona de acção.
 Foi rendida em Gilé, em Fevereiro de 1968, pela
Companhia de Caçadores 1560 (CCac1560) «LEOPARDOS» do Batalhão de
Caçadores 1891 (BCac1891) «LEAIS E VALOROSOS».
No dia 27 de Fevereiro de 1968, embarcou no NTT ‘Vera
Cruz’ de regresso à Metrópole, onde desembarcou no dia
28 de Março de 1968;
Louvado por feitos em combate no Teatro de Operações de
Moçambique, publicado na Ordem de Serviço n.º 46, de 8
de Junho de 1968, do Quartel General da Região Militar
de Moçambique e na Revista da Cavalaria do ano de 1968,
página 104;
Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 3.ª classe,
pela Portaria de 13 de Agosto de 1968, publicada na
Ordem do Exército n.º 16 – 2.ª série, de 19 de Agosto de
1968.
Cruz de Guerra de 3.ª
classe
Alferes
Miliciano de Cavalaria
PEDRO MANUEL DE OLIVEIRA MARINHO FALCÃO
CCav1505/BCav1879 - RC3
MOÇAMBIQUE
3.ª CLASSE
Transcrição da Portaria publicada na
OE n.º 16 — 2.ª série, de 1968.
Por Portaria de 13 de Agosto de 1968:
Condecorado com a Cruz de Guerra de 3.ª
classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento
da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços
prestados em acções de combate na Província de
Moçambique, o Alferes Miliciano de Cavalaria, Pedro
Manuel de Oliveira Marinho Falcão, da Companhia de
Cavalaria n.º 1505 do Batalhão de Cavalaria n.º 1879 -
Regimento de Cavalaria n.º 3.
Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Publicado na OS n.º 46, de 08 de
Junho de 1968, do QG/RMM):
Que, por seu despacho de 16 de Maio de 1968, louvou o
Alferes Miliciano de Cavalaria, Pedro Manuel de Oliveira
Marinho Falcão, da Companhia de Cavalaria n.º 1505 do
Batalhão de Cavalaria n.º 1879, porque durante o tempo
em que serviu no Niassa, demonstrou grandes qualidades
de desembaraço, correcção e aprumo, fazendo do seu
Pelotão uma unidade de elite, como foi manifestado em
louvor colectivo dado pelo Batalhão de Cavalaria n.º
1879.
Em inúmeros combates em que tomou parte, durante dez
meses de actividade operacional, foi sempre digno para
os seus subordinados e camaradas.
É igualmente de destacar que na emboscada desencadeada
pelo inimigo, no dia 17 de Abril de 1966, contra o seu
Grupo de Combate, transportado em viaturas (uma das
quais foi atingida por uma granada de bazooka e intenso
fogo de metralhadora, que causou 5 mortos (nota)
e 14 feridos), o Alferes Marinho Falcão, sob o fogo
inimigo, e com os poucos elementos válidos, reagiu de
forma a pôr os terroristas em fuga.
Em tudo revelou qualidades de decisão, coragem e sangue
frio debaixo de fogo que o tornam digno de ser apontado
como exemplo de elevadas virtudes militares.
(nota)
Os
5 Militares que tombaram em combate no dia 17Abr1966
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Germano Victor
da Silva Palma
José
António Rodrigues Corregaita
José de Jesus Jacinto
Manuel José Nunes
Monteiro
Maximino
Jacinto Malveira
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