Imagens cedidas pela
Sra. sua Filha,
Ângela Marisa Monteiro


Valter Duarte Pereira dos Santos
Apontador
da AML Panhard
Esquadrão de Cavalaria 1
«FÉ,
NOBREZA E DECISÃO»
Moçambique: Set1970 a Fev1974
Valter Duarte Pereira dos Santos,
Apontador da AML Panhard.
Mobilizado pela Região Militar de
Moçambique para servir Portugal
naquela
Província Ultramarina, no período de Setembro de
1970
a Fevereiro de 1974:

Escola de
Aplicação Militar de Moçambique (EAMM - Boane):
Recruta e especialidade:
± 6 meses
Esquadrão de
Cavalaria 1 (ECav1 - Macomia):
± 16 meses (actividade
operacional)
Centro de
Instrução de Vila Pery (CIVP):
± 19 meses.
5ªfeira: 15Jul1971 - itinerário Macomia > Chai
"Recordando":
depoimento de Valter Duarte Pereira dos Santos,
Moçambique 1970-1974; agora em Lamego
- «Estávamos
em meados do ano de 1971.
Era 4ª feira, a noite foi atribulada. O 'gringo',
alcunha do apontador de morteiro 60, tinha
retirado - da mochila do maqueiro -, álcool.
Entrou na caserna e disse: "Hoje é para matar...
".
Estava eu na minha cama, levantei a cabeça e
reparei que ele tinha uma arma G3. Desci da cama
e, assim que ele me virou as costas, deitei-lhe
as mãos à arma, retirei o carregador e
disse-lhe: "Gringo, somos camaradas e andamos
aqui pela mesma causa."
E o assunto ficou por aí.
De manhã, 8 horas, tudo pronto rumo ao Chai,
Antadora e Largo do Oasse: viaturas civis e
militares, mais de 30.
Tudo corria normalmente, já tínhamos passado a
ponte do rio Muacamula rumo ao Chai. De repente,
uma nuvem de fumo: todos ficámos em alerta
total: o que acontecera?
O pior estava para vir: uma mina anticarro,
reforçada com bomba de avião, dois mortos. Um
primeiro-cabo e um soldado, um Unimog desfeito.
Dois corpos completamente aos bocados, uma
cratera com mais de 10m².
(nota)
Era assim a guerra: onde se lutava, vencia-se e
morria-se.»
Elementos
cedidos por um
colaborador do portal UTW:
(nota):
Naquela época, encontrava-se o Esquadrão de
Cavalaria 1 da Região Militar de Moçambique
(ECav1/RMM) desde Setembro de 1970 aquartelado
em Macomia integrado no dispositivo do Batalhão
de Cavalaria 2923 (BCav2923).
Factos:
5ªfeira, dia 15 de Julho de 1971 - itinerário
Macomia > Chai, imediações da Ponte sobre o rio
Muacamula e antes de Moja. 4ª viatura Unimog
deflagra mina a/c reforçada, causando às NT duas
baixas mortais:
Fernando Alberto Costa e Silva (1º Cabo
mecânico-autorodas), e
Manuel Nazaré Alves Carneiro (soldado condutor),
ambos da Companhia de Artilharia 2763 (CArt2763)
(desde há 4 meses aquartelada no Chai e
integrada no dispositivo do Batalhão de
Cavalaria 2923 - BCav2923).
Fernando
Alberto Costa e Silva
Fernando
Alberto Costa e Silva, 1.º Cabo Mecânico
Auto-Rodas, n.º 15995569, natural da freguesia
de Paranhos, concelho do Porto, casado com
Emília Feliciana Pereira da Cunha e Silva, filho
de António Cardoso da Silva e de Elisiana de
Jesus Costa.
Mobilizado pelo Regimento de
Artilharia Pesada 2 (RAP2 - Vila Nova de Gaia)
para servir Portugal na Província Ultramarina de
Moçambique integrado na Companhia de Artilharia
2763 «BRAVOS E SEMPRE LEAIS».
Faleceu no dia 15 de Julho de
1971 vítima de ferimentos em combate.
Está sepultado no cemitério de
Fânzeres, concelho de Gondomar.
Manuel Nazaré
Alves Carneiro
Manuel
Nazaré Alves Carneiro, Soldado Condutor, n.º
18950669, natural da freguesia de Teixeira,
concelho de Baião, solteiro, filho de Celestino
Alves Carneiro e de Alzira de Nazaré.
Mobilizado pelo Regimento de
Artilharia Pesada 2 (RAP2 - Vila Nova de Gaia)
para servir Portugal na Província Ultramarina de
Moçambique integrado na Companhia de Artilharia
2763 «BRAVOS E SEMPRE LEAIS».
Faleceu no dia 15 de Julho de
1971 vítima de ferimentos em combate.
Está sepultado no cemitério da
freguesia da sua naturalidade.
Que as suas Almas descansem em
Paz



