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Isaías da
Conceição Constantino,
Furriel Mil. 'Comando', da 3.ªCCmds - Cruz de Guerra,
4.ª
classe
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HONRA E GLÓRIA |
Fontes:
5.º Volume, Tomo V, pág.s 201 e
202, da RHMCA / CECA / EME
7.º Volume, Tomo II, pág. 529, da RHMCA / CECA
/ EME
Jornal do Exército, ed. 134,
pág. 49, de Fev1971 |
Isaías da
Conceição Constantino
Furriel Mil.º de Infantaria 'Comando', n.º 04208364
3.ª
Companhia de Comandos
«A SORTE
PROTEGE OS AUDAZES»
Cruz de
Guerra, de 4.ª classe
Isaías da
Conceição Constantino, Furriel Mil.º de
Infantaria 'Comando', n.º 04208364, natural da
freguesia e concelho das Caldas da Rainha,
distrito de Leiria.
Mobilizado pelo
Regimento de Artilharia Ligeira 1
(RAL1 - Lisboa) para servir Portugal na
Província Ultramarina da Guiné integrado na
3.ª Companhia de Comandos
(nota), no
período de 30 de Junho de 1966 a 29 de
Abril de 1968.
Cruz de
Guerra, de 4.ª classe
Furriel
Miliciano de Infantaria 'Comando'
ISAÍAS DA CONCEIÇÃO CONSTANTINO
Transcrição
da Portaria publicada na OE n.º 20 — 3.ª
série, de 1968.
Por Portaria de 04 de Junho de 1968:
Manda o
Governo da República Portuguesa, pelo
Ministro do Exército, condecorar com a Cruz
de Guerra de 4.ª classe, ao abrigo dos
artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha
Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços
prestados em acções de combate na Província
da Guiné Portuguesa, o Furriel Miliciano de
Infantaria, Isaías da Conceição Constantino,
da 3.ª Companhia de Comandos - Regimento de
Artilharia Ligeira n.º 1.
Transcrição
do louvor que originou a condecoração.
(Publicado na OS n.º 18, de 02 de Maio de
1968, do QG/CTIG):
Louvado o
Furriel Miliciano, Comando (04208364),
Isaías da Conceição Constantino, da 3.ª
Companhia de Comandos, por, durante vinte e
dois meses de intensa actividade
operacional, ter demonstrado sempre elevadas
qualidades como combatente, apurada técnica,
capacidade de chefia, determinação no
cumprimento de todas as ordens dadas em
combate e muito entusiasmo, pois foi muitas
vezes voluntário mesmo para as missões mais
arriscadas.
O seu sangue-frio, coragem, decisão, serena
energia debaixo de fogo, espírito de
sacrifício, desprezo pela vida e pelo
perigo, evidenciaram-se sobejamente nas
operações "Garraio", "Zorba" e "Boa Bisca",
pois sempre indiferente ao fogo denso do
inimigo correu sobre ele a peito descoberto
e com nítido risco da própria vida,
perseguindo-o com tenacidade e revelando
sempre uma invulgar agressividade.
Na Operação "Valquíria", revelou ainda o
Furriel Comando Constantino, um espírito de
sacrifício e um raro sentido de missão e
responsabilidade, pois embora ferido com um
tiro no braço pediu para não ser evacuado,
por ter consciência do reduzido efectivo do
seu Grupo de Comandos, que foi sujeito a uma
forte emboscada nocturna. Patenteou, ainda,
durante toda a acção dessa operação, uma
invulgar serenidade.
É de destacar a sua nobre atitude na
operação "Bola de Fogo", pois embora
disciplinarmente punido com severidade,
ofereceu-se voluntariamente e cumpriu com
entusiasmo a delicada e difícil missão que
lhe foi confiada, dado que foi lançado
apenas com oito elementos numa zona em que o
inimigo é numeroso e aguerrido, onde
aguardou isolado cerca de trinta minutos
pela segunda vaga helitransportada.
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Jornal do
Exército, ed. 134, pág. 49, de Fevereiro de
1971
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3.ª Companhia
de Comandos
Identificação:
Regimento de
Artilharia Ligeira 1 (RAL 1 - Lisboa)
Capitão Mil.º
de Infantaria 'Comando' Álvaro Manuel Alves
Cardoso
Embarque em
24 de Junho de 1966; desembarque em 30 de
Junho de 1966
Embarque em
29 de Abril de 1968
Síntese da
Actividade Operacional
Após o
desembarque, instalou-se em Brá (Bissau),
onde inicialmente se dedicou à construção
dos alojamentos próprios e, simultaneamente,
a realizar uma instrução de aperfeiçoamento
e adaptação nas regiões de Prábis e Nhacra.
Em princípios de Agosto de 1966, iniciou a
fase de treino operacional, que incluiu a
realização de operações nas regiões de Nova
Sintra - Tite - Jabadá e Jugudul - Ponta
Bará e que culminou com a entrega das
insígnias de "comando" em 2 de Novembro de
1966.
Em virtude dos efectivos da subunidade se
terem sucessivamente reduzido devido ao
desgaste sofrido, foi formado novo pessoal
de recompletamento, com entrega das
insígnias em 28 de Março de 1967.
Com a sua sede em Bissau, como subunidade de
intervenção e reserva do Comando-Chefe,
actuou em diversas áreas com efectivos de 1
a 4 pelotões, algumas vezes por
helitransporte e em coordenação com a Força
Aérea, ou em situação de reforço a diversos
batalhões.
Efectuou diversas operações nas regiões de
Susana, Flaque Cibe (Jabadá), Bissilão (Tite),
Insumeté (Bula), Choquemone (Bula)
Catió-Cufar, Tiligi (Bula). Cabedú, Jol
(Teixeira Pinto), Oio (Mansabá), S.
Domingos, Locher (Mansoa), Poidom (Xime),
Canjambari, Bambadinca, Binar-Bula,
Salancaur (Guileje) e outras.
Pelos resultados obtidos e efectivos
envolvidos, destacam-se as operações
"Vodka", "Nortada", "Xerez", "Bom Sucesso",
"Yungfrau" e "Rolls-Royce", entre outras,
tendo capturado 4 metralhadoras pesadas, 2
metralhadoras ligeiras, 15
pistolas-metralhadora, 57 espingardas, 2
lança-granadas foguete e cerca de 9.000
munições de armas ligeiras.
A partir de 8
de Abril de 1968, cessou a sua actividade
operacional, a fim de aguardar o embarque de
regresso.
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