"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
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HONRA E GLÓRIA |
Fontes:
5.º Volume, Tomo III,
pág. 415, da RHMCA / CECA / EME
7.º Volume, Tomo II,
pág.s 253 a 255, da RHMCA / CECA / EME
8.º Volume, Tomo II,
Livro 1, pág. 63, da RHMCA / CECA / EME
Jornal do Exército, ed.
94, pág. 12 e 13, de Out1967
Imagens dos
distintivos do veterano
Carlos Coutinho
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João
Félix Pereira dos Santos
Soldado de
Cavalaria, Apontador de Morteiro, n.º
320/63
Companhia de Cavalaria 487
Batalhão de
Cavalaria 490
«SEMPRE
EM FRENTE»
Guiné:
22Jul1963 a 01Jun1964 (data do
falecimento)
Cruz de Guerra, de 2.ª classe
(Título póstumo)
Louvor Colectivo
João
Félix Pereira dos Santos, Soldado de
Cavalaria, Apontador de Morteiro,
n.º 320/63, nascido
no dia 12 de Janeiro de 1942, na
freguesia de Samora
Correia, concelho de Benavente,
filho de Fernando Félix dos Santos e
de Joaquina Ferreira, solteiro.

Mobilizado
pelo Regimento de Cavalaria 3 (RC3 –
Estremoz) «DRAGÕES DE OLIVENÇA» -
«…NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE»
para servir Portugal na
Província Ultramarina da Guiné;
No dia 17 de Julho de 1963, na Gare
Marítima da Rocha do Conde de
Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT
'Niassa', integrado na Companhia de
Cavalaria 487 (CCav487) do Batalhão
de Cavalaria 490 (BCav490) «SEMPRE
EM FRENTE», rumo ao estuário do
Geba, onde

desembarcou no dia 22 de
Julho de 1963;
A sua subunidade de cavalaria,
enquanto na função de intervenção,
foi empregada em diversas operações
nas regiões de Encheia, Fajonquito,
Bissorã e Marés, em
reforço
de outros batalhões e, integrada no
seu batalhão, na
na operação "Tridente";
em 11 de Março de 1964, seguiu para
Farim a fim de substituir a
Companhia de Artilharia 640
(CArt640) «LUTAR E VENCER» na função
de subunidade de intervenção e
reserva do sector, inicialmente na
dependência do Batalhão de Caçadores
512 (BCac512) «HONRA E GLÓRIA» e
depois do seu batalhão.
Faleceu no dia 1 de Junho de 1964 em
Farim, em consequência de ferimentos em
combate.
Tinha 22 anos de idade;
Está inumado na campa n.º 865, do
cemitério de Bissau (Guiné)
Paz à sua Alma
Louvor colectivo, publicado na Ordem
de Serviço n.º 14, do Comando
Militar da Guiné, de 16 de Fevereiro
de 1965 e na Revista da Cavalaria do
ano de 1965, pág. 150.
Louvado e condecorado, a título
póstumo, com a Medalha da Cruz de
Guerra de 2.ª classe, pela Portaria
de 4 de Outubro de 1966, publicada
na Ordem do Exército n.º 31 - 3.ª
série, de 1966 e no
Jornal do Exército, ed.
94, pág. 12 e 13, de Out1967
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Louvor Colectivo
BATALHÃO DE
CAVALARIA N.º 490
Ordem de
Serviço n.º 14 do Comando Militar da
Guiné,
de 16 de Fevereiro de 1965
Que, por despacho de 12 do corrente
e por proposta do Excelentíssimo
Comandante do Agrupamento n.º 16,
louva:
Batalhão de Cavalaria n.º 490
porque, encontrando-se na Província
há mais de 18 meses e tendo iniciado
a sua missão de quadrícula após um
período de intervenção nas regiões
mais afectadas pelo inimigo (Ilha do
Como e Morés), tem mantido uma
actividade operacional profícua a
custo dos próprios efectivos em
quadrícula, enfileirando sempre ao
lado de outras Unidades mais
modernas na Província.
Não obstante as alterações que tem
havido nos principais colaboradores
do Comando e no Comando das suas
Companhias orgânicas, tudo por força
de promoções ocorridas após o início
da sua Comissão de Serviço, e apesar
do elevado número de elementos
inoperacionais como consequência de
factores vários a que não são
estranhos os períodos vividos em
verdadeiro ambiente de
contra-guerrilha, tem o Batalhão de
Cavalaria n.º 490 sabido manter um
elevado espírito combativo que honra
a Arma de Cavalaria e o Exército.
Unidade dotada de elevado moral,
tem-no fortificado nos duros
momentos de luta já vividos e que
ficam a atestar o alto valor militar
de todos os seus componentes,
Oficiais, Sargentos e Praças,
irmanados como estão no mesmo
sentimento do Dever que os trouxe à
Guiné Portuguesa.
(in Revista
da Cavalaria do ano de 1965, pág.
150)
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Cruz de Guerra de 2.ª classe
(Título póstumo)
Soldado
de Cavalaria n.º 320/63
JOÃO FÉLIX PEREIRA DOS SANTOS
CCav487 - RC3
GUINÉ
2.ª CLASSE (Título póstumo)
Transcrição da Portaria publicada
na OE n.º 31 - 3.ª série, de 1966.
Por Portaria de 04 de Outubro de
1966:
Manda o Governo da República
Portuguesa, pelo Ministro do
Exército, condecorar com a Cruz de
Guerra de 2.ª classe, ao abrigo dos
artigos 9.º e 10.º do Regulamento da
Medalha Militar, de 28 de Maio de
1946, por serviços prestados em
acções de Combate na Província da
Guiné Portuguesa:
O Soldado n.º 320/63, João Félix
Pereira dos Santos, da Companhia de
Cavalaria n.º 487 / Batalhão de
Artilharia n.º 733 - Regimento de
Cavalaria n.º 3, a título póstumo.
Transcrição do louvor que
originou a condecoração:
(Por Portaria da mesma data,
publicada naquela OE):
Manda o Governo da República
Portuguesa, pelo Ministro do
Exército, adoptar para todos os
efeitos legais, o louvor conferido a
título póstumo, em Ordem de Serviço
n.º 57, de 07 de Julho de 1964, do
Comando Territorial Independente da
Guiné, ao Soldado n.º 320/63, João
Félix Pereira Santos, da Companhia
de Cavalaria nº 487, com a seguinte
redacção:
Porque, durante o tempo em que
serviu nesta Companhia, demonstrou
sempre extraordinário desembaraço,
excepcional eficiência em combate,
espírito de sacrifício e
camaradagem.
Quando da emboscada sofrida por esta
Companhia em 31 de Maio de 1964, na
estrada Farim-Jumbembem, não hesitou
em colocar o seu morteiro numa zona
descoberta, quando verificou que era
esta a única que lhe permitia bater
as posições inimigas.
Foi gravemente ferido quando,
indiferente ao perigo, cumpria
valorosamente a sua missão.
Pela valentia que várias vezes
demonstrou, pelo seu espírito alegre
e camarada, o Soldado n.º 320,
Santos, permanecerá para aqueles que
o conheceram como um símbolo
perfeito das virtudes do Soldado
português.
Ministério do Exército, 04 de
Outubro de 1966.
O Ministro do Exército, Joaquim da
Luz Cunha.
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Jornal do Exército, ed.
94, páp.s 12 e 13, de
Out1967
«CONDECORADO
COM A MEDALHA DA CRUZ DE GUERRA DE
2.ª CLASSE, O SOLDADO N.º 320/63
JOÃO FÉLIX PEREIRA SANTOS, PORQUE
DEMONSTROU SEMPRE EXTRAORDINÁRIO
DESEMBARAÇO, EXCEPCIONAL EFICIÊNCIA
EM COMBATE, ESPÍRITO DE SACRIFÍCIO E
CAMARADAGEM.
QUANDO DA EMBOSCADA SOFRIDA PELA SUA
COMPANHIA EM 31 DE MAIO DE 1964, NA
ESTRADA FARIM-JUBEMBEM, NÃO HESITOU
EM COLOCAR O SEU MORTEIRO NUMA ZONA
DESCOBERTA, QUANDO VERIFICOU QUE ERA
ESTA A ÚNICA QUE LHE PERMITIA BATER
AS POSIÇÕES INIMIGAS.
FOI GRAVEMENTE FERIDO QUANDO,
INDIFERENTE AO PERIGO, CUMPRIU
VALOROSAMENTE A SUA MISSÃO. PELA
VALENTIA QUE VÁRIAS VEZES
DEMONSTROU, PELO SEU ESPÍRITO ALEGRE
E CAMARADA, O SOLDADO N.º 320/63
PERMANECERÁ PARA AQUELES QUE O
CONHECERAM COMO UM SÍMBOLO PERFEITO
DAS VIRTUDES DO SOLDADO PORTUGUÊS.»


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Notícia da despedida e partida para o Ultramar do
Batalhão de Cavalaria
