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Condecorações

João Manuel de Sousa Laranjeira Lima, Tenente Mil.º Pára-Quedista, da 1ªCCP/BCP21

 

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação

do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"
 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

 

HONRA E GLÓRIA

Elementos cedidos por um colaborador do portal UTW,

e

pelo PQ Pedro Castanheira

Fotos do arquivo do SMor PQ Serrano Rosa

 

 

João Manuel de Sousa Laranjeira Lima

 

Tenente Mil.º Pára-Quedista

 

 

Guiné: 1968 a 1969:


Comandante do 3.º Pelotão da


Companhia de Caçadores Pára-Quedistas 121


Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12 (BCP12) «UNIDADE E LUTA»


Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné «ESFORÇO E VALOR»
 

Angola: Ago1972 a 23Out1972 (data do falecimento)
 

 

Comandante do 2.º Pelotão da
 

2.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas
 

Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS»
 

2.ª Região Aérea «FIDELIDADE E GRANDEZA»;

 

Cruz de Guerra de 4.ª classe

 

Louvor Individual

 

João Manuel de Sousa Laranjeira Lima, Tenente Mil.º Pára-Quedista, nascido no dia 31 de Julho de 1947, na freguesia urbana de São Gonçalo, concelho Amarante;


Em 10 de Novembro de 1967, conclui no Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP – Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM» o 43.º curso de pára-quedismo sendo-lhe concedido o brevet n.º 5295;

 


Em 1968 promovido a Alferes Miliciano e mobilizado para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné, embarca em Lisboa com destino a Bissau a fim de comandar o 3.º Pelotão da Companhia de Caçadores Pára-Quedistas 121 (CCP121) do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12 (BCP12) «UNIDADE E LUTA» da Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné (ZACVG) «ESFORÇO E VALOR»;


A equipar para sessão de saltos em pára-quedas

 

 

 

 

Em Julho de 1969 regressa à Metrópole;


Em 05 de Agosto de 1970, passa à situação de disponibilidade;


Louvado por feitos em combate no teatro de operações da Guiné, pelo Comandante da Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné, publicado na Ordem de Serviço n.º 291 do Comando da Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné / Base Aérea n.º 12 (BA12), de 16 de Dezembro de 1970;


Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 4.ª classe, por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné de 08 de Dezembro de 1970:


Alferes Miliciano Pára-quedista
JOÃO MANUEL DE SOUSA LARANJEIRA LIMA


Medalha da Cruz de Guerra de 4ª Classe


Por despacho do Comando Chefe das Forças Armadas da Guiné (CCFAG) de 8 de Dezembro de 1970


O comandante da Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné (ZACVG) louva.


Pelos serviços prestados no Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas n.º 12 onde durante 18 meses comandou um grupo de Combate e tomou parte em mais de duas dezenas de operações, algumas delas de longa duração, contribuindo de forma relevante para os resultados obtidos pelas Tropas Pára-Quedistas no Teatro de Operações da Guiné.


Oficial muito entusiasta, rapidamente se integrou no espírito de missão e camaradagem da sua Companhia e demonstrou possuir qualidades militares de coragem, ousadia, bravura e serena decisão nas mais difíceis situações, conquistando pelo exemplo os homens sob seu comando aos quais se impôs como chefe incontestado.


A sua actuação em combate mereceu sempre dos seus camaradas as melhores referências e foi individualmente citado no Relatório da Operação “NEPTUNO” realizada numa zona onde o inimigo se vinha revelando minado e audaz.


Seguia integrado na vaga de assalto quando o inimigo flagelou a área da colocação, o que motivou a dispersão das equipas de assalto. Dando provas de sangue-frio, coragem e capacidade de comando, avançou decididamente para a orla da mata, onde se acoitava elementos inimigos fortemente armados, e depois de uma primeira reação que provocou ao inimigo algumas baixas, organizou imediatamente a segurança e já com Grupo de Combate reunido, conduziu o assalto ao objectivo pondo o inimido em debanda com baixas muito significativas e a apreensão de armamento do qual se destaca um L.G. F. (Lança-Granada Foguete) e um R.P.G. 7 (Granada Lançada por Foguete 7). À agressividade e ousadia com que foi conduzida a reação se ficou a dever o êxito da missão e o facto de as Nossas Tropas não haverem sofrido baixas.


Aliando às qualidades de combatente já mencionadas, um conhecimento perfeito dos seus homens, o Alferes Mil.º Pára-Quedista LANRANJEIRA LIMA, revelou-se um chefe que granjeou a amizade de todos que com ele serviram.


Os actos por si praticados em campanha, demonstrativos de coragem, bravura e consciente risco de vida, merecem público louvor e o reconhecimento das Forças Armadas que soube dignificar em elevado grau.


Em 29 de Março de 1971, tendo-lhe sido deferido requerimento para voltar às fileiras das tropas pára-quedistas, apresenta-se no Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP – Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM»;


Em Agosto de 1972, promovido a Tenente Miliciano Pára-Quedista e tendo sido mobilizado para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, embarca em Lisboa com destino a Luanda a fim de comandar o 2.º Pelotão da 2.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas (2ªCCP) do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS», da 2.ª Região Aérea (2ªRA) «FIDELIDADE E GRANDEZA»;


No dia 23 de Outubro de 1972, aquando do desenvolvimento da Operação “Crocodilo/I” (NOTA) na Mata Vamba (na região dos Rios Vamba e Cabala a Sudoeste da Fazenda Quinzala, no subsector de Zala no noroeste do território), morre pelas 15H45 em consequência de graves ferimentos adquiridos por inopinada deflagração de uma das suas granadas-de-mão e ficou ferido o Furriel Pára-Quedista Caeiro;


Tinha 25 anos de idade;


Paz à sua Alma

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NOTA:

 

Operação “Crocodilo/I” - Relatório de Operações 09/72 do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 - decorreu no período de 22 a 25 de Outubro de 1972, na Mata Vamba (na região dos Rios Vamba e Cabala a Sudoeste da Fazenda Quinzala, no subsector de Zala no noroeste do território), comandada pelo Major Pára-Quedista François Martins, constituída por 2 Grupos de Combate da 2.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas, comandada pelo Capitão Pára-Quedista Augusto Martins.

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Está inumado no cemitério paroquial da freguesia de São Gonçalo, concelho de Amarante:

 

 

 

Em sua homenagem, o município de Amarante atribuiu-lhe a toponímia de um arruamento na cidade:

 

 

 

 


 

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