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Condecorações

João Ovídio Rodrigues, Capitão 'Comando': Cruzes de Guerra de 1.ª e 2.ª classes

 

 

HONRA E GLÓRIA

e

Nota de óbito

Fontes:

5.º Volume, Tomo VI, pág.s 55 e 56, da RHMCA / CECA/ EME

5.º Volume, Tomo VII, pág.s 360 e 361, da RHMCA / CECA /EME

7.ºVolume, Tomo II, pág. 529, da RHMCA / CECA / EME

Elementos cedidos por um colaborador do portal UTW

Imagens dos distintivos de Carlos Coutinho 

 

Faleceu, no dia 5 de Abril de 2020, o veterano

 

 

João Ovídio Rodrigues

 

Capitão 'Comando'

 

Guiné:

 

3.ª Companhia de Comandos

 

Angola: Comandante da

 

24.ª Companhia de Comandos

 

«A SORTE PROTEGE OS AUDAZES»

 

Cruzes de Guerra de 1.ª e 2.ª classes

 

A sua Alma repousa em Paz

 

 

Cruz de Guerra de 1.ª classe

 

 

 

Tenente de Infantaria, Comando
JOÃO OVÍDIO RODRIGUES
 

3.ªCCmds - RAL1
GUINÉ
 

1.ª CLASSE


Transcrição da Portaria publicada na OE n.º 2 - 2.ª série, de 1970.
Por Portaria de 02 de Dezembro de 1969:


Condecorado com a Cruz de Guerra de 1.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província da Guiné Portuguesa, o Tenente de Infantaria, João Ovídio Rodrigues, da 3.ª Companhia de Comandos - Regimento de Artilharia Ligeira n.º 1.
 

Transcrição do louvor que originou a condecoração.

(Por Portaria da mesma data, publicada naquela OE):


Louvado o Tenente de Infantaria, Comando, João Ovídio Rodrigues, por, durante vinte e dois meses de contínua e intensa actividade operacional, ter demonstrado sempre nobres virtudes e qualidades que caracterizam a grandeza do verdadeiro militar.


Oficial de excepção, pelas suas qualidades de arrojo, rara decisão, sentido de oportunidade em combate e abnegação, vive com firmeza, consciência profissional, lealdade e dedicação, totalmente devotado à profissão das armas.


Chamado por três vezes ao comando interino da Companhia de Comandos, sempre desempenhou essas funções com valor, equidade, bom senso, esclarecida competência profissional, forte consciência do dever e da disciplina, sem se desviar das linhas gerais de conduta anteriormente estabelecidas, demonstrando inequivocamente a sua capacidade de chefia no posto imediato.


Dotado de uma invulgar personalidade militar e moral, conseguiu, facilmente, o contacto directo e construtivo com os seus subordinados, a quem transmitiu, com generosidade e competência, todas as suas qualidades e virtudes que exemplificou em actos de valentia frente ao inimigo. O seu entusiasmo e voluntariado consciente - que abrangeu a quase totalidade das operações da sua Companhia - dinamismo e apurada técnica de combate, fizeram do seu Grupo de Comandos, mercê de um trabalho profundo, paciente, inteligente e diário de instrução e mentalização, um todo homogéneo, exuberantemente agressivo e aguerrido, de elevado moral e com um espírito de corpo raro e diferenciado na camaradagem, interajuda, solidariedade e execução em combate.


O seu sangue-frio e excepcional coragem física e moral, a sua imediata capacidade de percepção e controlo da situação, ficaram bem comprovados na operação "Garraio", pois, como é característico da sua agressividade e determinação, procurou com tenacidade e persistência o inimigo, e quando este se denunciou - denúncia imposta pela técnica, flexibilidade, rapidez, precisão e extraordinário aproveitamento do terreno do seu grupo de comandos -, abriu intenso fogo de armas automáticas. Apesar da flagrante superioridade numérica e nítida vantagem no terreno, do inimigo, dado que estava emboscado, o Tenente Rodrigues, com total desprezo pelo perigo e com eminente risco de vida, correu a peito descoberto sobre os elementos inimigos e, fazendo uso de granadas de mão, obrigou-os a debandar, havendo captura de armamento automático e mortos confirmados.


Ainda nas operações "Zorba", "Boa Bisca" e "Johnnie Walker", o Tenente Comando, Rodrigues, patenteou, mais uma vez, decisão, coragem e serena energia debaixo de fogo, pois foi sempre dos primeiros a lançar-se, com evidente risco da própria vida, debaixo de fogo concentrado do adversário, sobre um inimigo instalado.


É, pelas suas qualidades e virtudes militares, exuberantemente postas em relevo em todas as missões de combate que sempre, e integralmente, cumpriu, que o Tenente Comando, Rodrigues deve ser apontado entre os que abnegadamente acrescentaram glória e prestígio à Pátria e ao Exército.

 

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3.ª Companhia de Comandos

 

Identificação:

3.ªCCmds

 

Unidade Mobilizadora:

Regimento de Artilharia Ligeira 1 (RAL1 - Lisboa)

 

Comandante:

Capitão Mil.º Infantaria 'Comando' Álvaro Manuel Alves Cardoso

 

Partida:

Embarque em 24 de Junho de 1966; desembarque em 30 de Junho de 1966

 

Regresso:

Embarque em 29 de Abril de 1968

 

Síntese da Actividade Operacional

Após o desembarque, instalou-se em Brá (Bissau), onde inicialmente se dedicou à construção dos alojamentos próprios e, simultaneamente, a realizar uma instrução de aperfeiçoamento e adaptação nas regiões de Prábis e Nhacra.

 

Em princípios de Agosto 1966, iniciou a fase de treino operacional, que incluiu a realização de operações nas regiões de Nova Sintra-Tite-Jabadá e Jugudul-Ponta Bará e que culminou com a entrega das insígnias de "comando" em 2 de Novembro de 1966.

 

Em virtude dos efectivos da subunidade se terem sucessivamente reduzido devido ao desgaste sofrido, foi formado novo pessoal de recompletamento, com entrega das insígnias em 28 de Março de 1967.

 

Com a sua sede em Bissau, como subunidade de intervenção e reserva do Comando-Chefe, actuou em diversas áreas com efectivos de 1 a 4 pelotões, algumas vezes por helitransporte e em coordenação com a Força Aérea, ou em situação de reforço a diversos batalhões.

 

Efectuou diversas operações nas regiões de Susana, Flaque Cibe (Jabadá), Bissilão (Tite), Insumeté (Bula), Choquemone (Bula) Catió-Cufar, Tiligi (Bula). Cabedú, Jol (Teixeira Pinto), Oio (Mansabá), S. Domingos, Locher (Mansoa), Poidom (Xime), Canjambari, Bambadinca, Binar-Bula, Salancaur (Guileje) e outras.

 

Pelos resultados obtidos e efectivos envolvidos, destacam-se as operações "Vodka", "Nortada", "Xerez", "Bom Sucesso", "Yungfrau" e "Rolls-Royce", entre outras, tendo capturado 4 metralhadoras pesadas, 2 metralhadoras ligeiras, 15 pistolas-metralhadora, 57 espingardas, 2 lança-granadas foguete e cerca de 9.000 munições de armas ligeiras.

 

A partir de 8 de Abril de 1968, cessou a sua actividade operacional, a fim de aguardar o embarque de regresso.

 

 

 

 

 

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