.

 

Início O Autor História A Viagem Moçambique Livros Notícias Procura Encontros Imagens Mailing List Ligações Mapa do Site

Share |

Brasões, Guiões e Crachás

Siga-nos

 

Fórum UTW

Pesquisar no portal UTM

Condecorações

Joaquim Maria Correia Mourato, Soldado de Cavalaria, da CCav1617: Cruz de Guerra de 4.ª classe

 

  "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

Fontes:

5.º Volume, Tomo V, pág. 203, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo I, pág.s 497 e 498, da RHMCA / CECA / EME

Jornal do Exército, ed. 137, pág. 49, de Maio de 1971

Imagens dos distintivos cedidas por Carlos Coutinho

 

 

Joaquim Maria Correia Mourato

 

Soldado de Cavalaria, n.º 07530666

 

Companhia de Cavalaria 1617

 

Batalhão de Cavalaria 1897

 

Guiné:

04Nov1966 a 02Ago1968

 

Cruz de Guerra de 4.ª classe

 

Louvor Individual

 

2 Louvores Colectivos

 

Joaquim Maria Correia Mourato, Soldado Atirador de Cavalaria, n.º 07530666, natural da freguesia de Nossa Senhora da Graça, concelho de Nisa, distrito de Portalegre;


RC3-2Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 3 (RC3 – Estremoz) «DRAGÕES DE OLIVENÇA» - «…NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE» para servir Portugal na CCav1617Província Ultramarina da Guiné;


No dia 29 de Outubro de 1966, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou num navio de transporte de tropas, integrado na Companhia de Cavalaria 1617 do Batalhão de Cavalaria 1897, rumo ao estuário do Geba BCav1897(Bissau), onde desembarcou no dia 4 de Novembro de 1966;


A sua subunidade de cavalaria, comandada pelo Capitão de Cavalaria Augusto Torres Mendes, seguiu BCac1857em 16 de Novembro de 1966 para o sector de Mansoa, a fim de efectuar a adaptação operacional, sob a orientação do Batalhão de Caçadores 1857 (BCac1857) «TRAÇAMOS CCac1588-1-BCac1894A VITÓRIA» e substituiu, a partir de 26 de Novembro de 1966, a Companhia de Caçadores 1588 (CCac1588) do Batalhão de Caçadores 1894 (BCac1894) «NON NOBIS» - «JUSTOS E BCac1894FORTES» na segurança e protecção dos trabalhos da estrada Mansoa - Mansabá, com o seu CCac1421estacionamento em Cutia; passou depois á dependência do seu batalhão; rm 4 de Abril de 1967, foi substituída em Cutia pela Companhia de Caçadores 1421 (CCac1421) do Batalhão de Caçadores 1857 (BCac1857) CCac1419«TRAÇAMOS A VITÓRIA» e seguiu para a zona Sul a fim BCac1857de tomar parte na operação “Tabiola"; em 26 de Abril de 1967, assumiu a responsabilidade do subsector de Mansabá, onde rendeu a Companhia de Caçadores 1419 (CCac1419) «OS FACAS» do Batalhão de Caçadores 1857 (BCac1857) «TRAÇAMOS A CCav1749VITÓRIA», ficando integrada no dispositivo e manobra CCac1589do seu batalhão; em 8 de Maio de 1968 foi rendida no subsector de Mansabá pela Companhia de Cavalaria 1749 (CCav1749) «SAÚDE – SABER – SORTE» - OS DUROS» e seguiu, por fracções, para Bissau a fim de substituir a BCac1894Companhia de Caçadores 1589 (CCac1589) do Batalhão de Caçadores 1894 (BCac1894) «NON NOBIS» - BCac2834«JUSTOS E FORTES», a partir de 16 de Maio de 1968, no dispositivo de segurança e protecção das instalações e das populações da área sob responsabilidade do Batalhão de Caçadores 2834 (BCac2834) «JUNTOS VENCEREMOS» - «PARA VENCER, CONVENCER» e BCac1911depois do Batalhão de Caçadores 1911 (BCac1911) «CORAGEM E HUMANIDADE» e onde se CArt160manteve até ao seu embarque de regresso, vindo a ser substituída pela Companhia de Artilharia 1660 (CArt1660) «SERPENTES DE ÓIO»;


Louvado por feitos em combate no teatro de operações da Guiné, publicado na Ordem de Serviço n.º 25, de 14 de Dezembro de 1967, do
Quartel General do Comando Territorial Independente da Guiné e na Revista da Cavalaria do ano de 1968, página 124;

 

Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 4.ª classe, publicado na Ordem e Serviço n.º 25, de 14 de Dezembro de 1967, do Quartel General do Comando Territorial Independente da Guiné e na Ordem do Exército n.º 7 - 3.ª série, de 10 de Março de 1968.


Louvor Colectivo – Batalhão de Cavalaria 1897 – publicado na Ordem de Serviço n.º 16, de 18 de Abril de 1968 do Comando Territorial Independente da Guiné e na Revista da Cavalaria do ano de 1968, páginas 156 e 157;


Louvor Colectivo – Companhia de Cavalaria 1617 - despacho do Comandante de Agrupamento n.º 2951, publicado na Revista da Cavalaria do ano de 1968, páginas 161 e 162;


No dia 2 de Agosto de 1968, embarcou no NTT ‘Uíge’ de regresso à Metrópole, onde desembarcou no dia 8 de Junho de 1968.

 

Cruz de Guerra de 4.ª classe

 

 

Soldado de Cavalaria, n.º 07530666
JOAQUIM MARIA CORREIA MOURATO
 

CCav1617/BCav1897 — RC3
GUINÉ
 

4.ª CLASSE


Transcrição do Despacho publicado na OE n.º 7 — 3.ª série de 1968.


Agraciado com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, nos termos do art.º 12.º do Regulamento da Medalha Militar, promulgado pelo Decreto n.º 35 667, de 28 de Maio de 1946, por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, de 8 de Fevereiro de 1968:


O Soldado n.º 07530666, Joaquim Maria Correia Mourato, da Companhia de Cavalaria n.º 1617 do Batalhão de Cavalaria n.º 1897 - Regimento de Cavalaria n.º 3.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado na OS n.º 25, de 14 de Dezembro de 1967, do Quartel General do Comando Territorial Independente da Guiné (QG/CTIG):


Louvo o Soldado n.º 07530666, Joaquim Maria Correia Mourato, da Companhia de Cavalaria n.º 1617 do Batalhão de Cavalaria n.º 1897 - Regimento de Cavalaria n.º 3, porque em todas as acções de combate tem demonstrado invulgares qualidades de coragem, espírito de sacrifício, entusiasmo e sangue frio.


Nas situações de maior perigo sempre se tem havido de modo a causar a admiração dos seus superiores e camaradas, pois nunca foi visto, mesmo debaixo de fogo mais nutrido, a procurar abrigar-se. Sempre em pé, transmitindo ânimo, localizando as posições inimigas e aconselhando os seus camaradas, tem sido um elemento muito válido nos momentos de combate mais aguerrido.


De registar a sua atitude no decorrer da operação "Fabíola" em que, na exploração do sucesso, tendo avistado a grande distância alguns terroristas armados, em fuga, instantaneamente, entregou parte do seu equipamento a um camarada para se sentir mais aliviado e se lançou em corrida veloz sobre eles, através do capim altíssimo e denso, movendo-lhes perseguição aturada.


Na operação "Efusão III" em que tendo sido ferido com certa gravidade o guia nativo, debaixo de fogo, demonstrando igualmente uma humanidade e gratidão excepcionais, lhe prestou os primeiros socorros, sem se impressionar com o que se passava à sua volta.
Este Soldado, aprumado, correcto e leal, é um exemplo constante que muito prestigia e honra a Unidade a que pertence.

 

------------------------------------------------------------------

 

Jornal do Exército, ed. 137, pág. 49, de Maio de 1971

 

SOLDADO JOAQUIM MARIA CORREIA MOURATO
MEDALHA DA CRUZ DE GUERRA DE 4.ª CLASSE

O soldado Joaquim Maria Correia Mourato foi condecorado com a medalha da Cruz de Guerra de 4.ª classe «pelas invulgares qualidades de coragem, entusiasmo e sangue-frio que sempre revelou na Guiné.


Nas situações de maior perigo causou o espanto e admiração dos seus superiores e camaradas, nunca sendo visto a procurar abrigar-se, mesmo debaixo do mais nutrido fogo.


É de registar a sua atitude no decorrer de uma operação em que, na exploração do sucesso, tendo avistado a grande distância alguns terroristas em fuga, se lançou sobre eles, movendo-lhes perseguição aturada.


Numa outra operação, tendo saído ferido o guia nativo, prestou-lhe os primeiros socorros debaixo de fogo sem se impressionar com o que se passava à sua volta
».
 

------------------------------------------------------------------

 

 

 

 

© UTW online desde 30Mar2006

Traffic Rank

Portal do UTW: Criado e mantido por um grupo de Antigos Combatentes da Guerra do Ultramar

Voltar ao Topo