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Condecorações

Jonas Marcolino Samuacuanha, Soldado de Infantaria, do BC13/RMA: Cruz de Guerra de 4.ª classe

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação

do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"
 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

Fontes:

5.º Volume, Tomo V, pág. 204, da RHMCA / CECA / EME

8.º Volume, Tomo I, Livro 1, pág. 621, da RHMCA / CECA / EME

Jornal do Exército, ed. 123, pág. 25, de Mar1970

Elementos cedidos por um colaborador do portal UTW

Imagens dos distintivos de Carlos Coutinho

 

Jonas Marcolino Samuacuanha

 

Soldado de Infantaria, n.º 1/67

 

Batalhão de Caçadores 13 da Região Militar de Angola

 

«QUERER CUMPRIR»
 

Cruz de Guerra, de 4.ª classe

 

Jonas Marcolino Samuacuanha, Soldado de Infantaria, n.º 1/67, natural da freguesia de Lépi, concelho de Longonjo, Angola.


Incorporado no Regimento de Infantaria 21, da Região Militar de Angola e colocado no Batalhão de Caçadores 13, em 6 de Março de 1967


Mobilizado para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola integrado no Batalhão de Caçadores 13 «QUERER CUMPRIR».


Em 1968 foi agraciado com a Cruz de Guerra de 4.ª classe por relevantes feitos em combate no teatro-de-operações de Angola.
 

Cruz de Guerra, de 4.ª classe

 

 

Soldado de Infantaria, n.º 1/67
JONAS MARCOLINO SAMUACUANHA
 

BC13 - RMA
ANGOLA
 

4.ª CLASSE
 

Transcrição do Despacho publicado na OE n.º 20 - 3.ª série, de 1968.
 

Agraciado com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, nos termos do artigo 12.º do Regulamento da Medalha Militar, promulgado pelo Decreto n.º 35 667, de 28 de Maio de 1946, por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Angola, de 18 de Maio último, o Soldado n.º 1/67, Jonas Marcolino Samuacuanha, do Batalhão de Caçadores n.º 13.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Publicado na OS n.º 34, de 26 de Abril de 1968, do Quartel General da Região militar de Angola (QG/RMA):


Louvado o Soldado n.º 1/67, Jonas Marcolino Samuacuanha, do Destacamento do Batalhão de Caçadores 13 (BC13), pela forma como durante uma operação realizada na ZIL (Zona Intervenção Leste), se comportou frente ao inimigo, quando o Grupo de Combate de que fazia parte sofreu uma emboscada, de que resultou ter sido morto (nota) um dos seus camaradas.


Após a reacção imediata das nossas tropas, o Soldado Jonas Samuacuanha, lançou-se em perseguição do inimigo em fuga, depois de ter esgotado dois carregadores da sua arma, que se encravou, pelo que, voltando imediatamente atrás e pegando na arma de um seu camarada ferido, tornou a embrenhar-se na mata à frente dos seus camaradas até cerca de 1.500 metros, sendo necessário o Comandante do referido Grupo de Combate mandar que regressasse, pois de contrário e por sua própria vontade, teria continuado sozinho a perseguição do inimigo.


Com a sua acção, o Soldado Samuacuanha demonstrou um desprezo total pelo perigo e pela vida, a par de uma grande determinação, coragem inexcedível e sangue frio debaixo do fogo inimigo, além de uma noção exacta dos seus deveres militares, pelo que deve ser apontado como exemplo de combatente digno e pundonoroso.

 

(nota):

 

Ocorrência:

Na 3ªfeira, dia 3 de Outubro de 1967 um grupo de 'Flechas', apoiado pelo destacamento da Companhia de Comando e Serviços do Batalhão de Caçadores 13 (CCS/BCac13) aquartelado no Munhango, quando em patrulha a sul do Luando foi alvo de emboscada que causou a morte do soldado básico nº 15/67 João José, natural de Nanquanza (Saurimo), o qual veio a ser inumado no talhão militar do cemitério novo da cidade do Luso.

 


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Jornal do Exército, ed. 123, pág. 25, de Mar1970

 

SOLDADO JONAS MARCOLINO SAMUACUANHA
MEDALHA DA CRUZ DE GUERRA DE 4.ª CLASSE


«Foi condecorado com a Medalha da Cruz de Guerra de 4.ª Classe, o soldado Jonas Marcolino Samuacuanha, natural da Província de Angola, pela forma como se comportou frente ao inimigo numa operação em que o seu grupo de combate sofreu uma emboscada, do que resultou ter sido morto um dos seus camaradas.


Reagindo à emboscada, lançou-se em perseguição do inimigo em fuga, procurando alvejá-lo.


Ao fim de alguns tiros, a arma encravou-se-lhe, pelo que voltou atrás, lançou mão da arma de um camarada ferido e tornou a embrenhar-se no mato à frente dos outros camaradas. Com tal desprezo pela vida, chegou a destacar-se cerca de 1500 metros, sendo necessário o comandante do grupo de combate aconselhá-lo a voltar, pois, pelo contrário e, por sua vontade, continuaria sozinho a perseguição.
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