
Jonas
Marcolino Samuacuanha
Soldado de Infantaria, n.º 1/67
Batalhão de
Caçadores 13 da Região Militar de
Angola
«QUERER CUMPRIR»
Cruz de Guerra, de 4.ª classe
Jonas
Marcolino Samuacuanha, Soldado de
Infantaria, n.º 1/67, natural da
freguesia de Lépi, concelho de
Longonjo, Angola.
Incorporado
no Regimento de Infantaria 21, da
Região Militar de Angola e colocado
no Batalhão de Caçadores 13, em 6 de
Março de 1967
Mobilizado para servir Portugal na
Província Ultramarina de Angola
integrado no Batalhão de Caçadores
13 «QUERER CUMPRIR».
Em 1968 foi agraciado com a Cruz de
Guerra de 4.ª classe por relevantes
feitos em combate no
teatro-de-operações de Angola.
Cruz de Guerra, de 4.ª classe
Soldado
de Infantaria, n.º 1/67
JONAS MARCOLINO SAMUACUANHA
BC13 - RMA
ANGOLA
4.ª CLASSE
Transcrição do Despacho publicado
na OE n.º 20 - 3.ª série, de 1968.
Agraciado com a Cruz de Guerra de
4.ª classe, nos termos do artigo
12.º do Regulamento da Medalha
Militar, promulgado pelo Decreto n.º
35 667, de 28 de Maio de 1946, por
despacho do Comandante-Chefe das
Forças Armadas de Angola, de 18 de
Maio último, o Soldado n.º 1/67,
Jonas Marcolino Samuacuanha, do
Batalhão de Caçadores n.º 13.
Transcrição do louvor que
originou a condecoração.
(Publicado na OS n.º 34, de 26 de
Abril de 1968, do Quartel General da
Região militar de Angola (QG/RMA):
Louvado o Soldado n.º 1/67, Jonas
Marcolino Samuacuanha, do
Destacamento do Batalhão de
Caçadores 13 (BC13), pela forma como
durante uma operação realizada na
ZIL (Zona Intervenção Leste), se
comportou frente ao inimigo, quando
o Grupo de Combate de que fazia
parte sofreu uma emboscada, de que
resultou ter sido morto
(nota)
um dos seus camaradas.
Após a reacção imediata das nossas
tropas, o Soldado Jonas Samuacuanha,
lançou-se em perseguição do inimigo
em fuga, depois de ter esgotado dois
carregadores da sua arma, que se
encravou, pelo que, voltando
imediatamente atrás e pegando na
arma de um seu camarada ferido,
tornou a embrenhar-se na mata à
frente dos seus camaradas até cerca
de 1.500 metros, sendo necessário o
Comandante do referido Grupo de
Combate mandar que regressasse, pois
de contrário e por sua própria
vontade, teria continuado sozinho a
perseguição do inimigo.
Com a sua acção, o Soldado
Samuacuanha demonstrou um desprezo
total pelo perigo e pela vida, a par
de uma grande determinação, coragem
inexcedível e sangue frio debaixo do
fogo inimigo, além de uma noção
exacta dos seus deveres militares,
pelo que deve ser apontado como
exemplo de combatente digno e
pundonoroso.
(nota):

Ocorrência:
Na 3ªfeira, dia 3 de Outubro de 1967
um grupo de 'Flechas', apoiado pelo
destacamento da Companhia de Comando
e Serviços do Batalhão de Caçadores
13 (CCS/BCac13) aquartelado no
Munhango, quando em patrulha a sul
do Luando foi alvo de emboscada que
causou a morte do soldado básico nº
15/67 João José, natural de
Nanquanza (Saurimo), o qual veio a
ser inumado no talhão militar do
cemitério novo da cidade do Luso.
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Jornal do Exército, ed. 123,
pág. 25, de Mar1970
SOLDADO JONAS MARCOLINO
SAMUACUANHA
MEDALHA DA CRUZ DE GUERRA DE 4.ª
CLASSE
«Foi condecorado com a Medalha da
Cruz de Guerra de 4.ª Classe, o
soldado Jonas Marcolino Samuacuanha,
natural da Província de Angola, pela
forma como se comportou frente ao
inimigo numa operação em que o seu
grupo de combate sofreu uma
emboscada, do que resultou ter sido
morto um dos seus camaradas.
Reagindo à emboscada, lançou-se em
perseguição do inimigo em fuga,
procurando alvejá-lo.
Ao fim de alguns tiros, a arma
encravou-se-lhe, pelo que voltou
atrás, lançou mão da arma de um
camarada ferido e tornou a
embrenhar-se no mato à frente dos
outros camaradas. Com tal desprezo
pela vida, chegou a destacar-se
cerca de 1500 metros, sendo
necessário o comandante do grupo de
combate aconselhá-lo a voltar, pois,
pelo contrário e, por sua vontade,
continuaria sozinho a perseguição.»

