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Condecorações

Jorge Manuel Ribeiro de Aragão, Alferes Mil.º de Cavalaria, cmdt. de pelotão da CCav394/BCav399

 

  "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA  

 

 

CG-3-Classe-350Jorge-Manuel-Ribeiro-de-Arag-o-350Jorge Manuel Ribeiro de Aragão

 

Alferes Mil.º de Cavalaria

 

Comandante de pelotão da

 

Companhia de Cavalaria 394

 

Batalhão de Cavalaria 399

«... NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE»

 

Angola: 17Dez1962 a 23Fev1965

 

Cruz de Guerra de 3.ª classe

 

Louvor Individual e Colectivo

 

Jorge Manuel Ribeiro de Aragão, Alferes Mil.º de Cavalaria;


RC3-2Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 3 (RC3 – Estremoz) «DRAGÕES DE OLIVENÇA» - «…NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE» para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola;


No dia 5 de Dezembro de 1962, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no CCav394-280
NTT ‘Uíge’, como comandante de pelotão da Companhia de Cavalaria 394 (CCav394) do Batalhão de Cavalaria 399 (BCav399) «…NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE», rumo ao porto BCav399-6de Luanda, onde desembarcou no dia 17 de Dezembro de 1962;


A sua subunidade de cavalaria, após curta permanência no Grafanil, seguiu para Quixico; em 29 de Agosto de 1963 foi transferida para Vila General Machado; em Março de 1964 foi colocada em Cangamba; em Maio de 1964 regressou a Vila General Machado; em Fevereiro de 1965, recolheu a Luanda a fim de efectuar o embarque de regresso;


Louvado por feitos em combate no teatro de operações de Angola, publicado Ordem de Serviço n.º 59, de 12 de Julho de 1963, do Quartel General da Região Militar de Angola, e na Revista da Cavalaria do ano de 1963, páginas 92 e 93;


CG-3-Classe-350Louvor Colectivo – Batalhão de Cavalaria 399 – publicado no artigo 2.º da Ordem de Serviço n.º 59, do Comando da Região Militar de Angola, de 12 de Julho de 1963, e na Revista da Cavalaria do ano de 1964, páginas 90 e 91;


Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 3.ª classe, pela Portaria de 17 de Setembro de 1963, publicada na Ordem do Exército n.º 10 – 2.ª série, de 1 de Outubro de 1963


No dia 23 de Fevereiro de 1965, embarcou no NTT ‘Vera Cruz’ de regresso à Metrópole, onde desembarcou no dia 2 de Março de 1965.

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Louvor Colectivo


Batalhão de Cavalaria 399


Considerado como dado por Sua Ex.ª o

General Comandante da Região Militar de Angola:
 

(Artigo 2.º da Ordem de Serviço n.º 59, do Comando da Região Militar de Angola,

de 12 de Julho de 1963)


É com o maior prazer que o Comandante do Sector D louva e felicita na sua ordem de serviço o Batalhão de Cavalaria n.º 399, com sede em Nambuangongo, pelo salutar espírito de corpo, elevado moral, comunicativo entusiasmo, vincada agressividade e nítida compreensão da alta missão que está a desempenhar, o que lhe tem permitido enfrentar com maior calma e confiança não só todas as situações de combate inclusive as de cerco, e levar sempre de vencida o mais aguerrido, mais bem armado e mais bem municiado inimigo de todo o Sector D, mas também suportar com maior abnegação e estoicismo as deficientes condições de instalação, de falta de espaço e de isolamento, a que há mais de seis meses se encontra sujeito.


A justificar ainda o elevado conceito em que esta Unidade é tida, cita-se a sua excelente actuação nas várias operações e acções em que tem tomado parte, dando-se especial relevância às Operações «SEM NOME», «TOMA LÁ» e «ATÉ CHORAS», a última das quais, este Batalhão, por ter todos os subalternos feridos ou doentes, planeou e desencadeou durante 3 dias com cinco grupos de combate das suas Companhias de Cavalaria 394 e 395, comandados apenas por sargentos e quatro grupos de combate do Batalhão de Cavalaria n.º 437, recém-chegado da Metrópole, cujos resultados se preveem de grande projecção na conduta das operações do Sector D e portanto da Região Militar de Angola.


(in Revista da Cavalaria do ano de 1964, páginas 90 e 91)
 

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Cruz de Guerra de 3.ª classe

 

CG-3-Classe-700Alferes Miliciano de Cavalaria
JORGE MANUEL RIBEIRO DE ARAGÃO
 

CCav394/BCav399 - RC3
ANGOLA


3.ª CLASSE


Transcrição da Portaria publicada na 0rdem do Exército n.º 10 – 2.ª série, de 1 de Outubro de 1963.


Por Portaria de 17 de Setembro de 1963:


Condecorado com a Cruz de Guerra de 3.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província de Angola:


O Alferes Miliciano de Cavalaria, Jorge Manuel Ribeiro de Aragão, da Companhia de Cavalaria n.º 394, do Batalhão de Cavalaria n.º 399 - Regimento de Cavalaria n.º 3.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado na Ordem de Serviço n.º 59, de 12 de Julho de 1963, do Quartel-General da Região Militar de Angola):


Louvado o Alferes Miliciano de Cavalaria, Jorge Manuel Ribeiro de Aragão, da Companhia de Cavalaria n.º 394, do Batalhão de Cavalaria n.º 399, pelo seu comportamento notável quando a força que comandava, na região do rio Quilolo, foi violentamente atacada pelo inimigo em 01 de Junho de 1963.


Atingido seriamente numa perna, aos primeiros tiros, continuou, imperturbável, a exercer o comando e orientou, com muita inteligência e energia, a reacção das Nossas Tropas que provocou a debandada do inimigo.


Quando em ligação rádio com o Comando do Batalhão de Cavalaria n.º 399, fez ligeira referência ao seu ferimento e afirmou não ser necessária a sua evacuação até ao completo cumprimento da missão de que tinha sido incumbido, mantendo-se muito animoso, gracejando e suportando com todo o estoicismo a dor que o ferimento lhe causava.


Com esta atitude, o Alferes Aragão, que se tem distinguido nas muitas acções em que tem tomado parte, confirmou o elevado conceito em que é tido e evidenciou as suas qualidades de coragem, decisão, sangue-frio e serena energia debaixo de fogo.

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Resumo da acção em campanha do Batalhão de Cavalaria 399

BATALHÃO DE CAVALARIA N.º 399


Comandante:

Tenente-Coronel de Cavalaria Joaquim dos Santos Alves Pereira

(Medalha de Prata de Serviços Distintos com Palma)


2.° Comandante:

Major de Cavalaria, Luís Clemente Pereira Pimenta de Castro
 

O Batalhão de Cavalaria 399, mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 3, em Estremoz, desembarcou em Luanda, em 17 de Dezembro de 1962 e, passados alguns dias, assumiu a responsabilidade operacional de uma área que englobava Nambuangongo, Onzo, Quimbumbe, Beira Baixa, etc. Após cerca de 8 meses de permanência, foi deslocado para as áreas de Bela Vista, Teixeira da Silva, General Machado, Andulo, Caianda e Chinguar, onde se manteve até agora, quando regressa à Metrópole.


Colocado assim, inicialmente, numa região em que o inimigo se encontrava agressivo, moralizado e bem armado, demonstrando um salutar espírito de corpo, elevado moral, comunicativo entusiasmo, vincada agressividade e nítida compreensão da alta missão que tinha a seu cargo, pela acção dinâmica e eficiente do seu comandante e quadros, soube não só enfrentar com a maior calma e confiança todas as situações de combate, levando sempre de vencida o inimigo, mas também suportar com a maior abnegação e estoicismo as deficientes condições de instalação, de isolamento e de falta de espaço.


Da muito intensa actividade operacional que levou a cabo, por iniciativa própria ou integrado em directivas superiores, destacam-se as operações «TOMA LÁ», «SEM NOME», e «ATÉ CHORAS», além de numerosas nomadizações e emboscadas que tiveram marcante projecção na conduta das operações do Sector a que estava atribuído, pela desarticulação que obteve das organizações inimigas através da destruição de importantes centrais e quartéis, da produção de muitas baixas e apreensão de material.


Quando colocado na região da Bela Vista e até final da sua comissão em Angola, manifestou o Batalhão de Cavalaria n.º 399 o maior entusiasmo na pesquisa de informações, como ainda uma serena, clara e cuidadosa apreciação das notícias difundidas. Desenvolvendo desde o início uma profícua acção de assistência às populações nativas, orientada nos melhores moldes, através da execução de um plano de intensos patrulhamentos, conseguiu levar a termo uma obra a todos os títulos notável e que viria a merecer dignificantes homenagens das populações civis e autoridades administrativas com quem contactou.


Ao terminar a permanência do Batalhão de Cavalaria n.º 399 nesta Província, onde o esforço e sacrifício dos seus homens mereceu dos escalões superiores um louvor colectivo, várias referências elogiosas, 4 Cruzes de Guerra, 2 medalhas de Serviços Distintos com Palma, e elevado número de louvores, pode esta Unidade orgulhar-se de bem ter cumprido o seu dever e ser credora do reconhecimento e muito apreço da Região Militar de Angola.


(in Revista da Cavalaria do ano de 1965, páginas 160 e 161)

 

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Partida do Batalhão de Cavalaria 399 para Angola

 

Diário de Lisboa, n.º 14360, de 05Dez1962

 

 DL14360-pag11-05-Dez1962-Partida

 

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Regresso do Batalhão de Cavalaria 399 à Metrópole

 

Diário de Lisboa, n.º 15162, de 03Mar1965

 

 DL15162-03-Mar1965-1200

 

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 Jorge-Manuel-Ribeiro-de-Arag-o-920

 

 

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