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Condecorações

José Adelino Menezes Vieira de Sousa, Alferes Mil.º de Cavalaria, da CCav702/BCav705

 

  "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

HONRA E GLÓRIA

 

Jos-Adelino-Menezes-Vieira-de-Sousa-350

José Adelino Menezes

Vieira de Sousa

 

Alferes Mil.º de Cavalaria

 

Comandante de pelotão da

Companhia de Cavalaria 702

 

Batalhão de Cavalaria 705

«CAVALEIROS MARINHOS»

«SUAVITOR IN MODO FORTIFER IN RÉ»
 

Guiné: 24Jul1964 a 14Mai1966

 

2-Cruzes-de-Guerra-de-3-classe2 Cruzes de Guerra de 3.ª classe

 

2 Louvores Individuais

 

2 Louvores Colectivos

 

José Adelino Menezes Vieira de Sousa, Alferes Mil.º de Cavalaria, natural da freguesia da Sé, concelho de Angra do Heroísmo, filho de José Vieira de Sousa e de Maria Adelina Pereira Menezes Vieira de Sousa.

 

RC7Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 7 (RC7 – Ajuda) «QUO TOTA VOGANT» - «REGIMENTO DO CAIS» para CCav702-280servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné;


No dia 18 de Julho de 1964, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Índia’, como comandante de pelotão da Companhia de BCav705Cavalaria 702 (CCav702) do Batalhão de Cavalaria 705 (BCav705) «CAVALEIROS MARINHOS» - «SUAVITOR IN MODO FORTIFER IN RÉ», rumo ao estuário do Geba BCac507(Bissau), onde desembarcou no dia 24 de Julho de 1964;


A sua subunidade de cavalaria na função de intervenção como reserva do Comando-Chefe e com a sua base em Bissau e após cumprir um curto período CDMGde treino operacional no sector de Bula, sob orientação do Batalhão de Caçadores 507 (BCac507), foi utilizada em diversas operações de maior vulto, nomeadamente na BArt645operação "Tornado", realizada na região do Cantanhez, na dependência do Comando da Defesa Marítima da Guiné (CDMG), de 19 a 21 de Setembro de 1964, na operação "Base", realizada na região do Óio, na dependência do Batalhão de Artilharia 645 (BArt645) «ÁGUIAS NEGRAS» - «BRAVOS SEMPRE FIÉIS», de 4 a 7 de Outubro de 1964 e nas operações "Rescaldo", "Flores" BCac507e "Notável", realizadas na região do Morés-Óio sob comando directo do seu batalhão, de 4 a 23 de Novembro de 1964;


Para além das operações referidas, foi ainda atribuída em reforço do Batalhão de Caçadores 507 (BCac507), BCac513para intervenção na região de Bula, na operação "Fisga", de 3 a 7 de Dezembro de 1964 e em reforço do Batalhão de Caçadores 513 (BCac513) «CEDER  NUNCA», na operação "Espora", de 15 a 17 de Dezembro de 1964, na região de lnjassane e operações "Estribo" e "Selim", de 21 a 24 de Dezembro de 1964 e 27 e 28 de Dezembro de 1964, na região de Unal, após o que recolheu a Bolama;


De 16 de Janeiro a 19 de Fevereiro de 1965, foi novamente atribuída em reforço do Batalhão de Caçadores 513 (BCac513) «CEDER NUNCA», para operações na região de Buba e recolheu a Bolama;

 

Louvado (primeiro louvor) por feitos em combate no teatro de operações da Guiné, publicado na Ordem de Serviço n.º 03/65, de 15 Abril de 1965, do Comando-Chefe das Forças Armadas da Guiné e na Ordem de Serviço n.º 39, de 14 de Maio do mesmo ano, do Quartel General do Comando Territorial Independente da Guiné;

 

BCac506BCav757Em 8 de Maio de 1965, assumiu a responsabilidade do subsector de Contuboel, então criado, com um pelotão em Sonaco, ficando integrada no dispositivo e manobra do Batalhão de Caçadores 506 (BCac506) e depois do Batalhão de Cavalaria 757 (BCav757) «ALEGREM-SE! A VITÓRIA SERÁ NOSSA» - «JUNTOS VENCEREMOS»;

 

3-CCac-CTIGSubstituída pela Companhia de Caçadores 800 (CCac800), foi deslocada por fracções, de 22 a 30 de Maio de 1965, para Madina do Boé, com um pelotão em Béli a partir de 25 de Maio de 1965 e onde substituiu BCac512pelotões da 3.ª Companhia de Caçadores (3ªCCac) «AMANDO E DEFENDENDO PORTUGAL»; em 23 de Maio de 1965, assumiu a responsabilidade do subsector de Madina do Boé, então criado na zona de acção do Batalhão de Caçadores 512 (BCac512) «HONRA E GLÓRIA» e depois do seu batalhão;

 

Louvado (segundo louvor) por feitos em combate no teatro de operações da Guiné, publicado na Ordem de Serviço n.º 4, de 27 de Janeiro de 1966, do Quartel General do Comando Territorial Independente da Guiné, e na Revista da Cavalaria do ano de 1966, página 93;

 

CCac1416Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 3.ª classe (primeira), pela Portaria de 19 de Abril de 1966, publicada na Ordem do Exército n.º 10 - 2.ª série, de 1966

 
BCac1856Em 4 de Maio de 1966, foi rendida no seu subsector, pela Companhia de Caçadores 1416 (CCac1416) «BRAVOS
CCac1417ATÉ AO FIM» do Batalhão de Caçadores 1856 (BCac1856) «UBI GLORIA, OMNE PERICULUM DULCE» e seguiu para Fá Mandinga, onde substituiu, CCac1547transitoriamente, a Companhia de Caçadores 1417 (CCac1417) do Batalhão de Caçadores 1856 (BCac1856) «UBI GLORIA, OMNE BCac1857PERICULUM DULCE» até à chegada da Companhia de Caçadores 1547 (CCac1547) «OS SANTOS» - «NUNCA AD EPHESIOS» do Batalhão de Caçadores 1887 (BCac1887) «AUDÁCIA FIRMEZA LEALDADE», após o que recolheu a Bissau a fim de efectuar o embarque de regresso.

 

Louvor Colectivo – Companhia de Cavalaria 702 (CCav702) – publicado na Ordem de Serviço n.º 107, de 6 de Maio de 1966 do Comandante Militar da Guiné e na Revista da Cavalaria do ano de 1966, pág. 178;

 

Louvor Colectivo – Batalhão de Cavalaria 705 (BCav705) – publicado na Ordem de Serviço n.º 57, de 11 de Maio de 1966, do Comando de Agrupamento 24 (ComAgr24) e na Revista da Cavalaria do ano de 1966, pág.s 173 e 174;


No dia 14 de Maio de 1966, embarcou no NTT 'Uíge' de regresso à Metrópole, onde desembarcou no dia 20 de Maio de 1966.

 

Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 3.ª classe (segunda), pela Portaria de 20 de Setembro de 1966, publicada na Ordem do Exército n.º 20 - 2.ª série, de 15 de Outubro de 1966.

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1.ª - Cruz de Guerra de 3.ª classe
 

 

Alferes Miliciano de Cavalaria
JOSÉ ADELINO MENEZES VIEIRA DE SOUSA
 

CCav 702/BCav 705 — RC 7
GUINÉ
 

3.ª CLASSE
 

Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 10 — 2.ª série, de 1966.


Por Portaria de 19 de Abril de 1966:

 

Condecorado com a Cruz de Guerra de 3.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10-º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província da Guiné Portuguesa, o Alferes Miliciano de Cavalaria, José Adelino Menezes Vieira de Sousa, da Companhia de Cavalaria n.º 702 do Batalhão de Cavalaria n.º 705 - Regmento de Cavalaria n.º 7.

Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado na Ordem de Serviço n.º 03/65, de 15 de Abril de 1965, do Comando Chefe das Forças Armadas da Guiné e na Ordem de Serviço n.º 39, de 14 de Maio do mesmo ano, do Quartel General do Comando Territorial Independente da Guiné):

Louvo o Alferes Miliciano, José Adelino Vieira de Sousa, da Companhia de Cavalaria n.º 702 do Batalhão de Cavalaria n.º 705, porque se tem evidenciado como um militar excepcionalmente dedicado, valente e interessado por todos os assuntos da Companhia, tendo sido sempre um óptimo auxiliar do Comandante da Companhia.


No comando do seu Grupo de Combate sempre revelou capacidade e decisão, excelentes qualidades de trabalho e de disciplina, incutindo-lhes um óptimo espírito de equipa e camaradagem a que não é estranho o seu exemplo sempre presente nos locais de maior perigo, tornando-o notavelmente eficiente para a luta. São dignas de realce a sua acção na operação "Base", pela presença de espírito revelada, dando calma a todos os seus subordinados e transportando ele próprio às costas um soldado que tinha ficado inanimado numa zona infestada por abelhas.


Na operação "Confirmação", foi notável o dinamismo que imprimiu ao seu Grupo, mormente numa emboscada durante a noite, numa mata cerrada, em que apesar das condições adversas para as Nossas Tropas, o Inimigo foi obrigado a debandar.


Na operação "Toupeira", tomando, por vezes, sob o seu comando, uma secção de caçadores nativos, mais uma vez deu provas de coragem com a sua presença nos locais de maior perigo, conseguindo assim demonstrar o elevado rendimento operacional do seu Grupo de Combate em todos os contactos com o Inimigo.


Na operação "Espora", em que comandou a Companhia, novamente deu provas da sua capacidade de comando. Apesar de uma armadilha inimiga ter causado de início baixas às Nossas Tropas, todas as missões que lhe haviam sido determinadas foram integralmente cumpridas com um entusiasmo digno de nota para o que contribuiu a sua acção e exemplo.


Pelo seu procedimento, o Alferes Miliciano Vieira de Sousa é merecedor da máxima confiança do seu comandante de Companhia, da admiração dos seus camaradas e subordinados, sendo a sua conduta digna de louvor.
 

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2.ª - Cruz de Guerra de 3.ª classe

 

Alferes Miliciano de Cavalaria

JOSÉ ADELINO MENEZES VIEIRA DE SOUSA
 

CCav 702/BCav 705 — RCav 7
GUINÉ
 

3.ª CLASSE
 

Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 20 - 2.ª série de 1966.


Por Portaria de 20 de Setembro de 1966:

 

Condecorado com a Cruz de Guerra de 3.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província da Guiné Portuguesa, o Alferes Miliciano de Cavalaria, José Adelino Menezes Vieira de Sousa, da Companhia de Cavalaria n.º 702 do Batalhão de Cavalaria n.º 705 — Regimento de Cavalaria n.º 7.
 

Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado na Ordem de Serviço n.° 04, de 27 de Janeiro de 1966, do Quartel General do Comando Territorial Independente da Guiné):
 

Louvo o Alferes Miliciano, José Adelino Menezes Vieira de Sousa, da Companhia de Cavalaria n.º 702 do Batalhão de Cavalaria n.º 705, pelas excepcionais qualidades que tem continuado a demonstrar nas diversas acções de combate em que tem tomado parte como Comandante de Pelotão, sejam operações, sejam de defesa do aquartelamento. Nomeadamente nas operações "Averiguação" e "Imediata II", a sua acção teve grande influência no resultado destas operações. Assim, na primeira, quando recebeu ordem para avançar com o seu Pelotão num terreno descoberto e batido pelo fogo In, impulsionou e arrastou os seus homens de tal forma que o In foi desbaratado.


Na segunda, comandando um Grupo de Combate, foi violentamente emboscado pelo inimigo ao entrar numa tabanca. Imediatamente montou um dispositivo de segurança adequado até à chegada de reforços e ocupando os primeiros lugares, no meio destes, apesar de não ser o seu Pelotão, conseguiu entrar na tabanca e escorraçar o inimigo.


Este oficial, já louvado por feitos em combate, pode considerar-se como tendo um conjunto de qualidades excepcionais para este tipo de guerra.

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Louvor Colectivo:

 

CCFAG

COMPANHIA DE CAVALARIA N.º 702


(Ordem de Serviço n.º 107, de 6 de Maio de 1966, do Comandante Militar da Guiné)


CCav702-280Louvo a Companhia de Cavalaria n.º 702, porque quer durante o período em que actuou como força de intervenção em reserva do Comando-Chefe, quer durante o período em que actuou como força em Sector, mostrou ser uma Companhia de uma grande regularidade operacional.


Graças a preparação que lhe foi imposta pelo seu Comandante com a colaboração dos seus subalternos foi possível conseguir contar por êxitos as acções em que tomou parte. Tendo ocupado uma área vasta, ainda com um destacamento bastante afastado, em que durante a época das chuvas se tornou difícil o reabastecimento nunca a Companhia de Cavalaria 702 apesar disso deixou de explorar imediatamente qualquer informação que chegasse ao seu conhecimento, conseguindo assim que o inimigo não se fixasse no seu Sector e conquistar a confiança da população.


É pois digna de realce a actuação da Companhia de Cavalaria 702.


Durante a sua actuação na Província da Guiné pode ser apontada como uma boa Companhia com a qual o Comando sempre pôde contar.
 

(in Revista da Cavalaria, do ano de 1966, pág. 178)

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Louvor Colectivo
 

ComAgr24BATALHÃO DE CAVALARIA N.º 705


(Ordem de Serviço n.º 57, de 11 de Maio de 1966, do Comando de Agrupamento 24)


BCav705Louvo o Comando do Batalhão de Cavalaria n.º 705 pela forma proficiente e a todos os títulos exemplar como organizou e accionou os diversos serviços que se processaram ou correram através dele.


Comando em que todos os seus órgãos revelaram o melhor interesse no exercício das suas funções específicas, a que cabalmente satisfizeram, constituiu um todo homogéneo à altura da missão recebida não obstante a complexidade inerente ao grande número de subunidades a orientar, accionar e a controlar, o que lhe mereceu encómios e o testemunho da sua eficiência por parte das diferentes Chefias e Comandos das Armas do Comando Territorial Independente da Guiné, e foi motivo para receber, no campo social, a solidariedade das autoridades administrativas, e o agradecimento e consagração por parte das populações e autoridades nativas, pela assistência moral, religiosa, sanitária, educativa e económica prestadas, em reconhecimento da protecção que sempre lhes foi garantida.


Comando que concebeu e impulsionou uma actividade operacional a todos os títulos notável, perseguindo o inimigo e impedindo-lhe sua fixação no sector, em tudo fez aflorar a qualidade dos seus oficiais, sargentos e praças havendo-se de dar relevo muito justamente à pessoa do seu Comandante, Tenente-Coronel de Cavalaria, Manuel Maria Pereira Coutinho Correia de Freitas, oficial com dotes excepcionais de Comando, que conseguiu galvanizar à sua volta compenetradas vontades e o melhor espírito de cooperação dos seus subordinados no que constituíram um todo digno de apreço e de muita simpatia, marcando uma presença exemplar na Guiné que me apraz referir e apontar à consideração das Unidades do Sector Leste.


(in Revista da Cavalaria do ano de 1966, pág.s 173 e 174)

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Jornal do Exército, edição n.º 108, de Dezembro de 1968

 

O Alferes Miliciano José Adelino Meneses Vieira de Sousa, do Regimento de Cavalaria 7, serviu na província da Guiné. É natural da freguesia da Sé, de Angra do Heroísmo, filho de José Vieira de Sousa e de D. Maria Adelina Pereira Meneses Vieira de Sousa.


Foi louvado e condecorado com a medalha da Cruz de Guerra de 3.ª classe, «pelas excepcionais qualidades que tem continuado a demonstrar nas diversas acções de combate em que tem tomado parte como comandante de pelotão, sejam operações, sejam de defesa do aquartelamento. Nomeadamente nas operações «Averiguação» e «Imediata II» a sua acção teve grande influência nos resultados destas operações. Assim, na primeira,
quando recebeu ordem para avançar com o seu pelotão, num terreno descoberto e batido pelo fogo inimigo, que foi desbaratado. Na segunda, comandando um grupo de combate, foi violentamente emboscado pelo inimigo, ao entrar numa tabanca. Imediatamente montou um dispositivo de segurança adequado até à chegada de reforços e ocupando os primeiros lugares, no meio destes, apesar de não ser o seu pelotão, conseguiu entrar na tabanca e escorraçar o inimigo. Este Oficial já louvado por feitos em combate, pode considerar-se como tendo um conjunto de qualidades excepcionais para este tipo de guerra.»

 

 


 

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Notícia:

 

Partida do NTT 'Índia' para a Província Ultramarina da Guiné, no dia 18Jul1964

 

 

Di-rio-de-Lisboa-de-18-Jul1964

 

 

 Jos-Adelino-Menezes-Vieira-de-Sousa-920

 

 

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