José Bernardino Piteira
Rosado, Capitão de Infantaria 'Comando': Medalha de
Prata de Valor Militar
"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
|
HONRA E GLÓRIA |
Elementos cedidos por um colaborador
do portal UTW |
José Bernardino
Piteira Rosado
Capitão de Infantaria
'Comando'
Centro de Instrução de
Comandos
Região Militar de Angola
«CONSTANTE E FIEL»
«AO
DURO SACRIFÍCIO SE OFERECE»
Comandante da
12.ª Companhia de
Comandos
«A SORTE PROTEGE OS
AUDAZES»
Angola: 11Dez1967 a
07Nov1968 (data do falecimento)
Medalha de Prata de
Valor Militar, com palma
(Título póstumo)
José Bernardino Piteira
Rosado, Capitão de Infantaria 'Comando', n.º 50994311,
natural da freguesia da Sé, concelho de Évora, filho de
José António Rosado e de Evangelina da Cruz Piteira.
No ano lectivo de
1962/63, Cadete-Aluno da Academia
Militar (AM) «DULCE ET
DECORUM EST PRO PATRIA MORI», conclui o
curso da Arma de Infantaria e fica colocado na Escola
Prática de Infantaria (EPI - Mafra) «AD UNUM»
para tirocínio;
Em 01 de Outubro de 1963 promovido a Aspirante-a-Oficial de
Infantaria;
Em 30 de Agosto de 1964 promovido a Alferes;
De 20 de Abril a 22 de Maio de 1965 frequenta o 2.º curso de
testador/65, do Centro de Estudos Psicotécnicos do
Exército (CEPE) «UNUSQUISQUE IN OFFICIUM SUUM» ;
Em 30 de Agosto de 1966 promovido a Tenente (com antiguidade a
01 de Dezembro de 1966), mantendo-se
colocado na Escola
Prática de Infantaria (EPI - Mafra) «AD UNUM»;
Em 02 de Dezembro de 1967, tendo sido mobilizado pelo
Regimento de Artilharia Ligeira 1 (RAL1 - Sacavém) «EM
PERIGOS E GUERRAS ESFORÇADOS» - «NÃO FALTA CERTO NOS
PERIGOS»
para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola,
embarca em Lisboa rumo a
Luanda, a fim de fazer um curso
da especialidade 959-comando;
Em 20 de Março de 1968 conclui no Centro de Instrução de
Comandos da Região Militar de Angola (RMA) «CONSTANTE E
FIEL» - «AO DURO SACRIFÍCIO SE OFERECE» o 10.º Curso de
Comandos, promovido a
Capitão comandante da 12.ª
Companhia de Comandos (12ªCCmds) «A SORTE PROTEGE OS
AUDAZES»;
Em 07 de Novembro de 1968 morre na pista de aviação da Lumbala
(saliente do Cazombo, região oriental de Angola), em
consequência de ter sido atingido por hélice de
aeronave;
Em 02 de Dezembro de 1969 agraciado, a título póstumo com a Medalha
de Prata de Valor Militar com Palma.
Está sepultado no
cemitério de Évora.
Paz à sua Alma
Medalha de Prata de
Valor Militar, com palma
(Título póstumo)
Capitão
de Infantaria, Comando
JOSÉ BERNARDINO PITEIRA ROSADO
12.ª CCmds - CIC
ANGOLA
Grau: Prata, com palma
(Título póstumo)
Transcrição da
Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 2 - 2.ª série, de 1970:
Por Portaria de 2 de
Dezembro de 1969:
Condecorado com a Medalha
de Prata de Valor Militar, com palma, a título póstumo,
nos termos do artigo 7.º, com referência ao § 1.º do
artigo 51.º, do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de
Maio de 1946, o Capitão de Infantaria, José Bernardino
Piteira Rosado, porque, durante todo o tempo que
comandou a 12.ª Companhia de Comandos, da Região Militar
de Angola, demonstrou possuir os mais elevados dotes de
carácter, dedicação, dinamismo e espírito de sacrifício,
de extrema e total abnegação, vivendo intensamente a sua
profissão de militar, com uma serenidade e coerência de
atitudes verdadeiramente notáveis, impulsionando e
ajudando os menos dotados, incutindo em todos um
espírito de cumprimento de missão, quaisquer que fossem
os riscos ou as dificuldades, sendo exigente para com os
seus subordinados, sem deixar de ser bondoso e humano,
idealista mas tolerante, decidido mas ponderado, cedo se
fez notar como um brilhante condutor de homens e
combatente de rara estirpe.
Em todas as operações e acções em que tomou parte,
rapidamente se salientou pela sua extraordinária
audácia, sangue-frio, coragem, espírito de sacrifício,
destemor, amor pelo risco, total desprezo pela vida,
calma e serena energia debaixo de fogo, dando invulgar
exemplo de abnegação aos seus subordinados, ao avançar
com eles sobre as posições inimigas e conseguindo,
assim, incutir-lhes extraordinária agressividade debaixo
de fogo.
Embora numa operação tenha sofrido algumas baixas
provocadas por rebentamentos de engenhos explosivos
inimigos, reagiu de forma verdadeiramente notável, ao
ponto de, na operação seguinte, a última que viria a
efectuar, no ataque à base inimiga, comandando a
primeira vaga helitransportada do escalão do assalto, e
apesar de esta ser constituída apenas por vinte
"comandos" e saber que, na referida base, se encontravam
elementos inimigos em número muito superior e bem
armados, e dos mesmos terem reagido, pelo fogo, ao seu
desembarque, lançou-se ao assalto, abatendo vários deles
e capturando-lhes armamento e documentos de grande
valor.
Possuidor de um extraordinário espírito de missão e das
mais sublimes virtudes militares, apaixonado pela
carreira que escolhera para a sua vida, audaz e
determinado, exemplo vivo das características de um
"comando", que observava com firme obediência, impetuoso
e sereno debaixo de fogo, arriscando a vida com a
generosidade da sua juventude, conseguiu o Capitão
Piteira Rosado ser admirado e estimado por superiores,
camaradas e subordinados, que, vendo-o desaparecer, em
inexplicável acidente, jamais o esquecerão como militar
de eleição e como exemplo de "comando" que tão devotada
e abnegadamente serviu o Exército e honrou a Pátria, em
defesa da qual perdeu a vida.