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Condecorações

José Caetano Lameiras Pires, Soldado Atirador de Cavalaria, da CCav1402/BCav1851

 

  "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

HONRA E GLÓRIA  

 

 

José Caetano Lameiras Pires

 

Soldado de Cavalaria, n.º 186/65

 

Companhia de Cavalaria 1402

 

Batalhão de Cavalaria 1851

«...NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE»

 

Angola: 02Ago1965 a 27Mai1966 (data do falecimento)

 

Cruz de Guerra de 2.ª classe

(Título póstumo)

 

Louvor Individual

(Título Póstumo)

 

José Caetano Lameiras Pires, Soldado Atirador de Cavalaria, n.º 186/65, nascido no ano de 1944 na freguesia de Lousa, concelho de Castelo Branco, filho de José Dias Pires e de Mariana Lameiras Salvado, solteiro;

 

Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 3 (RC3 – Estremoz) «DRAGÕES DE OLIVENÇA» - «…NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE» para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola;

 

No dia 24 de Julho de 1965, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT 'Vera Cruz', integrado num dos pelotões da Companhia de Cavalaria 1402 (CCav1402) do Batalhão de Cavalaria 1851 (BCav1851) «...NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE», rumo ao porto de Luanda, onde desembarcou no dia 2 de Agosto de 1965;


A sua subunidade de cavalaria, comandada pelo Capitão de Cavalaria Rui Manuel Bruno Machado Pessoa de Amorim, foi colocada em Bela Vista;

 

Faleceu no dia 27 de Maio de 1966, no itinerário Zala - Bela Vista, a 16 Km de Zala, em consequência de ferimentos em combate.

 

Tinha 22 anos de idade.

 

Paz à sua Alma

 

Está inumado no cemitério da freguesia da Lousa, concelho de Castelo Branco.

 

Louvado, a título póstumo, por feitos em combate no teatro de operações de Angola, publicado na Ordem de Serviço n.º 77, de 23 de Setembro de 1966, da Região Militar de Angola e na Revista da Cavalaria, edição de 1967, pág. 84;

 

Agraciado, a título póstumo, com a Medalha da Cruz de Guerra de 2.ª classe, pela Portaria de 28 de Março de 1967, publicado na Ordem do Exército n.º 12 - 3.ª série, de 30 de Abril de 1967:

 

Cruz de Guerra de 2.ª classe

(Título póstumo)

 

 

Soldado de Cavalaria, n.º 186/65
JOSÉ CAETANO LAMEIRAS PIRES
 

CCav1402/BCav1851 - RC3
ANGOLA


2.ª CLASSE (Título póstumo)


Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.° 12 - 3.ª série, de 30 de Abril de 1967.


Por Portaria de 28 de Março de 1967:


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, condecorar, a título póstumo, com a Cruz de Guerra de 2.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província de Angola, o Soldado n.º 186/65, José Caetano Lameiras Pires, da Companhia de Cavalaria n.º 1402 do Batalhão de Cavalaria n.º 1851 — Regimento de Cavalaria n.º 3.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Por Portaria da mesma data, publicada naquela Ordem do Exército):


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, adoptar para todos os efeitos legais, o louvor conferido a título póstumo, em Ordem de Serviço n.º 77, de 23 de Setembro de 1966, da Região Militar de Angola, ao Soldado n.º 186/65, José Caetano Lameiras Pires, da Companhia de Cavalaria n.º 1402 do Batalhão de Cavalaria n.º 1851 — Regimento de Cavalaria n.º 3, com a seguinte redacção:


Por, em combate, no passado dia 27 de Maio de 1966, ter evidenciado extraordinárias qualidades de heroísmo, abnegação, valentia e coragem sob intenso fogo inimigo, quando, a peito descoberto, fez frente com a sua arma a um grupo inimigo dispondo de uma metralhadora MG 42, que a 50 metros varria a sua posição. Conjuntamente com os outros camaradas, abateu o apontador da metralhadora inimiga e, tendo descoberto no alto de uma árvore outro elemento inimigo que apontava para a sua posição, sem pensar na sua própria defesa, abateu-o com um tiro certeiro, vindo a cair fulminado pela descarga simultânea do inimigo que visava.

 

O Soldado Lameiras Pires sacrificou a sua própria vida em defesa da coluna que escoltava e dos seus camaradas feridos, que tinham tombado junto de si.


Pela sua actuação e do pequeno grupo que se lhe juntou, pode dizer-se que se evitou um golpe de mão que o inimigo pretendia realizar sobre a viatura da testa.


O seu acto de transcendente heroicidade bem poderá ser escrito a letras de ouro na história dos bravos soldados portugueses.

 

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Diário de Lisboa, ed. 15303, de 24 de Julho de 1965
 
A partida
 
 

 

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