José Eduardo Carpinteiro Albino, Alferes
Mil.º, da CCS/BCac158
Elementos cedidos por um
colaborador do portal UTW
Nota de óbito
Faleceu, no dia 21 de Janeiro de
2002, o veterano
José
Eduardo Carpinteiro Albino
Alferes Mil.º
Nascido em 29 de Dezembro de 1938,
na freguesia urbana de São Julião
(em Setúbal).
Em 28 de Junho de 1961,
aspirante-a-oficial do serviço de
administração militar, tendo sido
mobilizado pelo Regimento de
Infantaria 5 (RI5 - Caldas da
Rainha) para servir na Região
Militar de Angola, embarca
em Lisboa no NTT 'Vera Cruz' como
alferes miliciano integrado na
Companhia de Comando e Serviços
(CCS) do Batalhão de Caçadores 158
«UNIDOS VENCEREMOS», rumo a Luanda;
Em 26 de Outubro de 1963 regressa à
Metrópole;
Em 2 de Dezembro de 1963 passa à
situação de disponibilidade.
Faleceu em 21 de Janeiro de 2002, na
freguesia da Pena (em Lisboa).
«José
Carpinteiro Albino» - A história do
homem que venceu o primeiro Rali de
Portugal
Corria o ano de 1967 quando o Grupo
Desportivo e Cultural da TAP decidiu
internacionalizar o rali que
começara por organizar para os
funcionários da companhia aérea. No
final de uma longa maratona,
inimaginável em dureza física para
os pilotos que passaram quase três
dias consecutivos a guiar, a vitória
sorriu a José Carpinteiro Albino,
então um jovem piloto a fazer a
primeira época completa e que
dominava a condução de um Renault 8
Gordini como poucos.
Assim nasceu um nome incontornável
do desporto automóvel nacional, não
apenas como piloto mas, sobretudo,
pela enorme influência que teve,
anos mais tarde, enquanto
responsável do departamento de
competição da Galp, responsável pela
atribuição dos patrocínios da
petrolífera nacional.
Como piloto, faria ralis, a sua
grande paixão, até 1973, numa
carreira recheada de sucessos, com
um título nacional em 1970, ao
volante de um Saab 96 V4. E a
incontornável passagem, em 1973 e
1974, por uma das equipas mais
profissionais que o automobilismo
nacional conheceu, o Team Fiat
Torralta, em que correu com os Fiat
125 S e 124 Spider.
Mas seria a partir de 1987, ao ficar
responsável pelos apoios da Galp à
competição, que José Carpinteiro
Albino mais agitou o desporto
automóvel nacional. Em especial pelo
forte apoio dado aos nossos maiores
pilotos para arriscarem carreiras
internacionais. Nomes como Pedro
Lamy, Rui Madeira, Carlos Sousa,
Pedro Couceiro, Manuel Gião ou
Álvaro Parente, entre tantos outros,
começaram as suas carreiras apoiados
pela Galp e como apostas quase
pessoais de Carpinteiro Albino que
sabia reconhecer «a léguas» um
piloto talentoso.
É a história deste homem que mudou
por completo o panorama do
automobilismo português que se conta
no livro «José Carpinteiro Albino»,
das Edições Vintage, em 122 páginas
profusamente ilustradas, da autoria
de Sérgio Veiga. Uma história
apaixonante acerca da… paixão deste
grande piloto de ralis por tudo o
que eram automóveis, desde as
competições «a sério» aos passeios
de Clássicos com o R8 Gordini com
que tinha entrado na história do
automobilismo nacional, ao vencer o
I Rali TAP. E passando pelo seu
infindável «hobby» de montar
miniaturas, com uma colecção de mais
de meio milhar, algumas de um
detalhe quase… inacreditável!