José Fernando Unhão Reis, Alferes Mil.º
de Infantaria, da CCav2635/BCav2899
"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
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HONRA E GLÓRIA |
Elementos cedidos por um
colaborador do
portal UTW
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José
Fernando Unhão Reis
Alferes Mil.º de Infantaria
Comandante do 3.º
pelotão da
Companhia de Cavalaria
2635
Batalhão de Cavalaria 2899
«O ÁS DE ESPADAS»
Angola: 15Dez1969 a 16Jan1972
Medalha de Prata de
Valor Militar com palma, colectiva
Cruz de Guerra de 4.ª
classe
Louvor Individual
Brevíssima resenha castrense
José Fernando Unhão Reis, Alferes
Mil.º Atirador de Infantaria.
Em 23 de Abril de 1969, Soldado-Cadete da Escola Prática
de Infantaria (EPI - Mafra) «AD UNUM»,
promovido a
Aspirante-a-Oficial Miliciano Atirador de Infantaria e
transferido para o RC3-Estremoz;
Em 03Dez1969, tendo sido mobilizado pelo Regimento de
Cavalaria 3 (RC3 – Estremoz) «…NA GUERRA CONDUTA MAIS
BRILHANTE» para servir Portugal na Província Ultramarina
de Angola, embarca em Lisboa no NTT 'Niassa' rumo ao
porto de Luanda,
como Alferes Miliciano comandante do
3.º pelotão da
Companhia de Cavalaria 2635 (CCav2635) do
Batalhão de Cavalaria 2899 (BCav2899) «O ÁS DE ESPADAS»;
Em 16 de Janeiro de 1972 regressa à Metrópole no NTT
'Vera Cruz', o qual, na sua derradeira viagem como
transporte militar, arriba ao cais fluvial da Rocha
Conde de Óbidos no dia 27 de Janeiro de 1972.
Em 3 de Fevereiro de 1973 agraciado com a Cruz de Guerra
de 4.ª classe.
Cruz de Guerra de 4.ª
classe
Alferes
Miliciano de Infantaria
JOSÉ FERNANDO UNHÃO REIS
CCav2635/BCav2899 - RC3
ANGOLA
4.ª CLASSE
Transcrição do Despacho publicado na Ordem do
Exército n.º 5 – 2.ª série, de 1974.
Agraciado, com a Cruz de Guerra de 4.ª classe, nos
termos do artigo 20.º do Regulamento da Medalha Militar,
promulgado pelo Decreto n.º 566/71, de 20 de Dezembro de
1971, por despacho do Comandante-Chefe das Forças
Armadas de Angola, de 03 de Fevereiro de 1973, o Alferes
Miliciano de Infantaria, José Fernando Unhão Reis, da
Companhia de Cavalaria n.º 2635 da Batalhão de Cavalaria
n.º 2899 - Regimento de Cavalaria n.º 3.
Transcrição do louvor que originou a
condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º 81, de 13 de Outubro
de 1971, do Quartel General da Região Militar de
Angola):
Louvo o Alferes Miliciano de Infantaria, José Fernando
Unhão Reis, da Companhia de Cavalaria n.º 2635 da
Batalhão de Cavalaria n.º 2899 - Regimento de Cavalaria
n.º 3, porque, durante toda a sua comissão na Região
Militar de Angola, se evidenciou como um oficial
sensato, desembaraçado, aprumado e dedicado pelo
serviço.
As suas esplêndidas qualidades mais uma vez se
confirmaram, quando um grupo adverso, dispondo de armas
automáticas, morteiros e Lança-Granadas Foguete, tentou
raptar a população e alguns milícias e Grupos Especiais
que trabalhavam nas lavras a cerca de mil e quinhentos
metros do seu estacionamento.
Alertado pelos tiros, correu prontamente ao local, sob
fogo adverso, e indiferente ao perigo e na vanguarda dos
seus soldados, conseguiu desalojar e perseguir, durante
duas horas, os elementos hostis.
A sua coragem, valentia, audácia, sangue-frio, total
desprezo pelo perigo e serenidade debaixo de fogo, levam
a apontar o Alferes Unhão Reis como combatente valoroso,
devendo os serviços por si prestados serem considerados
de muito mérito.
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Batalhão de
Cavalaria N.º 2899

Identificação:
BCav2899
Unidade
Mobilizadora:
Regimento de Cavalaria 3 (RC3 – Estremoz)
Comandante:
Tenente-Coronel de Cavalaria Augusto da Fonseca
Laje
2.º Comandante:
Major de Cavalaria António Francisco Martins
Marquilhas
Oficial de
Informações e Operações / Adjunto:
Major de Cavalaria Serafim da Cruz Duarte Pinto
Major de Cavalaria Rui Manuel Soares Pessoa de Amorim
Comandantes de
Companhia:
Companhia de
Comando e Serviços (CCS):
Capitão de Cavalaria Jorge Manuel Morais da Silva
Duarte
Companhia de
Cavalaria 2633 (CCav2633):
Capitão de Cavalaria António Manuel Garcia
Correia
Companhia de
Cavalaria 2634 (CCav2634):
Capitão de Cavalaria António Tavares Martins
(oficial não identificado)
Companhia de
Cavalaria 2635 (CCav2635):
Cap Mil.º de Cavalaria José Manuel Costa Martins
Capitão de Infantaria Amam Eugénio Grilo Frade
Capitão Mil.º de Artilharia José Manuel Cordeiro Nunes
Capitão do Quadro Especial de Oficiais António José de
Carvalho Serrão
Divisa:
"O Ás de Espadas"
Partida:
Embarque no dia 3 de Dezembro de 1969 no NTT
‘Niassa’; desembarque em Luanda no dia 15 de Dezembro de
1969.
Regresso:
Embarque no dia 16 de Janeiro de 1972 no NTT
‘Vera Cruz’; desembarque em Lisboa no dia 27 de Janeiro
de 1972.
Síntese da Actividade Operacional
O Batalhão de Cavalaria [BCav2899] foi destinado
ao subsector de Cangamba, no sector do Moxico, na zona
militar do leste (ZML), onde rendeu o Batalhão de
Caçadores 2858 (BCac2858), em 29 de Dezembro de 1969.
O Comando, a Companhia de Comando e Serviços (CCS), a
Companhia de Cavalaria 2633 (CCav2633) e a Companhia de
Artilharia 2574 (CArt2574), esta de reforço,
aquartelaram em Cangamba, a Companhia de Cavalaria 2634
(CCav2634) no Alto Cuíto (Tempué) e a Companhia de
Cavalaria 2635 (CCav2635) no Muié.
O Batalhão de Cavalaria [BCav2899] dispôs ainda da
Companhia de Caçadores 1321 (CCac1321) Do Regimento de
Infantaria 21 (RI21) (da Guarnição Normal) em Cassamba e
dos Grupos Especiais 307 e 323 em Cangamba, dos Grupos
Especiais 308 e 345 no Alto Cuíto e do Grupo Especial
335 no Muié.
Com o precioso apoio dos últimos, e das Flechas de
Cangamba, o Batalhão de Cavalaria [BCav2899] em centenas
de operações e acções obteve assinalados êxitos, que se
cifraram na captura de mais de uma centena de armas
automáticas e de repetição, inúmeras granadas e
munições, bem como a destruição de muitos quartéis do
inimigo, ao qual foram causadas
centenas de baixas,
incluindo dezoito chefes ou comandantes; todavia o
resultado mais expressivo talvez, foi a recuperação de
milhares de pessoas. Das operações levadas a efeito,
destacam-se "Diagonal H", "Zumbo 3H", "Alvorada H",
"Aniversário H", "Alerta H" e "Zagaia H". Foi ainda
relevante a obra sanitária, educacional e promocional
das populações e melhoramentos nos quartéis das Nossas
Tropas, Grupos Especiais e povoados.
Em 10 de Junho de 1971, o Batalhão de Cavalaria
[BCav2899] foi rendido pelo Batalhão de Caçadores 3841
(BCac3841) e rodou para Catete, onde ficou o
Comando e a
Companhia de Comando e Serviços (CCS); a Companhia de
Cavalaria 2633 (CCav2633) aquartelou em Quifangondo, a
Companhia de Cavalaria 2634 (CCav2634) em Barraca e a
Companhia de Cavalaria 2635 (CCav2635) em Colomboloca.
O Batalhão de Cavalaria [BCav2899] assumiu a
responsabilidade do subsector de Catete em 15 de Junho
de 1971, em substituição do Batalhão de Caçadores 2873
(BCac2873).
Além de várias operações na região do rio Zenza, com
alguns resultados, as Companhias de Cavalaria 2634 e
2635 intervieram na região de Sanza Pombo, Quicabo e
Cuanza Norte, em reforço de outros sectores.
Em 9 de Janeiro de 1972, foi rendido no subsector de
Catete pelo Batalhão de Cavalaria 3836 (BCav3836).
