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Falecimento

José Joaquim do Rosário Lourenço, Sargento-Mor Pára-Quedista

 

  "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

e

nota de óbito

Elementos cedidos pelo

PQ Pedro Castanheira

 

Faleceu, no dia 26 de Setembro de 2020, o veterano

 

José Joaquim do Rosário Lourenço

 

Sargento-Mor Pára-Quedista

 

Angola: 20Abr1963 a 07Mai1965


2.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas


Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21

«GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS»


2.ª Região Aérea «FIDELIDADE E GRANDEZA»


Moçambique: 17Nov1966 a 27Jun1969


1.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas
«VINCERE ESTE VELLE»


Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 31
«HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE»


3.ª Região Aérea «LEALDADE E CONFIANÇA»


Moçambique: 11Out1970 a 03Out1971


1.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas
«VINCERE ESTE VELLE»


Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 31
«HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE»


3.ª Região Aérea «LEALDADE E CONFIANÇA»


Guiné: 20Abr a 31Jul1974


Companhia de Caçadores Pára-Quedistas 123


Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12«UNIDADE E LUTA»


Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné «ESFORÇO E VALOR»


Angola: Fev Nov1975


2.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas


Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21

«GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS»


2.ª Região Aérea «FIDELIDADE E GRANDEZA»

 

Medalha de Ouro de Valor Militar com Palma Colectiva

Medalha de Cobre de Valor Militar com Palma

Medalha da Cruz de Guerra de 1.ª Classe Colectiva

Medalha de Cobre de Serviços Distintos com Palma

Medalha de Prata de Comportamento Exemplar

Prémio do Governador Geral de Moçambique

Medalha Comemorativa das Campanhas das Forças Armadas com a legenda “Norte de Angola 1963 – 65”

Medalha Comemorativa das Campanhas das Forças Armadas com a legenda “Moçambique 1966 – 68”

 


 

José Joaquim do Rosário Lourenço, Sargento-Mor Pára-Quedista, nascido no dia 04 de Março de 1936, na freguesia de Ulme, concelho da Chamusca, distrito de Santarém;


Em 03 de Abril de 1957, incorporado no Exército «PORTUGAL E SÃO JORGE» - «EM PERIGOSE GUERRAS ESFORÇADOS»;


Em Janeiro de 1958, ainda no período de serviço militar obrigatório, voluntaria-se para a Escola de Tropas Paraquedistas;


Em 15 de Fevereiro de 1958, inicia no Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas (BCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM» o 3.º Curso de Paraquedismo Militar, que veio a concluir com aproveitamento no dia 31 de Março de 1958, pelo que lhe foi concedido o brevet n.º 330;


Em 01 de Abril de 1958, ingressa nas Tropas Paraquedistas;


Em 25 de Janeiro de 1960, frequenta o Curso de Cabos Paraquedistas no Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas (BCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM», o qual veio a concluir no dia 27 de Fevereiro de 1960;


Em 08 de Março de 1960, promovido a 2.º Cabo Pára-Quedista;


Em 08 de Maio de 1960, promovido a 1.º Cabo Pára-Quedista;


Em 30 de Junho de 1961, promovido a Furriel Pára-Quedista;


Em 20 de Abril de 1963, mobilizado pelo Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM» para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, integrado na 2.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas (2ªCCP) do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS» da 2.ª Região Aérea (2ªRA) «FIDELIDADE E GRANDEZA»;


Em 31 de Dezembro de 1963, promovido a 2.º Sargento Pára-Quedista;


 

Em 07 de Maio de 1965, regressa à Metrópole;


Agraciado com a Medalha de Cobre de Serviços Distintos com Palma, pela Portaria de 05 de Agosto de 1965, publicada na Ordem à Aeronáutica n.º 33 – 2.ª série [3.ª série], de 21 de Agosto de 1965 e na Ordem de Serviço n.º 5, de 06 de Janeiro de 1966, do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS» da 2.ª Região Aérea (2ªRA) «FIDELIDADE E GRANDEZA»:


Segundo-Sargento Pára-Quedista
JOSÉ JOAQUIM DO ROSÁRIO LOURENÇO
 

2ªCCP/BCP21 – RCP
Angola


Medalha de Cobre de Serviços Distintos com Palma


Por Portaria de 5 de Agosto de 1965


Louvado o 2.º Sargento Pára-Quedista JOSÉ JOAQUIM DO ROSÁRIO LOURENÇO, do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas N.º 21, porque, demonstrando relevantes qualidades de comando, sangue-frio e valentia, a par de elevados conhecimentos profissionais no desempenho; em operações, das funções de comandante de secção do seu pelotão de combate, quando chamado a desempenhar o cargo de comandante de um outro pelotão, bem mereceu a inteira confiança do seu comandante de companhia.


Militar aprumado, enérgico e disciplinador, vivendo devotamento a sua profissão, bem pode ser considerado como um exemplo vivo para todos os sargentos que aqui venham cumprir o seu dever.


O sargento LOURENÇO, tendo participado em cerca de duas dezenas de operações de combate, em todas deu mostras das suas elevadas qualidades de combatente nato, impulsionando debaixo de fogo, com o seu exemplo, os seus homens, muito contribuindo para o elevado rendimento atingido pelo pelotão em que estava enquadrado, o qual no decorrer do tempo causou baixas ao inimigo e capturou importante material, sendo de classificar como extraordinária a sua actuação como comandante de secção numa operação na área da Mata Bala, em que, na aproximação e tomada dum importante acampamento inimigo, se manteve largos minutos debaixo de fogo com a sua secção na vanguarda, vindo a ter papel decisivo na derrota do adversário.


O seu comportamento em combate, e ainda outros méritos de valia militar, levam a considerar os serviços prestados por este sargento como distintos e relevantes.

 

Agraciado com a Medalha Comemorativa das Campanhas das Forças Armadas Portuguesas com a legenda “Norte de Angola 1963 – 65”;


Em 14 de Outubro de 1966, promovido a 1.º Sargento Pára-Quedista;


Em 17 de Novembro de 1966, mobilizado pelo Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM» para servir Portugal na Província Ultramarina de Moçambique, integrado na 1.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas (1ªCCP) «VINCERE ESTE VELLE» do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 31 (BCP31) «HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE» da 3.ª Região Aérea (3ªRA) «LEALDADE E CONFIANÇA»;

 


Agraciado com a Medalha Comemorativa das Campanhas das Forças Armadas Portuguesas com a legenda “Moçambique 1966 - 68”, publicado na Ordem de Serviço n.º 130, de 06 de Junho de 1968, do talhão de Caçadores Pára-Quedistas 31 (BCP31) «HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE»;


Distinguido com o Prémio Governador-Geral de Moçambique, por despacho de 03 de Julho de 1968, do Encarregado do Governo de Moçambique, publicado na Ordem de Serviço n.º 176, de 26 de Julho de 1968, do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 31 (BCP31) «HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE»;


Louvado por feitos em combate no teatro de operações de Moçambique, publicado na Ordem de Serviço n.º 107, de 05 de Setembro de 1968, do Comando da 3.ª Região Aérea (3ªRA) «LEALDADE E CONFIANÇA»;

 


Agraciado com a Medalha de Cobre de Valor Militar com Palma, pela Portaria de 27 de Novembro de 1968, publicada na Ordem à Aeronáutica n.º 36 – 3.ª série, de 31 de Dezembro de 1968 e na Ordem de Serviço n.º 21, de 25 de Janeiro de 1969, do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 31 (BCP31) «HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE»:


Primeiro-Sargento Pára-Quedista
JOSÉ JOAQUIM DO ROSÁRIO LOURENÇO
 

1ªCCP/BCP31 – RCP
Moçambique


Medalha de Cobre de Valor Militar com Palma


Por Portaria de 27 de Novembro de 1968


Considerado como dado pelo Secretário de Estado da Aeronáutica, o louvor concedido ao Primeiro-Sargento Pára-Quedista José Joaquim do Rosário Lourenço, do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas n.º 31, publicado na Ordem de Serviço n.º 107 de 05 de Setembro de 1968, do Comando da 3.ª Região Aérea, com a seguinte redacção:


Louvo o Primeiro-Sargento Pára-Quedista José Joaquim do Rosário Lourenço, do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas n.º 31, por, durante o seu tempo de permanência no Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas n.º 31, ter demonstrado sempre extraordinárias e distintas qualidades de abnegação, valentia, coragem, decisão, sangue-frio, e audácia frente ao inimigo com grave risco de vida, a par de elevadas qualidades de bom senso, lealdade, inteligência e capacidade de trabalho.


Inicialmente como comandante de secção e mais tarde como comandante de pelotão, em face da falta de oficiais subalternos, sempre o seu trabalho mereceu as melhores referências, com extraordinário espírito de disciplina e dedicação total ao cumprimento das missões que lhe eram atribuídas, evidenciando o maior desprezo pelo perigo, galvanizando os homens sob o seu comando para a vitória sobre o inimigo, incutindo-lhes o acentuado espírito agressivo e uma forte personalidade de combatentes.


Com grande experiência de combate e conhecedor profundo de guerra anti-subversiva, no comando de um grupo de combate constituído por elementos sem experiência, rapidamente o 1.º Sargento Rosário Lourenço o aperfeiçoou e moldou, que, pouco tempo depois, merecia as melhores referências na operação “HIENA – 3.ª fase”, e muito contribuiu para a obtenção dos resultados compensadores em várias operações efectuadas.


Impulsionando e galvanizando os seus homens pelo seu exemplo decidido e enérgico, fez abortar uma emboscada preparada pelo inimigo, muito superior em número e instalado em posições preparadas e com elevado poder de fogo arrastando com a sua acção decidida e enérgica, com completo desprezo pelo perigo e risco da própria vida os elementos do seu pelotão até porem o inimigo em debandada e infligindo-lhes baixas comprovadas.


Militar extraordinariamente disciplinado e disciplinador, de uma correcção inexcedível e trabalhador incansável, dotado de forte sentido de responsabilidade e com uma dignificante honestidade moral, mereceu a consideração e o respeito de quantos com ele privaram, conseguindo obter rendimento digno de realce, mesmo com sacrifício de muita horas destinadas ao seu descanso e sobrepondo-se a todas as faltas de meios materiais e de pessoal.


Prestando serviço nas Informações e Operações do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas n.º 31 igualmente realizou trabalho muito eficiente, demonstrando mais uma vez as suas extraordinárias qualidades de trabalho, dedicação interesse pelo serviço e espírito de cooperação e desenvolvendo assinalável serviço de coordenação dos serviços a seu cargo.


Pelo seu comportamento em combate, demonstrativo de elevado valor militar de combatente nato, pelas suas qualidades profissionais, cívicas e morais, que o fizeram impor à estima e consideração de todos aqueles que com ele privam e o tornam digno de ser apontado com um exemplo que honra as Tropas Pára-Quedistas que se orgulham de o ter nas suas fileiras e muito contribui para lustre da Força Aérea e das Forças Armadas.

 

No final do ano de 1968, prorroga voluntariamente a sua comissão em Moçambique por 6 meses;


Em 27 de Junho de 1969, regressa à Metrópole;

 


Em 1969, considerado abrangido com direito ao uso da insígnia da condecoração colectiva da Cruz de Guerra de 1.ª classe, concedida ao Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 31 (BCP31) «HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE», da 3.ª Região Aérea (3RA - Moçambique) «LEALDADE E CONFIANÇA»;


Em 11 de Outubro de 1970, mobilizado pelo Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM» para servir Portugal na Província Ultramarina de Moçambique, integrado na 1.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas (1ªCCP) «VINCERE ESTE VELLE» do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 31 (BCP31) «HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE» da 3.ª Região Aérea (3ªRA) «LEALDADE E CONFIANÇA»;


Em 03 de Outubro de 1971, regressa à Metrópole;


Em 1973, considerado abrangido com direito ao uso da insígnia da condecoração colectiva da Medalha de Ouro de Valor Militar, com palma, concedida ao Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS» da 2.ª Região Aérea (2ªRA - Angola) «FIDELIDADE E GRANDEZA»;


Em 20 de Abril de 1974, mobilizado pelo Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM» para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné, integrado na Companhia de Caçadores Pára-Quedistas 123 (CCP123) do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12 (BCP12) «UNIDADE E LUTA» da Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné (ZACVG) «ESFORÇO E VALOR»;


Em 31 de Julho de 1974, regressa à Metrópole;


Em 03 de Fevereiro de 1975, mobilizado pelo Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA
POR VENCIDOS SE CONHEÇAM» para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, integrado na 2.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas (2ªCCP) do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS» da 2.ª Região Aérea (2ªRA) «FIDELIDADE E GRANDEZA»;


Em 10 de Novembro de 1975, regressa à Metrópole;


Em 12 de Agosto de 1976, promovido a Sargento-Ajudante Pára-Quedista;


Em 18 de Março de 1978, promovido a Sargento-Chefe Pára-Quedista;


Em 18 de Março de 1979, promovido a Sargento-Mor Pára-Quedista e colocado no Comando do Corpo de Tropas Paraquedistas (CCTP – Monsanto) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM»;


Em 03 de Julho de 1981, agraciado com a Medalha de Prata de Comportamento Exemplar;


Em 01 de Setembro de 1991, passou à situação de reserva;


Faleceu no dia 26 de Setembro de 2020.


Paz à sua Alma

 

     
 

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