José Manuel Alves Rosa de Oliveira,
Coronel de Cavalaria 'Comando' na
situação de reforma.
"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
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HONRA E GLÓRIA
e
nota de óbito |
Elementos cedidos por
um colaborador do portal
UTW
5.º Volume, Tomo VI.
pág. 52, da RHMCA / CECA
/ EME |
Faleceu no dia 13 de Maio de 2007 o veterano

José Manuel Alves Rosa de
Oliveira
Coronel de Cavalaria 'Comando' na
situação de reforma
Angola:
Centro de Instrução de Comandos
da Região Militar de Angola
6.ª Companhia de Comandos
«A SORTE PROTEGE OS AUDAZES»

Integra
o Corpo de Oficiais Instrutores dos
14.º e 15.º Cursos de Comandos
(24Jan a 12Ago1969)
Comanda no Leste de Angola um
grupo de combate de comandos,
integrado no
Agrupamento Siroco-II (11 a
20Out1969)
Integra o Corpo de Oficiais
Instrutores do
20.º Curso de Comandos (12Dez1970
a 27Mar1971)
Comandante da
30.ª Companhia de Comandos
«A SORTE PROTEGE OS AUDAZES»
Instrutor de
Grupos 'Flechas' da Direcção Geral
de Segurança
Cruz de Guerra, colectiva, de 1.ª
classe
Cruz de Guerra de 3.ª classe
Medalha de Mérito Militar de 3.ª
classe
José
Manuel Alves Rosa de Oliveira,
Coronel de Cavalaria ‘Comando’,
nasceu no ano de 1944, na Província
Ultramarina de Moçambique.
Em
3 de Abril de 1966 soldado-cadete
(n/m 01770764) da Escola Prática de
Cavalaria (EPC – Santarém) «MENS
AGITAT MOLEM», promovido a
Aspirante-a-Oficial Miliciano
atirador de cavalaria e colocado no
Batalhão de Caçadores 5 (BC5 –
Campolide);
Em
21 de Junho de 1966, tendo sido
mobilizado pelo Batalhão de
Caçadores 5 (BC5 – Campolide) «MAIA
ALTO E MAIS ALÉM» para servir
Portugal na Província Ultramarina de
Angola, embarca em Lisboa no NTT
'Vera Cruz' rumo ao porto de Luanda,
a fim de ser colocado no Centro de
Instrução de Comandos (CIC) «A SORTE
PROTEGE OS AUDAZES» da Região
Militar de Angola (RMA) «CONSTANTE E
FIEL»;
Em 1 de Novembro de 1966 promovido a
Alferes Miliciano;
Em
7 de Novembro de 1966 inicia no
Centro de Instrução de Comandos
(CIC) «A SORTE PROTEGE OS AUDAZES»
da Região Militar de Angola (RMA)
«CONSTANTE E FIEL» o 6º Curso de
Comandos;
Em 22 de Fevereiro de 1967 conclui o
curso de comandos e fica colocado na
6.ª Companhia de Comandos (6ªCCmds)
«A SORTE PROTEGE OS AUDAZES» como
comandante de grupo de combate;
De 24 de Janeiro a 12 de Agosto de
1969 integra o corpo de oficiais
instrutores dos sucessivos 14º e 15º
cursos de comandos;
De 11 a 20 de Outubro de 1969
comanda no Leste de Angola um grupo
de combate de comandos, integrado no
Agrupamento Siroco-II;
Em 1 de Dezembro de 1969 promovido a
Tenente Miliciano;
Em 23 de Dezembro de 1969
agraciado com a Cruz de Guerra de 3ª
classe:
Alferes
Miliciano de Cavalaria
JOSÉ MANUEL ALVES ROSA DE OLIVEIRA
CIC/RMA
ANGOLA
3.ª CLASSE
Transcrição da Portaria publicada na
Ordem do Exército n.º 2 — 2.ª série,
de 1970.
Por Portaria de 23 de Dezembro de
1969:
Manda o Governo da República
Portuguesa, pelo Ministro da Defesa
Nacional, condecorar, por proposta
do Comandante-Chefe das Forças
Armadas de Angola, o Alferes
Miliciano de Cavalaria, José Manuel
Alves Rosa de Oliveira, com a medalha da
Cruz de Guerra de 3.ª classe, ao
abrigo dos artigos 9.º e 10.º do
Regulamento da Medalha Militar, de
28 de Maio de 1946, por serviços
prestados em acções de combate na
Província de Angola.
Transcrição do louvor que
originou a condecoração.
(Por Portaria da mesma data,
publicada naquela Ordem do
Exército):
Manda o Governo da República
Portuguesa, pelo Ministro da Defesa
Nacional, louvar, por proposta do
Comandante-Chefe das Forças Armadas
de Angola, o Alferes Miliciano de
Cavalaria, José Manuel Rosa de
Oliveira, porque, em várias acções
de combate para que foi escolhido,
em atenção ao conjunto de qualidades
que tinha revelado em situações
anteriores, demonstrou forte
espírito aguerrido, muita coragem e
invulgar valentia na condução do seu
grupo de "Comandos", que obteve
resultados verdadeiramente
excepcionais em três meses de
intensa actividade, durante os quais
executou numerosas acções de
combate, na quase totalidade
helitransportadas.
Na execução destas acções revelou
sempre grande espírito de sacrifício
e de missão, sangue-frio e serena
energia debaixo de fogo, tendo
assaltado, apenas com quatro homens,
alguns objectivos ocupados e
defendidos por dezenas de
adversários armados. Transmitiu ao
seu pessoal espírito combativo, que
permitiu excelente rendimento
operacional, materializado por
baixas ao inimigo, captura de
material e destruição de
acampamentos.
Os
serviços prestados pelo Alferes Rosa
de Oliveira devem ser considerados
muito meritórios e altamente
dignificantes.
Em 30 de Dezembro de 1969,
considerado pelo Regimento de
Cavalaria 7 (RC7 – Ajuda) «REGIMENTO
DO CAIS» em continuação de comissão
de "reforço à guarnição normal" da
Região Militar de Angola;
Em 10 de Junho de 1970, entretanto
promovido a Capitão do Quadro
de Complemento (n/m 00002764), perante
tropas em parada, condecorado em
Luanda com a Cruz de Guerra;

Em
25 de Julho de 1970 nomeado pelo
Centro de Instrução de Operações
Especiais (CIOE – Lamego) «QUE OS
MUITOS POR SER POUCOS NAM TEMAMOS»
para se manter em serviço no Centro
de Instrução de Comandos da Região
Militar de Angola (CIC/RMA);

De 17 de Agosto a 30 de Novembro de
1970 integra o corpo de oficiais
instrutores do 19º curso de
comandos;
Em
31 de Outubro de 1970 passa a
comandar a 30.ª Companhia de
Comandos (30ªCCmds) «A SORTE PROTEGE
OS AUDAZES» (Medalha da Cruz de
Guerra, colectiva, de 1.ª classe);
De 12 de Dezembro de 1970 a 27 de
Março de 1971 integra o corpo de
oficiais
instrutores do 20º curso de
comandos;
Em 20 de Julho de 1971 agraciado
com a Medalha de Mérito Militar de
3ª classe;
Em 22 de Novembro de 1972 cessa o
comando da 30.ª Companhia de
Comandos (30ªCCmds) «A
SORTE
PROTEGE OS AUDAZES» mas mantém-se em
Angola, passando ao serviço da
Direcção Geral de Segurança (DGS)
como instrutor de grupos de
'Flechas'.
Faleceu no dia 13 de Maio de 2007,
como Coronel de Cavalaria 'Comando'
na situação de reforma.
A sua Alma repousa em Paz