José Manuel Costa Martins, Capitão Mil.º
Graduado de Cavalaria
"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro

José Manuel Costa
Martins
Capitão Mil.º Graduado de Cavalaria
Comandante da
Companhia de Cavalaria 2635
Batalhão de Cavalaria 2899
«O ÁS DE ESPADAS»
Angola:
15Dez1969 a 27Fev1970 (data do falecimento)
Medalha de Prata de
Valor Militar com palma, colectiva
(Título póstumo)
Cruz de Guerra de 3.ª
classe
(Título póstumo)
Louvor Individual
(Título póstumo)
Cruz de Guerra de 3.ª
classe (Título póstumo)
Capitão Miliciano de Cavalaria
JOSÉ MANUEL COSTA MARTINS
CCav2635/BCav2899 - RC3
ANGOLA
3.ª CLASSE (Título póstumo)
Transcrição do Despacho publicado na
Ordem do Exército n.º 21 – 2.ª série, de 1972.
Agraciado com a Cruz de Guerra de 3.ª classe, a título
póstumo, nos termos do art.º 20.º do Regulamento da
Medalha Militar, promulgado pelo Decreto n.º 566/71, de
20 de Dezembro, por despacho do Comandante-Chefe das
Forças Armadas de Angola, de 18 de Julho próximo
passado, o Capitão Miliciano de Cavalaria, José Manuel
Costa Martins, da Companhia de Cavalaria n.º 2635 do
Batalhão de Cavalaria 2899 - Regimento de Cavalaria n.º
3.
Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º 21, de 15 de Março de
1972, do Quartel General da Região Militar de Angola):
Que, por seu despacho de 28 de Fevereiro de 1972, o
General Comandante de Região Militar de Angola, louvou,
a título póstumo, o Capitão Miliciano de Cavalaria, José
Manuel Costa Martins, da Companhia de Cavalaria n.º 2635
do Batalhão de Cavalaria 2899 - Regimento de Cavalaria
n.º 3, por, durante o tempo que comandou a Companhia de
Cavalaria n.º 2635, ter revelado grandes qualidades de
desembaraço, correcção, aprumo militar, firmeza de
carácter e brio profissional.
Colocada a sua Unidade numa das regiões mais difíceis da
Região Militar de Angola, logo se notou nele uma
agressividade, destemor, e entusiasmo que o levou a
procurar o inimigo até aos seus redutos mais afastados.
Os seus dotes de dedicação, espírito de sacrifício,
extrema lealdade e coerência de atitudes, constituíam um
estímulo extraordinário para os seus subordinados, que
muito o admiravam.
Possuidor de grande coragem física e moral, revelou-se
um valioso condutor de homens e um combatente de raras
qualidades.
Nos dois meses em que, durante a sua comissão, actuou
nesta Província, tomou parte em todas as operações da
Companhia que comandava, sendo para os seus
subordinados, um notável exemplo.
Em determina operação, uma sua coluna que se deslocava
dentro da mata, foi emboscada à queima-roupa por
elementos inimigos que, a escassos metros, fizeram fogo
sobre os elementos da vanguarda. O Capitão Costa
Martins, que seguia em segundo lugar, foi um dos
elementos atingidos pelo fogo adversário, tendo morte
quase imediata. Já ferido, ainda ordenou aos seus homens
que se atirassem para o chão.
Dadas as qualidades militares que o Capitão Costa
Martins possuía, muito haveria a esperar deste militar
no decorrer da sua comissão, se a morte não o tem
colhido tão prematuramente.
A óptima e leal colaboração dada aos comandos
superiores, o seu vincado carácter, a sua personalidade
e os serviços que prestou ao Exército e à Nação, merecem
ser deste modo devidamente realçados, por se
considerarem de elevado mérito.
