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Condecorações

José Manuel Duarte Fernandes, Alferes Mil.º de Infantaria: Cruz de Guerra, de 3.ª classe

 

  "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA  

 

 

José Manuel Duarte Fernandes

 

Alferes Mil.º de Infantaria de Operações Especiais

 

Companhia de Cavalaria 2486

 

Batalhão de Cavalaria 2868

 

«NÃO TEMO»

 

Guiné: 01Mar1969 a 31Dez1970

 

Cruz de Guerra, de 3.ª classe

 

Louvor Individual

 

4 Louvores Colectivos

 

4 Citações Elogiosas Colectivas

 

 

José Manuel Duarte Fernandes, Alferes Mil.º de Infantaria de Operações Especiais.


RC7Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 7 (RC7 – Ajuda, Lisboa) «QUO TOTA VOGANT» - «REGIMENTO DO CAIS» para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné;


CCav2486No dia 23 de Fevereiro de 1969, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Uíge’, como comandante de pelotão da Companhia de Cavalaria 2486 (CCav2486) do Batalhão de Cavalaria 2868 (BCav2868) BCav2868«NÃO TEMO», rumo ao estuário do Geba (Bissau), onde desembarcou no dia 1 de Março de 1969;


CAOPNo dia 25 de Março de 1969, a sua subunidade de cavalaria seguiu para Teixeira Pinto, como subunidade do Comando de Agrupamento Operacional (CAOP) «ONDE NECESSÁRIO», com vista à actuação em operações efectuadas nas regiões de Caboiana e Jol; em 09 de Junho de 1969, foi destacada para a região de Buba, a fim de tomar parte na operação "Grande Salto", acompanhando o comando avançado do Comando de Agrupamento Operacional para ali CCav2639deslocado; após curta permanência em Bissau, voltou, em 4 de Julho de 1969, para Teixeira Pinto, mantendo-se na dependência do Comando de Agrupamento Operacional; em 29 de Agosto de 1969, foi colocada em Bula, passando a integrar-se no dispositivo e manobra do seu batalhão; em 25 de Junho de 1970, por troca CCav2485com a Companhia de Cavalaria 2639 (CCav2639) «PRO BONO PACIS», foi transferida para Pete e destacamentos de Ponta Consolação e Capunga, efectuando estas duas subunidades sucessivas trocas em 25 de Julho de 1970 BCav2868e 24 de Agosto de 1970; em 23 de CCac2790Setembro de 1970, por troca com a Companhia de Cavalaria 2485 (CCav2485) do Batalhão de Cavalaria 2868 (BCav2868) «NÃO TEMO», voltou a Bula, onde se manteve até à sua rendição pela Companhia de Caçadores 2790 (CCac2790) «IN HOC SIGNO VINCES», em 01 de Dezembro de 1970, após o que recolheu a Bissau para embarque.

 

Assumiu o comando da Companhia de Cavalaria 2486 após a evacuação do seu comandante, o Capitão de Cavalaria João Soares de Sá e Almeida, vítima de ferimentos em combate.


Em 31 de Dezembro de 1970, embarcou no NTT ‘Rita Maria’ de regresso à Metrópole, onde desembarcou no dia 9 de Janeiro de 1971.

 

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Louvores Colectivos, Citações Elogiosas Colectivas, Louvor Individual e Condecoração:
 

11 de Fevereiro de 1969: Louvor Colectivo
 

RI11BATALHÃO DE CAVALARIA N.º 2868

 
(Ordem de Serviço n.º 35, de 11 de Fevereiro de 1969, do Regimento de Infantaria 11)

 
Louvo o Comandante, Oficiais, Sargentos e Praças do Batalhão de Cavalaria n.º 2868, porque, durante a permanência nesta Unidade, para efeitos de instrução de aperfeiçoamento operacional, demonstraram grande aprumo militar, devotado interesse pela instrução, comportamento e organização impecáveis, nítida e elevada compreensão dos seus deveres militares, dedicando-se com grande entusiasmo e alta com-preensão da importante missão que lhes cabe a todos os trabalhos preparatórios do seu embarque para o Ultramar por forma a conseguirem o mais elevado grau de preparação militar possível.

 

(Revista da Cavalaria do ano 1971, página 117)
 

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09 de Abril de 1969: Citação Elogiosa Colectiva


CCFAGBATALHÃO DE CAVALARIA N.º 2868


(Despacho de Sua Excelência o Brigadeiro Comandante-Chefe do Comando Territorial Independente da Guiné, em 9 de Abril de 1969)


Na visita que hoje efectuei ao Batalhão de Cavalaria n.º 2868, estacionado no Cacheu, foi-me muito grato verificar a forma excepcional como aquela Unidade se adaptou à vida de campanha, encontrando-se parte bivacada e todos os seus elementos animados do melhor espírito do cumprimento da missão.


É de destacar a forma exemplar como esta Unidade tem instalado o Posto de Comando do Batalhão e o Posto de Comando de uma das suas Companhias que se encontra bivacada.


Saliente-se, ainda, o completo conhecimento que já tem da sua zona de acção.


Assim, é de justiça apontar este Batalhão como exemplo de excepcional adaptação à vida de campanha.
Comunique-se este despacho a todos os Comandos Operacionais e Batalhões do Território Operacional.

 

(Revista da Cavalaria do ano 1971, página 129)
 

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29 de Abril de 1969: Citação Elogiosa Colectiva
 

CCFAGCOMPANHIA DE CAVALARIA N.º 2486


(Despacho de Sua Excelência o Brigadeiro Comandante-Chefe do Comando Territorial Independente da Guiné, em 29 de Abril de 1969)


Comunique-se ao Batalhão de Cavalaria n.º 2868 que na última visita que realizei a Teixeira Pinto se destacou, de forma notória, a Companhia de Cavalaria 2486, pela organização dos seus serviços e pelo magnífico espírito de adaptação à vida de campanha, procurando tirar o máximo rendimento de soluções expeditas, e ainda pelo magnífico espírito de todo o seu pessoal, este conjunto de factores positivos resultam necessariamente da acção de comando de um Capitão [Capitão de Cavalaria João Soares de Sá e Almeida] excepcionalmente qualificado.


Assim, esta Companhia enquadra-se no âmbito das referências elogiosas feitas ao B. Cav. 2868, quando da minha visita ao Cacheu.

 

(Revista da Cavalaria do ano 1971, páginas 130 e 131)
 

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18 de Novembro de 1969: Citação Elogiosa Colectiva
 

CCFAGBATALHÃO DE CAVALARIA N.º 2868


(Despacho de Sua Excelência o General Comandante-Chefe do Comando Territorial Independente da Guiné, em 18 de Novembro de 1969)


Terminei a vista de inspecção ao Batalhão de Cavalaria n.º 2868, presentemente concentrado em Bula para o desempenho de uma importante missão de contra-penetração, que lhe foi atribuída por escolha.


O louvor que nesta data atribuo ao Batalhão de Cavalaria n.º 2868, aliás sob proposta do Comando de Agrupamento Operacional, dispensa considerações acerca da notável acção desenvolvida por esta verdadeira Unidade de elite, que muito tem honrado na Guiné as tradições da sua Arma e do Exército.


Não seria justo nesta apreciação destacar qualquer Sub-Unidade de um Batalhão que se tem evidenciado pela alta eficiência do conjunto.


Na inspecção que acabo de realizar, acho meramente formal para uma Unidade que pode ser apontado como «Escola» de organização, de eficiência de determinação e espírito de missão e de combate, confirmou em pleno o alto conceito em que a Unidade já era tida, e ainda a alta capacidade do seu Comandante [Tenente-Coronel de Cavalaria Carlos José Machado Alves Morgado] para conduzir tropas de Cavalaria em campanha.


Publique-se o louvor conferido à Unidade, e comunique-se o presente despacho a todos os Comandos de Agrupamento, Batalhão e Comandos Operacionais.


(Revista da Cavalaria do ano 1971, páginas 129 e 130)

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03 de Dezembro de 1969: Louvor Colectivo
 

CCFAGBATALHÃO DE CAVALARIA N.º 2868


(Ordem de Serviço n.º 51, de 3 de Dezembro de 1969, do Comando-Chefe das Forças Armadas da Guiné)


Louvo o Batalhão de Cavalaria n.º 2868, pela forma brilhante e excepcionalmente determinada como há cerca de oito meses tem vindo a cumprir, integrado no Comando de Agrupamento Operacional (CAOP), as missões que lhe têm sido confiadas.


Tendo assumido inicialmente a responsabilidade de um sector onde se tornava urgente exercer o esforço de aniquilamento de grupos inimigos e da sua estrutura político-administrativa, o Batalhão de Cavalaria 2868, mercê de uma invulgar acção de Comando, excelentemente executada por todas as Sub-Unidades, desenvolveu, com elevado espírito ofensivo, determinação, persistência e estoicismo, a actividade operacional que se impunha para modificar significativamente a situação na área.


Os notáveis resultados obtidos, e sobretudo a liberdade de acção de que outras forças passaram a dispor, honram a Unidade e evidenciam o seu invulgar espírito de missão.


Escolhido, face a uma evolução na área, e em função das excepcionais qualidades demonstradas até então como Unidade de combate, para exercer novo esforço, confirmou plenamente o B. Cav. 2868, mais uma vez, a sua alta eficiência e firme determinação, apesar do desgaste sofrido. A par da actividade operacional, o Batalhão de Cavalaria n.° 2868, consciente do objectivo primário da contra-subversão, tem vindo a desenvolver igualmente magnífica acção junto das populações, conquistando a sua confiança, empenhando-as na luta contra a subversão e colaborando na sua promoção.


Unidade dotada de elevado moral, apesar das baixas sofridas e de excepcional sentido do cumprimento da missão, o Batalhão de Cavalaria n.º 2868 tem justificado plenamente a divisa «NÃO TEMO» que adoptou, ganhando jus a ser apontada como Unidade de elite, da qual muito ainda há a esperar, e que muito tem honrado em campanha, frente ao inimigo, as tradições da Arma de Cavalaria, o Exército e as Forças Armadas.


(Revista da Cavalaria do ano 1971, páginas 117 e 118)
 

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06 de Janeiro de 1970: Louvor Colectivo


COMPANHIA DE CAVALARIA N.º 2486


(Ordem de Serviço n.º 2, de 6 de Janeiro de 1970, do Comando-Chefe das Forças Armadas da Guiné)

 

Louvo a Companhia de Cavalaria n.º 2486, pela forma brilhante e altamente eficiente como vem desempenhando, desde o início da sua comissão, toda uma actividade operacional caracterizada pela sua intensidade e continuidade, normalmente com os efectivos muito inferiores aos orgânicos.


Sediada inicialmente em localidade onde se encontravam forças especiais subordinadas ao Comando de Agrupamento Operacional, soube, desde o início, mercê de uma dinâmica e consciente acção de comando e do espírito de equipa que caracteriza esta Sub-Unidade, integrar-se num conjunto com características heterogéneas e conquistar a confiança e consideração de todos aqueles com que contactou e com quem realizou actividade operacional coordenada.


Actuando em áreas com características distintas, integrou-se plenamente na ideia de manobra do Comando, cumprindo todas as missões que lhe foram cometidas com elevado sentimento de missão, espírito ofensivo, estoicismo e agressividade, contribuindo, pelos resultados alcançados, para o prestígio do Batalhão a que pertence.
Inicialmente instalada em abarracamentos, a Companhia de Cavalaria 2486, plenamente consciente das responsabilidades duma Cavalaria caracterizada pelo seu espírito e pelas suas tradições, conseguiu, apesar do desgaste sofrido em consequência do esforço permanente a que foi sujeita, construir um novo aquartelamento, que muito a dignificou.

 
Unidade de elite, possuidora de elevado moral, inteiramente merecedora da confiança que o Comando nela deposita, a Companhia de Cavalaria 2486, em campanha e frente ao inimigo, vem honrando, nesta Província da Guiné, a Cavalaria Portuguesa e dignificando o Exército e as Forças Armadas, que vem servindo com elevada dignidade e o maior espírito de sacrifício.


(Revista da Cavalaria do ano 1971, página 121)

 

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27 de Janeiro de 1970: Citação Elogiosa Colectiva
 

BATALHÃO DE CAVALARIA N.º 2868


(Despacho de Sua Excelência o General Comandante-Chefe do Comando Territorial Independente da Guiné, em 27 de Janeiro de 1970)


Terminada a visita de inspecção que realizei aos trabalhos de reordenamento levados a efeito pelo Batalhão de Cavalaria 2868, apraz-me, gostosamente, mais uma vez salientar a notável acção desenvolvida por esta Unidade de elite, neste novo campo fundamental da sua actividade, no quadro da manobra de contra-subversão em curso.


Esta Unidade confirma, no campo da concepção e execução dos planos de reordenamento, na organização do trabalho e na eficiente acção psicológica junto das populações a reordenar, o alto conceito em que é tida, e que conquistou através da sua excepcional actividade operacional frente ao inimigo.


Destaca-se a ajustada manobra ao esforço de reordenamento, em conformidade com as directivas recebidas.


A Repartição de Assuntos Civis e Acção Psicológica deverá providenciar no sentido de que os Oficiais responsáveis pelos reordenamentos do Território Operacional da Guiné, sempre que possível visitem os reordenamentos a cargo do Batalhão de Cavalaria 2868, que podem ser apresentados como exemplo de alta eficiência.


Comunique-se o presente despacho a todos os Comandos de Agrupamento, Batalhão e Comandos Operacionais.


(Revista da Cavalaria do ano 1971, página 130)

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09 de Fevereiro de 1971: Louvor e Condecoração
 

Louvado por feitos em combate e agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 3.ª classe, pela Portaria  de 09 de Fevereiro de 1971, publicada na Ordem do Exército n.º 5 - 2.ª série, de 1971:

 

Cruz de Guerra de 3.ª classe

 

CG-3-Classe-700Alferes Miliciano de Infantaria
JOSÉ MANUEL DUARTE FERNANDES
 

CCav2486/BCav2868 - RC7
GUINÉ
 

3.ª CLASSE
 

Transcrição da Portaria publicada na OE n.º 5 — 2.ª série, de 1971.
 

Por Portaria de 09 de Fevereiro de 1971:
 

Condecorado com a Cruz de Guerra de 3.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província da Guiné Portuguesa, o Alferes Miliciano de Infantaria, José Manuel Duarte Fernandes, da Companhia de Cavalaria n.º 2486/Batalhão de Cavalaria n.º2868 — Regimento de Cavalaria n.º 7.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.

 

(Por Portaria da mesma data, publicada naquela 0E):


Louvado o Alferes Miliciano de Infantaria, José Manuel Duarte Fernandes, da Companhia de Cavalaria n.º 2486, do Batalhão de Cavalaria n.º 2868 - Regimento de Cavalaria n.º 7, pelas excepcionais qualidades de comando, rara agressividade, elevado espírito de iniciativa e invulgar sentido de missão, demonstradas nas muitas acções de contacto com o inimigo.


Evidenciando gosto pelo risco e desprezo pela vida, este oficial tem resolvido, mercê de reais qualidades de combatente, situações de emergência em que a agressividade e o valor pessoal são factores determinantes do êxito.


De realçar a captura de um elemento inimigo armado, por si levada a efeito em actuação pessoal, e o êxito conseguido no assalto a um acampamento, por momentos comprometido pela avaria das armas colectivas, e resultante da capacidade de reacção imediata de alguns elementos, os quais, entrando isolados no objectivo, abriram caminho à força, o que havia de consolidar o sucesso da acção, com evidente risco da própria vida.


Pelas qualidades de combatente, pela forma dinâmica e enérgica com que sempre impulsionou os homens que comandava, levando-os confiantes e decididos, é o Alferes Fernandes digno da maior consideração e estima dos seus superiores, camaradas e subordinados, devendo os serviços por si prestados em campanha, serem classificados de elevado mérito.

 

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01 de Abril de 1971: Louvor Colectivo


Ex-rcito-Portugu-s-280BATALHÃO DE CAVALARIA N.º 2868


(Ordem do Exército n.º 7 – 2.ª Série, de 1 de Abril de 1971


Louvado o Batalhão de Cavalaria n.º 2868, pela forma altamente eficiente como desempenhou as múltiplas funções que lhe foram cometidas ao longo da sua comissão de serviço no Teatro de Operações da Guiné.


Colocado inicialmente na área do Cacheu, como Unidade de intervenção do Comando-Chefe, integrado no Comando do Agrupamento Operacional, desenvolveu aí uma notável actividade, caracterizada por invulgar espírito de missão, agressividade, dinamismo e persistência, de que resultou, não só uma profunda desarticulação do dispositivo inimigo e da sua estrutura político-administrativa, como permitiu ainda uma considerável liberdade de acção das outras forças, com sensíveis reflexos no quadro geral da zona de acção.


A evolução favorável da situação militar na área e a decisão superior de incrementar o esforço de promoção sócio-económica e cultural no «Chão Manjaco», determinaram a escolha do Batalhão de Cavalaria n.º 2868 para, ainda como Unidade de intervenção do Comando-Chefe, ocupar o Sector de Bula, onde iniciou uma árdua e desgastante actividade operacional de contra-penetração, confirmando, de forma insofismável, a sua alta eficiência e o seu elevado sentido de missão.


De salientar o invulgar esforço despendido e a determinação com que actuou para garantir a segurança dos trabalhos de asfaltagem do itinerário Bula - São Vicente, cujo traçado se estendia por áreas consideravelmente críticas, cumprindo integralmente a sua missão.


No âmbito do reordenamento das populações e da acção psicológica, atingiu o Batalhão um alto nível de eficiência, concretizado pela construção de cerca de um milhar de casas e de cinco postos escolares militares, proporcionando assim um clima de segurança e confiança, que estão na base do progressivo desequilíbrio das populações para a causa nacional.


O Batalhão de Cavalaria n.º 2868, pela forma determinada como cumpriu as missões que lhe foram atribuídas, pela sua adaptabilidade a todo o tipo de acções, pelo seu espírito agressivo e pelo alto sentido do dever, coragem e valentia com que, no seu conjunto, todos os seus elementos enfrentaram o fogo inimigo, tem jus a ser salientado como verdadeira Unidade de elite do Exército Português, que em terras da Guiné honrou as tradições da Arma a que pertence, ganhando direito ao agradecimento da Pátria, pelos relevantes serviços prestados no Teatro de Operações da Guiné.


(Revista da Cavalaria do ano 1971, páginas 118 e 119)

 

 

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