José Manuel Gomes de Jesus, Furriel Mil.º de
Infantaria, da CCac1560/BCac1891
"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro

José
Manuel Gomes de Jesus
Furriel Mil.º de Infantaria
Companhia de Caçadores 1560
«LEOPARDOS»
Batalhão de Caçadores 1891 «LEAIS E
VALOROSOS»
Moçambique: 21Mai1966 a 13Ago1968
Cruz de Guerra de
4.ª classe
Louvor Individual
José Manuel Gomes de Jesus, Furriel Mil.º
de Infantaria, n.º n.º 02330164
Mobilizado pelo Regimento de Infantaria 16 (RI16 -
Évora) «CONDUTA BRAVA E EM TUDO DISTINTA» para servir
Portugal na Província Ultramarina de Moçambique;
No dia 30 de Abril de 1966, na Gare Marítima da Rocha do
Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Pátria’,
integrado na Companhia de Caçadores 1560 (CCac1560)
«LEOPARDOS» do
Batalhão de Caçadores 1891 (BCac1891)
«LEAIS E VALOROSOS», rumo ao porto de Nacala, onde
desembarcou no dia 21 de Maio de 1966;
A sua subunidade de infantaria, comandada pelo
Capitão
Mil.º de Infantaria António Augusto da Costa Campinas, após o
desembarque foi colocada em Gilé, onde substituiu uma
secção da Companhia de Caçadores 689 (CCac689); de Maio
de
1966 a Janeiro de 1967, a actividade operacional,
consistiu principalmente em patrulhamentos e acção
educativa e
medicamentosa junto da população; em Janeiro
de 1967, foi transferida, por troca com a Companhia de
Cavalaria 1505 (CCav1505) do Batalhão de Cavalaria 1879
(BCav1879) «NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE», de Gilé
para Maniamba, deslocou um pelotão para Bandece; de
Janeiro de 1967 a Fevereiro de 1968, efectuou entre
outras, as operações:
"Alcides" (vale do rio Messinge),
"Segunda Vez" (região da "Base Liconhire"), "Lisboa"
(serra Macuti),
"Marretada II" (região da "Base
Maniamba), "Sobe-Sobe" (serra Jus zagombe), "Alferes
Ambar" (região da "Base Liconchire") e "Crepúsculo"
(entre os rios Messinge, Nossi e Luavize); tomou parte
nas operações "Marretada",
"Caravana I" e
"Caravana II";
em Fevereiro de 1968, foi rendida em Maniamba, pela
Companhia de Artilharia 2326 (CArt2326) do Batalhão de
Artilharia 2838 (BArt2838) «LOBOS» - «FORTES E ASTUTOS»,
regressando a Gilé, onde rendeu a Companhia de Cavalaria
1505
(CCav1505) do Batalhão de Cavalaria 1879 (BCav1879)
«NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE»; foi rendida em Gilé,
em Agosto de 1968, pela Companhia de
Caçadores 1794
(CCac1794) «OS LACRAUS» do Batalhão de Caçadores 1934
(BCac1934) «OS LAGARTOS« - «EFICIENTES E OPORTUNOS»;
Louvado
por feitos em campanha no teatro de operações na
Província Ultramarina de Moçambique, Publicado na Ordem
de Serviço n.º 25, de 27 de Março de 1968, do
Quartel-General da Região Militar de Moçambique;
Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 4.ª classe,
por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas de
Moçambique, de 23 de Abril de 1968;
No dia 13 de Agosto de 1968, no porto de Nacala, embarcou
no NTT 'Vera Cruz' de regresso à Metrópole, onde
desembarcou no dia 4 de Setembro de 1968.
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Cruz de Guerra de 4.ª classe
Furriel Miliciano de
Infantaria
JOSÉ MANUEL GOMES DE JESUS
CCac1560/BCac1891 - RI16
MOÇAMBIQUE
4.ª CLASSE
Transcrição do
Despacho publicado na Ordem do Exército n.º 17 –
3.ª série, de 1968.
Agraciado com a Cruz de Guerra de 4.ª classe,
nos termos do artigo 12.º do Regulamento da
Medalha Militar, promulgado pelo Decreto n.º 35
667, de 28 de Maio de 1946, por despacho do
Comandante-Chefe das Forças Armadas de
Moçambique, de 23 de Abril, o Furriel Miliciano
de Infantaria, José Manuel Gomes de Jesus, da
Companhia de Caçadores n.º 1560 do Batalhão de
Caçadores n.º 1891 -Regimento de Infantaria n.º
16.
Transcrição do
louvor que originou a condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º 25, de 27 de
Março de 1968, do Quartel-General da Região
Militar de Moçambique):
Que, por seu despacho de 6 de Março de 1968,
louvou o Furriel Mil.º n.º 02330164, José Manuel
Gomes de Jesus, da Companhia de Caçadores n.º
1560 do Batalhão de Caçadores n.º 1891, pelas
invulgares qualidades de heroísmo, dedicação e
espírito de sacrifício reveladas nas numerosas
acções de combate em que tem tomado parte, quase
sempre debaixo de fogo inimigo.
São de realçar as suas actuações em diferentes
operações numa das quais, tendo o seu grupo de
combate sido violentamente emboscado por um
numeroso e bem armado grupo inimigo conseguiu,
mercê de total desprezo pelo perigo e de
absoluto sangue frio, carregar sobre a emboscada
inimiga, conseguindo neutralizar o seu fogo e
pôr os elementos adversos em debandada.
De destacar, ainda, a sua actuação na operação
"Quatro Camaradas" em que, comandando uma secção
do Grupo de Combate que permanecia em reserva,
quis voluntariamente tomar parte no assalto às
posições inimigas, assalto este feito debaixo de
violento fogo inimigo e com sério risco da
própria vida, apoiando os seus camaradas da
linha da frente, tendo-se havido com
extraordinária bravura e espírito de iniciativa
e comando na condução dos seus homens.
