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Francisco Agostinho Luís,
1.º Cabo de Infantaria: Medalha de Cobre de
Valor Militar, com palma
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HONRA E GLÓRIA |
Fontes:
5.º Volume, Tomo I, pág.
163, da RHMCA / CECA / EME
8.º Volume, Tomo I, Livro 1,
pág.29, da RHMCA / CECA / EME
Jornal do Exército, ed. 16,
de Abr1961
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1.º Cabo de Infantaria, n.º 1287/60
Companhia de
Caçadores Especiais 78
7.ª Companhia de Caçadores Especiais / RMA
Medalha de
Cobre de Valor Militar, com palma
José
Martins Silvestre 1.º Cabo de Infantaria,
n.º 1287/60, natural da freguesia de
Monsanto, concelho de Idanha-a-Nova, filho
de António Silvestre e de Antónia Martins.
Mobilizado pelo Batalhão de Caçadores 5 (BC5
- Campolide) para servir Portugal na
Província Ultramarina de Angola integrado na
Companhia de Caçadores Especiais 78, a qual,
na Região Militar de Angola passou a
designar-se pela 7.ª Companhia de
Caçadores Especiais.
Faleceu no dia 3 de Abril de 1961, em Cólua,
a 22 Km da Aldeia Viçosa, vítima de
ferimentos em combate.
Está inumado no cemitério de Santana
(Catete), em Angola
Medalha de
Cobre de Valor Militar,
1.º
Cabo de Infantaria, n.º 1287/60
JOSÉ MARTINS SILVESTRE
Grau: Cobre, com palma (Título póstumo)
Transcrição da Portaria publicada na OE
n.º 14 — 3.ª série, de 1962:
Por Portaria de 27 de Abril de 1962:
Manda o Governo da República Portuguesa,
pelo Ministro do Exército, condecorar com a
Medalha de Cobre de Valor Militar, com
palma, nos termos do parágrafo 2.º do art.º
8.º do Regulamento da Medalha Militar de 28
de Maio de 1946, por satisfazer às condições
expressas no parágrafo 1.º do art.º 7.º do
mesmo Regulamento:
]A título póstumo, o Primeiro-cabo n.º
1287/60, da 78.ª Companhia de Caçadores [Especiais]
metropolitanos, José Martins Silvestre,
porque, no dia 3 de Abril de 1961, na região
de Cólua, tendo sido detida, num corte de
estrada, a viatura que transportava a Secção
a que pertencia, conseguiu atingir uma mata
próxima, juntamente com três outras praças e
embora ferido durante a progressão, devido a
intenso fogo dos terroristas emboscados,
mesmo assim saiu da zona de perigo e podendo
reunir-se à sua coluna, como tencionava
fazer e o seu estado inteiramente
justificava, ao verificar que o seu camarada
[Francisco
Agostinho Luís], que juntamente
consigo havia atingido a mata, se propunha
voltar à retaguarda, a fim de proteger e
transportar o seu sargento e um soldado que
tinham caído gravemente feridos quando
progrediam para o mesmo local, imediatamente
o acompanhou, vindo ambos a encontrar a
morte sob o nutrido fogo que continuava a
bater a área, tombando gloriosamente junto
do cadáver do seu comandante de Secção [2.º
Sargento de Infantaria Francisco José
Ribeiro] e de quatro soldados [Aníbal
Gonçalves de Almeida, António José Cerejo,
Manuel dos Santos Moreira e Manuel Serafim
Lavado] que igualmente ali deram
a vida pela Pátria.
Com a sua pronta e desassombrada atitude, de
verdadeiro desprezo pelo perigo e amor ao
próximo, demonstrou possuir, em elevado
grau, as virtudes que mais podem dignificar
um soldado valentia, coragem, abnegação e
espírito de sacrifício.
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