1.º
Cabo de Infantaria, n.º 788/60
JOSÉ RAMOS DA CONCEIÇÃO DUARTE
CCac105/BCac96 — RI 15
ANGOLA
Grau: Cobre, com palma
Transcrição da Portaria publicada
na OE n.º 25 - 3.ª série, de 1961:
Manda o Governo da República
Portuguesa, pelo Ministro do
Exército, condecorar com a Medalha
de Cobre de Valor Militar, com
palma, nos termos do art.º 50.º do
Regulamento de Medalha militar, de
28 de Maio de 1946, o 1.º Cabo n.º
788/60, do Regimento de Infantaria
n.º 15, José Ramos da Conceição
Duarte, fazendo parte do Batalhão de
Infantaria n.º 96, por, no dia 10 de
Junho de 1961, numa operação de
combate na região de Úcua — Pedra
Verde, ter mostrado ser possuidor de
alta e heroica compreensão da
grandeza do dever militar e ter
agido apesar de bastante ferido, com
grave risco da sua vida, com
excepcional abnegação, coragem e
valentia, conseguindo sozinho suster
e destroçar um grupo de terroristas
e proteger um seu companheiro que
havia sido gravemente ferido, em
combate, até receber auxílio do
pessoal da sua unidade.
Lisboa, 25 de Agosto de 1961. O
Ministro do Exército, Mário Silva.
Promoção por distinção —
Transcrição da OS n.º 57 de 25 de
Agosto de 1961, do Comando da RMA e
OS n.º 82 de 19 de Setembro de 1961
do BCac 96:
Que por despacho de Sua Ex.ª o
Ministro do Exército, de 07 de
Agosto de 1961, a confirmar em O.E.,
foi promovido por distinção ao posto
de Furriel do Quadro permanente, com
vencimentos desde a data do
despacho, o 1.º Cabo n.º 788/60,
José Ramos da Conceição Duarte,
deste Batalhão e da Companhia de
Caçadores 105.
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clique no sublinhado ou na imagem
que se seguem:
7 de Agosto de 1961, no Quartel
General em Luanda, a cerimónia da
condecoração

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(nota)
Batalhão
de Caçadores N.º 96
Identificação: BCaç 96
Unidades
Mobilizadoras:
Regimento de Infantaria 7 (RI 7 —
Leiria):
Comando, Companhia de
Comando e Serviços (CCS) e Companhia
de Caçadores 104 (CCaç 104);
Regimento
de Infantaria 2 (RI 2 - Abrantes): Companhia
de Caçadores 103 (CCaç 103);
Regimento de Infantaria 15 (RI 15 —
Tomar):
Companhia de
Caçadores 105 (CCaç 105).
Comandantes:
Tenente-Coronel de
Infantaria Armando da Silva Maçanita
Tenente-Coronel de Infantaria Carlos
da Costa Campos e Oliveira
2.°
Comandante:
Major de Infantaria
Jovelino Moniz de Sá Pamplona Corte
Real
Oficial de
Informações e Operações / Adjunto:
Capitão de Infantaria
Jorge Afonso Cardoso
Comandantes de
Companhias:
Companhia de Comando e Serviços
(CCS):
Capitão de
Infantaria António Mariz de Sousa e
Costa
Companhia de Caçadores 103 (CCaç
103):
Capitão de
Infantaria Mário de Aguiar Gonçalves
Dente
Alferes de Infantaria Casimiro
Augusto Teixeira
Capitão Mil.ª de Infantaria José
Luís Gomes Ferreira
Companhia de
Caçadores 104 (CCaç 104):
Capitão de Infantaria José Maria
Adriano das Neves
Companhia de
Caçadores (CCaç 105):
Capitão de Infantaria Luís Alberto
Monteiro de Oliveira Leite
Divisa:
"Nambuangongo"
Partida:
Embarque em 05 de Maio de 1961;
desembarque em 14 de Maio de 1961
Regresso:
Embarque em 09 de Maio de 1963 (em
Moçâmedes)
Síntese da Actividade
Operacional
Em cumprimento do plano de operações
"Gama", o Batalhão de Caçadores
deslocou-se, a partir de 07 de Junho
de 1961, para o Norte, onde devia
desenvolver operações para diminuir
a pressão do inimigo nas regiões de
Úcua, ocupada por um Pelotão da
Companhia de Caçadores 66 (CCaç 66)
e Píri, operando paralelamente ao
Batalhão de Caçadores Eventual
Quanza Norte (BCaç Ev/Quanza Norte),
sendo de salientar os combates de
Muquiama Sarna, Quissacala e Queso,
de que resultaram no primeiro,
baixas pesadas para o inimigo e
também para as Nossas Tropas (NT),
no primeiro. Em 22 de Julho de 1961,
o Batalhão de Caçadores foi
substituído no Píri pelo Batalhão de
Caçadores 132 (BCaç 132).
Em 22 de Julho de 1961, foi
difundido o plano "Viriato", segundo
o qual o Batalhão de Caçadores, com
o Batalhão de Caçadores 114 (BCaç
114) e a Companhia de Cavalaria 149
(CCav 149), deviam abrir
itinerários, convergentes em
Nambuangongo, a partir da ponte do
Dange, Caxito e Ambriz. Todavia,
antes da rendição, teve lugar o
combate defensivo de Muquiama Sarna,
de novo, no qual um Pelotão da
Companhia de Caçadores 103 (CCaç
103) sofreu um ataque do inimigo em
massa, com inaudita decisão, de 400
elementos que, ao cabo de hora e
meia, foram repelidos com
pesadíssimas baixas. Atravessando o
rio Dange e o rio Luíca, em 23 de
Julho de 1961, novo ataque com as
mesmas características e
consequências para o inimigo, que,
entretanto, até à chegada a Mucondo,
atingida em 26 de Julho de 1961,
emboscou ainda várias vezes.
Muxaluando foi ocupada em 07de
Agosto de 1961. Grave falta de
reabastecimentos tinha surgido,
sanada em 04 de Agosto de 1961, com
a chegada do 2.º escalão do
batalhão, vindo do Píri.
Refira-se em 29 de Julho de 1961, o
combate defensivo de Mucondo, no
qual 800 elementos inimigos, com
Metralhadoras Ligeiras (ML),
Pistolas Metralhadoras (PM),
espingardas, canhangulos e catanas,
atacaram em massa e foram repelidos
com graves baixas: 53 mortos
contados e 60 feridos conhecidos.
Faz-se menção ainda às muitas
centenas de valas profundas e
largas, abatizes e pontões
destruídos, que foi preciso superar,
numa área completamente devastada e
sem quaisquer recursos logísticos.
Em 09 de Agosto de 1961, finalmente,
foi atingido Nambuangongo pela
Companhia de Caçadores 103 (CCaç
103).
Em 20 de Outubro de 1961, surgiu o
primeiro dispositivo estável, que na
3.ª fase, em Dezembro de 1961, era o
seguinte: o Comando, Companhia de
Comando e Serviços (CCS), Pelotão de
Sapadores 23 (PelSap 23), Pelotão de
Morteiros 12 (PelMort 12) e Pelotão
de Canhões Sem Recuo 10 (PelCanhSRc
10) em Muxaluando, a Companhia de
Caçadores (CCaç 103) em
Nambuangongo, a Companhia de
Caçadores 104 (CCaç 104) em Mucondo,
a Companhia de Caçadores 105 (CCaç
105) em Lifune-Tári, a Companhia de
Caçadores 391 (CCaç 381) do Batalhão
de Caçadores 382 (BCaç 382) na
Fazenda Maria Fernanda, a Companhia
de Caçadores 270 (CCaç 270) na Beira
Baixa, e ainda destacamentos em
Fazenda Onzo, Quixito, Alto Lifune,
Marcoense, Santo António e Beira
Baixa. Apoiaram logisticamente o
Batalhão de Caçadores, o
Destacamento de Manutenção de
Material 206 (DestManMat 206) e o
Destacamento de Intendência 213 (Destlnt
213). Com carácter eventual,
reforçaram o Batalhão de Caçadores a
Companhia de Caçadores (CCaç 78) em
Quibaxe, a Companhia de Caçadores 66
(CCaç 66) em Úcua, a Companhia de
Caçadores 165 (CCaç 165) do Batalhão
de Caçadores 158 (BCaç 158) e
Companhia de Caçadores 140 (CCaç
140) do Batalhão de Caçadores 137 (BCaç
137).
Mencionam-se as operações "Viriato",
"Esmeralda", "Turbilhão", "Golias" -
reforçado com o Batalhão de
Caçadores 261 (BCaç 261) -,
"Siroco", "Branca de Neve" e "Pé
Leve".
Com início dos movimentos em 05 de
Março de 1962, o Batalhão de
Caçadoresç foi rendido no subsector
de Nambuangongo, no Sector 3, da
Zona de Intervenção Norte (ZIN),
pelo Batalhão de Cavalaria 350 (BCav
350), em 31 de Março de 1962.
O Batalhão de Caçadores, após
algumas semanas no Grafanil, em
Luanda, iniciou em 18 de Abril de
1962 o deslocamento para a Zona de
Intervenção do Sul (ZIS), com a sede
em Sá da Bandeira. O Batalhão de
Caçadores assumiu o comando da ZIS,
cujo dispositivo integrava o
Regimento de Infantaria de Sá da
Bandeira (RISB), o Grupo de
Artilharia de Campanha de Sá da
Bandeira (GACSB) e o Batalhão de
Caçadores 96 (BCaç 96). O Comando,
Companhia de Comando e Serviços
(CCS) e a Companhia de Caçadores 103
(CCaç 103) instalaram-se em Sá da
Bandeira, a Companhia de Caçadores
104 (CCaç 104) em Pereira d'Eça e a
Companhia de Caçadores 105 (CCaç
105) em Moçâmedes; em 10 de Agosto
de 1962, a Companhia de Caçadores
103 (CCaç 103) instalou um pelotão
em Caconda e para onde foi depois
transferida, em 02 de Novembro de
1962.
No período, desenvolveu persistente
actividade nos capítulos da
informação, acção social, de
vigilância e segurança.
Em 09 de Maio de 1963, foi rendido
pelo Batalhão de Cavalaria 345 (BCav
345), tendo efectuado o embarque de
regresso em Moçâmedes.