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Condecorações

José Ricardino Alves da Glória, Soldado de Artilharia - Cruz de Guerra, de 3.ª classe

 

HONRA E GLÓRIA

Fontes:

5.º Volume, Tomo VII, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo II, da RHMCA / CECA / EME

Jornal do Exército n.º 142, de Janeiro de 1972

 

 

José Ricardino Alves da Glória

 

Soldado de Artilharia, n.º 16997669

 

Companhia de Artilharia 2741

 

Batalhão de Artilharia 2920

 

«HONRA E DEVER»

 

Guiné: 24Jul1970 a 21Set1972

 

Cruz de Guerra, de 3.ª classe

 

Prémio 'Governador'

 

José Ricardino Alves da Glória, Soldado de Artilharia, n.º 16997669.

 

Mobilizado pelo Regimento de Artilharia Pesada 5 (RAP5 - Penafiel) para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné integrado na Companhia de Artilharia 2741 (nota) do Batalhão de Artilharia 2920 «HONRA E DEVER», no período de 24 de Julho de 1970 a 21 de Setembro de 1972.

 

(nota) - Companhia de Artilharia 2741 do Batalhão de Artilharia 2920

 

Identificação: CArt2741


Unidade Mobilizadora: Regimento de Artilharia Pesada 5 (RAP5 - Penafiel)

 
Comandante: Capitão de Artilharia João Maria Clímaco de Sousa Brito


Divisa: "Honra e Dever"


Partida: Embarque em 18 de Julho de 1970; desembarque em 24 de Julho de 1970;
 

Regresso: Embarque em 21 de Setembro de 1972

Síntese da Actividade Operacional


A Companhia de Artilharia 2741 seguiu em 03 de Agosto de 1970 para Contuboel, a fim de efectuar a sobreposição e render a Companhia de Caçadores 2435, seguindo um pelotão para Sare Bacar, em 05 de Agosto de 1970 e outro para Sare Aliú Sene, em 12 de Agosto de 1970.


Em 13 de Agosto de 1970, assumiu a responsabilidade do subsector de Contuboel, com forças destacadas na ponte do rio Geba, Sora, Sare Bacar e Sare Aliú Sene.


Em 20 de Agosto de 1970, por criação, ainda com carácter temporário, do subsector de Sare Bacar, passou a ter três pelotões destacados neste novo subsector e instalados em Sare Bacar, Sare Aliú Sene e Sora, onde se mantiveram até à chegada da Companhia de Caçadores 2636, entre 20 e 24 de Setembro de 1970.


A partir de 24 de Setembro de 1970, mantendo efectivos na ponte do rio Geba, passou a ter destacados dois pelotões em Sare Uale e Sumbundo, no subsector de Fajonquito, onde permaneceram até finais de Junho de 1971.


Seguidamente destacou efectivos para reforço temporário do subsector de Bafatá e, deslocou um pelotão para Sonaco, mantendo sempre o destacamento da ponte do rio Geba.


Em 28 de Maio de 1972, foi rendida no subsector de Contuboel pela Companhia de Caçadores 3547 e recolheu seguidamente a Bissau, a fim de efectuar o embarque de regresso.

Cruz de Guerra, de 3.ª classe

Soldado de Artilharia, n.º 16997669
JOSÉ RICARDINO ALVES DA GLÓRIA
 

CArt 2741/BArt 2920 — RAL 5
GUINÉ
 

3.ª CLASSE
 

Transcrição do Despacho publicado na OE n.º 24 — 3.ª série, de 1972.
 

Agraciado com a Cruz de Guerra de 3.ª classe, nos termos do artigo 20.º do Regulamento da Medalha Militar, promulgado pelo Decreto n.º 566/71, de 20 de Dezembro de 1971, por despacho do Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, de 22 de Maio de 1972, o Soldado n.º 16997669, José Ricardino Alves da Glória, da Companhia de Artilharia 2741/Batalhão de Artilharia 2920 —Regimento de Artilharia Ligeira n.º 5.
 

Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Publicado na OS n.º 16, de 18 de Maio de 1972, do CCFAG e n.º 21, do mesmo mês e ano, do QG/CTIG):
 

Por proposta do Brigadeiro Comandante Militar do CTIG, o General Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, por seu despacho de 05 de Maio de 1972, louvou o Soldado n.º 16997669, José Ricardino Alves da Glória, da Companhia de Artilharia n.º 2741, do Batalhão de Artilharia n.º 2920, pelas excepcionais qualidades de coragem, decisão, sangue-frio e serenidade debaixo de fogo demonstradas durante a sua permanência na Província da Guiné.


Salienta-se a sua actuação durante a Operação "Quadrilha Sagaz" e no decorrer de uma emboscada sofrida pelas nossas tropas em que, ao aperceber-se que o lança-granadas da frente da coluna não fazia fogo, rapidamente se deslocou debaixo de fogo e utilizou a referida arma, com superior eficiência, batendo com precisão as posições adversas, obrigando o inimigo a retirar, frustrando-lhe assim os seus intentos.


Noutra circunstância e no decurso da Operação "Dragão Feroz", durante uma emboscada levada a efeito pelo inimigo, ocupando o terceiro lugar da coluna, deslocou-se para a testa enquanto fazia o primeiro disparo e, uma vez aí, fez fogo certeiro em direcção aos locais de instalação inimiga até que, esgotadas as munições, correu em socorro dos camaradas mais gravemente feridos e fez fogo de dilagramas com a arma de um deles, contribuindo decisivamente para que o adversário fosse posto em fuga.


O Soldado Glória, pelas invulgares qualidades de combatente que revelou possuir no Teatro de Operações da Guiné, dignificou altamente a Arma a que pertence, o Exército e a Pátria, que tão abnegadamente serve.
 

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Jornal do Exército, n.º 142, de Janeiro de 1972:

 

 

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