Cruz
de Guerra, de 3.ª classe
Prémio Governador «Guiné»
José Manuel dos Santos Rosa, Soldado
de Infantaria, n.º 7924866, natural
da freguesia de Santa Maria,
concelho de Odemira
Mobilizado
para servir
Portugal na Província Ultramarina da
Guiné integrado na Companhia de
Caçadores 1686 «OS FERAS DA GUINÉ»
do Batalhão de Caçadores 1912 «VALENTES
E DESTEMIDOS», no período de
14 de
Abril de 1967 a 16 de Maio de 1969.
Batalhão
de Caçadores n.º 1912
Identificação: BCac 1912
Unidade Mobilizadora: RI 16 -
Évora
Comandante:
Tenente-Coronel de Infantaria Artur
Afonso Pereira Rodrigues
2.º Comandante:
Major de Infantaria António da Graça
Bordadágua
Major de Infantaria Guilherme
Henrique da Costa
Oficial de Informações e
Operações / Adjunto:
Major de Infantaria Luís Alberto
Monteiro de Oliveira Leite
Comandantes de Companhia:
Companhia de Comando e Serviços
(CCS):
Capitão SGE Carlos da Conceição
Cabrita
Capitão de Infantaria António Maria
Cardoso de Almeida Coimbra
Companhia de Caçadores 1684 (CCac
1684):
Capitão de Infantaria António
Feliciano Mota da Câmara Soares
Tavares
Companhia de Caçadores 1685 (CCac
1685):
Capitão de Infantaria Alcino de
Jesus Raiano
Companhia de Caçadores 1686 (CCac
1686):
Capitão Mil.º de Infantaria José de
Matos Correia Barradas
Divisa: "Valentes e
Destemidos"
Partida: Embarque em 08Abr67;
desembarque em 14Abr67
Regresso: Embarque em 16Mai69

Síntese da Actividade Operacional da
Companhia de Caçadores 1686 (CCac
1686):
A CCaç 1686 seguiu em 15Abr67, para
Mansoa, a fim de efectuar a
adaptação operacional e integrar o
dispositivo e manobra do seu
batalhão como subunidade de
intervenção e reserva do Sector,
tendo realizado diversas operações
nas regiões de Locher, Polibaque e
Ponta Bará, entre outras.
Em 250ut67, por troca com a CArt
1660, assumiu a responsabilidade do
subsector de Mansoa, com efectivos
destacados em Cutia, ponte do rio
Braia, Jugudul, Uaque e Bindoro.

Em 21Fev68, novamente por troca com
a CArt 1660, voltou a desempenhar a
missão de intervenção e reserva do
sector de Mansoa, realizando várias
operações nas regiões de. Enxalé,
Mansabá, Bindoro e outras.
Em 01Ago68, substituída na
intervenção pela CCaç 2405, voltou a
assumir a responsabilidade do
subsector de Mansoa, rendendo
novamente a CArt 1660.
Em 14Mai69, foi rendida no subsector
de Mansoa pela CCaç 2587 e recolheu
seguidamente a Bissau, a fim de
efectuar o embarque de regresso.
Cruz
de Guerra, de 3.ª classe
Soldado
de Infantaria, n.º 7924866
JOSÉ MANUEL DOS SANTOS ROSA
CCac 1686/BCac 1912 — RI 16
GUINÉ
3.ª CLASSE
Transcrição da Portaria publicada na
OE n.º 26 — 3.ª série, de 1967.
Por Portaria de 16 de Agosto de
1967:
Manda o Governo da República
Portuguesa, pelo Ministro do
Exército, condecorar com a Cruz de
Guerra de 3.ª classe, ao abrigo dos
artigos 9.º e 10.º do Regulamento da
Medalha Militar, de 28 de Maio de
1946, por serviços prestados em
acções de combate na Província da
Guiné Portuguesa:
O Soldado n.º 7924866, José Manuel
dos Santos Rosa, da Companhia de
Caçadores n.º 1686/Batalhão de
Caçadores n.º 1912 Regimento de
Infantaria n.º 16.
Transcrição do louvor que
originou a condecoração.
(Publicado na OS n.° 28, de 22 de
Junho de 1967, do QG/CTIG):
Que, por seu despacho de 20 do
corrente e proposta do Exm.º
Comandante do Agrupamento 1976,
louvou o Soldado n.º 7924866, José
Manuel dos Santos Rosa, da CCac
1686/BCac 1912, porque, durante a
operação "Fadista", realizada no dia
24Mai67, sendo apontador de uma
metralhadora ligeira "MG",
demonstrou uma invulgar coragem,
decisão, serena energia debaixo de
fogo, sangue-frio e dedicação a toda
a prova, ao conservar-se de pé e sem
abrigo para, em melhores condições,
varrer um maior sector de tiro.
Não perdendo a serenidade
patenteada, ao constatar que tiros
inimigos o alvejavam, ao ponto de
lhe furarem o camuflado, manteve-se
na mesma posição até que o inimigo
retirou em debandada.
Esta atitude foi motivo de admiração
dos seus camaradas e constituiu um
incentivo para a actuação da sua
Companhia que infligiu pesadas
baixas ao In.
