José Osório de Antas
Megre, Alferes Mil.º 'Comando', da 12.ª Companhia de
Comandos
“Pouco se fala hoje em dia nestas
coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho
como Portugueses, elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
HONRA E GLÓRIA
e
nota
de óbito:
Elementos cedidos por um
colaborador do portal UTW
Faleceu em Lisboa, no dia 21 de
Fevereiro de 2009, o veterano
José
Osório de Antas Megre
Alferes Mil.º 'Comando'
Comandante de um dos Grupos de
Combate da
12.ª Companhia de Comandos
«A
SORTE PROTEGE OS AUDAZES»
Angola: 11Dez1967 a 06Abr1970
Cruz de Guerra de 4.ª classe
Louvor Individual
José Osório de Antas Megre, Alferes
Mil.º de Infantaria 'Comando', n.º 09318463;
Nascido a 26 de Março de 1942, em
Lisboa;
Em 1966 conclui o bacharelato em
engenharia mecânica, na
Grã-Bretanha;
Em 25 de Setembro de 1967,
Soldado-Cadete da Escola Prática de
Infantaria (EPI - Mafra) «AD UNUM», promovido a
aspirante-a-oficial miliciano
atirador de infantaria;
Em 01 de Novembro de 1967
promovido a Alferes Miliciano;
Em 02 de Dezembro de 1967 embarca
em Lisboa com destino ao Centro de
Instrução de Comandos da Região
Militar de Angola (CIC/RMA);
Em 20 de Março de 1968 conclui o
10.º curso de comandos e fica
integrado na 12.ª Companhia de
Comandos (12ª CCmds) «A SORTE
PROTEGE OS AUDAZES»;
Louvado por feitos em combate no
teatro de operações de Angola,
publicado
na Ordem de Serviço n.º 28, de 08 de
Abril de 1970, do Quartel General da
Região Militar de Angola;
No
dia 6 de Abril de 1970, embarcou no
NTT 'Pátria' de regresso à
Metrópole;
Em 18 de Abril de 1970, com a
desmobilização da 12.ª Companhia de
Comandos, termina a sua participação
naquela Unidade de Elite;
Em 09 de Fevereiro de 1971,
agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 4.ª
classe, pela Portaria de 9 de
Fevereiro de 1971, publicado na
Ordem do Exército n.º 5 - 2.ª série,
de 1971;
Faleceu em Lisboa, no dia 21 de
Fevereiro de 2009.
Paz à
sua Alma.
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Cruz de Guerra de 4.ª classe
Alferes Miliciano de Infantaria,
Comando
JOSÉ OSÓRIO DE ANTAS MEGRE
12.ª CCmds/CICmds - RMA
Angola
4.ª CLASSE
Transcrição da Portaria publicada na
Ordem do Exército n.º 5 - 2.ª série, de 1971.
Por
Portaria de 09 de Fevereiro de 1971:
Condecorado com a Cruz de Guerra de
4.ª classe, ao abrigo dos artigos
9.° e 10.° do Regulamento da Medalha
Militar, de 28 de Maio de 1946, por
serviços prestados em acções de
combate na Província de Angola, o
Alferes Miliciano de Infantaria,
José Osório de Antas Megre, da 12.ª
Companhia de Comandos, do Centro de
Instrução de Comandos - Região
Militar de Angola.
Transcrição do louvor que
originou a condecoração.
(Publicado na Odem de Serviço n.° 28, de 08 de
Abril de 1970, do Quartel-General da
Região Militar de Angola):
Louvado o Alferes Miliciano de
Infantaria, Comando, José Osório de
Antas Megre, do Centro de Instrução
de Comandos, pela forma brilhante
como se comportou ao longo da sua
comissão de serviço, como comandante
de Grupo e, eventualmente, de
subagrupamento, da 12.ª Companhia de
Comandos, demonstrando possuir
excelentes qualidades de chefia,
firme determinação, amor ao risco e
ao perigo, valentia, coragem,
abnegação e muita serenidade debaixo
de fogo do In.
Com perfeita noção das suas
responsabilidades e deveres de
oficial Comando, enfrentou com
invulgar espírito de missão todos os
riscos e perigos resultantes da
actividade operacional, comprovando
a sua capacidade de comando, sempre
que foi necessário pôr à prova a sua
afoiteza, desembaraço e reacção
pronta nas fases agudas do combate,
arrastando e galvanizando o pessoal
sob as suas ordens.
É de salientar a sua actuação pronta
e destemida, no decorrer de
determinada operação em que mereceu
ser citado pela maneira rápida e
ousada como reagiu, por três vezes,
ao fogo In, contagiando, com o seu
exemplo, os homens do seu Grupo que
o acompanharam imediata e
prontamente, demonstrando ser
possuidor das qualidades já
referidas em grau elevado,
contribuindo com a sua acção para a
desorganização imediata das
emboscadas do In, num terreno que
não lhe era muito favorável, e ainda
noutra operação quando,
helitransportado, assaltou
acampamentos In apenas com dez
homens, causando assinalado número
de baixas.
O Alferes Megre é um expressivo
exemplo de óptimo combatente
Comando, impondo-se como oficial de
muita valia ao respeito e
consideração dos seus superiores,
camaradas e subordinados, sendo
merecedor que os serviços prestados
na RMA sejam considerados de elevado
mérito.
Nascido a 26 de Março de 1942, em
Lisboa e formado em engenharia
mecânica, José Megre desde cedo se
começou a interessar por automóveis.
Depois de efectuar um Curso de
Engenharia Mecânica com
especialização em Automóveis em
Londres, Inglaterra (1963-66), Megre
decidiu participar nalgumas
competições automóveis. Nos anos 70,
o antigo piloto somou três
participações no Campeonato do Mundo
de Ralis. A partir de 1982 passou a
dedicar-se exclusivamente à
disciplina de todo o terreno onde se
destacam as participações pioneiras
no rali Paris-Dakar ao volante dos
UMM de construção portuguesa.
Participou ainda no rali
Paris-Cidade do Cabo e no
Paris-Moscovo-Pequim.
"Pai" do todo-o-terreno em
Portugal
Como organizador foi o responsável
pelo aparecimento da Maratona de
Portalegre, em 1987, e da Baja
Portugal, em 1988, prova que é hoje
conhecida como Rali Transibérico, a
mais importante competição europeia
da modalidade, integrando a Taça do
Mundo de Todo-o-Terreno. Dentro de
seu leque de organizações inclui-se
ainda as 24 Horas de TT e o
Transportugal.
Desde
1987 foi o responsável pela criação
e organização de várias expedições
intercontinentais em África, Ásia e
Américas, todas elas com um mínimo
de 15 mil quilómetros. É o sócio
número 1 e co-fundador do Clube
Todo-o-Terreno, criado em 1982, e
Presidente e co-fundador do Clube
Aventura, iniciado em 1984.
José Megre o viajante
Viajante compulsivo, esteve em 193
dos 194 países soberanos
reconhecidos no planeta - só lhe
faltava o Iraque. De notar que, as
viagens de José Megre não eram
feitas, de maneira nenhuma,
unicamente para conseguir o carimbo
no passaporte. A sua norma era fazer
vários
quilómetros, em todas elas, para
conhecer o melhor possível os países
que visitava, tendo percorrido cerca
de um milhão de quilómetros em
automóvel fora de Portugal. Mesmo
nas últimas viagens que fez a países
fechados ao turismo, alguns dos
quais bastante instáveis e com
restrições à circulação, percorreu
de automóvel várias centenas de
quilómetros em cada um deles.
Nos
últimos dois anos visitou cerca de
20 países, entre os quais a Libéria,
o Afeganistão, a Coreia do Norte, a
Nigéria, o Zaire, a Somália, os
minúsculos Nauru e Tuvalu no
Pacífico, o Tadjiquistão e a Arábia
Saudita, onde José Megre se deslocou
por três vezes, fazendo aí um total
de 12.000km em automóvel, tendo esta
sido a sua última e importante
descoberta.
Em 2007 fez a sua terceira viagem em
automóvel desde Portugal ao Sul de
África, desta vez com destino a
Maputo. Mas, anteriormente já tinha
atravessado 15 vezes o deserto do
Sahara em seis itinerários
diferentes. Assim, conhece todos os
países de África através destas e de
várias outras viagens que fez neste
continente, sempre em automóvel.
José Megre começou a viajar de
automóvel no estrangeiro com 13
anos, na altura com os pais, e nunca
mais parou. Desde então, para além
dos itinerários no continente
africano anteriormente referidos,
cruzou a Europa e a Ásia por três
vezes, fazendo duas travessias entre
o Atlântico e o Pacífico, uma no
rali Paris-Pequim, outra no comboio
Transiberiano e ainda outra que o
levou de Lisboa à Índia, ao Nepal,
Butão e Tibete de automóvel.
Nos
dois continentes americanos,
atravessou por duas vezes os Estados
Unidos e uma vez o Canadá, ambos de
costa a costa. Percorreu também
todos os países da América Central
e, por quatro vezes, a América do
Sul em viagens de cerca de 15.000km
cada, sempre em itinerários
diferentes.
Efectivamente, o objectivo de José
Megre como viajante não era só
conhecer todos os países do mundo,
mas também fazer todos os grandes
itinerários dos sete continentes,
cruzando-os de Norte a Sul e/ou de
Leste a Oeste. Assim, para cumprir
este objectivo deslocou-se também à
Antárctida no navio Explorer,
recentemente afundado durante uma
expedição idêntica. Percorreu,
ainda, cerca de 20.000km na
Austrália, para além de ter estado
em todos os países independentes da
Oceânia-Pacífico.