"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
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HONRA E GLÓRIA |
Fontes:
5.º Volume, Tomo V,
pág. 58, da RHMCA / CECA / EME
7.º Volume, Tomo II, pág.
104, da RHMCA / CECA / EME
Jornal do Exército, ed.
132, pág. 49 de Dez1970
Imagens dos
distintivos cedidas pelo
veterano Carlos Coutinho
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José dos Santos Félix
Soldado de
Artilharia, n.º 06869665
Companhia de Artilharia 1525
«FALCÕES
DE BISSORû
Guiné:
26Jan1966 a
04Nov1967
Cruz de Guerra, de 4.ª classe


José dos
Santos Félix,
Soldado de
Artilharia, n.º 06869665,
natural da freguesia de Alcaria,
concelho do Fundão.
Mobilizado pelo Regimento de
Artilharia de Costa (RAC - Oeiras) para
servir Portugal na Província
Ultramarina da Guiné integrado
na
Companhia de
Artilharia 1525, no período de
26 de
Janeiro de 1966 a 4 de Novembro de
1967.
Cruz de Guerra, de 4.ª classe
Soldado
de Artilharia, n.º 06869665
JOSÉ DOS SANTOS FÉLIX
CArt1525 - RAC
GUINÉ
4.ª CLASSE
Transcrição do Despacho
publicado na OE n.º 3 - 3.ª série, de 1968.
Agraciado com a Cruz de Guerra de
4.ª classe, nos termos do art.º 12.º do Regulamento da
Medalha Militar, promulgado pelo Decreto n.º 35 667, de
28 de Maio de 1946, por despacho do Comandante-Chefe das
Forças Armadas da Guiné, de 05 de Dezembro de 1967:
O Soldado n.º 06869665, José dos Santos Félix, da
Companhia de Artilharia n.º 1525 - Regimento de
Artilharia de Costa.
Transcrição dos louvores que originaram a
condecoração.
(Publicado na OS n.º 26, de 08 de Junho de 1967, do
Quartel General do Comando Territorial Independente da
Guiné (QG/CT1G):
Louvo o Soldado de Artilharia n.º 06869665, José dos
Santos Félix, da Companhia de Artilharia n.º 1525, por,
no desempenho das funções de apontador de LGFog
(Lança-granadas foguete) do Grupo de Comandos "Os
Falcões" [não existiu], ter demonstrado em todas as situações de
contacto eminente ou real com o inimigo, muita calma e
desprezo pelo perigo, contribuindo em todas as ocasiões,
com esta sua atitude firme e decidida, para um rápido
esclarecimento das situações de contacto. Muito embora,
ainda há relativamente pouco tempo esteja integrado nos
Comandos, cedo também se impôs como um soldado valoroso
e cheio de forte determinação.
Marchando sempre incluído nos elementos da vanguarda,
esse facto jamais o impressionou e lhe diminuiu a sua
capacidade de combate, e antes pelo contrário, parece
incutir-lhe no seu espírito maior energia e maior engodo
pelas situações de perigo. Pelo seu apego à luta e pela
sua condição de combatente nos lugares mais avançados e
por jamais ter voltado a face ao perigo e às
dificuldades, merece o soldado Félix ser apontado a
todos os seus camaradas como um exemplo de entrega total
no cumprimento da missão que lhe incumbe.
(Publicado na OS n.º 51, de 16 de Novembro de 1967,
do Quartel General do Comando Territorial Independente
da Guiné (QG/CT1G):
Que, por seu despacho de 11 do corrente e proposta do
Comandante de Agrupamento 1976, louvou o Soldado n.º
06869665, José dos Santos Félix, da Companhia de
Artilharia n.º 1525 - Regimento de Artilharia de Costa,
por, no desempenho das funções de apontador de LGFog
(Lança-granadas foguete) do Grupo de Comandos "Os
Falcões" [não existiu], ter dado provas de inexcedível brio, elevada
coragem e muita abnegação, nas situações de contacto com
o inimigo. Elemento já reputado em acções anteriores,
veio mais uma vez, na operação "Bate-Que-Bate", a
confirmar os seus predicados de combatente de real
valor.
Nesta acção, em que o inimigo desencadeou nutrido fogo
de armas pesadas sobre as Nossas Tropas e a uma
distância muito curta, o Soldado Félix, preocupando-se
unicamente em atirar com a sua arma, jamais procurou
abrigo para si, e enquanto teve munições à sua
disposição e o inimigo se manteve a fazer fogo, ele de
pé e a peito descoberto, foi atirando sobre o
adversário, até este se calar. Com esta sua atitude de
inigualável valentia, pundonor e desprezo pelo perigo,
contribuiu o Soldado José dos Santos Félix para o
esclarecimento da situação, que a princípio se
apresentava particularmente difícil para as Nossas
Tropas.
Por todas estas qualidades, que o classificam como um
soldado corajoso, pleno de serenidade debaixo de fogo,
animado de grande espírito de sacrifício e determinação,
merece ser apontado como exemplo dignificante a todos os
seus camaradas.
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Jornal do Exército, ed.
132, pág. 49 de Dez1970
SOLDADO JOSÉ DOS SANTOS FÉLIX
MEDALHA DA CRUZ DE GUERRA DE 4.ª
CLASSE
Foi condecorado com a medalha da
Cruz de Guerra de 4.' classe o
soldado José dos Santos Félix,
«porque numa operação na Guiné,
encontrando-se as nossas tropas sob
nutrido fogo de armas pesadas do
inimigo a curta distância, de pé e a
peito descoberto, empunhando o seu
lança-granadas-foguete, jamais
procurou abrigo, atirando sempre
sobre o adversário até este se
calar. Com esta atitude de valentia
e desprezo pelo perigo, o soldado
José dos Santos Félix contribuiu
para o esclarecimento da situação
que a princípio se apresentava
particularmente difícil para as
nossas tropas.
-
Natural da freguesia de Alcaria,
concelho do Fundão.
-
Especialidade: atirador.»

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Companhia de Artilharia n.º 1525
Identificação:
CArt1525
Unidade Mobilizadora:
Regimento de Artilharia de Costa
(RAC - Oeiras)
Comandante:
Capitão de Artilharia Jorge
Manuel Piçarra Mourão
Divisa:
"Falcões de Bissorã"
Partida:
Embarque em 20 de Janeiro de
1966, no NTT «Uíge»; desembarque em
26 de Janeiro de 1966
Regresso:
Embarque em 4 de Novembro de
1967, no NTT «Uíge».
Síntese
da Actividade Operacional
Em 4 de Fevereiro de 1966,
seguiu para Mansoa, a fim de
efectuar um curto período de
adaptação operacional e substituir a
Companhia de Artilharia 644
(CArt644) na função de reserva e
intervenção do sector do Batalhão de
Caçadores 1857 (BCac1857).
Em 21 de Fevereiro de 1966, por
rotação com a Companhia de Caçadores
1420 (CCac1420), foi transferida
para o subsector de Bissorã, em
reforço da guarnição local até 3
lOut66, tendo ainda actuado em
diversas operações realizadas
nas regiões do Tiligi, Biambe, Morés
e Queré e sendo também deslocada
para operações na região de Jugudul,
de 23 de Julho a 17 de Agosto de
1966; de 18 de Junho a 6 de Julho de
1966, destacou, ainda, um pelotão
para Ponte Maqué.
Em 31 de Outubro de 1966, assumiu a
responsabilidade do subsector de
Bissorã, após saída da Companhia de
Caçadores 1419 (CCac1419), tendo
passado a integrar o dispositivo e
manobra do Batalhão de Cavalaria
(BCav790), após reformulação dos
limites da zona de acção dos
sectores daquela área em 1 de
Novembro de 1966, e depois do
Batalhão de Caçadores 1876
(BCac1876). Pelos vultuosos
resultados obtidos em baixas
causadas ao inimigo e armamento
apreendido, destacam-se as operações
"Embuste" e "Bambúrrio", nas regiões
de larom e Faja.
Em 10 de Outubro de 1967, foi
rendida no subsector de Bissorã pela
Companhia de Cavalaria 1650
(CCav1650), recolhendo seguidamente
a Bissau, a fim de aguardar o
embarque de regresso.
