Leandro de Oliveira Pinto,
Tenente Mil.º de Infantaria 'Comando': Cruz de Guerra, de
2.ª classe
"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
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HONRA E GLÓRIA |
Elementos cedidos por um
colaborador do portal UTW |
Leandro
de Oliveira Pinto
Tenente Mil.º de
Infantaria 'Comando', n.º 08570864
Centro de Instrução de Comandos
«A SORTE PROTEGE OS AUDAZES»
Região Militar de Angola
«CONSTANTE E FIEL»
«AO DURO SACRIFÍCIO
SE OFERECE»
Angola: 1970
2.º
Comandante da
30.ª Companhia de Comandos
«A SORTE PROTEGE OS AUDAZES»
Angola: 30Abr1971 a 22Nov1972
Cruz de Guerra,
colectiva, de 1.ª classe
Cruz de
Guerra de 2.ª classe
Leandro de
Oliveira Pinto, Tenente Miliciano de
Infantaria 'Comando', n.º 08570864.
Mobilizado
para servir Portugal na Província
Ultramarina de Angola integrado na 30.ª
Companhia de Comandos (30ªCCmds) «A SORTE
PROTEGE OS AUDAZES» do Centro de Instrução
de Comandos da Região Militar de Angola
(RMA), no período de 1970 a 1972.
Cruz de
Guerra de 2.ª classe
Tenente
Miliciano de Infantaria, Comando
LEANDRO DE OLIVEIRA PINTO
30.ª CCmds/CICmds
— RMA
ANGOLA
2.ª CLASSE
Transcrição da Portaria publicada na OE n.º
22 — 2.ª série, de 1972.
Por Portaria de 25 de Outubro findo:
Manda o
Governo da República Portuguesa, pelo
Ministro da Defesa Nacional, condecorar, por
proposta do Comandante-Chefe das Forças
Armadas de Angola, o Tenente Miliciano de
Infantaria, Comando, Leandro de Oliveira
Pinto, da 30.ª Companhia de Comandos, com a
medalha da Cruz de Guerra de 2.ª classe, ao
abrigo dos artigos 14.º, 15.º, 16.º, 63.º do
Regulamento da Medalha Militar, de 20 de
Dezembro de 1971.
Transcrição do louvor que originou a
condecoração.
(Publicado nas OS n.º 50, de 25 de Setembro
de 1972, do CCFAA e n.º 97, de 02 de
Dezembro do mesmo ano, do Quartel General da
Região Militar de Angola):
Louvo o Tenente Miliciano de Infantaria
Comando, Leandro de Oliveira Pinto, da 30.ª
CCmds/CICmds, porque, ao longo de dez meses
de intensa actividade operacional, bem
patenteada em todas as acções em que tomou
parte, demonstrou coragem, decisão, serena
energia debaixo de fogo, sangue-frio,
determinação e agressividade invulgares.
Refere-se a sua acção em determinada
operação em que, logo nos primeiros
momentos, apanhado sob intensíssimo fogo
inimigo que, instalado e em número superior,
procurava resistir a todo o custo, manobrou
de maneira excepcional os dois grupos de
Comandos e, ele próprio, com apenas quatro
homens, fez uma aproximação a um ninho de
metralhadoras. Rastejando para as mesmas,
tendo deixado para trás a sua arma para
tirar o máximo rendimento das granadas de
mão que lhe eram passadas pelos homens da
sua equipa, conseguiu assim aniquilar o
adversário e ocupar as suas posições,
permitindo que o seu grupo pudesse avançar
sem mais baixas. Durante o assalto às
posições inimigas, como verdadeiro exemplo,
utilizou ele próprio diversas armas de
apoio, coordenando sempre a manobra do
assalto.
Posteriormente, aconselhado pelo comandante
da operação a ser evacuado, recusou-se,
pedindo para prosseguir com o seu pessoal a
acção de perseguição aos elementos inimigos
que conseguiram escapar, tendo-lhes movido
tenaz perseguição durante dois dias, nas
piores condições físicas.
Sóbrio, muito correcto e disciplinado, de
invulgar modéstia, o Tenente Mil.º Oliveira
Pinto, pela conduta valorosa e brilhante no
cumprimento do dever, é digno de ser
apontado como exemplo de verdadeiro chefe,
muito honrando a Unidade, o Exército e a
Nação, que tão devotada e
desinteressadamente serve.
